O MEU SACA-ROLHAS




Uma forma de ultrapassar a lei da rolha que vai imperando na Câmara Municipal desta minha nobre cidade, foi usar um comum objecto a que, por enquanto, ainda vamos tendo acesso e que se chama saca rolhas.

Graças a este comum, mas importante, objecto, vou obtendo alguns esclarecimentos acerca do que vai estando por trás da citada lei da rolha.

Os donos disto tudo resolveram entregar bens culturais e, como é costume, as actas das reuniões não permitem ao comum e desprezível cidadão, como eu, saber  o que os DDT’s deram, alugaram ou cederam provisoriamente. Como se a propriedade camarária estivesse disponível para que aqueles importantes senhores possam dispor de forma ligeira e sem que a Assembleia Municipal, pelo menos, discutisse o assunto, ainda que o resultado fosse o mesmo, mas, sempre saberíamos até onde chegam os DDT’s.

Através do saca rolhas tive a oportunidade de obter a relação dos tais bens culturais e aqui fiquei a saber algo que estava apenas no âmago dos DDT’s.

Dela constam objectos e até dependências que nada têm a ver com a luta antifascista que os co legionários e seus próximos mantiveram, tratam-se de peças e locais que são parte integrante da terra, que desprezam, mas que vai continuar a ter um museu próprio, onde as sumidades lisboetas não devem nem têm nada que se meter, a menos que o descaramento chegue a esse nível.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

Cartão de Visita do Facebook