quarta-feira, 30 de julho de 2025
CARTA AO FECHAR DA PORTA
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domingo, 27 de julho de 2025
A MINHA PEREGRINAÇÃO À BERLENGA
Acabo de cumprir a minha peregrinação anual e, assim como
nunca deixo de expressar o meu descontentamento relativamente a algo que me
desagrade, também me apraz publicar aquilo que, entendo eu, merece ser dito
publicamente.
Venho, por isso, lisonjear o ordenamento, sem atropelos, que
se observa no embarque e desembarque de centenas de pessoas e, até, a sua
movimentação nos vários tipos de visita.
Também é justo salientar a qualidade de serviço que o
restaurante “Mesa da Ilha” proporciona, bem como o ordenamento e eficiência que
se verifica na utilização da “Casa Abrigo” que a Associação dos Amigos da
Berlenga apresenta, bem como o próprio “Castelinho”.
Não posso deixar de chamar a atenção do nosso município para
a necessidade de ombrear com o que acabo de referir, dotando a área de
acampamento com os requisitos há muito reclamados.
Enfim, aquele recanto, encantador, do nosso país, está a concorrer
com a qualidade que se observava em locais de turismo requintado.
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domingo, 8 de junho de 2025
BERLENGA - 50º ANIVERSÁRIO
Aqui estou, correspondendo ao convite da Direcção da
Associação, convite que me deixou emocionado, após tantos anos sem contacto
convosco.
Peço-vos desculpa pelo tom de voz, pelo facto de usar uma
cadência pausada e estar a ler o que vos pretendo dizer.
Consequência dos 88 anos de existência a que corresponde uma
memória em permanente falibilidade.
Comemoramos cinquenta anos desde o acontecimento que motivou
este ciclo de vida da AAB e que em jeito de preâmbulo vos conto.
Estávamos num Sábado à tarde no posto náutico do CNP quando
o Joaquim Maçãzinha nos transmitiu que, mais uma vez, havia sido assaltado o
Forte da Berlenga. encerrado há uns anos da sua missão de anfitrião de uma
pousada nacional.
A consternação dos presentes foi grande e lembrou-nos a
ocorrência de, em vários pontos do país, a ocupação selvagem de vários
estabelecimentos semelhantes, fruto da desorganização política em que o país se
encontrava.
O grupo foi comentando o acontecido entre o núcleo
frequentador da Berlenga como ocupação dos seus momentos de lazer.
Esta preocupação foi-se adensando e motivou a necessidade de
se tomarem medidas que salvaguardassem o forte de situação semelhante.
Analisados os factos foi decidido que não usaríamos o método
corrente no país, isto é, tomarmos conta do imóvel pela via do assalto.
Decidiu-se solicitar uma audiência à Secretaria de Estado do
Turismo e, na oportunidade, expusemos que não permitiríamos que o nosso forte fosse
ocupado por gente estranha aos interesses da nossa cidade.
A Secretaria de Estado anunciou que estariam dispostos em
colaborar connosco desde que tivéssemos o acordo da autarquia local.
Obtida que foi a prestimosa colaboração da autarquia,
através da sua comissão administrativa, foi-nos concedida autorização para
apresentarmos o nosso projecto de utilização.
Nasceu assim a “Casa Abrigo” a funcionar como um parque de
campismo em que os utentes utilizavam os quartos servindo-se do mobiliário
existente e sem roupas, utilizavam a cozinha da pousada onde cada quarto tinha
o seu local demarcado, contavam com um almude diário de água potável e podiam
comprar o trivial num minimercado abastecido e explorado pela comissão.
Feita um pouco da história do nascimento da nossa associação
deixo à consideração de cada um a avaliação do trabalho que tudo isto exigiu e
da colaboração de um elevado número de verdadeiros amigos da Berlenga, cujos
nomes omito propositadamente para não fazer distinções.
Alguns anos depois, estávamos nos anos de presidência da câmara
do comum amigo Luiz Almeida e a propósito da visita do então Presidente da
República, General Ramalho Yanes, quando das importantes feiras do mar que em
Peniche se organizaram, houve a oportunidade de falar da Berlenga e da
necessidade de lhe proporcionar meios de desenvolvimento controlado.
Foi, por isso, atribuído e decretado o estatuto de Reserva
Natural, porém, a câmara municipal, com o sentido de preservar e defender o
melhor possível os interesses de Peniche e dos penicheiros, donos do território,
entendeu que, do conselho da reserva criada, fizessem parte permanente um
elemento indicado pela câmara e outro pela associação dos amidos da Berlenga.
E, durante vários anos, estes elementos tiveram a
oportunidade de ir impondo e defendendo os interesses da nossa terra.
Porém, para infelicidade nossa, os presidentes que se
seguiram, por motivos de vaidade pessoal, porque entendiam que eles é que sabiam
tudo, e obediência política a interesses externos, foram abdicando da
vigilância e defessa dos interesses da nossa cidade e dos seus habitantes, numa
atitude serventual de interesses que nos são alheios.
Neste momento estamos a passar por uma das habituais fases
de incursão de mais uma tentativa de passar por cima de Peniche e dos
penicheiros, espero, que o habitual amorfismo dos penicheiros, que têm deixado
que os espezinhem constantemente, não resulte e que haja um grupo que saiba
impor a defesa dos nossos interesses.
Cabe à Associação dos Amigos da Berlenga dar o mote, eu, estou velho e cansado, mas, se o grupo precisar, cá estarei."
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
A MINHA TERRA EM IMAGENS
domingo, 12 de novembro de 2023
A EVOLUÇÃO DA BERLENGA
Após o parecer
positivo do Comité Nacional MaB ao Relatório de Revisão Periódica da Reserva
das Berlengas, o Conselho de Coordenação Internacional (CCI) assegurou a sua
continuidade.
Porquê?
Nos últimos 10 anos da Reserva da Biosfera das
Berlengas, a atividade económica mudou substancialmente, com um aumento e
rejuvenescimento dos diversos atores envolvidos, nomeadamente na atividade de
Turismo de Natureza, nos serviços de restauração e alojamento, na pesca
artesanal e na apanha de marisco.
Conhecer para Preservar, Conhecer para Desfrutar
O Grupo de
Trabalho Permanente da Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), constituído
pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) – Instituto
Politécnico de Leiria, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF) e pela Câmara Municipal de Peniche (CMP), acaba de editar um
conjunto de conteúdos de comunicação sobre o património natural do arquipélago
das Berlengas, área integrada no território classificado pela UNESCO como Reserva
da Biosfera.
Com o apoio financeiro do PROMAR através do Grupo
de Ação Costeira do Oeste, o projeto “Conhecer para
preservar, conhecer para desfrutar” assume-se como um contributo ativo para a
melhoria da experiência da visitação à ilha da Berlenga, para o aumento de
qualidade da oferta dos operadores marítimo-turísticos e para a sensibilização
ambiental dos visitantes, por forma a adotarem comportamentos adequados à
presença num território de enorme valor natural.
Este projeto criou conteúdos de divulgação da Reserva
da Biosfera das Berlengas (UNESCO), tendo por base informação existente sobre a
biodiversidade marinha, complementada com a arte da ilustração científica. A
sua divulgação será feita através de plataformas tradicionais (folhetos) e de
abordagens inovadoras (Internet).
A coordenação científica esteve a cargo da Escola
Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) – Politécnico de Leiria e do
MARE-IPLeiria, Prof. Doutor Sérgio Leandro, envolvendo investigadores das
ciências e tecnologias do mar e do turismo.
NOTA PESSOAL -
Reservo a apreciação e julgamento para os que conhecem,
verdadeiramente, a Berlenga, tendo em conta os condicionalismos que têm sido
levantados ao povo de Peniche na utilização de um território que, ainda, é seu.
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segunda-feira, 11 de setembro de 2023
A BERLENGA E OS CARTAZES
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quarta-feira, 26 de julho de 2023
O DESERTO NO CIMO DA BERLENGA
Estou e socorrer-me de fotografias muito antigas para poder
transmitir, a alguns dos novos e actuais utentes da Berlenga, a razão de ser do
título deste escrito.
Naquele tempo todo o território florescia em determinada
época do ano e, mesmo no pico do Verão, eram visíveis as estruturas secas das
plantas que ali proliferavam.
As armérias, que pela sua adaptação àquele ambiente, viram o
seu nome alterado para “Arméria Berlengalis”, cobriam toda a encosta ocidental
na zona da Quebrada, enquanto algumas outras plantas escolhiam zonas específicas,
proporcionando um colorido diferenciado entre vários locais.
Estou certo, que alguns dos meus leitores constatam a
veracidade do que acabei de vos transmitir, hoje, porém, cada vez vai sendo
mais difícil observar os aspectos que relatei.
Tudo tem uma razão de ser, os efeitos da evolução do clima
terão a sua parte, mas, como se passa em todo o mundo, o “bicho homem” também
ajudou a que aqui se chegasse e, por isso, lhe é exigida a obrigação
“inteligente” de procurar a respectiva compensação.
O solo da Berlenga continua a ser nitrificado com toneladas
de excrementos de pássaros que, aliadas a outras tantas toneladas de penas
secas o vão impermeabilizando e, portanto, cada vez haverá menos água
disponível, água que é indispensável às ditas plantas.
Naturalmente que haverá medidas possíveis no sentido de
alterar esta situação da Berlenga e, é aqui, que vou introduzir a minha
discordância com a equipa que gere, mal digo eu, a Berlenga.
A irradicação do rato preto e dos coelhos acabou com a
abertura de túneis que as duas espécies abriam em todo o território, por onde a
água se infiltrava, constituindo as reservas que faziam a cobertura das
necessidades das plantas e víamos escorrer nas fontes existentes, enquanto a
excessiva protecção das avezinhas, de que apenas contesto o excesso, vai
permitindo a exagerada impermeabilização do solo.
É, do meu ponto de vista, urgente que se tomem as medidas tendentes a facilitar o armazenamento da água, ou teremos o desaparecimento das plantinhas que, também, fazem falta às avezinhas.
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sábado, 17 de junho de 2023
Ai! Berlenga/Berlenga.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2022
A MENTIRA NÃO É EDUCATIVA
Agora uns fundamentalistas resolveram atribuir, àqueles e ao
chorão , a exclusiva causa do desaparecimento das plantas únicas, cujas características
estavam perfeitamente adaptadas ao isolamento da vida em ilha.
O local fotografado está situado no cimo da ilha onde nunca
chegou o chorão e os corredores escavados pelo rato preto e coelhos, na sua vida corrente,
foram benéficos na irrigação do solo ali fixado, segundo a explicação de um credível
cientista com quem tive o gosto de conviver.
Todo este meu escrito resulta da afirmação que está inserida
num caderno pedagógico sobre a Berlenga, que a seguir reproduzo, para que o
leitor possa constatar.
Pessoalmente repudio estas afirmações, pela evidência dos
fatos e porque estou convencido que o pior mal para o que está acontecendo à
flora da ilha, está na acidificação e impermeabilização do solo provocada pela elevada acumulação
de excrementos e penas, bem como ao excesso de pisoteio, causados pelo, cada
mais crescendo, número de gaivotas que nidificam indiscriminadamente na ilha,
ao que perece, como aves protegidas dos fundamentalistas, dado que o seu
controlo nunca foi conseguido.
Então segue o texto referido:
Das ilhas até à sala de aula
“A vegetação das Berlengas caracteriza-se por possuir espécies de porte herbáceo arbustivo, de entre as quais se destacam três espécies endémicas, bem adaptadas às condições adversas das ilhas.
Arméria-das-berlengas(Armeria berlengensis)
Esta espécie teve um decréscimo acentuado nas populações,
sendo considerada uma espécie Criticamente em Perigo (CR).
Cresce em forma de coxim (adaptação evolutiva contra ventos
fortes), com floração de abril a maio, desenvolvendo-se principalmente nos
locais orientados para norte, em solos rochosos, enraizando-se entre as fendas
do granito conseguindo assim viver nas falésias e afloramentos rochosos.
Pulicária-das-berlengas (Pulicaria microcephala)
É uma planta pequena e muito ramificada. A floração ocorre a
partir de março até julho e as suas flores são amarelas, e, embora mais
pequenas, são semelhantes às flores da comum calêndula.
Estas comunidades vegetais foram muito afetadas pela
introdução de espécies vegetais invasoras (chorão Carpobrotus edulis) e pela
pressão de herbivoria do coelho. A presença do rato-preto, a elevada densidade
da população de gaivotas e também o pisoteio provocado por visitantes que saem
dos trilhos foram fatores que contribuíram para degradação da flora nativa.”
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quarta-feira, 20 de julho de 2022
Associação dos Amigos da Berlenga
Na minha passagem pela Berlenga, normalmente durante a
primeira quinzena de Julho. aproveito a oportunidade para ver o estado em que
as coisas param por parte da Associação, de que fui fundador e à qual prestei
serviço ao longo de muitos anos.
Era sempre com alguma amargura que constatava que a ordem
que impusemos, desde a primeira hora, não estava a ser seguida, logo, o
objectivo para que tantos deram o seu melhor, não estava a ser cumprido.
Porém, para meu contentamento, este ano o panorama mudou
para muito melhor, respira-se ordem e organização que deve ser apreciada pelos
respectivos utentes.
A associação e a equipa
que a suporta estão de parabéns, a qualidade da gestão e do serviço prestado
será a garantia da sua continuidade e a imposição da sua credibilidade para
outras acções em prol da Berlenga.
Deixo, com todo o gosto, uma palavra de muito apreço pelo que vi.
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segunda-feira, 6 de junho de 2022
BERLENGA E OS SEUS TRUQUES
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sexta-feira, 15 de abril de 2022
RESERVA DA BIOSFERA DAS BERLENGAS
Em novembro de 1945 as Nações Unidas
reuniram em Londres para criarem uma organização educacional e cultural de
âmbito mundial.
Nasceu assim a UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura.
Portugal, como país aderente,
criou a Comissão Nacional da Unesco (CNU) que funciona no domínio do Ministério
dos Negócios Estrangeiros.
A CNU, entre as variadas
atribuições nas áreas da cultura, ciência e educação criou regiões que, para
além das áreas atrás referidas, beneficiam de
ajuda na organização territorial e desenvolvimento.
Foi neste âmbito que nasceu a
RESERVA DA BIOSFERA DAS BERLENGAS, cuja implantação está a ser preparada e onde,
inclusivamente será integrada a própria cidade de Peniche.
As entidades envolvidas no que
será uma alteração futura na nossa orgânica geral estão, neste momento, a
preparar a forma de efectuar a comunicação à população em geral e, bem assim,
porventura, as implicações ou alterações que resultem para a vida de todos nós.
Como munícipes compete-nos que
nos interessemos pelo desenvolvimento futuro desta acção, quer como
colaborantes quer como elementos fiscalizadores do que se vier, ou não, a
passar.
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sexta-feira, 1 de abril de 2022
BERLENGA E A CONSULTA PÚBLICA
Relatório da Década 2011 - 2021 da Reserva da Biosfera das
Berlengas
Cumpridos 10 anos da Reserva da Biosfera das Berlengas, e de
acordo com as normas do Programa MAB, Homem e Biosfera (“Man and
Biosphere") da UNESCO, procedeu-se à elaboração do respetivo Relatório de
Revisão Periódica e posterior processo de Consulta Pública.
Esta consulta pública visa auscultar a população residente
no território da Reserva da Biosfera das Berlengas, bem como os principais
agentes e beneficiários com atividade direta ou indireta na área designada pela
UNESCO, sobre o desempenho e cumprimento dos seus objetivos neste período de
dez anos que agora se completam.
A consulta pública visa igualmente recolher contributos
para a melhoria do Relatório de Revisão Periódica da Reserva da Biosfera das
Berlengas, o qual será remetido à UNESCO para avaliação por parte do
Conselho de Coordenação Internacional do programa MAB.
Ações Completas –
Criação de um manual de boas práticas ecológicas para o porto de Peniche
Instalar equipamento para produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis
Instalar equipamento para produção de água doce a partir
da água do mar
Instalar equipamento para aquecimento de água a partir de
energia solar
Caracterização dos visitantes e residentes temporários do
arquipélago das Berlengas
Porta das Berlengas em terra e definição da capacidade de
carga de visitantes
Carta de Desportos de Natureza
Em curso –
Controlo população gaivotas
Controlo espécies invasoras (Carpbrotus edulis)
Cogestão apanha percebe
Monitorização qualidade água
Monitorização vertebrados terrestres e gestão de habitats
(répteis e aves)
Implementação de programa recuperação de vegetação
natural
Introduzir artes e práticas de pesca inovadoras e amigas
do ambiente
Aumentar o valor e orientar a oferta de peixe e marisco
vivos para exigências específicas
SEAGULL - identificação de fontes não pontuais de poluição
fecal num ambiente natural:
contribuição de dados para a avaliação dos riscos
Atividades de manutenção e gestão local (água,
saneamento, resíduos sólidos)
Requalificação do Bairro dos Pescadores, Cais da Berlenga
e Apoio ao Campismo
Análise histórica das tendências nas atividades, frota e
artes utilizadas pela indústria pesqueira de Peniche
Caracterização dos visitantes e residentes temporários do
arquipélago das Berlengas
Comunicação e edição de material promocional
Educação Ambiental
Melhoria das condições de visitação
Planeada –
Reorientação e diversificação da pesca
Reduzir impactos ambientais da pesca
BerlenBio - Biodiversidade exportação de biomassa da
Reserva Natural das Berlengas (uma área marinha protegida) e os seus impactos
na pesca
Caracterização morfológica e litológica do fundo do mar
do arquipélago das Berlengas
Caracterização e inventariação da fauna ictiológica da
Reserva
Modelação numérica das correntes marinhas como
instrumento para definir estratégias de controlo da poluição
Melhorar o património histórico-militar (Forte de São
João Baptista)
Instalar equipamento para tratamento de águas residuais
Instalar equipamento para tratamento de resíduos sólidos
UMA NOTA PESSOAL – A exemplo do que tem acontecido noutras consultas que têm sido feitas, na Minha Terra, nunca nos são esclarecidos os resultados finais no que respeita à participação pública, dá a ideia de que isso não tem qualquer valia, que se fazem as consultas apenas por obrigatoriedade ou, então, que é desprezível se existe, ou não, o interesse da população pelos assuntos referendados.
Lendo os assuntos que foram resolvidos em dez anos e a panóplia
de tantos outros que estão em curso ou projecto, não há dúvida que os agentes
actuantes vão ter mais um século de trabalho para realizar.
A abrangência de sabedoria da equipa instalada é tal que nem
o Forte de São João Batista vai escapar à usurpação.
E os Penicheiros a verem passar o navio.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
A ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA BERLENGA
Foi um impulso penicheiro que originou a formação e
continuidade da associação ao longo de vários anos. Hoje desconheço o que se
passa no seu seio, até porque, sabe-se lá porquê, há muitos anos que não me
chega qualquer informação acerca dos seus projectos, das suas dificuldades,
enfim, das suas ambições e, este facto, leva-me a considerar-me uma pessoa que,
apesar de ter contribuído para a sua formação e consolidação, se considera
afastada.
Não tenho, portanto, forma de me poder pronunciar acerca da
sua orientação actual e da qualidade da sua intervenção para serem atingidos os
objectivos para que foi criada. Sei, com alguma pena, que faz falta uma
entidade que tenha a credibilidade para se impor, através da validade da sua acção
interventiva, naquilo que é a situação actual no que respeita à orientação que
está a ser imposta na Berlenga.
É verdade que quase todos os executivos camarários viram a
acção da Associação dos Amigos da Berlenga, como uns intrusos que pretendiam
retirar-lhes o poder de mandar. Infelizmente, umas vezes por incompetência dos
responsáveis, outras vezes porque, ao invés de aceitarem a sua actividade como
uma forma colaborante e agregadora de boas vontades, apenas exibiram o penacho do
poder e, isso, é o primeiro passo para repudiarem o que poderia e deveria ser
uma forma de aproveitar o esforço de algumas boas vontades.
A associação nasceu da união de vinte e uma boas vontades, que, em momento muito crítico e difícil, souberam argumentar o que queriam e o que pretendiam na defesa dos interesses da Berlenga, que é como quem diz, da Cidade de Peniche.
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quinta-feira, 29 de julho de 2021
O que são as Reservas da Biosfera
São territórios que se caracterizam pela procura do equilíbrio entre a atividade humana e a biosfera, onde o primado da sustentabilidade se alia à conservação da natureza e à biodiversidade, sendo por isso espaços de excelência para a investigação, o estudo, o desenvolvimento científico, a monitorização, o turismo e a educação.
Por isso, constituem territórios onde se testam abordagens interdisciplinares de compreensão e gestão de mudanças e interações entre sistemas sociais e ecológicos, incluindo a prevenção de conflitos e a gestão da biodiversidade.
As Reservas da Biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos Estados onde estão localizadas. (O que equivale a dizer-se que quem manda são os donos do território)
• uma Área Nuclear (com função estrita de Conservação da Natureza),
• uma Zona Tampão (onde ocorrem algumas atividades humanas sustentáveis, e que tem por função amortecer as pressões da atividade humana sobre a zona nuclear), e
uma Zona de Transição (onde ocorrem as principais atividades económicas e onde preferencialmente vive e habita a população da Reserva da Biosfera).
Possuem um modelo de governança flexível, com um órgão
de gestão/direção e um órgão consultivo, tão inclusivo quanto possível e
adequado ao Sítio e à sua população
▪ Reserva da Biosfera das Berlengas - Peniche (2011)
UMA NOTA DE RODAPÉ DA MINHA RESPONSABILIDADE:
Não sei se o executivo camarário leu o documento de onde respiguei o publicado, se não leram, meditem, se leram, parece que devem mudar de posição e deixarem o servilismo.
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quarta-feira, 26 de maio de 2021
AS BERLENGAS DO FUTURO
Não conheço o snr. Nuno Vasco Rodrigues que se intitula de
representante da Comissão de Cogestão da Reserva Natural das Berlengas, será,
portanto, aquela figura que referi no meu escrito de 15/10/2020, que aqui pode consultar, como sendo o corpo onde se iria vestir o fato que, o snr. Presidente
da Câmara e outros comparsas, já haviam anunciado que estava para aparecer.
Foi, por isso o escolhido pelos novos donos de “isto tudo”
para dar corpo ao projecto que constitui o título deste escrito.
É evidente que se trata de pessoa altamente qualificada,
porque de outra forma não teria sido o escolhido pelas personalidades que compõem
o grupo de cogestores e, por isso, nem tem discussão.
Não é isso, sequer, a minha preocupação, o que me preocupa é
que as coisas importantes da minha terra estejam a ser repartidas por figuras
paraquedistas, que se têm revelado como vindo a uma terra de cegos, fazer o que
muito bem lhes apetece, vêm viver à sombra da bananeira, com a cobertura dos cegos
que nos governam e não tendo satisfações a dar a ninguém.
O projecto BERLENGA DO FUTURO já está arquitetado, os cegos
de Peniche não têm nada que saber e muito menos que dar opinião, bastará que as
importantes personalidades que compõem a cogestão o tenham pensado.
Como cidadão nascido nesta terra vou continuar atento, pelo
menos a um dos cegos o assunto vai continuar a interessar.
Termino com duas perguntas.
ONDE É QUE ISTO VAI PARAR?
O QUE É PRECISO PARA O POVO DE PENICHE ACORDAR?
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
A MINHA TERRA CONTINUA A SAQUE
Após a constituição do soviete da Fortaleza está em marcha a
entrada em vigor do soviete da Berlenga.
A portaria n.º 30/2021, Publicação: Diário da República n.º
28/2021, Série I de 2021-02-10
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/156974204/details/maximized?fbclid=IwAR3f6-kOtiPXZGx_x9VcJ-ch-JgohuI9omZgLEnPiOLN3yM3g6ayZ4voSYI
determina a constituição do soviete, com consequentes
entraves de acesso, obrigatoriedade de pagamento de uma taxa de acesso e de
inscrição prévia, para o controleiro de serviço ter a oportunidade de objectar,
os não desejados? Será?
Entretanto, como é normal em todas as leis do nosso país, foram
criadas 12 excepções à regra, mas, entre elas não estão considerados os
cidadãos de segunda, que nasceram em Peniche e já usufruíam da Berlenga antes
de haverem nascido os stalinistas que impuseram as novas regras.
Não admira, estes cidadãos de segunda já se vão habituando a
ser espezinhados sem mugir, porque já sabem que não têm ninguém, entre os
eleitos autárquicos, para defender, supostamente, os seus interesses.
E assim vamos continuando esta senda de acontecimentos que, porventura,
resultarão no pagamento de mais taxas para nos deslocarmos ao condado da Serra
d’El Rei ou às instâncias balneares do Baleal e Consolação, sim, pois não nos
devemos esquecer que a Berlenga, também, é território da Junta de Freguesia de
Peniche e vamos pagar porque a senhora presidente da junta assim o terá achado
por bem.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2020
O GERENTE DA BERLENGA
Está a decorrer o prazo para que se candidate alguém ao
cargo de gerente da empresa BERLENGA, propriedade do Instituto de Conservação
da Natureza, da Reserva Natural da Berlenga e da Câmara Municipal de Peniche.
Estranhamente nenhum dos proprietários tem possibilidade de
dispensar um dos seus funcionários, dada a escassez de pessoal com que se
debatem, resolvendo delegar a função num super-homem que, certamente, vai
resolver aquilo que todos os antecedentes não foram capazes.
Ao analisar o grau de exigência dos requisitos pretendidos fica-se
com a ideia de que o pano está talhado para um corpo que já exista, ou talvez
não, porque não é hábito.
Se fosse atrás de um pensamento atroz como o antecedente
diria que, talvez, se perfile algum dos passarinheiros da SPEA, que têm estado
ao leme ultimamente e assim garantir a continuidade da ocupação dos mesmos, nos
quatro meses que a natureza permite.
Já lá vai o tempo em que o amadorismo resolvia estes
assuntos.
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quinta-feira, 30 de julho de 2020
O AUTORITARISMO E A BERLENGA
O cartaz que acima reproduzo está afixado na praia da Berlenga e serve para se analisar como está a ser pensado tudo o que diz respeito aquela parte do nosso território municipal.
Nem me dei ao trabalho de ir constatar o que se passa nas restantes praias sob a alçada do nosso município, o que penso é que, se lá estiver um cartaz semelhante, ninguém lhe vai ligar importância, como acontece na Berlenga.
A autoridade exerce-se na base de tomadas de posição racionais, quando não são, consideram-se excessos de autoritarismo e ninguém lhes liga patavina.
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domingo, 19 de janeiro de 2020
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