EU TIVE UM SONHO!



Quando vi anunciado que tinha vindo à nossa fortaleza, na nossa terra, um grupo de arrebanhados a fazer a exigência, e a conseguir que a lei da entrega dos imóveis do estado à acessibilidade da exploração e beneficiação por privados fosse alterada, pensei, é desta vez que os Penicheiros vão reagir.

Então nessa noite sonhei que, numa manhã soalheira de Domingo o Povo de Peniche se tinha dirigido em massa à sua fortaleza, sem bandeiras de partidos, sem palavras de ordem, sem comissões organizadoras, sem a participação das entidades locais e, muito mais, sem discursos inflamados dos habituais políticos, preenchendo todo o seu terreiro em ambiente de festa e boa disposição, mas assinando um documento reivindicativo com a exigência de os políticos responsáveis, todos, se aplicarem no regresso da anterior versão da lei. Depois de forma organizada e ordeira, como corolário deste dia de festa, tinham formado um cordão humano a abraçar a sua fortaleza.

 E eu que nos meus 80 anos nunca vi a fortaleza na posse e ao serviço da minha terra, dado que 40 anos foram usurpados pelo estado novo e os outros 40 pelo Partido Comunista, dizia com a alma cheia e o orgulho na atitude que o povo a que pertenço tomara. Até que enfim, já era tempo.

Mas não, era sonho, e a seguir verifiquei que os habituais vão continuar de ministro para secretário de estado, com reuniões aqui e acolá, uns com o fito do habitual tapa olhos, outros porque a politiquice e amostragem de pessoa importante lhes está nas entranhas, vamos empatar na base dos paninhos quentes, quando, todos sabemos, que só lá vai com acções concretas e se necessário à bruta.

Por tudo isto apetece-me repetir:


VAMOS ENCHER A NOSSA FORTALEZA DE PENICHEIROS

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