FRUTO DOS TEMPOS QUE CORREM






As imagens reproduzidas parecem as que vimos, há dias, resultantes da passagem de um ciclone, em que, na sua fúria selvática, arrasou tudo. Estas árvores devem ter setenta anos, andava eu na escola e nessa altura, como o meu pai, que também andava a pé, não me ia levar à escola de automóvel, eu divertia-me a apanhar alevins das rãs que proliferavam nas covas onde vieram a ser plantadas estas árvores. Lembro-me que via à volta deste trabalho, como pessoa interessada no mesmo, o Snr. Dr. José Pinto Júnior, julgo que como elemento da Comissão Municipal de Turismo, essas organizações de boa memória onde proliferavam pessoas que sabiam viver os interesses da sua terra. Hoje, ao ver o espectáculo que se me deparou, pensei que, certamente, haverá uma boa explicação para o sucedido, não acredito que aquela atitude, de aspecto também selvático, tenha acontecido só porque alguém, que não sabe o motivo por que anda neste mundo, resolveu mandar plantar couves naquele local. A última fotografia é o resto de uns cepos que eu vi serem colocados, amorosamente, indicando a espécie das árvores agora arrancadas, e que alguém resolveu destruir da mesma forma selvática.

Comentários

  1. Concordo contigo amigo JOÃO AVELAR...é mesmo SELVAJARIA !!! Aquele abraço meu amigo !!

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