COMO É POSSÍVEL ? ASSIM NÃO VAMOS LÁ !


Acabo de ter conhecimento de que na Escola EB 2-3 de Atouguia da Baleia foram atiradas para o lixo 32 almofadas e respectivos bilros, que serviram, em tempo recente, para ensinar e divulgar a prática da feitura das rendas de Peniche, numa tentativa, de alguns, de manutenção de um património cultural da nossa terra.

Este equipamento chegou a estar a ser totalmente utilizado pelas alunas daquele estabelecimento de ensino que demonstraram, em várias edições da festa “Dia da Rendilheira”, o elevado nível que atingiram na execução da renda de bilros.

Como acima refiro a tentativa foi de alguns, com a colaboração das empresas Docapesca e Plastimar, mas o desleixo e o deixa andar de outros tantos, onde se inclui o ministério, não permitiram que a mesma se mantivesse, é assim que normalmente acontece quando nos estabelecimentos de ensino pontificam mercenários em detrimento de alguns naturais ou integrados, que, dadas as suas características de trabalho, não estão ligados aos reais interesses locais.

Pretende-se que a escola seja um local de satisfação das necessidades da terra onde está inserida, é pelo menos a filosofia que nos transmitem, mas exemplos como o que acabo de referir não confirmam o facto.

Todo este material poderia e deveria ter sido transferido para outras entidades que continuam a luta da preservação do nosso artesanato, até por respeito à doação das empresas que cumpriram o dever de colaborar com a escola.

Há lições que marcam fases da vida das pessoas e das instituições, os tempos que correm e os que se avizinham talvez venham a consolidar a necessidade de voltarmos a dar o real valor ao que nos rodeia.

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