sábado, 27 de abril de 2024

 

O MUSEU DE PENICHE E A NOSSA FORTALEZA



Hoje, 27 de Abril, está prevista a confirmação da segunda vez que alguém, de forma compulsiva e estranha, toma conta do espaço territorial da nossa fortaleza.

A primeira vez foi quando o bando reacionário que servia o regime de Salazar a tomou para nela instalar um presídio político.

A segunda, está marcada para hoje, foi obra de um bando de traidores à causa de Peniche, que começando por fechar e retirar o espaço museológico, que constituía o MUSEU DE PENICHE, abriram caminho para que outro bando executasse uma acção perfeitamente igual àquela que Salazar executou. Passa o tempo e os métodos ditatoriais, que lhes está na génese, permanecem.

O mais grave é que, desde a Assembleia Municipal, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Peniche, todos, mesmo todos, foram coniventes com a cobarde atitude de que Peniche foi vítima, preparando e executando a acção, pela calada e nas costas do Povo de Peniche, que não foi havido nem consultado sobre o assunto.

Já não estou em idade de poder vir a assistir à tomada de posição que, certamente, alguém virá a empreender no sentido de exigir a devolução do território que é nosso, porque, apesar de tudo, continuo a confiar que, ao POVO DE PENICHE, ainda restará a dignidade suficiente para isso.

UMA NOTA – Se estiver disponível e quiser saber o que aqui se tem dito, há anos, sobre este assunto, clique na indicação abaixo designada por ETIQUETAS.




 

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

 

A FORTALEZA DE PENICHE E O MUSEU DA RESISTÊNCIA



Ontem tive a oportunidade de assistir a uma sessão explicativa da futura actuação dos promotores da criação do Museu da Resistência e Liberdade, que foi promovida pela Associação Arméria e o meu clube o Rotary Club de Peniche.

Depois de uma hora e dez de explicações e motivações no sentido de levar os presentes a ficarem muito agradecidos pelo facto de nos haverem tomado de assalto a NOSSA FORTALEZA e instalado o seu museu, nada nos estava a ser transmitido sobre qualquer tipo de preocupação, por parte dos assaltantes, relativamente ao MUSEU DE PENICHE, que, como sabem, foi encaixotado há três anos com a conivência de alguns indivíduos que, para desgraça nossa, até nasceram em Peniche e ainda não tiveram  a hombridade de esclarecer a população acerca do que pretendem fazer ao “monte de entulho” que mantêm guardado num armazém da Prageira-

Após a tal hora e dez minutos de ouvido á escuta, resolvi instar a senhora palestrante sobre a seu total alheamento acerca de três palavras, que para ALGUNS PENICHEIROS continuam a ser de grande preocupação, o MUSEU DE PENICHE.

Clara foi a resposta da senhora, o seu entendimento é que Peniche tem todo o direito de possuir o seu museu, mas, para isso, teremos de providenciar pela sua instalação em qualquer outro lugar porque, “na sua fortaleza” não há compatibilidade para tal.

Quanto à liberdade de a população de Peniche continuar a usufruir de entrada livre na “fortaleza deles”, é assunto que não está definido, talvez se consiga o favor de nos permitirem a entrada, mas nada está resolvido, por quem deve.

Aos filhos de Peniche presentes que tinham e esperança de descortinar alguma consideração da parte dos assaltantes, deve ter corrido mal o serão e os anjinhos, finalmente, devem ter passado um pedaço da noite angustiante, ou, talvez não.


 

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terça-feira, 7 de novembro de 2023

 

UMA VERGONHA COM SEIS ANOS


Pois é! Já passaram seis anos sobre a data em que alguma gentalha, que dizem ter nascido em Peniche, traiu esta Minha Terra, ao permitir que houvessem encerrado o Museu de Peniche e entregassem a nossa fortaleza, como moeda de troca no negócio da geringonça, para permitir alcandorar ao poder um indivíduo que tem provado não ter competência para governar o meu país.

Cumpro, mais uma vez, o dever de recordar este insólito acontecimento, como pode constatar clicando."Aqui" e (Aqui)

 

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domingo, 16 de julho de 2023

 

O CAMPO DA TORRE


Goste-se, ou não, foi este o nome que o Povo de Peniche atribuiu ao espaço a que, os políticos, vieram a chamar de Campo da República.

E o nome foi determinado pelo facto de ali haverem construído uma torre.

Não está na nossa competência discutir se foi bem enquadrada e quem a construiu, o que devemos é garantir o respeito pelo que os nossos antepassados fizeram e a importância que lhe atribuíram.

Pensava eu que, tendencialmente, se procuraria restituir à (NOSSA FORTALEZA), o seu traçado inicial e acabariam com os clandestinos que lá foram construídos, mas não, a segunda vaga de ditadores que ocuparam o enclave, também, resolveu edificar a seu belo prazer.

A “camarilha” está a concretizar um volume de obras, na “sua propriedade”, que, ao que parece, irá exceder a volumetria do edificado.

Estou convencido que não deram cavaco à Câmara Municipal e, muito menos, à Assembleia Municipal, facto que ambos agradecem! (não é tempo de confusões).

Porém, o que aconteceria se algum dos munícipes resolvesse proceder, da mesma maneira, em propriedade sua?

Deixemos correr o marfim e não tardará que o Campo da Torre passe a ser designado de forma diferente, talvez,

“Campo da estrela do oriente” ou “Campo do come e cala” ou

 “Campo dos amórficos do frete”




 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (6)



Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de enquadramento urbano, marítimo e isolado, na cota de cerca de treze metros acima do nível do mar.

O conjunto defensivo caracteriza-se pela otimização das peculiaridades orográficas de Peniche. As diversas construções militares abaluartadas erguidas em torno desta península, tornam-na uma praça-forte inexpugnável: a sul, a Fortaleza de São Francisco, que corresponde à cidadela da vila de Peniche, implanta-se sobre escarpa rochosa, sobranceira à Ribeira Velha ou Portinho (onde atualmente se lança o molhe em betão do porto de pesca) e liga-se no outro extremo ao Alto da Vila; a oeste, o Fortim de Santo António, a Bateria do Porto da Areia, a Bateria do Carreiro do Cabo e o Fortim de Nossa Senhora da Vitória (todos desaparecidos); a norte, o Forte de Nossa Senhora da Luz (em ruína) e a Bateria do Quebrado (derruída); a leste, o Forte das Cabanas e a frente urbana abaluartada. Essas estruturas defensivas articulavam-se com o Forte de São João Baptista da Berlenga (a NO) e o Forte de Nossa Senhora da Consolação (a S) e com o Fortim do Baleal (a N, desaparecido).

Trecho final

Tudo o que foi descrito nestes seis trechos, evidenciam que a realidade FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO é parte integrante de um todo que se chama Peniche, que ela é uma peça indispensável à actividade cultural da nossa terra como pedaço importante da nossa história, não posso e o povo da minha terra não pode descansar, enquanto não for revertida a situação que abutres sem escrúpulos e qualquer tipo de vergonha nos vieram ROUBAR.

Cada um carregará aquilo que for o seu grau de culpa e, se tiver algum pingo de vergonha, lembrar-se-á para sempre da triste figura de que foram interpretes.

Tudo o que se passou durante a preparação deste vergonhoso acto final, foi denunciado, noticiado e criticado em abundância nas páginas deste blogue, embora sem atingir o objectivo de alertar e incitar a população da minha terra a demonstrar, na rua, a sua repulsa pela usurpação da nossa fortaleza.

Este conjunto de publicações está integrado na etiqueta (Fortaleza), bastando clicar nessa indicação para que fique ao seu dispor todas as minhas intervenções acerca do triste acontecimento.


 


 

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sábado, 16 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (5)


A 3 de janeiro de 1960, teve lugar a chamada "fuga de Peniche", protagonizada por Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues, graças à conivência de um elemento da Guarda Nacional Republicana (GNR) que anuiu à imobilização com clorofórmio de um seu colega responsável pela vigilância dos prisioneiros. O guarda em questão conduziu os fugitivos, um a um, agachados debaixo do seu capote de oleado, até a um troço mais escuro da muralha, de onde desceram para o exterior também com o auxílio de uma corda feita de lençóis.

No início da década de 1980, quando os últimos retornados das ex-colónias deixaram a fortaleza, um grupo de naturais de Peniche, com a concordância da Câmara Municipal e a colaboração de pessoas e entidades de diversas áreas, como o Museu Nacional de Arqueologia, criou nas suas dependências um museu vocacionado para invocar por um lado fatos e memórias da resistência antifascista contra o Estado Novo (setor da resistência) e por outro de Peniche, dando relevo ao mar como elemento dominante no seu contexto natural e histórico (Praça-forte de Peniche setor local). A maior parte do atual acervo provém de doações feitas à época. Nessa fase várias iniciativas culturais tiveram lugar no salão nobre com regularidade.

A partir de 1984 apenas um dos três pavilhões do forte ficou aberto ao público em geral como Museu Municipal, exibindo o seu património de modo mais ordenado: arqueológico, histórico e etnográfico (renda de bilros, peças consagradas à pesca e à construção naval). Foram então feitos melhoramentos no chamado Núcleo da Resistência, com restauros e a reconstituição do ambiente como prisão política (celas individuais e parlatórios). Neste último, os visitantes podem conhecer a cela onde esteve preso o secretário-geral do Partido Comunista Português, Álvaro Cunhal, e alguns dos seus desenhos a carvão, bem como o local por onde se evadiu em 1960.

Em setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada pelo Governo de Portugal na lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do Programa REVIVE de recuperação do património imobiliário público, mas passados dois meses foi retirada pela polémica pública suscitada.

Trecho 05

-continua-


 

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (4)


No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), em 1830 o tenente-coronel Brandão mandou fortificar o Porto da Areia de Peniche de Cima e ampliar o forte das Cabanas.

Em 1837 uma explosão da pólvora no paiol da fortaleza conduziu a um violento incêndio que destruiu completamente o Palácio do Governador, que não voltou a ser recuperado. (CALADO, 1991:186) Dois anos mais tarde (1839) regista-se a cedência, Praça-forte de Peniche pelo Ministério da Guerra à Câmara Municipal, da área de terreno militar junto à muralha compreendida entre os baluartes da Misericórdia e da Ponte.

Do século XX aos nossos dias

No alvorecer do século XX, no contexto da Segunda Guerra dos Bóeres (1899-1902), as dependências da fortaleza – nomeadamente o quartel de São Marcos e o meio-baluarte da Misericórdia - foram utilizadas em 1901, como abrigo para os bóeres que se haviam refugiado dos britânicos na colónia portuguesa de Moçambique.

À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na Praça-forte de Peniche estiveram detidos cidadãos alemães e austríacos.

Em 1928 registou-se a cedência da fortaleza para sanatório de tuberculosos. Poucos anos mais tarde, durante o Estado Novo português (1930-1974), a fortaleza foi convertida em prisão política de segurança máxima (1934).

Ao final da década, o conjunto da Fortaleza de São Francisco e da frente abaluartada da Praça de Peniche, e todas as muralhas militares que constituem os baluartes e cortinas existentes na vila, foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 28.536, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 66, de 22 de março de 1938.

Neste período iniciou-se a intervenção do poder público, pela Direcção Geral das Edificações e Monumentos Nacionais (DGEMN), que em 1939 procedeu a reparação e consolidação de nove guaritas da fortaleza.

Em 1945 um Decreto determinou a entrega da fortaleza ao Ministério da Justiça, integrando a jurisdição da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), que nesse mesmo ano foi substituída pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE).

A DGEMN procedeu à abertura de um arco na frente abaluartada, entre o meio baluarte de São Vicente e o meio baluarte da Camboa (ou Gamboa), para acesso à praia de banhos, assim como a reparação do túnel de mar (1947). Em 1949 uma petição da Câmara Municipal de Peniche solicitou a inclusão da Fortaleza e da frente urbana abaluartada de Peniche no Plano de Restauração dos Monumentos Nacionais. No ano seguinte (1950) procedeu-se a delimitação da zona de proteção da fortaleza e da cortina abaluartada proposta pela DGEMN.

Na madrugada de 18 para 19 de dezembro de 1954, o dirigente do Partido Comunista Português, António Dias Lourenço, prisioneiro que quinze dias antes provocara um incidente para ser recolhido ao Baluarte Redondo, então zona de isolamento conhecida como "O Segredo", conseguiu evadir-se por uma abertura de 20 x 40 centímetros que serrou na almofada de madeira da porta da cela, descendo em seguida 20 metros de muralha até ao mar com uma corda feita com lençóis rasgados em tiras. A improvisada corda rompeu-se, fazendo-o cair ao mar. Foi arrastado para o largo por refluxo das ondas. Com muito esforço, esgotado, conseguiu, no entanto, alcançar terra e lograr escapar escondido, com a conivência de pescadores, numa camioneta de transporte de pescado.

Trecho 04

-continua-


 

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (3)



 

A Guerra da Restauração e a fortificação abaluartada

No contexto da Guerra de Restauração (1640-1668), nas Cortes de Lisboa, já em 1641, os procuradores do concelho de Atouguia advertiram para a necessidade de fortificar a praia da Consolação e de se iniciar as obras defensivas em Peniche, pois só estavam concluídos o Fortim do Redondo e as muralhas adjacentes.

Em 1642 o Conselho de Guerra enviou o engenheiro-mor Charles Lassart (à altura em Cascais) a Peniche para verificar as obras e averiguar a necessidade de alterar o projeto.

Oito navios estrangeiros fundearam em 1644 nas águas das Berlengas. No ano seguinte (1645) as obras em Peniche estavam concluídas, conforme inscrição sobre o Portão de Armas da fortaleza, que reza:

"ESTA FORTALEZA FOI COMEÇADA PELO INVENCÍVEL CONDE LUÍS, DUAS VEZES VICE-REI DA INDIA, POR ORDEM DO SERENISSIMO REI D. JOÃO III E, INTERROMPIDA DURANTE XII LUSTROS PELA TIRANIA DE CASTELA, FOI CONCLUIDA, IMPONENTE E TEMIVEL, PELO CONDE JERONIMO, SEU DESCENDENTE, SOB O AUGUSTISSIMO D. JOÃO IV, LIBERTADOR DO REINO. CONFIA-O ESTA LAPIDE Praça-forte de Peniche. E À POSTERIDADE. ANO DO SENHOR DE 1645."

Em 7 de agosto de 1657 D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva, Charles Lassart e Simão Mateus deslocaram-se a Peniche para efetuarem um desenho mais conveniente da frente abaluartada. Na ocasião acordaram "(…) que se devia fortificar a vila de mar a mar com dois baluartes e dois meios

Em 1658 D. Jerónimo de Ataíde, foi nomeado para superintendente das obras da praça de Peniche, sendo assistido pelo Governador da Praça, Manuel Freire de Andrade.

Em 1666 teve lugar o ataque da armada espanhola, sob o comando de D. Diego de Ibarra, ao Forte da Berlenga, seriamente danificado na ocasião.

O século XVIII

Em 1702 teve lugar a nomeação de Luís Estevão para Capitão Engenheiro da Praça de Peniche Nesse mesmo período, em 1721 faltavam terraplanar alguns baluartes na cortina oriental e construir uma contraescarpa que obstasse a invasão das areias, que dificultavam a navegação, e registou-se a reconstrução do Real Hospital Militar de Peniche.

O terramoto de 1755 arruinou parte da cortina do Morraçal de Peniche de Baixo

Na sequência do atentado a José I de Portugal (1750-1777), D. Jerónimo de Ataíde, 11.º conde de Atouguia - acusado de cumplicidade no processo dos Távora – teve confiscados todos os bens e picadas as suas armas sobre o portão da Praça-forte (1759).

Em 1773 procederam-se obras de remodelação da capela de Santa Bárbara, no interior da fortaleza. Pouco depois, em 1777, o governador da Praça, Veríssimo Ferreira de Matos Souto, produziu um relatório endereçado Praça-forte de Peniche ao visconde de Ponte de Lima, onde o informava sobre o estado das defesas de Peniche.

Em 1800 o Tenente-coronel do Real Corpo de Engenheiros, Eusébio Dias Azedo, empreendeu a construção de novas baterias, com o objetivo de dificultar o desembarque nas enseadas.

O século XIX

As dificuldades económicas acarretadas pelas sucessivas obras defensivas na Praça, levaram a que a população, em 1805, da Praça-forte de Peniche, pedisse mercê a Maria I de Portugal (1777-1816) para lhe ser facilitado o pagamento dos impostos, ao que a rainha atendeu favoravelmente.

A defesa proporcionada pela Praça-forte, entretanto, revelou-se ineficaz no contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) quando da invasão napoleónica sob o comando de Jean-Andoche Junot, quando aqui desembarcaram tropas franco-espanholas (dezembro de 1807). No ano seguinte (1808) enquanto as tropas napoleónicas construíam uma bateria no carreiro do cabo e no Porto da Areia, iniciaram o levantamento de um fortim no Baleal.

Trecho 03

-continua-

 

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domingo, 10 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (2)


O FORTE SEISCENTISTA

Alvo de ataques recorrentes de corsários ingleses, franceses e de piratas da Barbária, Manuel I de Portugal (1495-1521) ordenou a instalação, em 1537, de 4 quatro navios latinos armados, de 25 a 30 toneladas, em Peniche. (FARIA, Manoel Severim de. “Notícias de Portugal”. Lisboa: António Isidoro da Fonseca (1655) 1740. pp. 71-72.)

De acordo com D. Afonso de Ataíde, 3.º Senhor da Praça-forte de Peniche e da Casa de Atouguia, o soberano acalentou ainda a ideia de uma defesa permanente daquele trecho do litoral, conforme referido em carta a seu sucessor, João III de Portugal (1521-1557):

Em 1544 D. João III recomendou a D. Afonso de Ataíde a construção de um castelo ou baluarte na península. Naquele mesmo ano, a 15 de julho, o senhor de Atouguia informou "(…) que o melhor lugar pera se fazer a fortaleza é no ilhéu das Cabanas, porque está sobre a boca do rio e em lugar mui conveniente pera se defender"

As obras do Fortim do Redondo tiveram lugar entre 1557 e 1558 conforme testemunha a inscrição epigráfica sobre o seu pórtico, que reza: "IMPERATE SERENISSIMO REGE/IOANE III EREXIT HOC P PVGNA/CLVM D LVDOVICVS DA TAIDE/INCEPTUM FVIT AÑO 1557/ET FINITV AÑO 1558 R Praça-forte de Peniche EGÑA/TE INVICTISSIMO REGE LVSI/TANORVM SEBASTIANO PRIMO". Com traça atribuída a Diogo Teles, revela influência dos fortes henriquinos do sul de Inglaterra, mormente do “Falmouth Fort” (“Pendennis Castle”) (1540-1543)

Sebastião I de Portugal (1557-1578) subiu ao trono em 1568, nomeando D. Luís de Ataíde, 3.º conde de Atouguia, para o cargo de Vice-rei da Índia (1568-1571). Os trabalhos na fortificação ficaram suspensos até 1572, quando foram retomados sob a responsabilidade do mestre-de-obras Gonçalo de Torralva (irmão de Diogo de Torralva).

Durante a União Ibérica (1580-1640), Filipe II de Espanha (1556-1598) enviou o engenheiro militar Filippo Terzi a Peniche para consolidar o Fortim e as muralhas e estudar possíveis melhoramentos (1589).

 Foi aqui que as tropas inglesas, cedidas por Isabel I de Inglaterra (1558-1603), sob o comando de Francis Drake, em apoio a António de Portugal, Prior do Crato, iniciaram a sua marcha sobre Lisboa (maio de 1589), na tentativa infrutífera de restaurar a soberania portuguesa. Tendo-se deparado com forte resistência nas imediações da capital, as tropas inglesas retiraram, reembarcando em Cascais, episódio que deu origem à expressão "amigos de Peniche".

Reconhecendo a posição estratégica de Peniche, em 1605 Filipe III, Praça-forte de Peniche Espanha (1598-1621), recomendou ao vice-rei D. Pedro de Castilho: "(…) ordeneis que Leonardo Turriano meu engenheiro que vá ver ocularmente o forte e sítio em que está, Peniche.

A povoação pesqueira foi elevada a vila e sede de concelho (1609), momento em que o engenheiro militar Luís Gabriel foi incumbido de comandar as obras da fortaleza, tendo ainda orientado as obras do porto e do abastecimento de água.

Em 1625 Filipe IV de Espanha (1621-1665) alertou para a urgência de se edificar um forte nas Berlengas, local muito visitado por corsários.

Trecho 02

-continua-


 

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

 

A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (1)


Assim é o nome de registo do imóvel que nos surripiaram.

Como os actuais políticos, surripiadores da fortaleza a que me refiro, parece continuarem interessados em ocultar a totalidade da história e do que representou para o nosso país aquele nosso imóvel, vou, na minha modesta competência e com a ajuda de quem, verdadeiramente, está informado, procurar ir até onde for possível.

Trata-se de um documento extenso, como extensa e diversificada foi a história, e, por isso, entendo ser de distribuir o seu conteúdo por vários escritos a incluir neste blogue.

Procurarei que a imagem de introdução seja sempre a mesma e, para isso, escolhi aquela que representa o seu começo, o Redondo.

PRAÇA-FORTE DE PENICHE

A “Praça-forte de Peniche” localiza-se na freguesia e concelho de Peniche, no distrito de Leiria, em Portugal.

O seu conjunto defensivo, que sucedeu em funções o antigo Castelo de Atouguia da Baleia (do qual subsistem hoje apenas vestígios), era coadjuvado pelo Forte da Praia da Consolação e pelo Forte de São João Baptista da Berlenga.

História e Antecedentes

Alguns autores admitem que a origem do topónimo “Peniche” derive de “Phoenix”, nome de uma antiga povoação na ilha de Creta, cuja configuração geográfica era semelhante à da primitiva ilha de Peniche. Até à Idade Média, essa ilha situava-se a cerca de oitocentos passos do continente, junto à foz do rio São Domingos.

A partir de meados do século XV, por ação das correntes marítimas e dos ventos, registou-se o assoreamento do canal entre a ilha de Peniche e o continente, vindo as areias a formar progressivamente um cordão de dunas que os uniu e fez desaparecer o importante porto de Atouguia, entretanto sucedido pelo de Peniche nas funções de porto pesqueiro e ponto de acesso privilegiado a localidades do centro do país como Leiria, Óbidos, Santarém, Torres Vedras e Lisboa.

Trecho 1

-continua-

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

 

MEUS SENHORES - JÁ LÁ VÃO DOIS ANOS



Hoje passam dois anos que alguns "filhos de Peniche" viram concretizado o seu ideal, qual seja, retirar a Fortaleza do serviço à população local (servindo interesses que mais lhes convém), e encaixotar o Museu de Peniche.

ESTAMOS, POR ISSO, DE LUTO, estamos aqueles que põem a sua terra acima de tudo, mesmo daqueles outros porque tanto pugnaram os que não têm vergonha na cara.

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

 

A TRAGÉDIA – MUSEU MUNICIPAL


Uma declaração do Snr. Presidente da Câmara transcrita em acta, recentemente publicada e que está datada de sete de Janeiro;

“Disse, ainda, que era um desejo que Peniche pudesse ter um Museu Municipal, de acordo com as decisões da Câmara Municipal, em relação à Fortaleza, uma vez que a senhora Diretora da Direção Geral do Património Cultural e, também, o senhor Ministro foram dizendo, e está consagrado no documento final, em termos de projeto, um espaço para a Câmara Municipal, e que em devido tempo, se iria decidir o que se pretendia para o local e o que os serviços propõem.”

Snr, Presidente, se não se lembra, pelo menos eu, aqui estou para o lembrar que Peniche já teve um museu, que tinha estatuto aprovado, que teve instalações, que teve gente de Peniche que trabalhou para que ele existisse, mas que, também, teve gente de Peniche, eu diria escumalha, que permitiu que o espezinhassem e, ao que parece é uma vaga hipótese a possibilidade de quem o espezinhou, vir a permitir que, num cantinho recôndito e que não lhes faça falta, se venha a colocar uma coisinha que fale de Peniche.

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domingo, 5 de maio de 2019

 

OS VENDILHÕES NO TEMPLO



Quando JESUS os correu do templo fê-lo porque considerou que aqueles intrusos estavam a desvirtuar os objectivos a que o mesmo se destinava, porque o templo era posse de alguém que nele homenageava a palavra de Deus.

A nossa fortaleza é um equipamento de grande importância para Peniche, foi construída para garantir a paz de uma população e de um país, tendo, por isso, objectivos precisos.

A dada altura da sua vida houve alguém, que hoje a generalidade das pessoas não tolera, que, abusiva e ditatorialmente, entendeu desvirtuar a sua utilização, diga-se de passagem, a exemplo do que outros já haviam feito, roubando à cidade de Peniche a posse daquele equipamento.

A dada altura, quis o destino, que se desse a libertação do templo e, a população de Peniche, respirou de alívio e tomou posse daquilo que sempre foi seu, renegando e desejando que não voltassem mais ditadores a tomar a posição dos anteriores.

E, ao longo de outros quarenta anos julgou que não haveria mais ditadores que lhe roubassem a sua fortaleza, engano seu, durante os referidos quarenta anos os ditadores, que agora lhe voltaram a roubar a fortaleza, espreitaram a oportunidade de atacar o que foi o seu objectivo de sempre.

Porquê? Porque foi agora que tiveram a colaboração de gente capaz de renegar a sua terra e, traindo aquilo que outros seus conterrâneos conseguiram, trabalharam na sombra a negação da vontade da população, esvaziando aos poucos tudo o que ali havia sido instalado, no firme propósito de servir, cobardemente, os interesses dos seus mentores políticos.

Infelizmente a nossa terra não teve gente que batesse o pé e fosse à luta, como noutros tempos, agora, aos instalados coniventes com os ditadores ocupantes, juntaram-se aqueles que, preferencialmente, defenderam a garantia do primeiro ministro no poder, como foi sua única ambição e, complacentemente, outros preferiram não pôr em risco o seu futuro político.


Enfim, minha velha terra, JESUS não voltará nos próximos tempos mas, ainda mantenho a esperança que consigas ter a força necessária para, com uma forte sacudidela, te veres livre das carraças que te consomem o destino.

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

 

PASMEM FILHOS DE PENICHE



Ao ver gente de Peniche a rejubilar com o que se vai passar na fortaleza no dia 27 de Abril causa-me nojo.

Independentemente da questão política, que cada um lhe dará o valor que a consciência, se a tiverem, lhes dita, enoja-me o facto de não ter visto, quase ninguém, a insurgir-se com o desaparecimento do Museu Municipal de Peniche.

Não admira, também há filhos que batem nas mães.

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quinta-feira, 21 de março de 2019

 

Estamos na era estalinista?



Quando me possibilitaram (actas com quatro meses de atraso) tomei conhecimento, lendo a acta nº 45/2018 de 29 de Outubro de 2018, que o senhor Presidente da Câmara havia feito uma proposta aos senhores vereadores, que representam quem os elegeu e, por isso lhe devem lealdade, respeito e clareza, uma proposta de que resultou a seguinte deliberação:

Deliberação n.º 1356/2018: Deliberado aprovar a proposta do senhor Presidente da Câmara, datada de 23 de Outubro de 2018, que a seguir se transcreve (a) e de que se arquiva cópia do original em pasta anexa ao livro de atas: (a)- esta transcrição não foi feita)

Por isso a leitura da acta, neste e noutros casos, sem esta transcrição é pura perda de tempo, porque o munícipe, que é quem paga e esta gente, fica sem saber nada do que se passou, como é seu direito e dever.
Como há limites que não podemos deixar ultrapassar, sem nos sentirmos espezinhados por quem nos deve respeito, resolvi fazer um requerimento ao senhor presidente da Câmara, datado de 25 de Fevereiro, solicitando me fosse facultada cópia do documento que originou aquela proposta/deliberação.
Subentende-se que o documento faz alusão ao ponto de situação do processo de instalação do “Museu Nacional da Resistência e Liberdade”, portanto, a população de Peniche, os munícipes e não só, nada têm com o assunto, muito menos opinar ou tomar conhecimento do que “aqueles servidores do povo” estão a fazer.

Até hoje, dia 21/03/2019 não houve por parte do snr. Presidente a oportunidade de me facultar o esclarecimento do assunto através de resposta ao meu requerimento.

Como munícipe estou sujeito ao tratamento geral, isto é, não vale a pena ligar-lhe importância, porém, por tudo o que fica dito, resta-me o direito a indignar-me e deduzir que, após 12 anos a ser governado por um sistema bolchevique, estaremos agora a passar a um sistema estalinista? Resta-me, talvez, a “paciência” necessária para esperar por mais uma queda de um muro de Berlim para nos vermos livres desta opacidade e desprezo pelos direitos da gente de Peniche.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

 

ARQUITECTO PAULINO MONTEZ (Distinto filho de Peniche)



Após o seu falecimento o espólio artístico (e não só) foi legado à sua terra natal e, com muita honra de todos os Penicheiros, constava no seu Museu Municipal, como pode ser observado neste sítio http://viajaredescobrir.blogspot.com/2016/08/blog-post_63.html

Neste momento a incógnita do que se passa com o espólio geral do nosso museu é tal, que nos deixa a dúvida do que lhe possa acontecer.

Lembro aos responsáveis do elenco municipal, onde incluo o Executivo Camarário e Assembleia Municipal, que aquele acervo não é sua propriedade, logo, o seu destino não pode ser desviado daquele que sempre teve.

Cabe ao povo de Peniche, apesar da sonegação do que se passa, estar atento às manobras possíveis.

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

 

ANIVERSÁRIO NEGRO NA NOSSA CIDADE


Faz hoje um ano que os algozes (que incluem alguns penicheiros?) fecharam aquela que foi a nossa fortaleza e, com ela, o MUSEU MUNICIPAL DE PENICHE. Como sou daqueles que não vão esperar sentados, estou ao dispor da população quando for preciso.

NO ENTANTO O SÍTIO DA CÂMARA CONTINUA COM A INFORMAÇÃO ABAIXO (Distracções!)
MUSEU MUNICIPAL DE PENICHE - INFORMAÇÕES
MUSEU MUNICIPAL DE PENICHE
REDE MUSEOLÓGICA DO CONCELHO DE PENICHE
Campo da República
2520-609 Peniche
GPS: Lat. 39 21 13.20769; Log. -9 22 52.50852
Telefone e Fax: 262.780.116
E-mail: museu@cm-peniche.pt

HORÁRIO
3ª a 6ª Feira: das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Sábado e Domingo: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
2ª Feira: encerrado para visitas
Entradas até 30 minutos antes da hora do encerramento | Preço € 1,60

ENTRADA GRATUITA PARA*

As pessoas menores de 16 anos de idade;
As pessoas integradas em visitas de estudo organizadas por estabelecimentos de ensino, devidamente credenciadas;
Os grupos de idosos e reformados organizados por qualquer instituição e como tal credenciados.

* Retirado do REGULAMENTO DE TAXAS TARIFAS E PREÇOS MUNICIPAIS (Aprovado por deliberação da Assembleia Municipal de 30 de Abril sob proposta da Câmara Municipal de 06 de Março de 2013).

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

 

ESCLAREÇAM-ME QUE SOU IGNORANTE


Então este forte não está sobre a alçada da Direcção Geral, aqui já pontifica a Câmara Municipal?

 Como este forte pertence ao mesmo conjunto de defesa da fortaleza de Peniche, pensei que não seriam os dinheiros locais a custear as despesas e seria a tal comissão, de que só consta uma ilustre pessoa de Peniche, que também ali pontificava. Depende dos interesses do tal partido.

Concurso público para a empreitada requalificação do Forte de Nossa Senhora da Consolação – proposta de alteração do júri do concurso – Pelouro do Planeamento e Urbanismo: ------------------------------------------------------------------------------------------------------
Deliberação n.º 983/2018: Deliberado aprovar a proposta do senhor Presidente da Câmara, datada de 19 de julho de 2018, que a seguir se transcreve e de que se arquiva cópia do original em pasta
CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE*Ata da reunião de 23.07.2018 * Livro 109 * Fl. 600
anexa ao livro de atas: ------------------------------------------------------------------------------------------
«1)Proposta de deliberação: No uso da competência própria prevista na alínea f) do n.º 1 do artigo 33.º do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e nos termos previstos nos artigos 36.º, 38.º, 40.º a 47.º e 67.º do Código dos Contratos Públicos, concordar com proposta do Sr. Presidente da Câmara, datada de 19/07/2018, anexa, e decidir:
a) Alterar a deliberação camarária n.º 918/2017, tomada na reunião de câmara de 17/07/2017, de forma a clarificar os primeiro e segundo membros do júri designado;
b) Designar o seguinte Júri do concurso:

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

 

À atenção dos algozes da nossa Fortaleza




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terça-feira, 4 de setembro de 2018

 

NOTÍCIAS DA NOSSA FORTALEZA


Aqueles "senhores" que compraram a nossa fortaleza já têm projecto da obra que ali vão levar a efeito.

Você povo de Peniche, se quiser tomar conhecimento do que se passa tem que ir ao Museu de Arte Popular, sediado em Lisboa, a terra dos novos proprietários.

Entretanto, se alguém se dispuser a ir até lá, lembre-se de oferecer boleia ao executivo camarário que, ao que parece, não sabe de nada e, provavelmente, gostaria de ficar a par do que se passa.

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