EU TIVE UM SONHO!



Quando vi anunciado que tinha vindo à nossa fortaleza, na nossa terra, um grupo de arrebanhados a fazer a exigência, e a conseguir que a lei da entrega dos imóveis do estado à acessibilidade da exploração e beneficiação por privados fosse alterada, pensei, é desta vez que os Penicheiros vão reagir.

Então nessa noite sonhei que, numa manhã soalheira de Domingo o Povo de Peniche se tinha dirigido em massa à sua fortaleza, sem bandeiras de partidos, sem palavras de ordem, sem comissões organizadoras, sem a participação das entidades locais e, muito mais, sem discursos inflamados dos habituais políticos, preenchendo todo o seu terreiro em ambiente de festa e boa disposição, mas assinando um documento reivindicativo com a exigência de os políticos responsáveis, todos, se aplicarem no regresso da anterior versão da lei. Depois de forma organizada e ordeira, como corolário deste dia de festa, tinham formado um cordão humano a abraçar a sua fortaleza.

 E eu que nos meus 80 anos nunca vi a fortaleza na posse e ao serviço da minha terra, dado que 40 anos foram usurpados pelo estado novo e os outros 40 pelo Partido Comunista, dizia com a alma cheia e o orgulho na atitude que o povo a que pertenço tomara. Até que enfim, já era tempo.

Mas não, era sonho, e a seguir verifiquei que os habituais vão continuar de ministro para secretário de estado, com reuniões aqui e acolá, uns com o fito do habitual tapa olhos, outros porque a politiquice e amostragem de pessoa importante lhes está nas entranhas, vamos empatar na base dos paninhos quentes, quando, todos sabemos, que só lá vai com acções concretas e se necessário à bruta.

Por tudo isto apetece-me repetir:


VAMOS ENCHER A NOSSA FORTALEZA DE PENICHEIROS

VAMOS ENCHER A FORTALEZA DE PENICHEIROS



“Caros Amigos,

Temos de nos mobilizar pela defesa de um novo tempo para a Fortaleza. 

A mistificação que está em curso tem de ser denunciada. É inaceitável termos o Presidente e o Vice-Presidente da Câmara a dizer uma coisa na Câmara, na comunicação social e no Facebook e a emitir comunicados partidários em sentido contrário (“valoriza a decisão do Governo do PS de retirar o Forte de Peniche da lista de monumentos a concessionar”) para agradar à direcção nacional do PCP. 

Temos de ser claros e acabar com as duplicidades, de querer agradar ao partido nacional e aos eleitores locais. A nossa obrigação é com a população de Peniche. Estou absolutamente convicto de que a esmagadora maioria quer que a Fortaleza ganhe uma nova vida e deixe de ser – pelo seu abandono – um espaço indigno de todas as memórias. 

Convido-vos, por isso, a assinar esta petição:


Filipe Sales”

O texto que reproduzo convida à subscrição de petição pela NOSSA FORTALEZA, o que já fiz.

Aqui se confirma a trama anunciada do uso do lápis de dois bicos e da tentativa de servir interesses alheios em detrimento do legítimo interesse da nossa terra.


O POVO DE PENICHE TEM QUE SER MOBILIZADO E CONVIDADO A ENCHER A FORTALEZA, NUMA DEMONSTRAÇÃO DO QUE, NA VERDADE, PRETENDE.

ATENÇÃO AOS TRAIDORES DOS INTERESSES DE PENICHE


Espero que a população do nosso concelho perceba, uma vez por todas, onde estão aqueles que se interessam pelas coisas e desenvolvimento da sua terra e onde estão os fantoches que, querendo dar a ideia de que defendem os nossos interesses, estão sempre prontos a trair-nos em prol do seu bom comportamento perante aqueles que os dominam.

A novela da nossa fortaleza já vai longa e já tive a oportunidade, mais do que uma vez neste blogue, de apontar aqueles que espezinham os nossos interesses para salvaguardar a “quinta” que ocuparam na nossa cidade com a conivência infeliz de alguns penicheiros.

Portanto, meus caros concidadãos, vamos estar atentos aos jogos encobertos e cortinas de fumo habituais na voz de algumas "virgens arrependidas".

Se temos interesse na defesa do que é nosso não podemos manter-nos no habitual imobilismo.

É URGENTE QUE NOS MANIFESTEMOS

(Passe a mensagem aos seus amigos)

DEIXEM-ME METER A FOICE EM SEARA ALHEIA


Neste blogue os comentários sobre políticas não têm ido além do nosso concelho, porém, anda tanta gente num tal reboliço que, também eu, me sinto capaz de dizer alguma coisa. E a primeira que tenho para referir é que toda a gente parece altamente preocupada com os americanos quando as coisas por cá não vão nada melhores e não vejo o mínimo de preocupação. Já percebo, a nossa aflição é de que se as coisas continuarem a piorar ficamos sem ter onde nos refugiarmos, sim porque a tradição é refugiarmo-nos na América dado que nunca me apercebi que, mesmo os comunistas, tenham saído para a Rússia. Então, e se nos preocupássemos com a nossa vidinha?

A NOSSA CIDADE


A entrada norte da nossa cidade continua com o traçado e desníveis de terreno com que ficou quando da abertura da estrada marginal (60 anos?). Mais uma vez acabaram de lhe dar um banho de alcatrão deixando tudo na mesma. Já é tempo de se melhorar aquela entrada por onde acedem muitos dos visitantes que nos procuram. Não sou especialista na matéria mas a imagem que publico pretende dar uma ideia do que se pode tentar. A existência de uma rotunda permite evitar excessos que se praticam com muita frequência em termos de velocidade, daria a oportunidade de se embelezar o local com arranjo floral ou outro, complementando com a instalação de lancis, passeios definidores da zona utilizável por peões e a instalação de candeeiro com quatro luminárias para lhe retirar a ideia de se haver chegado a uma aldeia retrógrada. Parece que paramos no tempo, aliás, toda a cidade dá a ideia de uma quinta em que os avós conseguiram fazer atingir um certo progresso, os filhos apenas cuidaram de explorar o que havia e os netos estão a hipotecar para pagar as dívidas contraídas com jogos de casino e permanente festança.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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