RENDA DE BILROS DE PENICHE

A renda de bilros é, muito justamente, considerado o principal artesanato do nosso concelho. Deve, por isso, ser objecto do interesse de todos e principalmente daqueles que mais têm o dever de zelar pela sua preservação. É neste contexto que, sem preconceitos, me quero incluir e, por isso, resolvi tornar públicas algumas das interrogações que venho manifestando há vários anos , de variadas formas. Assim sendo deixo à reflexão dos interessados algumas perguntas e afirmações, sendo que, como regra imprescindível para intervir, devamos todos ser claros, fazê-lo de forma identificada, tomando as intervenções anónimas como não existindo. E nesta conformidade começaria por perguntar:

Onde é possível aprender a conceber e elaborar novos desenhos, a estruturar piques que permitam a concretização da ideia e a executar o produto final?
Quantas pessoas, com idade inferior a 40 anos, se podem considerar capazes de dar resposta à pergunta anterior?
Que acções, para além do rol de intenções de internacionalizar o artesanato, de ir mostrar as nossas rendas aos alunos das escolas e organizar o certame anual de amostragem, têm sido tomadas, por quem tem obrigação, no sentido de preservar a sua continuidade e evolução positiva no futuro?
Qual tem sido a evolução, em termos de qualidade e artístico, dos elementos apresentados a concurso?
Qual tem sido o contributo da atribuição do selo de qualidade na real melhoria do valor das peças classificadas?

Se apresento estas interrogações é porque considero que as respostas que lhes daria vão no sentido de concluir que, infelizmente, este nosso artesanato está a ir por maus caminhos e é urgente tomar medidas no sentido de, realmente, o preservar.


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