A REUNIÃO SOBRE O FOSSO DA MURALHA






Afinal os que estiveram presentes, pelo menos, tiveram a oportunidade de se pronunciar, ainda que de forma vaga e pouco profunda, porque a exposição e o folheto que foi distribuído sobre o tema não ajudaram à formação instantânea de ideias.
O Snr. Presidente fez a apresentação inicial e, nela, teve o cuidado de nos informar que o projecto já estava aprovado pelos Snrs. Vereadores, o que, nalguns espíritos, poderá dar a ideia de que estivemos a tomar conhecimento.
Este projecto é, como já referi noutras circunstâncias, de primordial importância para a imagem que, no futuro, quisermos dar aos que nos visitam, ele tem que ser a sala de visitas da nossa cidade, por isso, a sua abrangência não deve ser condicionada pelo facto de, no momento, não haver fundos para a sua execução total e imediata, e quando haverá? Se a limitação financeira existe, que se planeie a sua concretização por fases. Já basta o que aconteceu na vigência do anterior executivo que, apesar do foguetório que foi feito, o resultado foi zero, senão negativo, se levarmos em conta que ainda temos que voltar a pagar a reformulação da eclusa e voltar a retirar os 60% do lodo que, entretanto, já regressou ao local de origem.
Recordo aquele anterior projecto do fosso, seguramente com 20 anos, ao que percebo e voltei a constatar nesta reunião, é desconhecido e ignorado por muita gente, mas que tinha as características que, acima, considero exigíveis.
Agora a minha opinião sobre a nova concepção apresentada. Continua a ter uma visão global da intervenção que é urgente e necessária em toda e extensão circundante da nossa muralha, porém, não entendo que se mantenha o estacionamento na zona frontal ao quartel dos bombeiros, este foi, anteriormente o principal objetivo. Limitar a zona de passeio e alindamento, naquele espaço, a um corredor de 3 ou 4 metros, junto ao fosso, é atraiçoar a ideia base de todo o projecto. Por isso, emiti a opinião de que fosse utilizado uma parte do espaço dos actuais armazéns da Câmara, para criar o parqueamento para aquelas 160 viaturas. Outro aspecto negativo é o de não se continuar a conceber uma nova ligação pedonal entre o jardim público e aquela zona. A população merece esse benefício.
Também não concordo com a ideia de se trazer para este espaço a celebração da Festa da Boa Viagem e porquê! Porque a área que lhe está a ser consignada é exígua e também não é viável ter ali um espaço para utilizar oito dias, depois, a génese desta nossa festa está ligada ao homem do mar, (a procissão do mar, a missa mareal, a histórica ligação da Ribeira ao pescador e ao mar). Penso que esta decisão pertence aos homens do mar e, assim sendo, à Comissão da Festa.
Disseram-nos que estávamos a apreciar um projecto inicial e, se assim é, porventura, receptivo a alterações, vamos ver.

"AQUI PODE SER RECORDAD0"

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