Neste blogue pretendo expressar o meu sentimento acerca dos interesses da minha terra. Só eles estarão na minha preocupação, mesmo que este meu expressar tenha, por vezes, que beliscar alguém.
domingo, 10 de maio de 2026
PARA ONDE VAI A RENDA DE BILROS!
Não quero transmitir a ideia de que sou um entendido em rendas mas, sou, isso sim, um dos que se preocupam com as coisas da sua terra.
Esta minha situação leva a que esteja preocupado com o que se passa, no momento actual, no campo da preservação da arte de rendilhar.
Por isso e para meditação de quem esteja interessado, republico um texto publicado em 18/02/2007 no blogue "AS RENDAS DA ROSA".
RENDA DE BILROS DE PENICHE
A ORIGEM DA RENDA DE BILROS -
Não é conhecida a origem da renda de bilros. Sabe-se que povos muito antigos usavam tecidos cujo aspecto se assemelhava a renda e que se presume fossem elaborados de forma semelhante à renda actual. Admite-se que os Fenícios podem ter sido agentes divulgadores das rendas, através das suas trocas comerciais e, portanto, também ao longo da costa marítima portuguesa, onde estabeleciam contactos priviligiados. Outra corrente afirma terem chegado ao nosso país através dos contactos com o norte da Europa, onde a arte apareceu nos seus principais portos.
DEFINIÇÃO E EXECUÇÃO -
É um trabalho formado pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios texteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da executante, onde se decalcou um desenho, feito por especialistas e em papel quadriculado, cuja origem está na criatividade da autora, que por vezes recorre à estilização de objectos naturais como as flores e animais.Os alfinetes fixam o trabalho ao pique e são colocados em furos estrategicamente efectuados no desenho base. O bilro é um artefacto de madeira em forma de pera alongada onde é enrolada a linha (fio textil) que vai sendo descarregada à medida que o trabalho avança. Todo o trabalho é executado com o auxílio de uma almofada cilindrica, onde é fixado o pique, que, por sua vez, está pousada sobre um banco de madeira cuja forma permite a fácil alteração da posição da almofada, que roda sobre si, enquanto permita uma posição cómoda a quem executa.
A SUA HISTÓRIA -
Indefinida que está a sua origem resta apurar a data do seu aparecimento no nosso país e, como tal, consta que a primeira vez que se falou na palavra renda, entre nós, terá sido no reinado de D. Sebastião em 1560.
No reinado de D. João V o país foi inundado e influenciado pelas rendas com origem na Flandres, dado que o protocolo da corte obrigava ao uso das rendas flamengas, facto que veio prejudicar o desenvolvimento das nacionais. Esta situação originou a reveolta das rendeiras nortenhas que enviaram o seu protesto, perante o rei, através da vila-condense Joana Maria de Jesus, que conseguiu permissão para o uso das rendas nocionais em lenços, lençóis, toalhas e outro bragal de casa, continuando proibido o seu uso pessoal. As rendas nacionais foram libertadas destas peias em 1751, no reinado de D. José, passando a poder ser usadas na roupa branca de uso das pessoas, toalhas, lençóis e outras alfaias da casa. Porém a entrada na capital das rendas feitas no resto do país era sujeita ao acompanhamento de guias passadas pelos escrivães das câmaras, embora, pelo facto de na sua feitura se empregarem somente pessoas pobres, estivessem isentas de impostos.
E foi assim que na classificação das rendas se passou a denominar de aristrocáticas, hoje em Peniche chamadas eruditas, aquelas que imitam as estrangeiras por serem mais elaboradas e utilizando linhas finas, e as populares que são aquelas que tradicionalmente sempre foram feitas pelo povo.
"ONDE HÁ REDES HÁ RENDAS" e Peniche não foi excepção, como não foram quase todas as povoações do litoral onde se desenvolve actividade piscatória. Num livro publicada em 1865 pelo então capitão do porto Pedro Cervantes de Carvalho Figueira refere-se que umas senhoras, que na época contavam mais de oitenta anos, afirmavam que a sua tia/avó lhes mostrava piques das rendas que tinha feito em menina, o que atesta que as rendas, em Peniche, já se faziam em meadoa do século XVIII.
PRESERVAÇÃO DA RENDA DE BILROS EM PENICHE -
Consta que em 1836 a mulher do Conde de Casal (que aqui se encontrava como governador da praça), analizando as rendas grosseiras que aqui se faziam, entendeu que, se se usassem materiais mais delicados, como linhas mais finas e desenhos elaborados, seria possível obter produto de melhor qualidade. Com o auxílio de um engenheiro em serviço na praça pôs em acção o seu plano, do que resultou sensível melhoria da qualidade, o que permitiu que as nossas rendas fossem premiadas em eventos internacionais logo nos anos de 1851 (Paris e Londres), 1857 e 1861 (Porto), 1872 (Viena de Áustria) e 1878 (Paris).
Em 1887 foi criada a Escola Industrial D. Maria Pia com uma secção de rendeira, que deu continuidade ao rejuvenescimento encetado em 1836. Foi sua primeira directora a D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro que impulsionou o artesanato através da criação de novos e perfeitos desenhos. Assim as nossas rendas voltaram a ser premiadas em 1889 (Paris), 1893 (Belém) e 1895 (Paris).
Da Escola Industrial D. Maria Pia resultou a Escola Josefa de Óbidos, posteriormente denominada Escola Industrial de Peniche e entretanto a sua actividade passou a integrar a Escola Secundária de Peniche, onde hoje nada existe sobre rendas e o seu espólio acabou por ser desbaratado.
Toda a actividade destas escolas foi formando pessoas que aprenderam a arte de desenhar, elaboração de piques e manufactura de renda, dependendo da sua capacidade criativa a preservação da qualidade das rendas de bilros de Peniche.
Paralelamente à actividade destas escolas existiu a Casa de Trabalho das Filhas dos Pescadores, que estava na dependência da Casa dos Pescadores e que, ao longo de quatro décadas, constituiu uma forma de assistência às filhas dos pescadores, com base nos ensinamentos ministrados, entre os quais a renda, e de um pequeno salário base.
Também a paróquia, por iniciativa de Monsenhor Bastos, em fase crítica da produção de rendas, criou uma oficina de rendas junto do Lar de Santa Maria.
Finalmente a Câmara Municipal de Peniche, em Setembro de 1987, abriu uma Escola de Rendas, que se encontra a funcionar com a frequência de adultos e crianças.
Por iniciativa particular de um grupo de interessados na preservação das rendas de Peniche foi fundada em Setembro de 1994 a Associação Peniche Rendibilros, com o objectivo de preservar e promover a aprendizagem e divulgação das rendas de Peniche.
A REALIDADE ACTUAL -
Observa-se, neste momento, o renascer do interesse pelas rendas, mercê do apoio que tem sido prestado pela nossa autarquia, como contrapartida do desinteresse do Governo Central que retirou o curso das rendas das escolas oficiais, mantendo a escola referida, promovendo concursos anuais e instituindo a semana da renda, onde se salienta a passagem de modelos com aplicações de renda em vestuário, terminando com o Dia da Rendilheira como acção pública de divulgação e promoção das rendas.
Nota- Este post foi elaborado com base em consultas aos livros "PENICHE NA HISTÓRIA E NA LENDA" do Snr Dr. Mariano Calado e "BORDADOS E RENDAS DE PORTUGAL" do Snr. Dr. Manuel Maria de Sousa Calvet de Magalhães.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ domingo, maio 10, 2026 0 Comentários
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quarta-feira, abril 29, 2026 0 Comentários
sexta-feira, 24 de abril de 2026
25 DE ABRIL
Não podemos deixar de saudar a data e a acção daqueles que lutaram pela verdadeira libertação de Portugal, embora, o oportunismo de alguns nos tenha conduzido a uma outra forma de ditadura, que, felizmente, veio a ser anulada.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ sexta-feira, abril 24, 2026 0 Comentários
quinta-feira, 9 de abril de 2026
A VOZ DE QUEM TEM AUTORIDADE
😂O ex-presidente da
Polónia Lech Walesa escreveu a seguinte carta para Trump.
Sua Excelência, Sr. Presidente,
Assistimos ao relatório da sua conversa com o Presidente da
Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com medo e desgosto. Achamos insultuoso que espere
que a Ucrânia mostre respeito e gratidão pela assistência material prestada
pelos Estados Unidos na sua luta contra a Rússia. A gratidão é devido aos
heróicos soldados ucranianos que derramaram o seu sangue em defesa dos valores
do mundo livre. Há mais de 11 anos que morrem na linha da frente em nome destes
valores e da independência da sua pátria, que foi atacada pela Rússia de Putin.
Não entendemos como é que o líder de um país que simboliza o
mundo livre não consegue reconhecer isto.
Nosso alarme também foi aumentado pela atmosfera na Sala
Oval durante essa conversa, que nos lembrou dos interrogatórios que sofremos
nas mãos dos Serviços de Segurança e dos debates nos tribunais comunistas.
Procuradores e juízes, agindo em nome da toda poderosa polícia política
comunista, explicar-nos-iam que eles detinham todo o poder enquanto nós não
detivemos nenhum. Eles exigiram que cessássemos nossas atividades, argumentando
que milhares de pessoas inocentes sofreram por nossa causa. Eles tiraram-nos
das nossas liberdades e direitos civis porque nos recusámos a cooperar com o
governo ou a expressar gratidão pela nossa opressão. Estamos chocados que o
Presidente Volodymyr Zelensky tenha sido tratado da mesma forma.
A história do século XX mostra que sempre que os Estados
Unidos procuravam distanciar-se dos valores democráticos e dos seus aliados
europeus, acabou por se tornar uma ameaça para si mesmos. O Presidente Woodrow
Wilson entendeu isso quando decidiu, em 1917, que os Estados Unidos deveriam
juntar-se à Primeira Guerra Mundial. O Presidente Franklin Delano Roosevelt
entendeu isto quando, após o ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941,
resolveu que a guerra para defender a América deveria ser travada não só no
Pacífico, mas também na Europa, em aliança com as nações sob ataque do Terceiro
Reich.
Lembramos que sem o compromisso financeiro do Presidente
Ronald Reagan e da América, o colapso do império soviético não teria sido
possível. O Presidente Reagan reconheceu que milhões de pessoas escravizadas
sofreram na Rússia soviética e nos países que ela havia subjugado, incluindo
milhares de presos políticos que pagaram pela sua defesa dos valores
democráticos com a sua liberdade. A sua grandeza residia, entre outras coisas,
na sua inabalável decisão de chamar a URSS de "Império do Mal" e de
combatê-la decisivamente. Ganhámos, e hoje, a estátua do Presidente Ronald
Reagan está em Varsóvia, de frente para a Embaixada dos EUA.
Senhor Presidente, a ajuda material - militar e financeira -
nunca pode ser igualada ao sangue derramado em nome da independência da Ucrânia
e da liberdade da Europa e de todo o mundo livre. A vida humana não tem preço;
o seu valor não pode ser medido em dinheiro. A gratidão deve-se àqueles que
sacrificam o seu sangue e a sua liberdade. Isto é óbvio para nós, povo da
Solidariedade, antigos presos políticos do regime comunista sob a Rússia
soviética.
Apelamos aos Estados Unidos para que defendam as garantias
feitas ao lado da Grã-Bretanha no Memorando de Budapeste de 1994, que
estabeleceu a obrigação direta de defender a integridade territorial da Ucrânia
em troca da sua renúncia às armas nucleares. Estas garantias são incondicionais
— não há menção de tratar tal assistência como uma transação económica.
Assinado,
Lech Wa łęsa, ex-presidiário político, presidente da Polônia
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quinta-feira, abril 09, 2026 0 Comentários
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
NÃO ASSES MAIS CARAPAUS FRITOS!
Ao Jorge e ao Alberto duas pessoas a quem me habituei a
estimar, talvez em retribuição do que sempre senti da sua parte, tiveram a
ideia de construir “entre guitarras e risos, duas almas meio perdidas, que em
tantas noites de lua arquitetaram planos para memória futura”, uma peça de
museu que vem permitir aos actuais e vindouros penicheiros, que não esqueçam os
ditos dos seus antepassados e perpetuarem um vocabulário muito característico
de uma terra que importou gente de todo o litoral do país.
Como penicheiro de cima o meu apreço e um muito obrigado.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quarta-feira, fevereiro 04, 2026 0 Comentários
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
CLUBE NAVAL DE PENICHE / O SEU ANIVERSÁRIO
Hoje o clube, que vi e ajudei a nascer, celebra o seu
septuagésimo aniversário.
Quis a Divina Graça de Deus que ainda possa regozijar-me por
esse facto e porque o, então nascente clube, aqui está continuando a exercer a
sua função ao serviço da nossa cidade.
Não tenho conhecimento de que, do grupo de pessoas que o
fizeram nascer, haja mais alguém, com vida.
Recordo, com saudade, a felicidade que tive de, aos vinte
anos, ter tido esta oportunidade e os muitos anos que se seguiram de dedicação
plena ao seu serviço.
É altura de prestar a minha homenagem ao Snr. Dr. Fernando
Nolasco da Silva pelo serviço que prestou à nossa cidade como principal
entusiasta e quem lançou a ideia da sua criação, como ainda, pelo esforço quer
físico quer monetário para que a ideia não ficasse pelo acto da fundação, mas
tivesse a continuidade que garantiu o chegar aos dias de hoje.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quarta-feira, janeiro 28, 2026 0 Comentários
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
OS SETENTA ANOS DO CLUBE NAVAL DE PENICHE
O Clube Naval de Peniche (CNP) foi fundado a 28 de janeiro
de 1956, tendo como principal impulsionador e fundador o Snr. Dr. Fernando
Nolasco da Silva, médico oftalmologista, começou a frequentar Peniche em 1946 e
foi a figura central na criação do clube, motivado pela sua ligação à região e
ao mar, era um sócio da Associação Naval de Lisboa, onde tinha a sua embarcação
e ali se formou como desportista náutico.
O exercício da sua profissão em Peniche ao serviço do
Instituto Anti-Tracomatoso, e o seu reconhecimento de que a nossa cidade tinha
excecionais condições para a prática da vela, fê-lo sonhar com a existência de
um clube náutico nesta nossa e sua cidade.
Aproveitou o facto de a Associação Naval de Lisboa estar à
procura de local para organizar uma prova do campeonato europeu da classe moth
e após conseguir autorização para tentar efectuá-la em Peniche, colocou o
assunto ao presidente da nossa câmara, o Snr. António da Conceição Bento que,
como bom visionário do que interessava a Peniche, o incentivou a levar a ideia
por diante.
Assim e por isso, nasceu o Clube Naval de Peniche.
Este meu clube, a cujo nascimento assisti e onde militei de forma muito efectiva por
mais de vinte anos, ainda está em dívida com a homenagem que, na minha opinião,
já deveria ter tido lugar há muitos anos.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ terça-feira, janeiro 13, 2026 0 Comentários
terça-feira, 25 de novembro de 2025
25 DE NOVEMBRO
Celebramos o dia da nossa libertação do jugo comunista que,
ainda hoje, pretendem instituir na Ucrânia, por isso, é nossa obrigação ajudar
aquele povo no seu combate libertador.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ terça-feira, novembro 25, 2025 0 Comentários
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS E OS PENICHEIROS
Ao longo do tempo de existência deste meu blogue tenho
escrito e sentido um certo alheamento ou falta de discernimento, da parte dos
Penicheiros, acerca da defesa dos interesses da sua cidade e, como não tenho
feitio para calar, bem pelo contrário, sempre que foi preciso aqui estava para
fazer o reparo que se justificasse, do meu ponto de vista, com todo o
à-vontade.
Perante o resultado obtido, nas últimas eleições, pelo
partido que, todos conhecem ser o meu, desde sempre, coloca-se-me uma situação
muito peculiar, acerca da forma como reagir.
Naturalmente que tenho motivo para exultar e não tenho
dúvida que foi isso a que os aludidos resultados me conduziram, porém, aquilo que
representam os meios necessários para procurar soluções para o caos a que alguém
nos conduziu, bem como o esforço e ponderação necessários, por parte dos
vencedores, para um correcto e feliz desempenho da sua missão, leva-me a solicitar
a Deus e aos Penicheiros a sua colaboração no sentido de se conseguir o melhor.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ sábado, agosto 23, 2025 0 Comentários
quarta-feira, 30 de julho de 2025
CARTA AO FECHAR DA PORTA
O título deste escrito reflete um desabafo para com o cidadão a quem, há dois anos, dirigi um outro a que atribuí o título de "Carta Aberta", cujo link de acesso deixo no fim deste texto.
Acabei de chegar de nova visita à nossa Berlenga e já tive ocasião de emitir a minha apreciação pessoal e pouco importante, em outro local, porém, apesar da satisfação de constatar algumas melhorias, não posso deixar de voltar a dirigir-me a ti Bertino enquanto Presidente da Câmara.
Ouve alguma melhoria na área de acampamento, basta ter sido retirado o cartaz proibitivo de o fazer para que, todos os que amam aquele local, se sintam compreendidos.
Mas, olha, como é caracteristico da nossa Terra, foi o sector onde menos se viram reflectidas alterações. que são importantes atender e que ao fechar da porta, pelo teu lado, talvez fosse bom deixar mais algo importante para uma classe de pessoas que, como já disse, adoram aquele local.
Aquela "Casa da Palha" deve ser o verdadeiro começo das alterações a fazer.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quarta-feira, julho 30, 2025 0 Comentários
domingo, 27 de julho de 2025
A MINHA PEREGRINAÇÃO À BERLENGA
(Às sete da manhã)
(Pratos do restaurante Mesa da Ilha)
Acabo de cumprir a minha peregrinação anual e, assim como
nunca deixo de expressar o meu descontentamento relativamente a algo que me
desagrade, também me apraz publicar aquilo que, entendo eu, merece ser dito
publicamente.
Venho, por isso, lisonjear o ordenamento, sem atropelos, que
se observa no embarque e desembarque de centenas de pessoas e, até, a sua
movimentação nos vários tipos de visita.
Também é justo salientar a qualidade de serviço que o
restaurante “Mesa da Ilha” proporciona, bem como o ordenamento e eficiência que
se verifica na utilização da “Casa Abrigo” que a Associação dos Amigos da
Berlenga apresenta, bem como o próprio “Castelinho”.
Não posso deixar de chamar a atenção do nosso município para
a necessidade de ombrear com o que acabo de referir, dotando a área de
acampamento com os requisitos há muito reclamados.
Enfim, aquele recanto, encantador, do nosso país, está a concorrer
com a qualidade que se observava em locais de turismo requintado.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ domingo, julho 27, 2025 0 Comentários
sexta-feira, 27 de junho de 2025
VEM AÍ O TEMPO
Vem aí o tempo de exibição dos papagaios bem-falantes e dos
protegidos pelos doutos, porém, convém que a população da minha terra, que tanto
tem sido vilipendiada pelos últimos governos autárquicos, tenha a lucidez de
escolher, não tanto pela trapalhada verborreica, mas mais pela análise do
passado de cada um dos pretendentes ao osso.
É tempo de escolher, com rigor, alguém que pense na nossa
terra, que dê garantia de saída deste atoleiro a que nos conduziram e dar menos
ouvidos a promessas de ocasião e a intromissões dos estranhos infiltrados, que tanto
mal trouxeram ao nosso burgo.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ sexta-feira, junho 27, 2025 0 Comentários
domingo, 8 de junho de 2025
BERLENGA - 50º ANIVERSÁRIO
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA BERLENGA
A direcção da Associação comemorou a passagem dos cinquenta anos após a iniciativa que originou a sua fundação.
Por isso convidaram alguns elementos que estiveram na origem do acontecimento para estar presentes.
A seguir reprooduzo o texto que li perante os presentes:
"Meus caros amigos
Aqui estou, correspondendo ao convite da Direcção da
Associação, convite que me deixou emocionado, após tantos anos sem contacto
convosco.
Peço-vos desculpa pelo tom de voz, pelo facto de usar uma
cadência pausada e estar a ler o que vos pretendo dizer.
Consequência dos 88 anos de existência a que corresponde uma
memória em permanente falibilidade.
Comemoramos cinquenta anos desde o acontecimento que motivou
este ciclo de vida da AAB e que em jeito de preâmbulo vos conto.
Estávamos num Sábado à tarde no posto náutico do CNP quando
o Joaquim Maçãzinha nos transmitiu que, mais uma vez, havia sido assaltado o
Forte da Berlenga. encerrado há uns anos da sua missão de anfitrião de uma
pousada nacional.
A consternação dos presentes foi grande e lembrou-nos a
ocorrência de, em vários pontos do país, a ocupação selvagem de vários
estabelecimentos semelhantes, fruto da desorganização política em que o país se
encontrava.
O grupo foi comentando o acontecido entre o núcleo
frequentador da Berlenga como ocupação dos seus momentos de lazer.
Esta preocupação foi-se adensando e motivou a necessidade de
se tomarem medidas que salvaguardassem o forte de situação semelhante.
Analisados os factos foi decidido que não usaríamos o método
corrente no país, isto é, tomarmos conta do imóvel pela via do assalto.
Decidiu-se solicitar uma audiência à Secretaria de Estado do
Turismo e, na oportunidade, expusemos que não permitiríamos que o nosso forte fosse
ocupado por gente estranha aos interesses da nossa cidade.
A Secretaria de Estado anunciou que estariam dispostos em
colaborar connosco desde que tivéssemos o acordo da autarquia local.
Obtida que foi a prestimosa colaboração da autarquia,
através da sua comissão administrativa, foi-nos concedida autorização para
apresentarmos o nosso projecto de utilização.
Nasceu assim a “Casa Abrigo” a funcionar como um parque de
campismo em que os utentes utilizavam os quartos servindo-se do mobiliário
existente e sem roupas, utilizavam a cozinha da pousada onde cada quarto tinha
o seu local demarcado, contavam com um almude diário de água potável e podiam
comprar o trivial num minimercado abastecido e explorado pela comissão.
Feita um pouco da história do nascimento da nossa associação
deixo à consideração de cada um a avaliação do trabalho que tudo isto exigiu e
da colaboração de um elevado número de verdadeiros amigos da Berlenga, cujos
nomes omito propositadamente para não fazer distinções.
Alguns anos depois, estávamos nos anos de presidência da câmara
do comum amigo Luiz Almeida e a propósito da visita do então Presidente da
República, General Ramalho Yanes, quando das importantes feiras do mar que em
Peniche se organizaram, houve a oportunidade de falar da Berlenga e da
necessidade de lhe proporcionar meios de desenvolvimento controlado.
Foi, por isso, atribuído e decretado o estatuto de Reserva
Natural, porém, a câmara municipal, com o sentido de preservar e defender o
melhor possível os interesses de Peniche e dos penicheiros, donos do território,
entendeu que, do conselho da reserva criada, fizessem parte permanente um
elemento indicado pela câmara e outro pela associação dos amidos da Berlenga.
E, durante vários anos, estes elementos tiveram a
oportunidade de ir impondo e defendendo os interesses da nossa terra.
Porém, para infelicidade nossa, os presidentes que se
seguiram, por motivos de vaidade pessoal, porque entendiam que eles é que sabiam
tudo, e obediência política a interesses externos, foram abdicando da
vigilância e defessa dos interesses da nossa cidade e dos seus habitantes, numa
atitude serventual de interesses que nos são alheios.
Neste momento estamos a passar por uma das habituais fases
de incursão de mais uma tentativa de passar por cima de Peniche e dos
penicheiros, espero, que o habitual amorfismo dos penicheiros, que têm deixado
que os espezinhem constantemente, não resulte e que haja um grupo que saiba
impor a defesa dos nossos interesses.
Cabe à Associação dos Amigos da Berlenga dar o mote, eu,
estou velho e cansado, mas, se o grupo precisar, cá estarei."
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ terça-feira, maio 06, 2025 0 Comentários
sexta-feira, 25 de abril de 2025
ABRIL E O PAPA FRANCISCO
Não podemos deixar de recordar esta data, em especial, na
parte em que ela mais se aproximou dos desígnios que marcaram o pontificado
daquele por quem estamos vivendo um dia de luto.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ segunda-feira, março 24, 2025 0 Comentários
terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
O ANIVERSÁRIO MAIS TRISTE DO ROTARY CLUB DE PENICHE
Passam hoje 46 anos após a entrega da carta constitucional,
por Rotary Internacional ao, então, jovem clube, o Rotary Club de Peniche, que
um grupo de penicheiros entendeu ser útil que existisse em Peniche.
Hoje é o aniversário mais triste que sempre teve, porque foi
abandonado por quem, não tendo capacidade para lhe dar continuidade, entendeu
ser mais fácil proceder à sua subjugação.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ domingo, fevereiro 23, 2025 0 Comentários
sábado, 15 de fevereiro de 2025
AGORA É QUE QUEREM SER HOMENZINHOS
As expressões que reproduzo a seguir deixam-me verdadeiramente
espantado. O que esperavam os elementos da câmara, nomeadamente o seu
presidente, quando em actos anteriores não se souberam impor, têm, agora, o
resultado da sua moleza. Ainda não se convenceram que, eles, são os que menos mandam
nesta terra.
Os eleitos na Câmara Municipal de Peniche mostraram-se
hoje divididos com a intenção do Governo em transformar o Forte de São João
Batista, na ilha das Berlengas, em centro interpretativo ambiental, sentindo-se
excluídos do processo.
“Estou deveras surpreendido pelo despacho da ministra
do Ambiente, porque representa uma falta de respeito por estes órgãos e porque
decide o que estes órgãos devem fazer sem falar com ninguém”, afirmou Henrique
Bertino.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quinta-feira, janeiro 23, 2025 0 Comentários
sábado, 18 de janeiro de 2025
QUAL SERÁ O SEGREDO?
As imagens que publico servem para que, alguém, me ajude a perceber a razão de ser do fenómeno que passo a apresentar.
"Há cerca de quatro meses o monte de restos de obra foi depositado no local que se pode observar na primeira fotografia".
"A partir daí ninguém mais se deu ao trabalho de retirar os citados restos e os vários profissionais da recolha dos variados lixos respeitam, religiosamente, o montinho de lixo, ao ponto do contentor do lixo geral já estar em cima da zona ajardinada".
Enquanto aguardo que me possa ser dada a necessária informação do acto fenomenal, permitam-me o desabafo seguinte:
PORRA QUE JÁ É DESLEIXO E INCOMPETÊNCIA A MAIS, SERÁ QUE NINGUÉM FISCALIZA ESTAS ABSURDAS ATITUDES?
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ terça-feira, dezembro 24, 2024 0 Comentários
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
TANTO TRABALHO PARA TÃO TRISTE FIM
ROTARY REUNIÃO DE 08 07 2024
(A minha intervenção)
Agradeço a presença dos companheiros visitantes, ela
representa o interesse que o distrito dispensa à continuidade do nosso clube,
mas, também, o reconhecimento da acção que desempenhou ao longo dos seus 45
anos de vida.
Devo esclarecer que tive necessidade de recorrer a esta forma
escrita pela dificuldade que os meus 88 anos colocam à memorização e abordagem
de um assunto desta importância.
Para situar o conteúdo do contributo que pretendo apresentar
nesta hora dolorosa da nossa existência, tenho que, previamente, salientar
alguns factos históricos ocorridos ao longo da sua existência.
Quando, decorridos 3 ou 4 anos do seu nascimento, se discutiu
a forma como o nosso clube iria intervir no cumprimento da sua missão em geral,
colocaram-se duas correntes de opinião, uma tendia a que se adquirisse uma sede
localizada no centro da cidade tendo em vista a facilidade de contacto com a
nossa população, outra, que ia no sentido de actuarmos em proveito do movimento
rotário em geral, que abrangeria a totalidade do então único distrito que
constituía o país, que se veio a concretizar sob a forma da instalação deste
centro de férias.
Quero afirmar que me situei no lado minoritário em discussão,
o que não invalidou que abraçasse, com a dedicação possível, o projecto
preferido e, devo referir, nele envolver a minha esposa Rosa desde a primeira
hora, aliás, como aconteceu com outros companheiros.
Foi um objectivo alcançado graças ao esforço conjunto de um
grupo coeso no atingimento do objectivo, uns com mais esforço de trabalho,
outros com maior esforço de carteira, mas todos num único sentido.
Devo dizer que, no que respeita à adesão do distrito à nossa
causa, nunca foi atingido o volume de interesse que se sonhou, embora, da parte
de alguns poucos clubes, tenha havido a oportunidade de colaborar no
preenchimento dos nossos objectivos.
Teremos, porventura, sido pouco persistentes na divulgação do
projecto, mas já não é altura de remediar.
A existência deste património tem os seus custos de
manutenção e a sua localização não permite um fácil contacto e interesse da
população local e, para além disso, os anos passaram e não soubemos, em devido
tempo, adaptar as instalações e procurar novas actividades que permitissem
amenizar e suportar os custos a que ficamos sujeitos.
Hoje debatemo-nos com a necessidade de executar obras que já
são urgentes a alguns anos, temos uma elevada taxa etária dos nossos
associados, há um desinteresse e falta de convicção que não permite pensar na
renovação e viragem para continuidade do nosso clube.
É esta a encruzilhada em que nos situamos. Como poderemos
pensar em renovar se não nos adaptamos à exigência dos tempos que correm, como
podemos ultrapassar a nossa incapacidade de executar as obras estruturais e de
adaptação que se impõem?
Há vinte anos, por aí, numa outra altura de crise cedemos as
instalações a uma instituição congénere e depressa nos arrependemos, dado o
fim, pouco recomendável, que lhe deram na utilização e nos forçaram a reocupar
a nossa missão.
Por tudo isto e porque estamos instalados numa área de zona
protegida, e só por consideração da actividade que aqui desenvolveríamos nos
foi facultada, a continuidade futura destas instalações está sujeita à
apreciação que vier a ser feita pela Câmara Municipal.
E foi esta linha de pensamento e perante os factos relatados
que, na última assembleia geral, afirmei que se o clube não tiver meios de
sobreviver, como parece, proponho e devolução do terreno à Câmara com a
demolição do edificado.
Nota de hoje dia 13/12/2024 –
Os comandantes do navio já o abandonaram, restam os
tripulantes que não sabem nadar em águas revoltas, resta-nos esperar
pelo seu naufrágio.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ sexta-feira, dezembro 13, 2024 0 Comentários
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
25 DE NOVEMBRO - (25 DE ABRIL)
Passa mais
um aniversário da data em que um grupo de heróis ajudou a Pátria, que
tanto amo, a desenvencilhar-se do jugo comunista que nos estava a ser imposto.
Foi, assim, restabelecida a liberdade que em 25 de Abril outros
tantos heróis nos havia oferecido, mas que a subversão comunista e comunizada
foi lesta em recapturar para a esfera do totalitarismo.
A atenção ao que se está passando no mundo em que vivemos
deve incluir a prevenção para futuras acções, a desenvolver, no sentido de se
evitarem viragens perversas da verdadeira liberdade.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ domingo, novembro 17, 2024 0 Comentários
segunda-feira, 11 de novembro de 2024
MUSEU MUNICIPAL DE PENICHE
Acabamos de passar pelo sétimo aniversário da data em que
uns energúmenos, que se dizem filhos de Peniche, encerraram o MUSEU DE PENICHE
para abrir caminho à satisfação de uma contrapartida que o António Costa, na
altura primeiro-ministro, teve de pagar ao Bloco de Esquerda, pelo apoio
parlamentar.
Enfim, ficamos sem museu e sem saber se algum “penicheiro”
também recebeu alguma contrapartida.
A certeza que temos é que o museu continua encaixotado e não
temos conhecimento de que as entidades locais se preocupem com isso.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ segunda-feira, novembro 11, 2024 0 Comentários
domingo, 3 de novembro de 2024
O CINEMAR
A propósito das fotografias supra, publicadas pelo amigo João
Paulo Leitão, não posso deixar de voltar a referir que elas representam a
última machadada no aspecto cultural da nossa cidade.
Representam ainda aquilo que vários dos responsáveis autárquicos
ligaram ao progresso cultural da cidade, ao ponto de hoje não existir um cinema
nem qualquer outro local onde, condignamente, se possa assistir a qualquer tipo
de espectáculos.
Enfim, somos o que somos, também, com muitas culpas nossas.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ domingo, novembro 03, 2024 0 Comentários
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
ERRADICAR A PÓLIO É REALIZAR A MAGIA DE ROTARY!
Queridas Companheiras e queridos Companheiros
O nosso compromisso com a eliminação da Polio não é sazonal! Todos os dias são bons para agirmos. Todos os dias são bons para nos informarmos e para esclarecermos outras pessoas! Mas o corrente mês de outubro é aquele em que se inclui o Dia Mundial de Combate à Polio (24 de outubro) e, por isso, aquele em que mais pessoas e entidades de todo o tipo estão mais sensibilizadas para o tema. Devemos aproveitar a oportunidade que nos é oferecida pela efeméride. Não há outra melhor em todo o ano.
Não é fácil falar de Polio no nosso País. A maior parte dos nossos concidadãos está completamente alheada do tema e muito boa gente ignora que a vacina contra esta doença continua a ser ministrada às nossas crianças. Há muito tempo que, felizmente, não existe um único caso entre nós e as notícias sobre a situação noutras paragens não chegam a impressionar.
Será razão para nos conformarmos e cruzarmos os braços?
A Polio foi uma ameaça permanente em todo o Mundo durante o século XX e fez milhões de vítimas por todo o lado. O Rotary sonhou que era possível pôr-lhe fim e erradicar a doença. Começou sozinho, perante a desconfiança geral. A verdade é que em pouco tempo foi possível construir parcerias dotadas de competências para levar a cabo a missão e assim nasceu a Iniciativa Global para a Erradicação da Polio, que integra, entre outros, a Organização Mundial de Saúde e a UNICEF. Dentro desta Iniciativa há uma divisão de tarefas. Ao Rotary cabe a "advocacy" (sensibilização) e a arrecadação de fundos, tendo em conta a capilaridade da sua presença comunitária. É isto que nos cabe fazer e é nisto que nos temos de concentrar.
As exigências de financiamento da operação global são enormes e rondam os mil milhões de doláres por ano. Enquanto existir o vírus em circulação, é necessário continuar a vacinar de forma maciça todas as crianças, em todo o lado, nas condições mais inóspitas e longínquas, ultrapassando obstáculos de todo o tipo, incluindo as barreiras levantadas por quem se opõe a vacinas. Não há alternativa! Se abrandarmos, o vírus expande-se de novo e ganha resistências. Neste esforço o Rotary compromete-se com 50 milhões de USD por ano, a que se adicionam os valores equiparados pela Fundação Gates numa base de 2 para 1. Esta quantia de 50 milhões de USD é arrecadada por cada um de nós. Este Rotary de que falamos somos nós, cada um de nós. Se nos desinteressarmos, ninguém vai fazer o trabalho que nos compete.
Mas este trabalho não é só fazer doações em dinheiro, pelo valor que cada um puder. Cada euro conta! Um euro que doemos salva pelo menos 3 vidas! É também falar do assunto na nossa Comunidade, procurar informarmo-nos para esclarecer os outros. É sensibilizar, para que os nossos concidadãos percebam o que está em jogo e se juntem a nós nesta grande batalha.
Neste enquadramento tenho que destacar o que já se fez no mês de setembro. A propósito da minha visita aos clubes dos Açores, os Companheiros Ilda e José Braz ofereceram um jantar em sua casa, cuja receita foi totalmente destinada ao fundo Polio Plus. Entre as contribuições dos que participaram no jantar, rotários e não rotários, e dos que a ele se associaram (muitos do Continente) foi possível angariar a verba de 13 000 doláres. A empresa familiar (e modesta) que produziu o jantar não cobrou nada, apenas pedindo que fosse feita uma contribuição em seu nome. Não é encantador? Ainda em setembro, um domingo de vindimas em casa do Companheiro Armando Barreira, juntando Companheiros dos RCs de Almeirim e de Setúbal, permitiu arrecadar mais 1 500€. Sensibilizar é possível e está ao nosso alcance.
Recordo ainda que esta causa teve relevo suficiente para motivar um cessar-fogo humanitário em Gaza, de modo a permitir uma vacinação em larga escala em poucos dias. Por favor, parem um minuto e pensem nas que condições em que esta operação foi feita, nas famílias que tiveram de se deslocar aos postos de vacinação, gente que não sabia se tinha amanhã mas que, mesmo assim, quis vacinar os seus filhos como se tudo fosse normal, na logística que foi preciso muito rapidamente montar, nos doadores que financiaram a operação.
Há quem ache que 40 anos para erradicar a Polio é demais e que por isso devíamos desistir. Peço a esses que meditem no exemplo de Gaza ou no exemplo das mulheres do Paquistão e do Afeganistão que estão na 1ª linha do combate. Será que não merecem o nosso esforço?
Para os que são mais sensíveis a argumentos económicos e financeiros, pensem no alívio que será quando a Polio for eliminada: pelo menos 1 000 milhões de dólares por ano!
Um mundo livre de Polio é o grande legado do Rotary para a História da Humanidade. É o que irresistivelmente nos colocará nos livros de História e que garantirá o reconhecimento que merecemos. Mas tudo isto só acontecerá se levarmos o combate até ao fim. Cada um de nós tem algo a fazer neste empreendimento. Vamos fazer História?
Espalhemos irresistivelmente a Magia do Rotary e erradiquemos a Polio!
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ quarta-feira, outubro 09, 2024 0 Comentários
terça-feira, 8 de outubro de 2024
PARA ONDE VAIS MINHA TERRA QUERIDA
No entardecer acelerado da vida que Deus me reservou, não
tendo grandes motivos para estar desiludido com a ambição e rumo que dei à
minha vida e à daqueles que incluem a família que constituí, tenho de lamentar
que a terra onde nasci não seja motivo de orgulho de todos os meus
conterrâneos.
Sem querer apontar o dedo a quem quer que seja, não posso
deixar de lamentar que, ao apreciar o que já foi e aquilo a que está reduzida,
neste momento, não é motivo de orgulho para ninguém.
Quem serão os verdadeiros culpados desta situação? É motivo
que não está no sentido que o conteúdo deste escrito encerra.
O que verdadeiramente importa é uma profunda reflexão que todos
os verdadeiros penicheiros têm o dever de fazer, abandonando a sua sujeição a
um determinado número de capelinhas, ou interesses pessoais, que, em minha
análise, me perece ser um dos motivos do desacerto em que estamos.
Se todos refletirmos e nos dispusermos a conceder à nossa
terra um pouco da atenção e cuidado, que merece, ela tem as condições
necessárias para atingir o desenvolvimento que vimos à nossa volta.
Não posso encerrar estas insignificantes palavras sem chamar
a atenção dos penicheiros para o facto de serem eles que mandam na sua terra e
deixarem de se subjugar a interesseiros que têm proliferado, em demasia, nesta
MINHA TERRA.
# publicada por João Marques Petinga Avelar @ terça-feira, outubro 08, 2024 0 Comentários
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
UM SONHO QUE SE ESFUMOU
Um dia,
já lá vão 45 anos, um amigo teve a gentileza de me convidar para fazer parte de
um grupo de pessoas que estava em formação.
Aderi,
sem saber bem do que se tratava, e tive a surpresa de ser acolhido por outros
amigos que assumiram o compromisso de, expandindo uma sua crença, resolverem
que Peniche, a sua gente e não só, seriam merecedores de acolher os benefícios
da instituição que representavam.
Trata-se
de uma instituição de cariz internacional cuja acção pretende ser uma ajuda
para a solução de problemas da humanidade e fortemente dirigida aos mais
necessitados.
Quando o
grupo entendeu perguntar-me se estaria na disposição de integrar o movimento e
suas obrigações, respondi que, não só estaria na disposição de o integrar, como considerava uma honra terem tido a lembrança de me convidar para
tal.
Constatei,
entretanto, que aquele grupo de residentes da minha terra tinha a garra e a
determinação de conseguir cumprir alguns dos objectivos que nos foram
propostos, sem olhar a contrapartidas pessoais e sempre dispostos a ir mais
além.
Prezo que
terei cumprido, minimamente, o que esperavam de mim, mas, neste momento estou
assediado pela angústia de estar a ver em risco de extinção a continuidade do
sonho que tivemos e não ter a idade e, portanto, a possibilidade de, dando dois
murros na mesa, não permitir que seja feita a vontade de quem não tem
convicções do mesmo género.
É o que
chamo uma resignação que vai deixar os efeitos de um golpe profundo na determinação
de outros tempos, mas, face ao que a vida de hoje me permite, tenho que aceitar.
Iniciei este blogue com dedicação, quase exclusiva, à defesa dos interesses da minha terra e na minha óptica, porém, por vezes lá vai uma colherada noutros assuntos.