É O MAR A SÉRIO, NÃO O DE BRINCAR, O NOSSO DESTINO


O relatório intitulado “Explorar o potencial da Investigação e Desenvolvimento na economia azul para criar emprego e crescimento” integra, entre outras recomendações, aquelas que abaixo transcrevo, tendo em vista o desenvolvimento da economia azul, leia-se ligada ao mar, até 2020.

MAIS APOIO PARA UNIVERSIDADES E PME NA ECONOMIA DO MAR

“. Defende a necessidade de desenvolver um planeamento estratégico das atividades da Economia Azul, modos de financiamento direto e um plano de ação, por forma a dinamizar este setor até 2020; considera que cada uma das atividades identificadas deve conter um número de ideias específicas, que vão desde a cooperação no domínio da investigação através do investimento em infraestruturas e mecanismos de cooperação, que os Estados-Membros são convidados a implementar recorrendo aos fundos da UE, ao financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e à participação do setor privado, seguindo as práticas ou recorrendo ao Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, cujo objetivo consiste em promover investimentos significativos em infraestruturas e garantir o financiamento de projetos inovadores; solicita, para o efeito, à Comissão que inclua o desenvolvimento da Economia Azul como um dos requisitos a cumprir para que um projeto possa ser elegível para o FEIE;

“. Exorta a Comissão a apoiar tanto o ensino superior como a formação profissional e os programas de aprendizagem ao longo da vida, procurando incorporar nos mesmos a perspetiva da Economia Azul e apoiar a sensibilização dos jovens para esta questão, reforçando a sua presença em todos os níveis de formação; manifesta a sua preocupação com o impacto que o FEIE, nos moldes propostos pela Comissão, irá ter na investigação e desenvolvimento, considerando que serão retirados 2,7 mil milhões de euros ao Programa Horizonte 2020 durante os próximos 5 anos;

“. Insiste em que seja incentivado o desenvolvimento de sistemas de formação que congreguem todas as profissões do mar; assevera, a este respeito, que a interação entre os diferentes sistemas de formação marítimos permite favorecer o desenvolvimento de atividades marítimas integradas e a polivalência das profissões.

Como nasci numa terra de mar, como de tenra idade comecei a molhar os pés na água salgada, porque continuo a pensar que o futuro da minha terra está no mar concreto e não naquele de brincar, porque o mar abraçou de tal maneira a nossa terra, vejo com dificuldade outro destino para a nossa urbe e sua gente.

Segundo este princípio, incentivado pela leitura integral daquele relatório, volto a chamar a atenção da “GENTE DA MINHA TERRA”, porque, me parece, que o lado político não chegará nem é capaz, para o facto de estar na hora de juntar esforços para repensar Peniche e dotá-lo de uma linha de rumo determinado, pensado, vivido, unindo os esforços nesse sentido, chamando à sua parte na responsabilidade a nossa Universidade. 

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