DOCAPESCA - Visita de agentes estrangeiros



Obs.- Esta é uma das notícias inseridas no Boletim Infolota

Nota pessoal – Para além do interesse que a notícia tem, dado tratar-se de visita de pessoas interessadas no que ainda é a principal actividade da nossa terra, importa atentar no facto dos visitantes serem empresas armadoras e de comercialização de pescado holandeses e departamento de pescas italiano.
Não foi a Docapesca holandesa ou italiana, ou o seu equivalente, que cá veio e nem outra coisa seria de esperar porque, ao que julgo saber, a actividade da pesca, naqueles países, não vive na dependência de organizações paternalistas. 

A RAZÃO DE SER DOS NOMES (4)




Nota - Nas três primeiras fotos nota-se a separação dos rios de Ferrel e São Domingos 

Baleal, Atouguia da Baleia, Porto de Lobos, Água Doce, Salgados, Ponte da Lagoa, Rio, Ribeira, Cambôa todos estes nomes, correspondentes a locais do nosso concelho, têm a sua razão de existir, compete-nos a nós encontrar a sua explicação e deixar a memória aos nossos vindouros para que a história não se perca.

Água Doce -
O denominado Rio de Ferrel nem sempre foi, como hoje acontece, um afluente do Rio de São Domingos. Ele desaguava directamente no oceano em local fronteiro à então Ilha do Baleal. Por força do assoreamento e da posterior utilização dos solos nas culturas e construção, provocaram o seu desvio para o presente local. Porém, a natureza continua com a tendência de voltar ao caminho inicialmente escolhido e, embora subterraneamente, continua a fazer aparecer água doce junto da Praia Sul do Baleal, chamando-se ao local Água Doce.

Porto de Lobos -
Na época em que no porto de Atouguia da Baleia se caçavam baleias é natural que também os lobos-marinhos por aqui arribassem e a zona hoje denominada de Porto de Lobos seria a costa avançada da embocadura do Rio do São Domingos, logo do porto de Atouguia. Porventura seria ali que eles pairavam, portanto, a origem do nome do local está mais relacionada com a presença dos animais marinhos e não, como poderá parecer, com os felinos terrestres. Até porque o local, naquela época como agora, não tem características de habitação para lobos terrestres.

À CONSCIENCIA DE QUEM DEVE


Transcrito da Revista Portos de Portugal:-

A erosão costeira afecta várias regiões da costa portuguesa, mas uma forma de lutar contra este fenómeno é a alimentação artificial das praias com areia, explica o “Engenharia num minuto”, uma rubrica feita pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
"Ao longo da costa portuguesa tem-se verificado uma progressiva perda de sedimentos devido a fenómenos naturais e à intervenção do Homem”, diz Fernando Veloso Gomes, especialista da FEUP em portos e zonas costeiras. O vídeo pode ser visto aqui.
O “Engenharia num minuto” é uma rubrica produzida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, para a divulgação de ciência. O PÚBLICO é parceiro neste projecto e vai, nos próximos meses, publicar duas edições por semana.


A costa portuguesa representa um dos maiores desafios colocados à União Europeia, na protecção do meio ambiente face às alterações climáticas. Em alguns pontos do litoral português, o avanço do mar pode mesmo roubar 100 metros à costa, se nada for feito para abrandar os efeitos da erosão costeira. Especialista coloca maioria da costa em risco elevado e muito elevado.

OS OCEANOS ESTÃO CADA VEZ MAIS QUENTES


Os oceanos estão cada vez mais quentes, mais ácidos e com menos oxigénio. Este “trio mortífero”, segundo classifica um painel de cientistas internacionais, está a ter “efeitos dramáticos” sobre a fauna e flora marinha, além de exacerbar outras ameaças, como a poluição.
Esta é uma das mensagens da mais recente avaliação do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos, uma iniciativa criada por investigadores da Universidade de Oxford, com o apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza. Outras mensagens: a sobre-pesca está a ameaçar a capacidade dos oceanos em resistirem a outras ameaças; os recifes de coral não são capazes de se adaptar às rápidas mudanças climáticas em curso; o futuro dos oceanos estará seriamente comprometido se não se limitar o aumento da temperatura global a 2,0 graus celsius até ao final do século

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O REGRESSO DO FAROLIM DA CAMBÔA




Terminada a fase de reparação já está a ser montado, no seu lugar, o farolim da Cambôa. Até a placa do construtor, a firma Barbier & Fenestre de Paris, se consegue ler, vamos ver se no futuro não a voltam a pintar. Na minha qualidade de penicheiro de cima cumpre-me agradecer à Administração do Porto de Peniche, na pessoa do Snr. Engº Ricardo Esteves, o facto de não ter permitido que mais um símbolo da nossa terra continuasse em vias de desaparecimento.

ENTÃO E O DENOMINADO FILTRO DE PENICHE DE CIMA?




Em 2010 falamos do lamentável estado em que se encontrava este elemento histórico da nossa cidade, em 2012 foi feita uma inspecção, eu diria histórica, para averiguação do estado e, julgávamos nós, se proceder à sua reparação, afinal a inspecção e reparação passaram a história até que o filtro caia. 

ENERGIA DAS ONDAS


PENICHE ABRE CENTRO DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL - Amanhã, 8 de Outubro, a partir das 17h,45, no Centro de Alto Rendimento de Peniche.


O projecto europeu SURGE (Simple Underwater Renewable Generation of Electricity), financiado pelo 7º programa quadro da União Europeia, destina-se a testar e avaliar o protótipo de segunda geração do dispositivo Finlandês WaveRoller, ao largo de Peniche.

De acordo com o contrato de financiamento para a construção do Centro de Alto Rendimento de Surf de Peniche, o Município estava obrigado a que uma das suas salas se destinasse a ser um espaço de interpretação ambiental, pelo que desta forma o Município de Peniche cumpre duas obrigações em simultâneo.
O visitante deste novo espaço pode, individualmente ou em grupo, assistir a vídeos e consultar a informação exposta, ficando a conhecer a história desta tecnologia, as suas principais características e as expectativas existentes em relação à sua evolução e expansão.

O PILADO COMO AJUDA AO RENDIMENTO DA PESCA?


"Pilado" caranguejo para biomedicina - GACoeste - Portugal
Ao olhar para os componentes biológicos de casca do caranguejo de natação comum, este projecto-piloto visa aumentar o valor económico de um recurso que está actualmente descartada e criar pontes de mercado entre os pescadores e outras partes interessadas da área."

Em Portugal, o "caranguejo Pilado", ou natação caranguejo de Henslow, é uma espécie abundante, comumente capturados nas redes de pescadores de arrasto, mas posteriormente descartados uma vez que detém nenhum valor comercial. E, no entanto, a espécie é acreditado ser uma fonte de compostos biológicos, tais como a quitina e atamantina. Estas substâncias têm sido conhecidas durante vários anos para as suas propriedades biológicas e médicas, utilizados, por exemplo, na indústria farmacêutica e biomédica como aditivos nutricionais, bem como no tratamento de água e de regeneração de tecidos. Reconhecendo esse potencial, e com o apoio da GACoeste, do Instituto Politécnico de Leiria, criou um estudo-piloto em parceria com os pescadores, as empresas biomédicas (CERAMED / ALTAKITIN) e outros institutos de pesquisa, para avaliar o potencial da espécie como uma fonte para esses compostos. O estudo também vai definir os processos de extração e os circuitos de distribuição que teriam de ser configurados de modo a tirar proveito deste recurso, assegurando a participação de todos os interessados.
A fim de agregar valor a esse recurso local e desenvolver novas oportunidades de mercado para os pescadores da região, o estudo seguirá três etapas principais: 
1. Desenvolver uma caracterização bioquímica para o "Pilado" do caranguejo, determinando sua composição. 
2. Limitar os procedimentos de isolamento para os bio polímeros alvo.
3. Criar ligações entre os pescadores e a indústria biomédicas, a fim de desenvolver um circuito de valor económico de captura para as indústrias de biotecnologia, tanto dentro como fora da área.
As principais lições
> Relevância para temas FARNET: Agregar valor aos produtos da pesca local, de inovação, subprodutos.
> Resultados: Em Janeiro de 2012, o projecto ainda estava em seus estágios iniciais. No entanto, a análise preliminar sobre os crustáceos tinha começado e que a iniciativa já estava mostrando sinais positivos em termos da participação dos pescadores, seu envolvimento na colecta de caranguejos e uma maior consciencialização entre as empresas de biotecnológicos do potencial desses recursos locais e os papel que podem desempenhar para as comunidades envolvidas na sua gestão.
> Transferência: O recurso (caranguejo capturas acessórias) é comum em uma série de zonas de pesca e de fato quitina e astaxantina também podem ser encontrados em outros crustáceos, que também poderiam ser considerados para o uso de biomédica. O processo em si (cooperação entre os pescadores e os institutos de pesquisa local) pode ser aplicada a muitas áreas, seja no campo da biomedicina ou outros usos inovadores de pesca subprodutos. 
> Comentário final: Desenvolvimento de algumas das pescas mais lucrativas subprodutos, tais como os ligados à indústria farmacêutica exige conhecimento especializado que os pescadores podem, por vezes, encontrar entre actores específicos presentes na área. Este projecto ilustra como, com uma abrangente e uma estratégia local bem comunicada, bandeiras podem apoiar os actores muito específicas (pescadores, unidades de investigação, empresas biomédicas) para desenvolver relações e trabalhar em prol de um objectivo comum para o lucro mútuo.



CONHECENDO A NOSSA HISTÓRIA





Traineira a remos tipo Vigo
(Peniche)

"Esta embarcação integra uma tipologia que remonta aos finais do Séc. : XIX mas
que só nas primeiras décadas do Séc. :XX chegou a Portugal. A designação
"traineira" provém de "traina" (uma arte de pesca de arrasto); entre nós foi
adoptada a denominação "Traineira tipo Vigo", por ter sido a partir de Vigo que esta
entrou em Portugal.
A Traineira caracterizava-se por armar uma vela de pendão à proa e outra entre a
1a e a 6a bancadas, com mastros desmontáveis, dispunham ainda da propulsão de
14 remos para uma tripulação que oscilava entre os 12 e os 14 homens.
O Museu de Marinha, expõe Sala da Pesca Costeira um modelo desta embarcação."

CARACTERÍSTICAS
Comprimento 12,00 m.
Boca 2,50 m.
Pontal 0,75 m.

Existe um exemplar no Museu da Marinha, mas não consta no nosso Museu Municipal.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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