EM 02 DE OUTUBRO DE 1997, DIZIA "MORREU O TI JOÃO"


Foi a notícia que surpreendeu um grupo de amigos, à hora do café, e que foi quanto bastou para todos sabermos, de imediato, que falecera o nosso amigo João Rodrigues Pereira, vulgo "Ti João da Berlenga".
Pessoalmente foi com o sentimento de uma pontinha de ingratidão que acolhi a notícia, porque senti que, na devida altura, não me terei preocupado em contribuir para que lhe fosse prestada a homenagem merecida.
A ocupação excessiva que fazemos do nosso tempo não permite que pensemos, em tempo útil, em retribuir a disponibilidade com que sempre fomos tratados por alguém, que em comunhão com a esposa, a "Tia Maria", sempre estavam prontos a ser prestáveis a quem deles necessitava.
Não há quem tenha frequentado a Berlenga com alguma assiduidade, que não haja sido beneficiário da acção daquele casal, seja no campo da segurança, da saúde, do acolhimento, de limpesa e da ordem.
Também a nossa terra beneficiou da conduta destas pessoas, como prova o elevado número de amizades que souberam granjear junto de gente de todo o país.
Foram, portanto, uns excelentes embaixadores dos interesses de Peniche na área do turismo.
Toda esta actividade, que se prolongou por muitos anos, merece o reconhecimento da população da cidade, pelo que sugiro que seja perpectuada, na ilha que tanto amaram, a memória do casal a que me venho referindo, facto a que não se escusará a nossa edilidade.
Estou, deste modo, à disposição de todos os que, concordando com o que sugiro, queiram juntar-se na concretização do que vier a ser decidido.
Em 04 de Março de 2008. -
Ainda não foi prestada a devida homenagem de forma física, penso que a maior homenagem que os seus verdadeiros amigos lhe prestam está na memória e saudade que temos deles.

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