quarta-feira, 30 de julho de 2025

 

CARTA AO FECHAR DA PORTA




O título deste escrito reflete um desabafo para com o cidadão a quem, há dois anos, dirigi um outro a que atribuí o título de "Carta Aberta", cujo link de acesso deixo no fim deste texto.

Acabei de chegar de nova visita à nossa Berlenga e já tive ocasião de emitir a minha apreciação pessoal e pouco importante, em outro local, porém, apesar da satisfação de constatar algumas melhorias, não posso deixar de voltar a dirigir-me a ti Bertino enquanto Presidente da Câmara.

Ouve alguma melhoria na área de acampamento, basta ter sido retirado o cartaz proibitivo de o fazer para que, todos os que amam aquele local, se sintam compreendidos.

Mas, olha, como é caracteristico da nossa Terra, foi o sector onde menos se viram reflectidas alterações. que são importantes atender e que ao fechar da porta, pelo teu lado, talvez fosse bom deixar mais algo importante para uma classe de pessoas que, como já disse, adoram aquele local.

Aquela "Casa da Palha" deve ser o verdadeiro começo das alterações a fazer.

Um abraço. 

https://peniche-minhaterra.blogspot.com/2023/07/carta-aberta.html




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domingo, 27 de julho de 2025

 

A MINHA PEREGRINAÇÃO À BERLENGA



(Às sete da manhã)

 (Pratos do restaurante Mesa da Ilha)

Acabo de cumprir a minha peregrinação anual e, assim como nunca deixo de expressar o meu descontentamento relativamente a algo que me desagrade, também me apraz publicar aquilo que, entendo eu, merece ser dito publicamente.

Venho, por isso, lisonjear o ordenamento, sem atropelos, que se observa no embarque e desembarque de centenas de pessoas e, até, a sua movimentação nos vários tipos de visita.

Também é justo salientar a qualidade de serviço que o restaurante “Mesa da Ilha” proporciona, bem como o ordenamento e eficiência que se verifica na utilização da “Casa Abrigo” que a Associação dos Amigos da Berlenga apresenta, bem como o próprio “Castelinho”.

Não posso deixar de chamar a atenção do nosso município para a necessidade de ombrear com o que acabo de referir, dotando a área de acampamento com os requisitos há muito reclamados.

Enfim, aquele recanto, encantador, do nosso país, está a concorrer com a qualidade que se observava em locais de turismo requintado.






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domingo, 8 de junho de 2025

 

BERLENGA - 50º ANIVERSÁRIO


ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA BERLENGA
A direcção da Associação comemorou a passagem dos cinquenta anos após a iniciativa que originou a sua fundação.
Por isso convidaram alguns elementos que estiveram na origem do acontecimento para estar presentes.
A seguir reprooduzo o texto que li perante os presentes:

"Meus caros amigos

Aqui estou, correspondendo ao convite da Direcção da Associação, convite que me deixou emocionado, após tantos anos sem contacto convosco.

Peço-vos desculpa pelo tom de voz, pelo facto de usar uma cadência pausada e estar a ler o que vos pretendo dizer.

Consequência dos 88 anos de existência a que corresponde uma memória em permanente falibilidade.

Comemoramos cinquenta anos desde o acontecimento que motivou este ciclo de vida da AAB e que em jeito de preâmbulo vos conto.

Estávamos num Sábado à tarde no posto náutico do CNP quando o Joaquim Maçãzinha nos transmitiu que, mais uma vez, havia sido assaltado o Forte da Berlenga. encerrado há uns anos da sua missão de anfitrião de uma pousada nacional.

A consternação dos presentes foi grande e lembrou-nos a ocorrência de, em vários pontos do país, a ocupação selvagem de vários estabelecimentos semelhantes, fruto da desorganização política em que o país se encontrava.

O grupo foi comentando o acontecido entre o núcleo frequentador da Berlenga como ocupação dos seus momentos de lazer.

Esta preocupação foi-se adensando e motivou a necessidade de se tomarem medidas que salvaguardassem o forte de situação semelhante.

Analisados os factos foi decidido que não usaríamos o método corrente no país, isto é, tomarmos conta do imóvel pela via do assalto.

Decidiu-se solicitar uma audiência à Secretaria de Estado do Turismo e, na oportunidade, expusemos que não permitiríamos que o nosso forte fosse ocupado por gente estranha aos interesses da nossa cidade.

A Secretaria de Estado anunciou que estariam dispostos em colaborar connosco desde que tivéssemos o acordo da autarquia local.

Obtida que foi a prestimosa colaboração da autarquia, através da sua comissão administrativa, foi-nos concedida autorização para apresentarmos o nosso projecto de utilização.

Nasceu assim a “Casa Abrigo” a funcionar como um parque de campismo em que os utentes utilizavam os quartos servindo-se do mobiliário existente e sem roupas, utilizavam a cozinha da pousada onde cada quarto tinha o seu local demarcado, contavam com um almude diário de água potável e podiam comprar o trivial num minimercado abastecido e explorado pela comissão.

Feita um pouco da história do nascimento da nossa associação deixo à consideração de cada um a avaliação do trabalho que tudo isto exigiu e da colaboração de um elevado número de verdadeiros amigos da Berlenga, cujos nomes omito propositadamente para não fazer distinções.

Alguns anos depois, estávamos nos anos de presidência da câmara do comum amigo Luiz Almeida e a propósito da visita do então Presidente da República, General Ramalho Yanes, quando das importantes feiras do mar que em Peniche se organizaram, houve a oportunidade de falar da Berlenga e da necessidade de lhe proporcionar meios de desenvolvimento controlado.

Foi, por isso, atribuído e decretado o estatuto de Reserva Natural, porém, a câmara municipal, com o sentido de preservar e defender o melhor possível os interesses de Peniche e dos penicheiros, donos do território, entendeu que, do conselho da reserva criada, fizessem parte permanente um elemento indicado pela câmara e outro pela associação dos amidos da Berlenga.

E, durante vários anos, estes elementos tiveram a oportunidade de ir impondo e defendendo os interesses da nossa terra.

Porém, para infelicidade nossa, os presidentes que se seguiram, por motivos de vaidade pessoal, porque entendiam que eles é que sabiam tudo, e obediência política a interesses externos, foram abdicando da vigilância e defessa dos interesses da nossa cidade e dos seus habitantes, numa atitude serventual de interesses que nos são alheios.

Neste momento estamos a passar por uma das habituais fases de incursão de mais uma tentativa de passar por cima de Peniche e dos penicheiros, espero, que o habitual amorfismo dos penicheiros, que têm deixado que os espezinhem constantemente, não resulte e que haja um grupo que saiba impor a defesa dos nossos interesses.

Cabe à Associação dos Amigos da Berlenga dar o mote, eu, estou velho e cansado, mas, se o grupo precisar, cá estarei."

 

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS




Clique na imagem

Vista do interior dos quartos do pavilhão

 

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domingo, 12 de novembro de 2023

 

A EVOLUÇÃO DA BERLENGA


  Após o parecer positivo do Comité Nacional MaB ao Relatório de Revisão Periódica da Reserva das Berlengas, o Conselho de Coordenação Internacional (CCI) assegurou a sua continuidade.

Porquê?

Nos últimos 10 anos da Reserva da Biosfera das Berlengas, a atividade económica mudou substancialmente, com um aumento e rejuvenescimento dos diversos atores envolvidos, nomeadamente na atividade de Turismo de Natureza, nos serviços de restauração e alojamento, na pesca artesanal e na apanha de marisco.

Conhecer para Preservar, Conhecer para Desfrutar

 O Grupo de Trabalho Permanente da Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), constituído pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) – Instituto Politécnico de Leiria, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e pela Câmara Municipal de Peniche (CMP), acaba de editar um conjunto de conteúdos de comunicação sobre o património natural do arquipélago das Berlengas, área integrada no território classificado pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

Com o apoio financeiro do PROMAR através do Grupo de Ação Costeira do Oeste, o projeto “Conhecer para preservar, conhecer para desfrutar” assume-se como um contributo ativo para a melhoria da experiência da visitação à ilha da Berlenga, para o aumento de qualidade da oferta dos operadores marítimo-turísticos e para a sensibilização ambiental dos visitantes, por forma a adotarem comportamentos adequados à presença num território de enorme valor natural.

Este projeto criou conteúdos de divulgação da Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), tendo por base informação existente sobre a biodiversidade marinha, complementada com a arte da ilustração científica. A sua divulgação será feita através de plataformas tradicionais (folhetos) e de abordagens inovadoras (Internet).

A coordenação científica esteve a cargo da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) – Politécnico de Leiria e do MARE-IPLeiria, Prof. Doutor Sérgio Leandro, envolvendo investigadores das ciências e tecnologias do mar e do turismo.

NOTA PESSOAL -

Reservo a apreciação e julgamento para os que conhecem, verdadeiramente, a Berlenga, tendo em conta os condicionalismos que têm sido levantados ao povo de Peniche na utilização de um território que, ainda, é seu.


 

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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

 

A BERLENGA E OS CARTAZES



Em 2020,e na época balnear, estava afixado o cartaz que reproduzo na segunda posição, os intrusos que fossem à Berlenga estavam sujeitos à determinação afixada.  

Quando tomei conhecimento da medida publiquei a minha repulsa e escrevi:

"A autoridade exerce-se na base de tomadas de posição racionais, quando não são, consideram-se excessos de autoritarismo e ninguém lhes liga patavina".

E felizmente assim aconteceu.

Este ano deparei-me com o cartaz que reproduzo em primeiro lugar, já emiti a minha opinião em carta aberta, publicada, que dirigi ao cidadão de Peniche que, também, é presidente da câmara.

Fico com a esperança de que, aqueles que ao longo de muitas décadas acamparam na Berlenga, sigam a mesma norma.

 

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quarta-feira, 26 de julho de 2023

 

O DESERTO NO CIMO DA BERLENGA








Estou e socorrer-me de fotografias muito antigas para poder transmitir, a alguns dos novos e actuais utentes da Berlenga, a razão de ser do título deste escrito.

Naquele tempo todo o território florescia em determinada época do ano e, mesmo no pico do Verão, eram visíveis as estruturas secas das plantas que ali proliferavam.

As armérias, que pela sua adaptação àquele ambiente, viram o seu nome alterado para “Arméria Berlengalis”, cobriam toda a encosta ocidental na zona da Quebrada, enquanto algumas outras plantas escolhiam zonas específicas, proporcionando um colorido diferenciado entre vários locais.

Estou certo, que alguns dos meus leitores constatam a veracidade do que acabei de vos transmitir, hoje, porém, cada vez vai sendo mais difícil observar os aspectos que relatei.

Tudo tem uma razão de ser, os efeitos da evolução do clima terão a sua parte, mas, como se passa em todo o mundo, o “bicho homem” também ajudou a que aqui se chegasse e, por isso, lhe é exigida a obrigação “inteligente” de procurar a respectiva compensação.

O solo da Berlenga continua a ser nitrificado com toneladas de excrementos de pássaros que, aliadas a outras tantas toneladas de penas secas o vão impermeabilizando e, portanto, cada vez haverá menos água disponível, água que é indispensável às ditas plantas.

Naturalmente que haverá medidas possíveis no sentido de alterar esta situação da Berlenga e, é aqui, que vou introduzir a minha discordância com a equipa que gere, mal digo eu, a Berlenga.

A irradicação do rato preto e dos coelhos acabou com a abertura de túneis que as duas espécies abriam em todo o território, por onde a água se infiltrava, constituindo as reservas que faziam a cobertura das necessidades das plantas e víamos escorrer nas fontes existentes, enquanto a excessiva protecção das avezinhas, de que apenas contesto o excesso, vai permitindo a exagerada impermeabilização do solo.

É, do meu ponto de vista, urgente que se tomem as medidas tendentes a facilitar o armazenamento da água, ou teremos o desaparecimento das plantinhas que, também, fazem falta às avezinhas.

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sábado, 17 de junho de 2023

 

Ai! Berlenga/Berlenga.

(Passaporte para entrada no "Reino da Berlenga")

Não há dúvida que o POVO, a que pertenço, tem uma forma especial de reagir a certos desvarios que, alguns iluminados chupistas, procuram impor àqueles que consideram os eternos lorpas.
Perante situações como esta do passaporte de entrada na Berlenga reage deixando passar o tempo, que ainda é o grande mestre da vida.
 

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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

 

A MENTIRA NÃO É EDUCATIVA

(Clique na imagem)
A fotografia que publico terá cerca de trinta anos as armérias fotografadas coexistiram com os ratos pretos e coelhos ao longo de algumas centenas de anos.

Agora uns fundamentalistas resolveram atribuir, àqueles e ao chorão , a exclusiva causa do desaparecimento das plantas únicas, cujas características estavam perfeitamente adaptadas ao isolamento da vida em ilha.

O local fotografado está situado no cimo da ilha onde nunca chegou o chorão e os corredores escavados pelo rato preto e coelhos, na sua vida corrente, foram benéficos na irrigação do solo ali fixado, segundo a explicação de um credível cientista com quem tive o gosto de conviver.

Todo este meu escrito resulta da afirmação que está inserida num caderno pedagógico sobre a Berlenga, que a seguir reproduzo, para que o leitor possa constatar.

Pessoalmente repudio estas afirmações, pela evidência dos fatos e porque estou convencido que o pior mal para o que está acontecendo à flora da ilha, está na acidificação e impermeabilização do solo provocada pela elevada acumulação de excrementos e penas, bem como ao excesso de pisoteio, causados pelo, cada mais crescendo, número de gaivotas que nidificam indiscriminadamente na ilha, ao que perece, como aves protegidas dos fundamentalistas, dado que o seu controlo nunca foi conseguido.

Então segue o texto referido:

Das ilhas até à sala de aula

“A vegetação das Berlengas caracteriza-se por possuir espécies de porte herbáceo arbustivo, de entre as quais se destacam três espécies endémicas, bem adaptadas às condições adversas das ilhas.

Arméria-das-berlengas(Armeria berlengensis)

Esta espécie teve um decréscimo acentuado nas populações, sendo considerada uma espécie Criticamente em Perigo (CR).

Cresce em forma de coxim (adaptação evolutiva contra ventos fortes), com floração de abril a maio, desenvolvendo-se principalmente nos locais orientados para norte, em solos rochosos, enraizando-se entre as fendas do granito conseguindo assim viver nas falésias e afloramentos rochosos.

Pulicária-das-berlengas (Pulicaria microcephala)

É uma planta pequena e muito ramificada. A floração ocorre a partir de março até julho e as suas flores são amarelas, e, embora mais pequenas, são semelhantes às flores da comum calêndula.

Estas comunidades vegetais foram muito afetadas pela introdução de espécies vegetais invasoras (chorão Carpobrotus edulis) e pela pressão de herbivoria do coelho. A presença do rato-preto, a elevada densidade da população de gaivotas e também o pisoteio provocado por visitantes que saem dos trilhos foram fatores que contribuíram para degradação da flora nativa.”


 

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quarta-feira, 20 de julho de 2022

 

Associação dos Amigos da Berlenga


Na minha passagem pela Berlenga, normalmente durante a primeira quinzena de Julho. aproveito a oportunidade para ver o estado em que as coisas param por parte da Associação, de que fui fundador e à qual prestei serviço ao longo de muitos anos.

Era sempre com alguma amargura que constatava que a ordem que impusemos, desde a primeira hora, não estava a ser seguida, logo, o objectivo para que tantos deram o seu melhor, não estava a ser cumprido.

Porém, para meu contentamento, este ano o panorama mudou para muito melhor, respira-se ordem e organização que deve ser apreciada pelos respectivos utentes.

A  associação e a equipa que a suporta estão de parabéns, a qualidade da gestão e do serviço prestado será a garantia da sua continuidade e a imposição da sua credibilidade para outras acções em prol da Berlenga.

Deixo, com todo o gosto, uma palavra de muito apreço pelo que vi.

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segunda-feira, 6 de junho de 2022

 

BERLENGA E OS SEUS TRUQUES



A necessidade aguça o engenho e os utentes da Berlenga, há já longos anos, usam a prática de aquecer água em embalagens de plástico expostas ao sol.
A pequena construção representada na fotografia, que publico, representa uma marca de esquentador solar.
Fomos, assim, precursores em energias renováveis. 


 

 

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sexta-feira, 15 de abril de 2022

 

RESERVA DA BIOSFERA DAS BERLENGAS





Em novembro de 1945 as Nações Unidas reuniram em Londres para criarem uma organização educacional e cultural de âmbito mundial.

Nasceu assim a UNESCO -  Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Portugal, como país aderente, criou a Comissão Nacional da Unesco (CNU) que funciona no domínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A CNU, entre as variadas atribuições nas áreas da cultura, ciência e educação criou regiões que, para além das áreas atrás referidas, beneficiam de  ajuda na organização territorial e desenvolvimento.

Foi neste âmbito que nasceu a RESERVA DA BIOSFERA DAS BERLENGAS, cuja implantação está a ser preparada e onde, inclusivamente será integrada a própria cidade de Peniche.

As entidades envolvidas no que será uma alteração futura na nossa orgânica geral estão, neste momento, a preparar a forma de efectuar a comunicação à população em geral e, bem assim, porventura, as implicações ou alterações que resultem para a vida de todos nós.

Como munícipes compete-nos que nos interessemos pelo desenvolvimento futuro desta acção, quer como colaborantes quer como elementos fiscalizadores do que se vier, ou não, a passar. 




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sexta-feira, 1 de abril de 2022

 

BERLENGA E A CONSULTA PÚBLICA


Relatório da Década 2011 - 2021 da Reserva da Biosfera das Berlengas

Cumpridos 10 anos da Reserva da Biosfera das Berlengas, e de acordo com as normas do Programa MAB, Homem e Biosfera (“Man and Biosphere") da UNESCO, procedeu-se à elaboração do respetivo Relatório de Revisão Periódica e posterior processo de Consulta Pública.

Esta consulta pública visa auscultar a população residente no território da Reserva da Biosfera das Berlengas, bem como os principais agentes e beneficiários com atividade direta ou indireta na área designada pela UNESCO, sobre o desempenho e cumprimento dos seus objetivos neste período de dez anos que agora se completam.

A consulta pública visa igualmente recolher contributos para a melhoria do Relatório de Revisão Periódica da Reserva da Biosfera das Berlengas, o qual será remetido à UNESCO para avaliação por parte do Conselho de Coordenação Internacional do programa MAB.

Ações Completas –

Criação de um manual de boas práticas ecológicas para o porto de Peniche

Instalar equipamento para produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis

Instalar equipamento para produção de água doce a partir da água do mar

Instalar equipamento para aquecimento de água a partir de energia solar

Caracterização dos visitantes e residentes temporários do arquipélago das Berlengas

Porta das Berlengas em terra e definição da capacidade de carga de visitantes

Carta de Desportos de Natureza

 

Em curso –

Controlo população gaivotas

Controlo espécies invasoras (Carpbrotus edulis)

Cogestão apanha percebe

Monitorização qualidade água

Monitorização vertebrados terrestres e gestão de habitats (répteis e aves)

Implementação de programa recuperação de vegetação natural

Introduzir artes e práticas de pesca inovadoras e amigas do ambiente

Aumentar o valor e orientar a oferta de peixe e marisco vivos para exigências específicas

SEAGULL - identificação de fontes não pontuais de poluição fecal num ambiente natural:

contribuição de dados para a avaliação dos riscos

Atividades de manutenção e gestão local (água, saneamento, resíduos sólidos)

Requalificação do Bairro dos Pescadores, Cais da Berlenga e Apoio ao Campismo

Análise histórica das tendências nas atividades, frota e artes utilizadas pela indústria pesqueira de Peniche

Caracterização dos visitantes e residentes temporários do arquipélago das Berlengas

Comunicação e edição de material promocional

Educação Ambiental

Melhoria das condições de visitação

 

Planeada –

Reorientação e diversificação da pesca

Reduzir impactos ambientais da pesca

BerlenBio - Biodiversidade exportação de biomassa da Reserva Natural das Berlengas (uma área marinha protegida) e os seus impactos na pesca

Caracterização morfológica e litológica do fundo do mar do arquipélago das Berlengas

Caracterização e inventariação da fauna ictiológica da Reserva

Modelação numérica das correntes marinhas como instrumento para definir estratégias de controlo da poluição

Melhorar o património histórico-militar (Forte de São João Baptista)

Instalar equipamento para tratamento de águas residuais

Instalar equipamento para tratamento de resíduos sólidos

UMA NOTA PESSOAL – A exemplo do que tem acontecido noutras consultas que têm sido feitas, na Minha Terra, nunca nos são esclarecidos os resultados finais no que respeita à participação pública, dá a ideia de que isso não tem qualquer valia, que se fazem as consultas apenas por obrigatoriedade ou, então, que é desprezível se existe, ou não, o interesse da população pelos assuntos referendados.

Lendo os assuntos que foram resolvidos em dez anos e a panóplia de tantos outros que estão em curso ou projecto, não há dúvida que os agentes actuantes vão ter mais um século de trabalho para realizar.

A abrangência de sabedoria da equipa instalada é tal que nem o Forte de São João Batista vai escapar à usurpação.

E os Penicheiros a verem passar o navio.   

 

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

 

A ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA BERLENGA

 


Foi um impulso penicheiro que originou a formação e continuidade da associação ao longo de vários anos. Hoje desconheço o que se passa no seu seio, até porque, sabe-se lá porquê, há muitos anos que não me chega qualquer informação acerca dos seus projectos, das suas dificuldades, enfim, das suas ambições e, este facto, leva-me a considerar-me uma pessoa que, apesar de ter contribuído para a sua formação e consolidação, se considera afastada.

Não tenho, portanto, forma de me poder pronunciar acerca da sua orientação actual e da qualidade da sua intervenção para serem atingidos os objectivos para que foi criada. Sei, com alguma pena, que faz falta uma entidade que tenha a credibilidade para se impor, através da validade da sua acção interventiva, naquilo que é a situação actual no que respeita à orientação que está a ser imposta na Berlenga.

É verdade que quase todos os executivos camarários viram a acção da Associação dos Amigos da Berlenga, como uns intrusos que pretendiam retirar-lhes o poder de mandar. Infelizmente, umas vezes por incompetência dos responsáveis, outras vezes porque, ao invés de aceitarem a sua actividade como uma forma colaborante e agregadora de boas vontades, apenas exibiram o penacho do poder e, isso, é o primeiro passo para repudiarem o que poderia e deveria ser uma forma de aproveitar o esforço de algumas boas vontades.

A associação nasceu da união de vinte e uma boas vontades, que, em momento muito crítico e difícil, souberam argumentar o que queriam e o que pretendiam na defesa dos interesses da Berlenga, que é como quem diz, da Cidade de Peniche.

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quinta-feira, 29 de julho de 2021

 

O que são as Reservas da Biosfera

 

Arméria da Berlenga

São territórios que se caracterizam pela procura do equilíbrio entre a atividade humana e a biosfera, onde o primado da sustentabilidade se alia à conservação da natureza e à biodiversidade, sendo por isso espaços de excelência para a investigação, o estudo, o desenvolvimento científico, a monitorização, o turismo e a educação.

Por isso, constituem territórios onde se testam abordagens interdisciplinares de compreensão e gestão de mudanças e interações entre sistemas sociais e ecológicos, incluindo a prevenção de conflitos e a gestão da biodiversidade.

 O Programa MAB – Homem e Biosfera foi criado pela UNESCO em 1971, e hoje integra uma rede mundial constituída por 714 Sítios em 129 Países, abrangendo uma superfície de 6.812.000 km2. Em 2021, há cerca de 260 milhões de pessoas a viver em Reservas da Biosfera em todo o mundo.

As Reservas da Biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos Estados onde estão localizadas. (O que equivale a dizer-se que quem manda são os donos do território)

 As Reservas da Biosfera devem integrar na sua constituição e nas suas atividades as populações locais que trabalham e vivem estes mesmos territórios. Por isso todas as Reservas da Biosfera incluem três zonas distintas:

• uma Área Nuclear (com função estrita de Conservação da Natureza),

• uma Zona Tampão (onde ocorrem algumas atividades humanas sustentáveis, e que tem por função amortecer as pressões da atividade humana sobre a zona nuclear), e

uma Zona de Transição (onde ocorrem as principais atividades económicas e onde preferencialmente vive e habita a população da Reserva da Biosfera).

 A classificação como Reserva da Biosfera não acarreta condicionantes nem servidões ou restrições acrescidas para os territórios classificados, aplicando-se-lhe os planos, as restrições e servidões previamente existentes.

Possuem um modelo de governança flexível, com um órgão de gestão/direção e um órgão consultivo, tão inclusivo quanto possível e adequado ao Sítio e à sua população

 ▪ Reserva da Biosfera das Berlengas - Peniche (2011)

UMA NOTA DE RODAPÉ DA MINHA RESPONSABILIDADE:

Não sei se o executivo camarário leu o documento de onde respiguei o publicado, se não leram, meditem, se leram, parece que devem mudar de posição e deixarem o servilismo.


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quarta-feira, 26 de maio de 2021

 

AS BERLENGAS DO FUTURO


Não conheço o snr. Nuno Vasco Rodrigues que se intitula de representante da Comissão de Cogestão da Reserva Natural das Berlengas, será, portanto, aquela figura que referi no meu escrito de 15/10/2020, que aqui pode consultar, como sendo o corpo onde se iria vestir o fato que, o snr. Presidente da Câmara e outros comparsas, já haviam anunciado que estava para aparecer.

Foi, por isso o escolhido pelos novos donos de “isto tudo” para dar corpo ao projecto que constitui o título deste escrito.

É evidente que se trata de pessoa altamente qualificada, porque de outra forma não teria sido o escolhido pelas personalidades que compõem o grupo de cogestores e, por isso, nem tem discussão.

Não é isso, sequer, a minha preocupação, o que me preocupa é que as coisas importantes da minha terra estejam a ser repartidas por figuras paraquedistas, que se têm revelado como vindo a uma terra de cegos, fazer o que muito bem lhes apetece, vêm viver à sombra da bananeira, com a cobertura dos cegos que nos governam e não tendo satisfações a dar a ninguém.

O projecto BERLENGA DO FUTURO já está arquitetado, os cegos de Peniche não têm nada que saber e muito menos que dar opinião, bastará que as importantes personalidades que compõem a cogestão o tenham pensado.

Como cidadão nascido nesta terra vou continuar atento, pelo menos a um dos cegos o assunto vai continuar a interessar.

Termino com duas perguntas.

ONDE É QUE ISTO VAI PARAR?

O QUE É PRECISO PARA O POVO DE PENICHE ACORDAR?

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

 

A MINHA TERRA CONTINUA A SAQUE


Após a constituição do soviete da Fortaleza está em marcha a entrada em vigor do soviete da Berlenga.

A portaria n.º 30/2021, Publicação: Diário da República n.º 28/2021, Série I de 2021-02-10

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/156974204/details/maximized?fbclid=IwAR3f6-kOtiPXZGx_x9VcJ-ch-JgohuI9omZgLEnPiOLN3yM3g6ayZ4voSYI

determina a constituição do soviete, com consequentes entraves de acesso, obrigatoriedade de pagamento de uma taxa de acesso e de inscrição prévia, para o controleiro de serviço ter a oportunidade de objectar, os não desejados? Será?

Entretanto, como é normal em todas as leis do nosso país, foram criadas 12 excepções à regra, mas, entre elas não estão considerados os cidadãos de segunda, que nasceram em Peniche e já usufruíam da Berlenga antes de haverem nascido os stalinistas que impuseram as novas regras.

Não admira, estes cidadãos de segunda já se vão habituando a ser espezinhados sem mugir, porque já sabem que não têm ninguém, entre os eleitos autárquicos, para defender, supostamente, os seus interesses.

E assim vamos continuando esta senda de acontecimentos que, porventura, resultarão no pagamento de mais taxas para nos deslocarmos ao condado da Serra d’El Rei ou às instâncias balneares do Baleal e Consolação, sim, pois não nos devemos esquecer que a Berlenga, também, é território da Junta de Freguesia de Peniche e vamos pagar porque a senhora presidente da junta assim o terá achado por bem.


 

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

 

O GERENTE DA BERLENGA


Está a decorrer o prazo para que se candidate alguém ao cargo de gerente da empresa BERLENGA, propriedade do Instituto de Conservação da Natureza, da Reserva Natural da Berlenga e da Câmara Municipal de Peniche.

Estranhamente nenhum dos proprietários tem possibilidade de dispensar um dos seus funcionários, dada a escassez de pessoal com que se debatem, resolvendo delegar a função num super-homem que, certamente, vai resolver aquilo que todos os antecedentes não foram capazes.

Ao analisar o grau de exigência dos requisitos pretendidos fica-se com a ideia de que o pano está talhado para um corpo que já exista, ou talvez não, porque não é hábito.

Se fosse atrás de um pensamento atroz como o antecedente diria que, talvez, se perfile algum dos passarinheiros da SPEA, que têm estado ao leme ultimamente e assim garantir a continuidade da ocupação dos mesmos, nos quatro meses que a natureza permite.

Já lá vai o tempo em que o amadorismo resolvia estes assuntos.


 

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

 

O AUTORITARISMO E A BERLENGA



O cartaz que acima reproduzo está afixado na praia da Berlenga e serve para se analisar como está a ser pensado tudo o que diz respeito aquela parte do nosso território municipal.

Nem me dei ao trabalho de ir constatar o que se passa nas restantes praias sob a alçada do nosso município, o que penso é que, se lá estiver um cartaz semelhante, ninguém lhe vai ligar importância, como acontece na Berlenga.

A autoridade exerce-se na base de tomadas de posição racionais, quando não são, consideram-se excessos de autoritarismo e ninguém lhes liga patavina.


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domingo, 19 de janeiro de 2020

 

PRAZER SILENCIOSO!


O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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