AS NOSSAS COLECTIVIDADES E A SABEDORIA DO POVO QUE AS GOVERNA


O respeito que merecem os inúmeros cidadãos que no nosso concelho têm sabido erguer inúmeras colectividades (associações) por todo o território, orientando-as no sentido de satisfazerem as necessidades e os sentimentos dos que lhes estão próximos, que são a razão de ser da sua existência e o principal sustentáculo das mesmas, leva-me a que alinhave algumas considerações depois de ter lido os relatórios produzidos, no esforço dominante que alguns têm feito, no sentido de se criar a CLA (Carta Local do Associativismo), promovida pela Câmara Municipal.

Naturalmente que a CLA tem razão de ser no sentido em que é útil que a edilidade conheça, no maior pormenor possível e voluntário o que existe no território, porque só com esse conhecimento poderá organizar de forma equitativa a devolução de parte da riqueza que os componentes dessas colectividades produziram.

Também será justo e desejável que a edilidade exerça a sua fiscalização acerca da aplicação dos fundos que forem atribuídos.

O que me parece errado é o espartilho das exigências que estão a ser projectadas, que me parecem estar para além daquilo legalmente exigível, feita por algumas doutas e dominantes cabeças, que parecem considerar os elementos que constituem o movimento associativo concelhio pouco capazes de dar continuidade ao meritório trabalho que têm desenvolvido.

ABRIL DE 2015.
João Avelar

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