A CIDADE – A PESCA – O OCEANO ATLÂNTICO (2)




Para um ignorante na matéria, como eu, é intrigante ouvir falar na extracção de minérios do fundo do oceano. Como não imaginamos que seja possível a abertura de túneis abaixo do solo oceânico começamos a imaginar umas gruas a irem buscar partes do fundo marítimo, a trazê-lo à superfície e, após a triagem do que interessa, atirar com o que não serve para o mesmo fundo. Como estamos habituados a ver o que se pratica na criminosa pesca do arrasto ficamos, desde logo, alarmados com a ideia. A fotografia que encabeça este escrito representa uma extensão de 80 quilómetros quadrados do fundo do mar do norte, onde actuam os arrastões e foi captada via satélite. Trata-se de uma faixa equivalente ao espaço entre Peniche e Figueira da Foz e a mesma distância no sentido vertical à costa, que como se vê está completamente lavrada. Sugiro, por isso, que se reserve uma zona de preservação das espécies até à bati métrica dos 600 metros, deixando-lhes o espaço necessário para reprodução. Mais uma vez recordo a necessidade de preservação do Canhão da Nazaré, como fonte geradora dos nutrientes necessários à alimentação dos cardumes regionais.

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