O TAPUME QUE MERECEMOS



A primeira fotografia que publico representa a primeira edição deste tapume e, porque estava permanentemente a ser danificado e o seu proprietário a fazer as devidas reparações, ocorreu-me o comentário que publiquei em 08/09/2009, que reproduzo:

“Se a empresa proprietária deste tapume tiver a paciência de o mandar arranjar será, certamente, pela décima vez que o fará. Não se percebe o que leva a que alguém, que talvez tenha a pretensão de que o considerem como gente, proceda tão repetidamente ao acto de destruição em causa. Se ponderarmos modernamente talvez se considere que é alguém desprotegido da vida que assim manifesta o seu descontentamento ou alguém que necessite de acompanhamento psicológico para reposição da sua estabilidade intelectual. Se observarmos a situação à luz de conceitos mais recuados o acto de vandalismo repetido é causa da impunidade com que, nos tempos que correm, qualquer selvagem faz o que quer e lhe apetece.”

Passados cinco anos o aspecto do dito tapume é o que está representado na segunda fotografia. A minha intenção não é fazer qualquer crítica ao proprietário do terreno que teve a paciência de fazer as reparações já aludidas, até que teve que optar pelo tipo de vedação actual.

CONCLUSÃO – Uma terra que tem filhos como aqueles que, sistematicamente, foram destruindo o primeiro tapume, que tinha um aspecto civilizado, não merece mais do que aquilo que se apresenta. Pena é que sejamos todos metidos no mesmo saco, dada a existência de alguns.

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