Começo por pedir desculpa à Arméria por usar o conteúdo da sua carta aberta de forma truncada.
Tenho em vista colaborar contra a atitude de alguns "palermas" que, de forma impensada, como abaixo se diz, alteram a boa ordem da nossa paisagem.
Também, como abaixo se sugere, fica o apelo aos verdadeiros amigos de Peniche para que procedam à destruição destes abortos, deixando as pedras da forma original possível.
Incluo, então, a reprodução, truncada, da carta da Arméria cuja leitura do seu original recomendo:
Carta Aberta -
Mariolas, um atentado ao nosso futuro.
Os montes de pedras amontoadas, chamados de mariolas,
permitem, nas zonas montanhosas, identificar trilhos, quando as condições
meteorológicas são mais adversas ou onde não há cobertura GPS.
Nas zonas litorais, como é o caso de Peniche a sua
presença, em vários locais da costa, mas em especial na Papôa, é uma séria
ameaça ao património de todos nós, descaracterizam e danificam o conteúdo litológico
deste santuário natural, um sítio de interesse geológico alvo de ataques permanentes.
A Arméria tem liderado os alertas a nível local para esta
situação, tendo já sensibilizado muitos membros da comunidade, que nos vão
alertando e por sua iniciativa também sensibilizando outros e tentando repor
a situação natural.
Se não forem tomadas medidas, este espaço natural
ficará irremediavelmente adulterado.
Um recurso turístico de grande
importância, não renovável e enquadrado sob várias formas de protecção.
Finalizamos esta carta aberta com uma palavra de
agradecimento público a todos aqueles, verdadeiros Amigos de Peniche, naturais ou
não de cá, que estão voluntariamente a limpar a Papôa, desta grave
forma de poluição visual e degradação paisagística.
Peniche, 23 de Agosto de 2020
Etiquetas: O meu pensamento
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ segunda-feira, agosto 24, 2020
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