Análise pessoal do projecto Life-Berlengas

Tomo a liberdade de publicar um texto analítico do projecto Life – Berlengas cujo endereço electrónico indico abaixo. Neste texto saliento a negrito os títulos que observo e em escrita normal o comentário que se me oferece. Para que seja perceptível o conteúdo do meu comentário é aconselhável que seja lido o dito projecto.

O projecto –

Capacidade de Carga -
Avaliação da capacidade de carga, que já existe, deve ter em conta a influência que a ilha tem para o turismo local e considerar que a maior e única defesa que a Berlenga tem, são os nove meses em que não vai lá ninguém.

Implementação efectiva do plano de gestão da ZPE-
Porque não a participação da AAB-Associação dos Amigos da Berlenga?

As ameaças das espécies não indígenas invasoras –
Inclui o homem?
O airo desapareceu mais, porventura, pela alteração meteorológica (aquecimento global) do que pela acção predadora, que sempre existe.
A comissão científica do projecto não se pronunciou quanto à intromissão da entidade que está a envenenar os ratos ao mesmo tempo que a acção do projecto já está no terreno?

Sardão –
Ainda em 2013 tive a oportunidade de observar um sardão.

Excessos populacionais -
E as gaivotas em excesso não provocam a acidificação do terreno e desaparecimento de muitas plantas?
Como os ratos pretos estão na ilha há centenas de anos o roque de castro há séculos que não nidifica na ilha, será que pode ser considerado espécie endémica? Ou, pelo contrário, querem forçar a entrada do roque de castro?

Rato preto –
No projecto é feita a afirmação que o rato preto da Berlenga é igual ao de todo o mundo, porquê então me foi anunciado que estão preocupados em analisar esta espécie, a nível genético e biológico? Trata-se, no mínimo, de uma afirmação prematura.
Quando afirmamos que temos informação de que o rato preto da Berlenga está geneticamente adaptado, baseamo-nos em informações cedidas por cientistas credíveis, pelo que é de estranhar que não existam estudos.
Quanto à cagarra, que como se sabe tem o seu limite habitacional norte na Berlenga, ao contrário do Airo para quem a Berlenga era o seu limite sul, pode estar a beneficiar da mesma alteração climática.



Coelho –
Começo por afirmar que mais de noventa por cento das pessoas que visitam as Berlengas nunca tiveram a dita de observar um coelho no local, isto para constatar que a sua presença está longe de poder ser praga.

O chorão –
Na altura em que o chorão foi expandido na Berlenga havia já a noção das suas características de planta invasora e, portanto, presidiu a consciência de que ele deveria ser contido na área onde se reconhecia ser útil. E qual era a utilidade, tendo em vista que a Berlenga pode ser santuário de tudo mas nunca pode deixar de ser a peça principal do turismo da nossa cidade, o chorão servia de elemento funcional da segurança das pessoas que visitam a ilha, impedindo a queda de pedras e derrocada de terras, segurança que deve estar sempre presente quando se toma qualquer decisão na Berlenga. Coisa diferente é o facto de nunca haver existido naquela ilha uma entidade que permanentemente se preocupasse com a boa ordem dos seus equipamentos, nomeadamente do chorão, antes pelo contrário, sempre se correu atrás de fogachos ocasionais, ao sabor de interesses alheios e quando houve alguma entidade que demonstrou interesse em ajudar, nesse sentido, foi posta de parte.
Por conseguinte antes de retirarem o chorão da zona mais fortemente utilizada pelo turismo visitante, tenham já uma planta indígena capaz de o substituir nas zonas de queda de pedras e de prováveis desmoronamentos, porque, alguém estará atento perante os acidentes que vierem a acontecer.
Quanto ao processo de arranque do chorão, ou seja, deixá-lo no local à espera que ele morra por secagem, devo referir, por experiência própria, que ele voltará, facilmente, a reactivar a sua exuberância. É, por isso, indispensável que seja removido do local. Custa mas é assim.

Como comentário final apraz-me referir que, como em tudo na vida, o meio-termo é virtuoso. Não embarquemos em fundamentalismos, muito menos em competição, usemos o bom senso possível procurando controlar o que existe e deixando de pretender moldar a natureza ao nosso gosto ou interesse, por mais cientista que sejamos.

COELHO E RATO PRETO DA BERLENGA



Sempre ouvi os entendidos na matéria referirem que o coelho e rato preto, tal como o lagarto, eram espécies geneticamente adaptados e como tal seriam de preservar, em especial numa reserva da biosfera, tal como a arméria da Berlenga que, apesar de existirem, também, no continente, há que preservar. Portanto, no meu entender de curioso, não letrado na matéria, estou a sentir-me enredado numa teia de opiniões que deve ser esclarecida para que nós, Penicheiros, não venhamos num futuro próximo a lamentar o facto de não havermos tomado posição.

Todo este meu argumentário e situação de absoluta confusão está agravada com a resposta que recebi da Comissão Europeia e que reproduzo, na íntegra, mais abaixo.

COMO JÁ REFERI A MINHA SITUAÇÃO DE NÃO LETRADO NA MATÉRIA, MAS COMO CURIOSO E ACÉRRIMO DEFENSOR DAS COISAS DA MINHA TERRA, PEÇO AOS ENTENDIDOS QUE ESCLAREÇAM DEVIDAMENTE A MATÉRIA, TOMANDO POSIÇÃO NA MESMA.


Nota - Parece uma luta de pardais contra ratos e não na defesa do que se pretende.




A ENTRADA NORTE DE PENICHE






Finalmente parece que a entrada mais importante de Peniche, turisticamente falando, está a merecer o interesse da autarquia e, do muito que há por fazer, ter-se-à começado pelo pedaço de menor visibilidade, porém se, se tratar de um começo já é alguma coisa. Na verdade já perdura há demasiado tempo, aquela cerca de rede ferrugenta e mal cuidada que circunda o local onde esteve o antigo campo de futebol, parecendo que a obra está a continuar, mas que transmite a quem chega um ar de desmazelo ou de local de vazadouro de lixo. Em boa verdade, o esforço que foi feito para ordenamento do estacionamento na zona, talvez devesse ter começado pela zona do farolim, onde seria de muito maior utilidade e visibilidade neste momento. 





PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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