3º Aniversário da atribuição do “Prego Dourado”





O Prego Dourado é um alto galardão atribuído pelas altas entidades que, a nível mundial, estudam e preservam áreas geológicas de elevado interesse científico.


Ao festejar o seu 20º aniversário a Arméria quis associar-lhe a recordação do acto que, há três anos, aconteceu em Peniche e salientar, mais uma vez, a elevada importância, que ele tem para a nossa cidade.

Por isso lançou um folheto explicativo para o qual obteve a colaboração da Câmara Municipal.

As presenças do Snr. Presidente da Câmara, duma Snrª Vereadora e da Presidente da Junta de Peniche, indicam bem o conhecimento que têm da importância deste acontecimento, que se traduziu nas palavras proferidas pelo Snr. Presidente.

DUAS FACHADAS – DOIS SÍMBOLOS DA NOSSA TERRA



Ainda hoje choramos o crime que, a Câmara de então, cometeu ao não preservar o edifício do CINEMAR como um centro de cultura da nossa cidade. Este edifício era a mais importante sala de espectáculos que existia na região oeste, à data da sua construção e durante algumas décadas. Hoje não temos nada e andamos a exibir actuações culturais ao ar livre, tipo saltimbancos dos anos 50.

Hoje o prédio Coutinho está à venda, ou esteve à venda, e os homens a quem os penicheiros têm entregue a governação da nossa cidade, passam na Rua Marquês de Pombal e os seus olhos não enxergam nada que represente interesse a preservar. O edifício do Snr. Coutinho, como sempre o conheci, foi o local onde funcionou a escola de rendas D. Maria Pia, sob a orientação de D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro, que revolucionou toda a técnica da urdidura das rendas de bilros, que levaram o conhecimento de Peniche aos quatro cantos do mundo. As atenções estão sempre viradas para outros interesses.

Dentro de algumas décadas, quem cá estiver, irá ter o mesmo pensamento que, hoje, estamos a ter relativamente ao Cinemar. Temos assistido à compra de edifícios que não têm metade da história e aspecto arquitectónico deste, mas não dá para mais. Trata-se de uma área situada no casco mais antigo da cidade que, nas mãos de quem souber, dará espaço para tudo.

Sobre este assunto já tive a oportunidade de escrever em Fevereiro de 2014, como aqui pode recordar, mas irei continuar até que os dedos me doam.





MAIS UMA INICIATIVA DA ARMÉRIA

Este é um evento que deve merecer da população de Peniche uma atenção especial e carinhosa dada a importância do facto comemorado.
É uma pena que a edilidade tenha ficado por aqui e ignore a verdadeira importância do tesouro geológico que este e outros pontos da nossa costa representam, dando-lhes a cobertura museológica que merecem. Enfim, opções.

A TRAGÉDIA – MUSEU MUNICIPAL


Uma declaração do Snr. Presidente da Câmara transcrita em acta, recentemente publicada e que está datada de sete de Janeiro;

“Disse, ainda, que era um desejo que Peniche pudesse ter um Museu Municipal, de acordo com as decisões da Câmara Municipal, em relação à Fortaleza, uma vez que a senhora Diretora da Direção Geral do Património Cultural e, também, o senhor Ministro foram dizendo, e está consagrado no documento final, em termos de projeto, um espaço para a Câmara Municipal, e que em devido tempo, se iria decidir o que se pretendia para o local e o que os serviços propõem.”

Snr, Presidente, se não se lembra, pelo menos eu, aqui estou para o lembrar que Peniche já teve um museu, que tinha estatuto aprovado, que teve instalações, que teve gente de Peniche que trabalhou para que ele existisse, mas que, também, teve gente de Peniche, eu diria escumalha, que permitiu que o espezinhassem e, ao que parece é uma vaga hipótese a possibilidade de quem o espezinhou, vir a permitir que, num cantinho recôndito e que não lhes faça falta, se venha a colocar uma coisinha que fale de Peniche.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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