“Novas Oportunidades” ou… OPORTUNIDADES PERDIDAS?






Assistimos a uma nova fase do tempo pós 25 de Abril em que apareceu uma vaga de novos engenheiros e doutores, que apareciam todos os dias como cogumelos, estando alguns deles com altos cargos na governação com o resultado que se conhece, agora ao nível da escolaridade obrigatória. Assim quase todos os dias nos chegam notícias de distribuição de diplomas a formandos que, após três meses de assistência a pseudo-aulas, são levados a pensar que ficam habilitados a concorrer com aqueles que fazem o percurso normal escolar.
O equívoco está na palavra formação que não se refere à obtenção de conhecimentos úteis ao seu futuro mas, sim, no sentido de forma ou fila para receber um subsídio ao fim do mês, como sobra do que ficou no bolso das empresas formadoras e seus servidores. E é aqui que me parece que o equívoco virá a ser, no futuro próximo, umas “OPORTUNIDADES PERDIDAS”.
Entretanto as populações vão vivendo entretidas, como tem acontecido na nossa terra, em que, desde as escolas de pesca do tempo do Estado Novo, passando pelo Forpescas, pelo Pescar é Fixe, o Promar e agora o Gacoeste, com os seus três milhões para distribuir, não têm acrescentado nada no sentido de evitar que a actividade piscatória e número de embarcações não parem de decrescer. Enfim, OPORTUNIDADES PARA OUTRO TIPO DE GENTE.

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