EM 12 DE FEVEREIRO DE 2008, DIZIA "O PARQUE DA CIDADE E O SAPAL DA PRAGEIRA"



É justo que distingamos, com muito gosto, uma obra que me parece consensual e representa um passo em frente no que respeita ao alindamento da primeira impressão que causamos a quem nos visita.
O PARQUE DA CIDADE, será assim que sempre lhe chamarei, seja qual for o título que alguém lhe venha a pôr, é um claro exemplo de que em Peniche também é possível fazer coisas de bom gosto, por isso a minha gratidão aos edis que mandaram projectar e aos que não tiveram qualquer dúvida em mandar executar. É assim que sairemos da estagnação de outrora, já é tempo de se ter em atenção apenas o interesse da cidade e das pessoas. Parece que se esta nova mentalidade vier para ficar estaremos todos de parabéns e todos beneficiaremos do que de bom é possível realizar, com base na complementaridade das ideias e não na repulsa das mesmas desde que não sejam nossas.
Às observações que tenho ouvido fazer acerca de alguns pormenores de execução, apenas me resta sublinhar que está lindo e que, gastos exagerados têm sido suportados, infelizmente, em tantas circunstâncias sem justificação, que me parece ser de louvar que estes se tenham feito.
Reparou-se com a execução desta obra o mau aspecto que tinha a implantação, sem enquadramento, do campo de futebol e proporcionou-se uma ligação condigna entre o parque de campismo e a praia do molhe leste.
Parece que está a mexer a limpesa e ordenamento do interior da nossa zona portuária, agora a contrastar negativamente com este novo parque, por isso estou confiante que a entidade responsável pela gestão daquele espaço se associe à obra de limpesa e alindamento da nossa terra.
Mais uma vez, como cidadão desta minha terra, o meu muito agrado pela forma como a colaboração das passoas resultou e a minha esperança de que o exemplo frutifique.
Em 14 de Julho de 2008 - Como acima referi e defendo o nome de PARQUE DA CIDADE será sempre aquele pelo qual designarei este aprazível local. Não tenho nada contra alguns nomes sugeridos, em especial quando referem pessoas, mas penso que a minha cidade merece esta especial consideração, ter o seu parque o parque da cidade.

EM 10 DE ABRIL DE 2007, DIZIA " A PROPÓSITO DAS DUNAS DE PENICHE " A minha homenagem ao Dr. Raul Santos





Como filho de Peniche presto-lhe a minha homenagem pela página que escreveu neste mesmo jornal e desejo, muito sinceramente, que tenha conseguido despertar as mentes, quer das autarquias quer dos meus conterrâneos.

Quem lhe faz esta afirmação é um indivíduo que, desde há cerca de vinte anos, tem vindo a chamar a atenção para a necessidade de preservação das dunas, sem que tenha obtido, de quem de direito, qualquer tipo de atenção, nem que fosse para me demonstrar que estava errado.

A base científica do que escreveu não pode ter contestação, apenas me atrevo a complementar a ciência com a prática e a constatação dos factos que a minha velhice permitem.

O desaparecimento da praia de Peniche de Cima acelerou a partir do momento em que o mar destruiu a rampa da casa do salva vidas e os canos de esgoto das fábricas da Exportadora e do Fialho.

Foi a partir daqui que, de forma mais acentuada, se começou a notar a falta de areia, pois, confirmando o que referiu acerca do que se passava quando da construção do barco Cabo Avelar Pessoa, eu posso provar e muitos se lembrarão que foi construido um barco com 25 metros no estaleiro dos Malheiros em que a proa estava no enfiamento da fachada do edifício do salva vidas, imagine-se a altura de areia ali existente, são os tais três metros que o meu amigo diz serem necesssários.

A degradação foi mais que evidente quando começou a aparecer o seixo rolado ao lado da casa do salva vidas, o que é demonstrativo de que a praia estava no fim.

Por tudo isto sugeri que se restabelecesse uma situação com efeitos semelhantes ao tal cano do Fialho e foi assim que se construiu o esporão de pedra ali existente, não que tivessem atendido à minha sugestão, mas após a opinião de dois entendidos na matéria vindos das universidades de Faro e Aveiro. Ainda assim com uma profunda asneira, qual seja o facto de não lhe terem feito a ligação a terra o que produz o efeito de um calhau quando colocado na zona de maré, que o mar rodeia arrastando a areia que lhe está à volta. E assim se perdeu o efeito pretendido, apesar de eu ter chamado a atenção quando a obra ainda estava em execução.

Esta obra, se bem feita, tinha permitido subir o nível de areia depositada, como o Snr. Dr. Raul Santos refere e a duna não estava a ser roida permanentemente pelo mar, para além de dotar a praia de maior extensão utilizável, ao contrário do que acontece neste momento. Com esta situação até a praia do Quebrado beneficiaria porque, também ela, perdeu a altura de areia que sempre teve.

Claro que, como foi referido, se a praia tiver mais os três metros de areia, consegue alimentar a duna, desde que a mesma não seja vítima dos maus tratos a que tem sido sujeita, veja-se o facto de se lhe ter construido em cima uma esplanada, que começou clandestinamente e em madeira, hoje reconstruida em alvenaria e parece que devidamente autorizada, coisas que os homens de bem fazem e os oportunistas conseguem, para além de terem sido construidas três escadas de acesso ao topo da duna sem que houvessen sido feitas as correspondentes descidas para a praia, do que resultou que quem subia descia para a praia a lavrar a duna destuindo-lhe o coberto vegetal, só ultimamente, quando o mar já ameaçava entrar, se fez uma escada de descida deixando as outras por fazer.

Pertenci à Assembleia Municipal durante vários anos e comecei ali a chamar a atenção para o constante desaparecimento da praia de Peniche de Cima, sugerindo que a areia que tem sido retirada por via do desassoreamento do porto, fosse depositada na baía fronteira à praia para que o mar a transportasse até ela. Têm sido milhões de metros cúbicos de areia que ainda hoje estão a ser retirados do porto e que são lançados a sul a três milhas da costa, facto que as praias de Santa Cruz e outras muito agradecem.

Recentemente, quando se construiu a nova doca, encharcou-se tudo o que foi sítio de montes de areia mas as praias pouca viram, talvez um dia, como aconteceu na Costa da Caparica, se tenha que ir à pressa, buscar areia à cabeça de um careca.

E não se pense que a situação se confina à praia do norte, também a sul a situação se vai agravando pois a Consolação, aos poucos, vai ficando sem a sua galinha dos ovos de ouro, veja-se que a duna primária está a desaparecer na zona frontal ao Casal Moinho, cujos habitantes ainda virão a ter o mar à porta. Mas como, no entender de algumas pessoas, a duna não é dinâmica nem precisa de ser alimentada com areia, consolidam-na colocando-lhe um campo de golf em cima, para além de um conjunto de prédios.

As passagem elevadas para evitar o pisoteio das dunas são coisas que não chegaram à nossa terra, talvez porque se tornem incómodas a quem está habituado a andar sem rei nem roque. As nossas entidades não vão a outras praias como S. Martinho do Porto, São Pedro de Moel. etc., etc.

As fotografias publicadas, captadas pelo Carlos Alberto Tiago, são demonstrativas do efeito de um pequeno e recente temporal. Note-se a forma como o mar rebenta contra a base das dunas e contra a guarita da Fuzelha, todo este assédio seria evitado ou minimizado se a praia tivesse a tal altura de areia. Ás dunas e à muralha da guarita chegaria já espraiado e, portanto, sem o efeito devastador de agora.

Tem sido assim a história das dunas na nossa terra, parece que as pessoas as olham como obstáculos desnecessários esquecendo-se que já fomos ilha e que, quando menos esperarmos, poderemos voltar a sê-lo, só que os nossos netos e bisnetos não tiveram culpa dos desastrados que fomos.



EM 06/07/2008.- Estamos em plena época estival, cada vez temos mais necessidade das praias que temos porque cada vez é maior a nossa dependência dos que nos visitam, dado que a principal fonte de riqueza que possuíamos está em vias de desaparecer. Vão acontecer dias em que, na praia de Peniche de Cima, as pessoas só poderão usá-la em horário limitado, isto é, no período da meia maré, porque o mar chegará cada vez mais e com maior facilidade à base da duna. A irresponsabilidade irá continuar a comandar o destino da nossa terra, não posso acreditar.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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