sábado, 27 de abril de 2024
O MUSEU DE PENICHE E A NOSSA FORTALEZA
Hoje, 27 de Abril, está prevista
a confirmação da segunda vez que alguém, de forma compulsiva e estranha, toma
conta do espaço territorial da nossa fortaleza.
A primeira vez foi quando o bando
reacionário que servia o regime de Salazar a tomou para nela instalar um
presídio político.
A segunda, está marcada para
hoje, foi obra de um bando de traidores à causa de Peniche, que começando por
fechar e retirar o espaço museológico, que constituía o MUSEU DE PENICHE,
abriram caminho para que outro bando executasse uma acção perfeitamente igual
àquela que Salazar executou. Passa o tempo e os métodos ditatoriais, que lhes
está na génese, permanecem.
O mais grave é que, desde a
Assembleia Municipal, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Peniche,
todos, mesmo todos, foram coniventes com a cobarde atitude de que Peniche foi
vítima, preparando e executando a acção, pela calada e nas costas do Povo de
Peniche, que não foi havido nem consultado sobre o assunto.
Já não estou em idade de poder
vir a assistir à tomada de posição que, certamente, alguém virá a empreender no
sentido de exigir a devolução do território que é nosso, porque, apesar de tudo,
continuo a confiar que, ao POVO DE PENICHE, ainda restará a dignidade
suficiente para isso.
UMA NOTA – Se estiver disponível
e quiser saber o que aqui se tem dito, há anos, sobre este assunto, clique na
indicação abaixo designada por ETIQUETAS.
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
A FORTALEZA DE PENICHE E O MUSEU DA RESISTÊNCIA
Ontem tive a oportunidade de assistir a uma sessão
explicativa da futura actuação dos promotores da criação do Museu da Resistência
e Liberdade, que foi promovida pela Associação Arméria e o meu clube o Rotary
Club de Peniche.
Depois de uma hora e dez de explicações e motivações no
sentido de levar os presentes a ficarem muito agradecidos pelo facto de nos
haverem tomado de assalto a NOSSA FORTALEZA e instalado o seu museu, nada nos
estava a ser transmitido sobre qualquer tipo de preocupação, por parte dos
assaltantes, relativamente ao MUSEU DE PENICHE, que, como sabem, foi
encaixotado há três anos com a conivência de alguns indivíduos que, para
desgraça nossa, até nasceram em Peniche e ainda não tiveram a hombridade de esclarecer a população acerca
do que pretendem fazer ao “monte de entulho” que mantêm guardado num armazém da
Prageira-
Após a tal hora e dez minutos de ouvido á escuta, resolvi
instar a senhora palestrante sobre a seu total alheamento acerca de três palavras,
que para ALGUNS PENICHEIROS continuam a ser de grande preocupação, o MUSEU DE
PENICHE.
Clara foi a resposta da senhora, o seu entendimento é que
Peniche tem todo o direito de possuir o seu museu, mas, para isso, teremos de
providenciar pela sua instalação em qualquer outro lugar porque, “na sua
fortaleza” não há compatibilidade para tal.
Quanto à liberdade de a população de Peniche continuar a
usufruir de entrada livre na “fortaleza deles”, é assunto que não está definido,
talvez se consiga o favor de nos permitirem a entrada, mas nada está resolvido,
por quem deve.
Aos filhos de Peniche presentes que tinham e esperança de
descortinar alguma consideração da parte dos assaltantes, deve ter corrido mal
o serão e os anjinhos, finalmente, devem ter passado um pedaço da noite
angustiante, ou, talvez não.
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terça-feira, 7 de novembro de 2023
UMA VERGONHA COM SEIS ANOS
Pois é! Já passaram seis anos sobre a data em que alguma
gentalha, que dizem ter nascido em Peniche, traiu esta Minha Terra, ao permitir
que houvessem encerrado o Museu de Peniche e entregassem a nossa fortaleza,
como moeda de troca no negócio da geringonça, para permitir alcandorar ao poder
um indivíduo que tem provado não ter competência para governar o meu país.
Cumpro, mais uma vez, o dever de recordar este insólito acontecimento, como pode constatar clicando."Aqui" e (Aqui)
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domingo, 16 de julho de 2023
O CAMPO DA TORRE
Goste-se, ou não, foi este o nome que o Povo de Peniche
atribuiu ao espaço a que, os políticos, vieram a chamar de Campo da República.
E o nome foi determinado pelo facto de ali haverem
construído uma torre.
Não está na nossa competência discutir se foi bem enquadrada
e quem a construiu, o que devemos é garantir o respeito pelo que os nossos
antepassados fizeram e a importância que lhe atribuíram.
Pensava eu que, tendencialmente, se procuraria restituir à
(NOSSA FORTALEZA), o seu traçado inicial e acabariam com os clandestinos que lá
foram construídos, mas não, a segunda vaga de ditadores que ocuparam o enclave,
também, resolveu edificar a seu belo prazer.
A “camarilha” está a concretizar um volume de obras, na “sua
propriedade”, que, ao que parece, irá exceder a volumetria do edificado.
Estou convencido que não deram cavaco à Câmara Municipal e,
muito menos, à Assembleia Municipal, facto que ambos agradecem! (não é tempo de
confusões).
Porém, o que aconteceria se algum dos munícipes resolvesse
proceder, da mesma maneira, em propriedade sua?
Deixemos correr o marfim e não tardará que o Campo da Torre
passe a ser designado de forma diferente, talvez,
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (6)
Características
Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de
enquadramento urbano, marítimo e isolado, na cota de cerca de treze metros
acima do nível do mar.
O conjunto defensivo caracteriza-se pela otimização das
peculiaridades orográficas de Peniche. As diversas construções militares
abaluartadas erguidas em torno desta península, tornam-na uma praça-forte
inexpugnável: a sul, a Fortaleza de São Francisco, que corresponde à cidadela
da vila de Peniche, implanta-se sobre escarpa rochosa, sobranceira à Ribeira
Velha ou Portinho (onde atualmente se lança o molhe em betão do porto de pesca)
e liga-se no outro extremo ao Alto da Vila; a oeste, o Fortim de Santo António,
a Bateria do Porto da Areia, a Bateria do Carreiro do Cabo e o Fortim de Nossa
Senhora da Vitória (todos desaparecidos); a norte, o Forte de Nossa Senhora da
Luz (em ruína) e a Bateria do Quebrado (derruída); a leste, o Forte das Cabanas
e a frente urbana abaluartada. Essas estruturas defensivas articulavam-se com o
Forte de São João Baptista da Berlenga (a NO) e o Forte de Nossa Senhora da
Consolação (a S) e com o Fortim do Baleal (a N, desaparecido).
Trecho final
Tudo o que foi descrito nestes seis trechos, evidenciam
que a realidade FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO é parte integrante de um todo que se
chama Peniche, que ela é uma peça indispensável à actividade cultural da nossa
terra como pedaço importante da nossa história, não posso e o povo da minha
terra não pode descansar, enquanto não for revertida a situação que abutres sem
escrúpulos e qualquer tipo de vergonha nos vieram ROUBAR.
Cada um carregará aquilo que for o seu grau de culpa e,
se tiver algum pingo de vergonha, lembrar-se-á para sempre da triste figura de
que foram interpretes.
Tudo o que se passou durante a preparação deste
vergonhoso acto final, foi denunciado, noticiado e criticado em abundância nas
páginas deste blogue, embora sem atingir o objectivo de alertar e incitar a
população da minha terra a demonstrar, na rua, a sua repulsa pela usurpação da
nossa fortaleza.
Este conjunto de publicações está integrado na etiqueta
(Fortaleza), bastando clicar nessa indicação para que fique ao seu dispor todas
as minhas intervenções acerca do triste acontecimento.
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sábado, 16 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (5)
A 3 de janeiro de 1960, teve lugar a chamada "fuga
de Peniche", protagonizada por Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos
Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro
Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues, graças à conivência
de um elemento da Guarda Nacional Republicana (GNR) que anuiu à imobilização
com clorofórmio de um seu colega responsável pela vigilância dos prisioneiros.
O guarda em questão conduziu os fugitivos, um a um, agachados debaixo do seu
capote de oleado, até a um troço mais escuro da muralha, de onde desceram para
o exterior também com o auxílio de uma corda feita de lençóis.
No início da década de 1980, quando os últimos retornados
das ex-colónias deixaram a fortaleza, um grupo de naturais de Peniche, com a
concordância da Câmara Municipal e a colaboração de pessoas e entidades de
diversas áreas, como o Museu Nacional de Arqueologia, criou nas suas
dependências um museu vocacionado para invocar por um lado fatos e memórias da
resistência antifascista contra o Estado Novo (setor da resistência) e por
outro de Peniche, dando relevo ao mar como elemento dominante no seu contexto
natural e histórico (Praça-forte de Peniche setor local). A maior parte do
atual acervo provém de doações feitas à época. Nessa fase várias iniciativas
culturais tiveram lugar no salão nobre com regularidade.
A partir de 1984 apenas um dos três pavilhões do forte ficou
aberto ao público em geral como Museu Municipal, exibindo o seu património de
modo mais ordenado: arqueológico, histórico e etnográfico (renda de bilros,
peças consagradas à pesca e à construção naval). Foram então feitos melhoramentos
no chamado Núcleo da Resistência, com restauros e a reconstituição do ambiente
como prisão política (celas individuais e parlatórios). Neste último, os
visitantes podem conhecer a cela onde esteve preso o secretário-geral do
Partido Comunista Português, Álvaro Cunhal, e alguns dos seus desenhos a
carvão, bem como o local por onde se evadiu em 1960.
Em setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada
pelo Governo de Portugal na lista de monumentos históricos a concessionar a
privados, no âmbito do Programa REVIVE de recuperação do património imobiliário
público, mas passados dois meses foi retirada pela polémica pública suscitada.
Trecho 05
-continua-
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (4)
No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), em 1830
o tenente-coronel Brandão mandou fortificar o Porto da Areia de Peniche de Cima
e ampliar o forte das Cabanas.
Em 1837 uma explosão da pólvora no paiol da fortaleza
conduziu a um violento incêndio que destruiu completamente o Palácio do
Governador, que não voltou a ser recuperado. (CALADO, 1991:186) Dois anos mais
tarde (1839) regista-se a cedência, Praça-forte de Peniche pelo Ministério da Guerra
à Câmara Municipal, da área de terreno militar junto à muralha compreendida
entre os baluartes da Misericórdia e da Ponte.
Do século XX aos nossos dias
No alvorecer do século XX, no contexto da Segunda Guerra dos
Bóeres (1899-1902), as dependências da fortaleza – nomeadamente o quartel de
São Marcos e o meio-baluarte da Misericórdia - foram utilizadas em 1901, como
abrigo para os bóeres que se haviam refugiado dos britânicos na colónia
portuguesa de Moçambique.
À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na
Praça-forte de Peniche estiveram detidos cidadãos alemães e austríacos.
Em 1928 registou-se a cedência da fortaleza para sanatório
de tuberculosos. Poucos anos mais tarde, durante o Estado Novo português
(1930-1974), a fortaleza foi convertida em prisão política de segurança máxima
(1934).
Ao final da década, o conjunto da Fortaleza de São Francisco
e da frente abaluartada da Praça de Peniche, e todas as muralhas militares que
constituem os baluartes e cortinas existentes na vila, foi classificado como
Monumento Nacional pelo Decreto n.º 28.536, publicado no Diário do Governo, I
Série, n.º 66, de 22 de março de 1938.
Neste período iniciou-se a intervenção do poder público,
pela Direcção Geral das Edificações e Monumentos Nacionais (DGEMN), que em 1939
procedeu a reparação e consolidação de nove guaritas da fortaleza.
Em 1945 um Decreto determinou a entrega da fortaleza ao
Ministério da Justiça, integrando a jurisdição da Polícia de Vigilância e
Defesa do Estado (PVDE), que nesse mesmo ano foi substituída pela Polícia
Internacional e de Defesa do Estado (PIDE).
A DGEMN procedeu à abertura de um arco na frente
abaluartada, entre o meio baluarte de São Vicente e o meio baluarte da Camboa
(ou Gamboa), para acesso à praia de banhos, assim como a reparação do túnel de
mar (1947). Em 1949 uma petição da Câmara Municipal de Peniche solicitou a
inclusão da Fortaleza e da frente urbana abaluartada de Peniche no Plano de
Restauração dos Monumentos Nacionais. No ano seguinte (1950) procedeu-se a delimitação
da zona de proteção da fortaleza e da cortina abaluartada proposta pela DGEMN.
Na madrugada de 18 para 19 de dezembro de 1954, o dirigente
do Partido Comunista Português, António Dias Lourenço, prisioneiro que quinze
dias antes provocara um incidente para ser recolhido ao Baluarte Redondo, então
zona de isolamento conhecida como "O Segredo", conseguiu evadir-se
por uma abertura de 20 x 40 centímetros que serrou na almofada de madeira da
porta da cela, descendo em seguida 20 metros de muralha até ao mar com uma
corda feita com lençóis rasgados em tiras. A improvisada corda rompeu-se,
fazendo-o cair ao mar. Foi arrastado para o largo por refluxo das ondas. Com
muito esforço, esgotado, conseguiu, no entanto, alcançar terra e lograr escapar
escondido, com a conivência de pescadores, numa camioneta de transporte de
pescado.
Trecho 04
-continua-
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terça-feira, 12 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (3)
A Guerra da Restauração e a fortificação abaluartada
No contexto da Guerra de Restauração (1640-1668), nas Cortes
de Lisboa, já em 1641, os procuradores do concelho de Atouguia advertiram para
a necessidade de fortificar a praia da Consolação e de se iniciar as obras
defensivas em Peniche, pois só estavam concluídos o Fortim do Redondo e as
muralhas adjacentes.
Em 1642 o Conselho de Guerra enviou o engenheiro-mor Charles
Lassart (à altura em Cascais) a Peniche para verificar as obras e averiguar a
necessidade de alterar o projeto.
Oito navios estrangeiros fundearam em 1644 nas águas das
Berlengas. No ano seguinte (1645) as obras em Peniche estavam concluídas,
conforme inscrição sobre o Portão de Armas da fortaleza, que reza:
"ESTA FORTALEZA FOI COMEÇADA PELO INVENCÍVEL CONDE
LUÍS, DUAS VEZES VICE-REI DA INDIA, POR ORDEM DO SERENISSIMO REI D. JOÃO III E,
INTERROMPIDA DURANTE XII LUSTROS PELA TIRANIA DE CASTELA, FOI CONCLUIDA,
IMPONENTE E TEMIVEL, PELO CONDE JERONIMO, SEU DESCENDENTE, SOB O AUGUSTISSIMO
D. JOÃO IV, LIBERTADOR DO REINO. CONFIA-O ESTA LAPIDE Praça-forte de Peniche. E
À POSTERIDADE. ANO DO SENHOR DE 1645."
Em 7 de agosto de 1657 D. António Luís de Meneses, 1.º
marquês de Marialva, Charles Lassart e Simão Mateus deslocaram-se a Peniche
para efetuarem um desenho mais conveniente da frente abaluartada. Na ocasião
acordaram "(…) que se devia fortificar a vila de mar a mar com dois
baluartes e dois meios
Em 1658 D. Jerónimo de Ataíde, foi nomeado para
superintendente das obras da praça de Peniche, sendo assistido pelo Governador
da Praça, Manuel Freire de Andrade.
Em 1666 teve lugar o ataque da armada espanhola, sob o
comando de D. Diego de Ibarra, ao Forte da Berlenga, seriamente danificado na
ocasião.
O século XVIII
Em 1702 teve lugar a nomeação de Luís Estevão para Capitão
Engenheiro da Praça de Peniche Nesse mesmo período, em 1721 faltavam
terraplanar alguns baluartes na cortina oriental e construir uma contraescarpa
que obstasse a invasão das areias, que dificultavam a navegação, e registou-se
a reconstrução do Real Hospital Militar de Peniche.
O terramoto de 1755 arruinou parte da cortina do Morraçal de
Peniche de Baixo
Na sequência do atentado a José I de Portugal (1750-1777),
D. Jerónimo de Ataíde, 11.º conde de Atouguia - acusado de cumplicidade no
processo dos Távora – teve confiscados todos os bens e picadas as suas armas
sobre o portão da Praça-forte (1759).
Em 1773 procederam-se obras de remodelação da capela de
Santa Bárbara, no interior da fortaleza. Pouco depois, em 1777, o governador da
Praça, Veríssimo Ferreira de Matos Souto, produziu um relatório endereçado
Praça-forte de Peniche ao visconde de Ponte de Lima, onde o informava sobre o
estado das defesas de Peniche.
Em 1800 o Tenente-coronel do Real Corpo de Engenheiros,
Eusébio Dias Azedo, empreendeu a construção de novas baterias, com o objetivo
de dificultar o desembarque nas enseadas.
O século XIX
As dificuldades económicas acarretadas pelas sucessivas
obras defensivas na Praça, levaram a que a população, em 1805, da Praça-forte
de Peniche, pedisse mercê a Maria I de Portugal (1777-1816) para lhe ser
facilitado o pagamento dos impostos, ao que a rainha atendeu favoravelmente.
A defesa proporcionada pela Praça-forte, entretanto,
revelou-se ineficaz no contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) quando da
invasão napoleónica sob o comando de Jean-Andoche Junot, quando aqui
desembarcaram tropas franco-espanholas (dezembro de 1807). No ano seguinte
(1808) enquanto as tropas napoleónicas construíam uma bateria no carreiro do
cabo e no Porto da Areia, iniciaram o levantamento de um fortim no Baleal.
Trecho 03
-continua-
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domingo, 10 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (2)
O FORTE SEISCENTISTA
Alvo de ataques recorrentes de corsários ingleses, franceses
e de piratas da Barbária, Manuel I de Portugal (1495-1521) ordenou a
instalação, em 1537, de 4 quatro navios latinos armados, de 25 a 30 toneladas,
em Peniche. (FARIA, Manoel Severim de. “Notícias de Portugal”. Lisboa: António
Isidoro da Fonseca (1655) 1740. pp. 71-72.)
De acordo com D. Afonso de Ataíde, 3.º Senhor da Praça-forte
de Peniche e da Casa de Atouguia, o soberano acalentou ainda a ideia de uma
defesa permanente daquele trecho do litoral, conforme referido em carta a seu
sucessor, João III de Portugal (1521-1557):
Em 1544 D. João III recomendou a D. Afonso de Ataíde a
construção de um castelo ou baluarte na península. Naquele mesmo ano, a 15 de
julho, o senhor de Atouguia informou "(…) que o melhor lugar pera se fazer
a fortaleza é no ilhéu das Cabanas, porque está sobre a boca do rio e em lugar
mui conveniente pera se defender"
As obras do Fortim do Redondo tiveram lugar entre 1557 e
1558 conforme testemunha a inscrição epigráfica sobre o seu pórtico, que reza:
"IMPERATE SERENISSIMO REGE/IOANE III EREXIT HOC P PVGNA/CLVM D LVDOVICVS
DA TAIDE/INCEPTUM FVIT AÑO 1557/ET FINITV AÑO 1558 R Praça-forte de Peniche
EGÑA/TE INVICTISSIMO REGE LVSI/TANORVM SEBASTIANO PRIMO". Com traça
atribuída a Diogo Teles, revela influência dos fortes henriquinos do sul de Inglaterra,
mormente do “Falmouth Fort” (“Pendennis Castle”) (1540-1543)
Sebastião I de Portugal (1557-1578) subiu ao trono em 1568,
nomeando D. Luís de Ataíde, 3.º conde de Atouguia, para o cargo de Vice-rei da
Índia (1568-1571). Os trabalhos na fortificação ficaram suspensos até 1572,
quando foram retomados sob a responsabilidade do mestre-de-obras Gonçalo de
Torralva (irmão de Diogo de Torralva).
Durante a União Ibérica (1580-1640), Filipe II de Espanha
(1556-1598) enviou o engenheiro militar Filippo Terzi a Peniche para consolidar
o Fortim e as muralhas e estudar possíveis melhoramentos (1589).
Foi aqui que as
tropas inglesas, cedidas por Isabel I de Inglaterra (1558-1603), sob o comando
de Francis Drake, em apoio a António de Portugal, Prior do Crato, iniciaram a
sua marcha sobre Lisboa (maio de 1589), na tentativa infrutífera de restaurar a
soberania portuguesa. Tendo-se deparado com forte resistência nas imediações da
capital, as tropas inglesas retiraram, reembarcando em Cascais, episódio que
deu origem à expressão "amigos de Peniche".
Reconhecendo a posição estratégica de Peniche, em 1605
Filipe III, Praça-forte de Peniche Espanha (1598-1621), recomendou ao vice-rei
D. Pedro de Castilho: "(…) ordeneis que Leonardo Turriano meu engenheiro
que vá ver ocularmente o forte e sítio em que está, Peniche.
A povoação pesqueira foi elevada a vila e sede de concelho
(1609), momento em que o engenheiro militar Luís Gabriel foi incumbido de
comandar as obras da fortaleza, tendo ainda orientado as obras do porto e do
abastecimento de água.
Em 1625 Filipe IV de Espanha (1621-1665) alertou para a
urgência de se edificar um forte nas Berlengas, local muito visitado por
corsários.
Trecho 02
-continua-
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
A FORTALEZA DE SÃO FRANCISCO (1)
Assim é o nome de registo do imóvel que nos surripiaram.
Como os actuais políticos, surripiadores da fortaleza a que
me refiro, parece continuarem interessados em ocultar a totalidade da história
e do que representou para o nosso país aquele nosso imóvel, vou, na minha
modesta competência e com a ajuda de quem, verdadeiramente, está informado,
procurar ir até onde for possível.
Trata-se de um documento extenso, como extensa e
diversificada foi a história, e, por isso, entendo ser de distribuir o seu
conteúdo por vários escritos a incluir neste blogue.
Procurarei que a imagem de introdução seja sempre a mesma e,
para isso, escolhi aquela que representa o seu começo, o Redondo.
PRAÇA-FORTE DE PENICHE
A “Praça-forte de Peniche” localiza-se na freguesia e
concelho de Peniche, no distrito de Leiria, em Portugal.
O seu conjunto defensivo, que sucedeu em funções o antigo
Castelo de Atouguia da Baleia (do qual subsistem hoje apenas vestígios), era
coadjuvado pelo Forte da Praia da Consolação e pelo Forte de São João Baptista
da Berlenga.
História e Antecedentes
Alguns autores admitem que a origem do topónimo “Peniche”
derive de “Phoenix”, nome de uma antiga povoação na ilha de Creta, cuja
configuração geográfica era semelhante à da primitiva ilha de Peniche. Até à
Idade Média, essa ilha situava-se a cerca de oitocentos passos do continente,
junto à foz do rio São Domingos.
A partir de meados do século XV, por ação das correntes
marítimas e dos ventos, registou-se o assoreamento do canal entre a ilha de
Peniche e o continente, vindo as areias a formar progressivamente um cordão de
dunas que os uniu e fez desaparecer o importante porto de Atouguia, entretanto
sucedido pelo de Peniche nas funções de porto pesqueiro e ponto de acesso
privilegiado a localidades do centro do país como Leiria, Óbidos, Santarém,
Torres Vedras e Lisboa.
Trecho 1
-continua-
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019
MEUS SENHORES - JÁ LÁ VÃO DOIS ANOS
ESTAMOS, POR ISSO, DE LUTO, estamos aqueles que põem a sua terra acima de tudo, mesmo daqueles outros porque tanto pugnaram os que não têm vergonha na cara.
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quinta-feira, 4 de julho de 2019
A TRAGÉDIA – MUSEU MUNICIPAL
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domingo, 5 de maio de 2019
OS VENDILHÕES NO TEMPLO
Infelizmente a nossa terra não teve gente que batesse o pé e fosse à luta, como noutros tempos, agora, aos instalados coniventes com os ditadores ocupantes, juntaram-se aqueles que, preferencialmente, defenderam a garantia do primeiro ministro no poder, como foi sua única ambição e, complacentemente, outros preferiram não pôr em risco o seu futuro político.
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quinta-feira, 18 de abril de 2019
PASMEM FILHOS DE PENICHE
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quinta-feira, 21 de março de 2019
Estamos na era estalinista?
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
ARQUITECTO PAULINO MONTEZ (Distinto filho de Peniche)
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terça-feira, 20 de novembro de 2018
ANIVERSÁRIO NEGRO NA NOSSA CIDADE
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018
ESCLAREÇAM-ME QUE SOU IGNORANTE
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
À atenção dos algozes da nossa Fortaleza
terça-feira, 4 de setembro de 2018
NOTÍCIAS DA NOSSA FORTALEZA
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