PENSE GRANDE SNR. PRESIDENTE


Pense que a zona, que hoje pertence à actividade da pesca, onde está a querer construir a marina, poderá vir ainda a ser reutilizada na mesma actividade, porque, estando e continuando, como queremos, voltados para o mar, talvez os nossos vindouros venham a ser capazes de fazer uma coisa, que nós não fizemos, quiçá pensar e revitalizar a actividade da pesca.

Pense que o que acabou por ser feito de um dos sonhos que tivemos, nós penicheiros, seria ter o fosso da muralha devidamente aproveitado e deu no que deu.

Pense que não devemos encavalitar umas coisas nas outras e ainda uma não está repensada e já estamos a querer encavalitar no mesmo espaço mais uma.

Pense no estado em que está o nosso molhe oeste, que terá, mais ano menos ano, que ser reparado de vez, a ponto de já ter sido alvitrado fazer-se uma lomba de rebentação externa para sua protecção.

Pense que 80% dos materiais que compõem parte do citado molhe são recuperáveis para mudar de sítio.

Pense que o istmo de Peniche não pode suportar a abertura de mais docas e carece de ser defendido, também, a sul.

Pense que Peniche merece e justifica uma marina oceânica, porque está a meio da costa portuguesa, porque tem o abrigo do Cabo Carvoeiro, porque é um porto seguro já conhecido internacionalmente, porque está a mais de 40 milhas da marina mais próxima, porque ela representaria um equipamento que muito valorizava a região centro/oeste, que todas estas potencialidades lhe dão a categoria de interesse nacional e, por fim, nas 160.000 embarcações de recreio que passam na nossa costa.

Pense no que foi feito em Oeiras, Cascais, Sines, etc. etc.

Pense, agora, Snr. Presidente, que se construía um novo molhe oeste a partir do Porto da Areia Sul, com a ajuda dos tais 80% de materiais que constituem o molhe actual e que, todo o terreiro, que hoje é parque de estacionamento, era transformado num cais com mais uma frente voltada a sul, de onde sairiam parte dos pontões de amarração de embarcações.

Pense, também, que o Porto da Areia Sul poderia ser ligado, por um cais ao nível do mar, ao Carreiro Fedorento, do qual partiriam mais pontões de amarração.

Pense, ainda, que a nossa fortaleza, ficaria integrada no centro de toda esta actividade, incluindo-se-lhe o Alto da Vela.

Pense no buraco do Porto da Areia e na sua arriba a oeste, bem como em toda a costa sul até ao Cabo Carvoeiro.

Pense que é dependendo da valia do projecto em si e do que lhe for adicionado, que os investidores aparecerão.

Pense que, quem fez o actual Porto de Pesca, o governo da Nação como sabe, é capaz de ajudar a obter os meios para que este desígnio se concretize.

Pense em lançar a ideia.


Outubro de 2015.

Comentários

  1. ...e enquanto vai pensando nisso, veja se manda desassorear a doca com frequencia!

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  2. Embora seja uma ideia interessante, penso que acabaria de vez com uma onda de características únicas no país e no mundo, o pico do molhe leste. De qualquer forma, como sou pescador e apreciador de outros desportos e lazer na vertente náutica, acho que com umas alterações nessa ideia, serviria aos dois interesses.

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  3. menos em surf?...isso é que é uma visão de futuro!...minha nossa senhora da boa viagem!! a malta lê com cada coisa!

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  4. comecem masé a pensar em resolver o facto de todos os anos peniche de cima ta desaparecendo até ao ponto de nao termos mais dunas

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  5. Sim!!! Dê menos importância ao surf, pois o que não falta por aí é benefícios para esses snobs e ajude quem realmente precisa!!!!

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  6. Mais uma mega ideia. Para não falar dos milhões que iriam ser gastos sem retorno garantido, pois temos que analisar os portos que estão à nossa volta e ver que qualquer um deles teria sempre melhores condições para embarcações de grande porte, teríamos que nos cingir a embarcações de pesca e recreio, o que por sinal dá mais dinheiro que o surf. Estamos cheios de emprego na pesca e no turismo de recreio que fartam-se de encher os nossos hoteis (será que não dormem nas embarcações???). A juntar a isto tudo teríamos que gastar mundos e fundos para desalojar todo o bairro ali existente. O surf pelo menos vê-se...ou será que estes turistas que estão cá vieram pelas sardinhas e cavalas.

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  7. Na experiência que eu tenho, a entrada do Porto de Pesca neste momento e no "projeto" é muito insegura. Se vocês reparam, na fotografia conseguem ter uma percepção do sentido da ondulação.
    O vento, por norma, vem do Norte, ou seja, "está Nortada", mas o problema vem quando o vento é Sudoeste. Quando a vaga vem da mesma direção que o vento (neste caso Sudoeste" é ainda muito pior. O porto torna-se muito inseguro.
    O problema na entrada do Porto de Peniche é quando o barco tem que virar para "bombordo" (para a esquerda), o que, com a força da maré poderá virar o barco ou "empurrá-lo" para o Molhe Leste.
    Muitos pescadores preferem navegar até ao porto da Nazaré do que arriscar a entrar no porto de Peniche nestas situações.
    Se forem pesquisar o Porto da Nazaré conseguem ver que é um porto com entrada mais fácil mesmo quando o mar está bravo.

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  8. Caro João Avelar
    A sua ideia para o porto de Peniche é grandiosa só não sei se seria fazível em Peniche/Portugal. Se em Peniche não se consegue manter em funcionamento a iluminação pública da "marina" nem se proceder ao desassoreamento da "marina" e respectivo porto como se fará a obra que o amigo propõe.

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    Respostas
    1. Amigo João Lima
      Como a sua intervenção está em geito se pergunta, aqui vai a possível resposta:
      Todos sabemos que a Câmara está falida, mas não é a ela que compete fazer a obra. O que tem que executar é um projecto credível e interessante para alguém executar. Ao projecto pode ser anexado a utilização do Porto da Arei sul para fins turísticos, a pousada na fortaleza, a instalação de um parque eólico no molhe a construir,bem como outras situações. Lembro-lhe, porque conhece a situação, que o molhe oeste está a arruinar. Um projecto desta índole tem interesse nacional. Enfim, menos foguetes e mais execução!

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