A ROTUNDA DO CAMPO DA TORRE


Passado que está algum tempo desde a sua implantação, tenho estado na esperança de que o Pelouro da Cultura tivesse a iniciativa de remodelar a ornamentação da rotunda do campo da torre. Ainda hoje fiz mais um esforço para tentar perceber o significado daquele aparatoso conjunto de pedras e três chapas ferrugentas, mas concluí que pertenço ao grupo de incultos que não conseguem perceber a arte. A “escultura” em causa faz-me lembrar algumas pinturas, em que os autores atiram com tintas para a tela sem qualquer ordenamento e depois ficam à espera que os papalvos descubram o significado. Procurei descobrir o nome do escultor, mas não está inscrito em nenhuma das pedras, porque será? A certeza que todos temos é que o senhor recebeu o dinheiro e nós cá ficamos com a obra de arte. Apesar de havermos pago o trabalho será que não lhe podemos mexer para não alterar a obra? Sugiro que se retire, com o devido respeito da ordem porque estão colocadas as pedras, e se guarde num armazém da Câmara, para não se estragar.

Comentários

  1. Bernardo Ribeiro Costa11 de maio de 2009 às 14:18

    Absoluta e infelizmente de acordo!

    Relembra-me (também infelizmente, diga-se) Oscar Wilde no seu "Retrato de Dorian Gray" quando diz (acho que assim...) 'A arte é completamente inútil'.

    Aquela "coisa" é de facto lamentável e indescritível.

    Cumprimentos

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  2. Completamente de acordo. Também eu pertenço ao grupo dos que nada percebem de "arte". Já agora posso então ajudá-lo, pois alguém que também não percebe nada de "arte" conforme me disse (não admira), mas está bem informado, devido ao local onde trabalha, teve a amabilidade de me elucidar: aquela "escultura", representa as baixas (pedras) e os barcos afundados (chapas).

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