O RATO PRETO DA BERLENGA



Mais uma vez, a levar em conta o que tenho visto escrito e de que não tenho motivos para duvidar, antes pelo contrário, se põe a questão de que qualquer grupelho que se lembre, desata a mandar e executar o que lhe dá na real gana na república da Berlenga. Não quis tomar partido na matéria sem procurar informação sobre o assunto e, ao que parece, há motivos suficientes para a nossa edilidade tomar posição, se é que pode e quer. Para além dos produtos químicos utilizados é urgente defender a biodiversidade daquele local e, portanto, há necessidade de, pelo menos, parar para pensar. Ou será que ficamos à espera que apareça uma câmara de televisão para ficarmos no boneco?

A PESCA TEM MAIS UMA OPORTUNIDADE


Findo que está o prazo de vigência (2007/2013) dos programas de apoio que a Comissão Europeia, manteve à disposição das comunidades piscatórias da Europa, importa analisar o que a comunidade piscatória de Peniche, soube beneficiar em prol da reestruturação e desenvolvimento da sua frota piscatória.
Com base nas suas vertentes designadas por Eixo 2, Eixo 3 e Eixo 4 foram postos ao dispor dos respectivos candidatos as verbas necessárias para apoio a medidas de acrescentamento de valor do pescado, para reestruturação das empresas de pesca, para a comercialização das suas capturas e procura de novos mercados.
Foram sete anos que teriam sido suficientes para que fosse visível qualquer melhoria na evolução positiva da nossa situação como um importante porto de pesca.
O texto, que abaixo se reproduz, foi extraído de FARNET Magazine n°12 - Spring-Summer 2015, onde a Comissão dá conta do que foi feito e aponta os objectivos atingidos:
“Um dos quatro principais objectivos do Eixo 4 é "agregar valor aos produtos da pesca e aquicultura" (Artigo 43.2a). Na verdade, o peso de organizações de pesca em muitos dos Grupos de Acção Local significou que a medida de agregar valor aos produtos da pesca (artigo 44.1d) tornou-se uma das partes mais importantes de estratégias locais.
A maioria dos projetos locais para agregar valor aos produtos da pesca tentam fechar a lacuna entre a pesca e os consumidores e para melhorar as ligações verticais entre os atores em diferentes pontos da cadeia de abastecimento da pesca. No entanto, na concepção dessas ações, os grupos têm que perceber que eles não estão a funcionar sozinhos. Em particular, eles precisam para maximizar a sinergia com os investimentos na transformação e comercialização, de ser apoiados no âmbito do Eixo 2 do FEP (artigo 35) e as medidas para desenvolver novos mercados e campanhas promocionais, ações coletivas e piloto do Eixo 3 (artigos 37º, 40º e 41).
As acções apoiadas pelos próprios grupos geralmente concentram-se em soluções inovadoras e orientadas para a sustentabilidade econômica e ambiental das pequenas empresas das pescas - que podem ser tomadas numa escala maior se forem bem-sucedidas. 

Em datas anteriores,  tive a oportunidade de me referir à existência destes apoios e salientar a necessidade de que os nossos homens, ligados às empresas de pesca, soubessem  aproveitar, de forma coligada e devidamente planeada, a oportunidade que se deparava, para fazer a reestruturação que, há muito, era exigível na nossa frota como um todo e não, como infelizmente acontece por vezes, de forma individualista e sem consequências em geral.

A política de apoio continua, agora pelo período (2014/2020), será que vamos estar preparados para, como um todo, pensarmos e nos candidatarmos, no interesse geral, aos apoios necessários para fazer sair de estagnação, para não dizer retrocesso, a que foi e será sempre a principal actividade da nossa terra?
Espero bem que sim, que de uma vez por todas se abandone a política de “capelinhas” e seja encarada, de vez, uma política de interesse geral.

(Escrito fora do acordo ortográfico em vigor)

FISH TOUR


Finalmente consegui obter resposta à minha insistente consulta ao sítio www.fishtour.pt

E porquê a minha insistente consulta, porque a minha curiosidade e interesse em que se dêem passos no sentido de fazer mexer algo à volta da pesca, procurando-a retirar do estado de estagnação e acrescentar-lhe algum valor e interesse, assim o obriga.

Deparei com um trabalho com excelente aspecto gráfico, imagens bem conseguidas, uma boa clareza na escrita, que são o resultado de trabalho bem conseguido.

Porém a resposta à minha dúvida de como se conseguiria, na prática, concretizar a ideia, que considero imaginativa e interessante, é que não obtive resposta cabal, permanecendo por resolver o principal factor, como consta do último parágrafo do relatório apresentado e que reproduzo:

No entanto, a maior dificuldade que será necessário tem em consideração a quando do lançamento comercial deste produto consiste na baixa previsibilidade dos dias e horas de partida das traineiras de pesca. Com efeito, devido às condições climáticas, a decisão das partidas para alto mar ocorre com uma antecedência muito curta, obrigando o operador marítimo-turístico a adotar uma estratégia operacional muito ágil. Esta foi aliás a maior dificuldade sentida no planeamento do nosso estudo piloto.

Fica a vontade de se fazer algo e a promessa da minha parte, logo que a saúde mo permita, de fazer parte dos inscritos para uma das próximas viagens de observação da pesca do cerco.


PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

Cartão de Visita do Facebook