O FUTURO EM NOSSAS MÃOS

Do colóquio “IMPACTOS DAS TEMPESTADES NO LITORAL PORTUGUÊS” e consequente diálogo com os professores que o protagonizaram, tivemos conhecimento de que a baía de Peniche de Cima estava a ser monitorizada pelos serviços oficiais e que, perante os elementos recolhidos, já se consolidaram prognósticos do que será o avanço do mar naquela zona e sobre a nossa cidade, que vou procurar transmitir através de fotografias que publico a seguir, com os comentários explicativos de cada uma delas.


Esta primeira fotografia representa um gráfico comparativo entre o volume de areia que o mar tem levado da praia (erosão) e o que repõe (acreção). Como se vê a realidade está a favor da erosão. Isto responde àquelas almas que, de forma displicente, têm afirmado que “o mar tanto leva como traz”.


A segunda fotografia tem em vista salientar que de entre as formas de contrariar a evolução danosa do mar está a construção de esporões, não de ilhas, como se fez na Camboa. Um esporão está radicado em terra e entra pelo mar.


A terceira fotografia traduz a ante visão do avanço do mar, que se verificará em 2050 e 2100.
A mancha azul, destacada do mar, será a então frente desse mesmo mar e procuro chamar a atenção para os seguintes pormenores:
2050 (Parte superior) – O mar já estará a bater no muro do Fialho e entrou no portão de Peniche de cima.
2100 (Parte inferior) – O limite do mar é a Avenida do Porto de Pesca, inundará a parte baixa de Peniche de Cima chegando à Igreja da Ajuda, Pavilhão Polivalente e Alto do Vilas.

Nota pessoal – Não seremos capazes de contrariar o poder da natureza, felizmente, mas temos obrigação de retardar o máximo possível esse desígnio. Não será, porém, com base na inacção que se tem verificado que conseguiremos retardar os acontecimentos. As gerações futuras julgarão a valia da nossa passagem por este mundo.

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