SE FOR PRECISO MAIS, A SEGUIR SE VERÁ


Depois do que tenho dito sobre esta matéria e todos os acontecimentos já passados, incluo  um texto, publicado na imprensa diária, que constitui mais uma sessão da novela que está a ser urdida para levar a água ao moinho do Partido Comunista.
Vocês Penicheiros, continuem como meros espectadores e depois lamentem-se de que esta Terra não chega a lado nenhum.
CONTINUO A DIZER QUE ISTO SÓ LÁ VAI COM ACÇÃO, DEIXEM-SE DE COMODISMOS
Partidos fora do grupo de trabalho que estuda soluções para Fortaleza de Peniche
20/2/2017, 18:08

As forças políticas locais de Peniche ficaram excluídas do grupo consultivo criado pelo Ministério da Cultura para definir soluções futuras para a Fortaleza de Peniche.
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Agência Lusa
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As forças políticas locais de Peniche ficaram excluídas do grupo consultivo criado pelo Ministério da Cultura para definir soluções futuras para a Fortaleza de Peniche, disseram esta segunda-feira os vereadores do PS e PSD na câmara municipal.
O vereador do PSD Filipe de Matos Sales disse à agência Lusa que, “ao contrário do que foi deliberado por maioria na câmara em dezembro, a inclusão de eleitos das três forças políticas representadas na câmara, desde a segunda reunião do grupo de trabalho que os partidos deixaram de poder assistir às reuniões. “
Para o social-democrata, esta exclusão das forças políticas “não faz sentido”, defendendo que os “interesses da comunidade de Peniche não estão representados”. O PSD remeteu uma carta ao ministro da Cultura a contestar a decisão.
O vereador do PS Jorge Gonçalves reconheceu à Lusa que o “Governo tem vontade política para encontrar soluções para aquele espaço”, mas admitiu que deixar os três partidos de fora do grupo de trabalho “não foi solução do ponto de vista político a nível local”.
Penso que se tirou operacionalidade ao presidente da câmara, porque não pode assegurar uma posição imediata no grupo de trabalho sem ouvir primeiro os vereadores das outras forças políticas”, explicou.
O presidente da câmara, António José Correia (CDU), esclareceu que a sugestão de incluir as três forças políticas no grupo consultivo “não foi aceite pelo Ministério da Cultura”, mas afirmou que, “enquanto presidente da câmara, vai representar as várias forças políticas, por isso, não estão excluídas”, porque a sua posição “será sempre legitimada primeiro pela maioria da câmara”.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Cultura esclareceu que “sendo uma matéria de interesse nacional, mas também de grande importância para a população de local, o Ministro Luís Filipe Castro Mendes considerou útil alargar o debate e incluir uma representação formal da Câmara Municipal de Peniche”, mas nunca foi intenção alargar o grupo à vereação da câmara ou à Assembleia Municipal.
Contudo, existe “disponibilidade para receber também contributos escritos de personalidades ou organizações que pretendam fazê-lo”.
O Grupo Consultivo do Forte de Peniche é presidido pela diretora-geral do Património, Paula Silva, e nele têm assento diversas entidades. Até abril, deverá apresentar uma proposta sobre os “usos possíveis para a fortaleza”.
À entrada para a primeira reunião, em janeiro, o ministro da Cultura Luís Castro Mendes frisou que o grupo irá procurar uma solução que “satisfaça o dever de memória que temos em relação a Peniche”, não descorando que possa vir a acolher, por exemplo, um hotel.
Num relatório sobre o estado de degradação da fortaleza de Peniche, a que a agência Lusa teve acesso no final de 2016, a autarquia estimava em 5,5 milhões de euros as intervenções consideradas urgentes para pôr face ao avançado estado de degradação e evitar a eventual ruína, “que já se verifica ou está iminente”, de partes da Fortaleza afetas à antiga prisão política até abril de 1976, que estão fechadas e devolutas há várias décadas.

A Fortaleza de Peniche foi uma das prisões do Estado Novo, de onde se conseguiram evadir diversos militantes, entre os quais o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate àquele regime ditatorial.

AOS OITENTA ANOS


Quando se chega a esta idade, para além de nos darmos por felizes por aqui chegar, ganhamos uma certa distância sobre tudo o que nos rodeia e vamo-nos apercebendo de situações, actuais e passadas, que nos levam a ver o mundo com outros olhos, ou melhor, os olhos são os mesmos, mas as lentes dos óculos tornam-se mais claras, as imagens que focam são mais nítidas, porque há mais tempo para as fixar.

Então, apercebemo-nos de situações que nos deixam abismados e, por vezes, até indignados. Concluímos que, eivados de boa fé, embarcamos em determinados “cantos de sereias”, fizemos de escadote para alcandorar alguns imbecis a determinados lugares, tomamos posições desinteressadas que acabam por ser aproveitadas, desonestamente, por terceiros, tudo o que vimos fazer, à nossa volta, foi sempre no sentido de ser atingido o interesse de alguém e nunca o objectivo que se evoca, o colectivo.

Resta-nos o descanso de consciência de que não o fizemos por conivência com a desonestidade, mas sempre fomos movidos pela nossa boa fé. E assim sendo podemos, sempre, encarar aqueles que se serviram, os conhecidos “chicos espertos”, olhá-los nos olhos e, na cara, pespegar-lhes o que nos vai na alma.

Numa noite de tempestade a melancolia do tempo conduz-nos, por vezes, a estes estados de alma, que resolvi passar a escrito para que alguém, ainda no reboliço da juventude, aproveite o que veio à memória de um velho. 

UMA REFLEXÃO



Quando se passam décadas a ser governados por gente que se faz eleger na base de promessas que, a partir do dia da eleição, não mais são cumpridas e até, em muitos casos, se faz exactamente o contrário.
Quando, durante a prática dos mandatos, se compensam as amizades com favores que prejudicam a colectividade.
Quando os nossos eleitos, após o acto eleitoral, passam a desconhecer os eleitores e não se preocupam em dar satisfação dos actos que praticam, actuando como donos da quinta cuja administração lhes foi confiada.
Quando, deliberadamente, os interesses do colectivo são renegados a favor dos partidários.
Quando a imprensa em geral abandona o seu dever de defesa e esclarecimento da verdade e envereda por pôr em prática a propaganda, através de meia dúzia de medíocres pensadores, dos interesses de alguns em detrimento do interesse colectivo.

Não vejo, sinceramente não vejo qual é a admiração que o Povo Americano tenha feito a escolha que fez e agora se augura para França.
É que, quando chega a altura de dizer basta, já estamos por tudo e dispostos a dar a volta necessária, sem a reflexão desejável.


Então, agora vamos reflectir de que lado estão os “bons e maus”, que é como quem diz se a causa deve ser atribuída aos populistas, como se generaliza, ou àqueles que os antecederam, que provocaram este estado de espírito, nos tais eleitores que estão pelos cabelos com todos eles. 

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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