A PESCA DO CERCO EM PENICHE




Os textos que publico entre aspas fazem parte de notícia inserida no sítio da Câmara Municipal. Da sua leitura ressalta a ideia que, afinal, tudo vai bem no sector da pesca do cerco , ao contrário da ideia, generalizada, de que a mesma está em crise. Será que foi preciso reduzir o número de unidades de meia centena para meia dúzia para se atingirem níveis de sustentabilidade da mesma? Se é assim neste caso e se pretende a extensão da prática a outras actividades da pesca, então a nossa terra e o seu povo pouco vão beneficiar do galardão.

“Decorreu no passado dia 15 de Janeiro de 2010, no Auditório da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, a atribuição do certificado de qualidade MSC (Marine Stewardship Council) à Sardinha portuguesa”

“A obtenção desta certificação por parte da sardinha portuguesa, a única espécie da Península Ibérica e a 60ª a nível mundial a possuir tal certificação, comprova a existência de práticas que tendem a minimizar o impacte ambiental causado e que contribuem para a sustentabilidade desta pescaria. Na prática, pretende-se que estas práticas sejam continuadas e adoptadas por todos os operadores (produtores e industriais), de forma a aumentar a cadeia de valor da sardinha portuguesa. Este processo é de extrema relevância para a economia local de Peniche, em virtude do número significativo de activos existentes que dependem directamente da pesca (1500 a 1700) e ao volume de pescado transaccionado em lota, que fazem de Peniche o porto de pesca mais importante a nível nacional.”

“As capturas da ANPOCERCO - que representam 95% da produção de sardinha em Portugal (com um nível de captura anual superior a 50 000 toneladas) - podem agora ser portadoras do eco-rótulo azul do MSC, que é reconhecido internacionalmente. A certificação abrange todas as embarcações de pesca costeira da Associação (com mais de 9 metros de comprimento), cuja actividade principal é a pesca do cerco. Esta concertação de esforços e partilha de co-responsabilidades entre produtores, industriais e cientistas, constitui uma acção concreta ao nível da gestão integrada e sustentabilidade dos recursos piscícolas nacionais, que importa replicar para outros recursos marinhos e que vai de encontro aos objectivos constantes no Livro Verde das Pescas.”

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