A FALTA DE AREIA NA PRAIA DA CAMBÔA




(CARTA ABERTA)

AO CUIDADO DOS SNRS, PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE
DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE

Excelências

O assunto que me leva a ocupar-lhes um pouco do vosso precioso tempo tem a ver, mais uma vez, com a falta de assoreamento da praia da Cambôa.

Esta falta põe em risco um dos acessos a Peniche e toda a muralha que vai desde o portão de Peniche de Cima até à Praia do Quebrado.

Não vou, agora, repetir aquilo que sobre o assunto tenho dito ao longo de muitos anos, mas,
perante a fotografia que acima publico e que encontrei recentemente, ouso ocupar a vossa atenção, fazendo as seguintes observações:

a) - Esta foto será da época em que ainda existiam, os canos de esgoto das fábricas do Fialho e Exportadora, bem como a rampa do salva-vidas e os barcos estacionavam ali ao lado.
b) - Eram estes elementos que provocavam a acumulação da areia que se observa na foto.
c) – Foi a partir do desaparecimento daquelas infraestruturas que a corrente das águas passou a fazer-se entre os viveiros e a casa do salva-vidas, o que provocou a desgraça que ali de verifica.

Desculpem, meus senhores, mais esta maçada, mas, depois de já haver descrito isto de várias formas e até já ter conseguido fazer um desenho, sem que me tenha apercebido de que haviam compreendido o facto, voltei a aproveitar esta nova circunstância. 

Comentários

  1. Então era a rampa do salva-vidas e os canos de esgoto das fabricas que retinham as areias,hummmm e então o resto da praia é falta do que?

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    1. Caro Vitor Garcia o resto da praia é uma consequência do descalabro que se gerou a partir da altura em que desapareceram os obstáculos referidos, facto que originou a alteração da corrente ao longo da praia. Enfim, muito mais havia para se contar e já foi referido noutros escritos sobre a mesma matéria e neste mesmo blogue.

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