segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 

NOVENTA ANOS PASSADOS (desde que)




Nasci nesta cidade em 23 de Agosto de 1936, na Rua da Alegria e na zona denominada Peniche de Cima.

A minha infância foi passada entre os estaleiros navais ali existentes, os medões da praia da Cambôa. o Pinhal da Lagoa, a Barra Nova (zona, então, alagada nas traseiras da Fábrica do Fialho), a Papôa e Forte da Luz, tudo isto representa como que uma grande quinta onde os cabritos campeiam com todo o à-vontade, era assim que a criançada se desenvolvia.

Tive, portanto, uma forte ligação com a vida das pessoas que ali exerciam a sua actividade profissional, a vida da época assim permitia embora sentindo sempre a forte vigilância que a família fazia sobre tudo isto.

Fiz a primeira classe numa escola instalada no antigo celeiro do Snr. João Pereira, ao lado da minha rua de nascimento, e passei para o edifício central escolar nos restantes anos da primária.

A Dª. Ivone, o Professor Ribeirinho e o Professor António Matoso foram os responsáveis pela minha primária, sendo que o Professor Matoso acrescentou mais os dois anos liceais.

Quando estava a terminar o 2º ano liceal e por um problema de saúde fui obrigado a transitar para o Curso Geral do Comércio que era lecionado no Instituto D. Luís de Atayde e, entretanto, por encerramento do velho instituto, passei para o Externato Atlântico, instalado no Campo da Torre. 

A frequência destes estabelecimentos de ensino permitiu que acabasse por ser entrosado na restante actividade da minha terra e ter contacto com a sua vida em geral.

Foi uma época determinante daquilo que viria a ser o meu futuro.

Estava nos meus doze/treze anos quando tive contacto com a Associação Recreativa Penichense, através da necessidade de consultar as obras literárias que iam sendo referidas na escola, facto que, também, me levou a sentir necessidade de pedir ao meu pai a sua inscrição como sócio.

A frequência mais constante daquela colectividade despertou o meu interesse pela mesma e levou a que, numa acção conjunta com mais três amigos, fossemos solicitar à direcção da colectividade autorização para organizarmos umas matinés dançantes nas tardes de domingo.

Levantamos um problema porque precisávamos de mobilizar o rádio de serviço da colectividade e que, na época e no dia pretendido, era utilizado para ouvir os relatos de futebol pelos sócios mais velhos, o que levou a que apenas utilizássemos o dito aparelho a partir da hora em que o futebol acabasse.

Tudo correu bem, a juventude passou a aderir à colectividade e daqui resultou o nascimento do movimento pró-sede após adesão de alguns elementos directivos.

Este movimento juntou uma verba significativa, utilizada quando da edificação da nova sede.

Esta minha ligação à colectividade acabou por durar treze anos, na ocupação de vários cargos directivos e foi no baile de Natal de 1949 que conheci a Rosa, minha esposa.

A minha vida profissional começou no dia 1 de Abril de 1953, com 16 anos de idade, através de um convite do gerente da agência bancária Pinto de Magalhães, Lda., que me foi comunicado pelo Snr. Francisco José Machado, o tesoureiro da empresa.

Terei aqui, abrindo um parêntesis, de prestar a minha homenagem e agradecimento ao Snr. José júlio Cerdeira, o homem que me transmitiu tudo o que foi a minha actividade profissional.

A minha ligação à vida da nossa terra permitiu que, por intermédio do colega de escola Carlos Sá, que trabalhava na Câmara, me envolvesse na organização de um evento, na área da vela, constituído pela organização de uma prova do campeonato europeu da classe Moth.

Para isso foi criado o Clube Naval de Peniche, a que passei a estar ligado, por escritura de 25 de Janeiro de 1956.

A ligação a este clube continuou até hoje, porém, de forma activa desenvolvendo vários cargos, como seja monitor de vela e cargos directivos vários, durou cerca de vinte anos.

Nos pós 25 de Abril e nos primeiros meses do verão de 1975 estava um grupo de sócios no Clube Naval de Peniche e nas instalações do Fosso das Muralhas, quando foi recebida a notícia de que, pela terceira vez, as antigas instalações da pousada do Forte de S. João Batista, que estava encerrada, foram assaltadas por desconhecidos.

A notícia chocou os presentes e logo se resolveu que era urgente que fossem tomadas medidas para antecipar a hipótese de o forte ser ocupado por gente estranha à nossa terra, como vinha acontecendo noutros locais.

A iniciativa teve a aderência de muitos dos frequentadores da Berlenga e assim nasceu a Comissão Instaladora da Associação dos Amigos da Berlenga.

Na época designada por PREC (processo revolucionário em curso), quando estávamos sob o jugo comunista, a Misericórdia de Peniche esteve prestes a ser confiscada por outra entidade ligada ao processo, felizmente alguém que atuava na sua secretaria teve conhecimento antecipado e passou a palavra a um amigo que tomou a iniciativa de, em sigilo, reunir um grupo de amigos que se opusesse.

Fiz parte do grupo, com muito orgulho, e invadimos a Assembleia onde estava a ser cozinhado o assalto, passando, a partir daí, a assumir a sua gestão, facto que, no que me diz respeito, ainda hoje persiste.

Politicamente e no que me tocou pessoalmente estive, antes do 25 de Abril, ligado a um grupo que esteve em formação para apoio da ala liberal que se formou na Assembleia Nacional e a convite do Snr. Dr. Tomás Oliveira Dias, no tempo da presidência de Marcelo Caetano.

Quando a comissão administrativa, que assaltou o poder camarário em Peniche, começou a actuar, retirou o meu nome do caderno eleitoral.

Não deixei de actuar na tentativa de fazer crescer aquela que, ainda hoje, me parece ser a forma mais justa de governo, qual seja, a Social Democracia.

Ainda continuo a fazer parte do Partido Social Democrata e ao longo de muitos anos desenvolvi a actividade que pude e soube na defesa dos interesses locais, quer no partido, quer na Assembleia Municipal, onde tive a honra de defrontar os seus opositores.

Neste campo político, desempenhando os mais variados cargos no meu partido, ocupei 16 anos de efectividade.

Sou rotário há 48 anos, uma organização internacional que procura, no mundo inteiro, amenizar a vida daqueles que são desprotegidos da sorte.

Fiz parte do grupo de penicheiros que foram convidados para pôr em prática, na nossa cidade, os desígnios desta entidade, sou, portanto, um dos fundadores do Rotary Club de Peniche.

Quis o destino e algumas pessoas, que a sua actividade fosse interrompida e neste momento está suspenso, a palavra solidariedade mudou de caris, agora, para se ser solidário tem de se ter a garantia da subsídio/dependência.

A minha ligação a Rotary International vai continuar até que Deus me chame.

Aqui vivi momentos inolvidáveis com crianças e adultos, enquanto responsável pela acção de um centro de férias que os rotários, com o seu contributo pessoal, construíram.

Como dá para ver, fiz toda a minha vida activa e, não só, neste meu berço dourado, a cidade de Peniche, sem que dele tenha saído, contrariando alguns esforços feitos nesse sentido.

Daí o meu apego e amor a esta terra, que Deus irá permitir que seja a do meu repouso eterno.

E, finalmente, chegou o dia em que me foi permitido celebrar o meu nonagésimo aniversário, estou grato por isso, mas muito mais grato pela família que o destino me atribuiu, só me cabe dar graças a Deus pela dádiva.

No campo das amizades tenho muita honra naqueles que a evidenciam e, até, permita-se-me o termo, naqueles que o são despercebidamente.

Gostaria de os ter todos aqui, tarefa impossível de concretizar, mas aqui estão alguns bem representativos do todo, permita-se-me, porém, que saliente aqueles que objetivamente constituíram o que designo por segunda família, aqueles com quem convivi durante os 41 anos de trabalho efectivo, os que estão entre nós e os que já partiram, e me ajudaram a concretizar, bem ou mal, o objectivo de que profissionalmente fui incumbido.

Noventa anos vividos sem grande ilustração, mas com a convicção do dever cumprido e, podendo afirmar, sem ter causado prejuízo a ninguém.

 (Estas foram as palavras que dirigi aos presentes na minha festa de aniversário onde esteve presente a família, os antigos colegas de trabalho e uns outros bons amigos)

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

A LENDÁRIA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIAS DO MAR



A LENDÁRIA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIAS DO MAR

Quem analisar ou se recordar do sonho que foi a lenda em título e tiver a noção da situação da actividade da pesca em Peniche, recorda-se do sonho que motivou o estabelecimento de ensino do IPL na nossa terra.

O sonho esfumou, ou melhor, espumou perante o tipo de incentivos europeus e nacionais, que foram aparecendo e a orientação do instituto foi-se adaptando aquilo que, no momento está a dar.

Entretanto a actividade da pesca local vai perdendo cada vez mais o seu valor à escala do país e não se vislumbra um rumo a dar-lhe por parte de quem tem o dever de pugnar por isso.

Esta é uma abordagem do assunto que poderia marcar com (3) e deixo os links das anteriores:

https://peniche-minhaterra.blogspot.com/2012/02/cidade-escola-superior-de-tecnologia-do.html

https://peniche-minhaterra.blogspot.com/2024/02/a-cidade-escola-superior-de-tecnologia.html



 

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sábado, 25 de julho de 2026

 

A MINHA PEREGRINAÇÃO À BERLENGA





Uma vez mais cumpri o hábito e prazer de peregrinar na Berlenga. Já não é o que foi devido à intensificação do número de visitantes, porém, é sinal de que aquela nesga de território é cada vez mais apreciada. No meu caso pessoal a compensação que tive foi, como sempre, o pernoitar naquele local com a vantagem de beneficiar do alojamento e qualidade do serviço que é prestado pelo Restaurante Mesa da Ilha, vulgo pavilhão, que mais uma vez nos proporcionou um manjar divino.
Obrigado.
 

 

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

 

BANDIDOS À SOLTA






UMA ACÇÃO DOS DESGRAÇADINHOS QUE NÃO TRABALHAM E,

OUTRA DE QUEM VIVE DE GANÂNCIA E COMPRA O RESULTADO DOS SEUS FURTOS, COLABORANDO NOS MESMOS.

As fotografias que acima se exibem são a evidência do tipo de actuação dos dois grupos de energúmenos citados, a destruição e roubo de equipamentos que, ao longo de 40 anos estiveram ao serviço de jovens e idosos com carências.

Foram milhares de criaturas que pela primeira vez na vida tiveram férias de praia e aprenderam as boas práticas de higiene.

A fotografia abaixo representa o testemunho de um dos grupos de utentes do nosso centro de férias, no caso enviados pela Santa Casa da Misericórdia da Amadora, que quiseram deixar.

E, ENTRETANTO, OS BANDIDOS ANDAM À SOLTA A PROJECTAREM NOVOS ATAQUES À HUMANIDADE.

(Clique duas vezes na imagem)

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS


 GALÉ (Com a Berlenga a espreitar)

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

 

BIENAL DO MAR (Sua consequência?)




Começo por felicitar o executivo camarário pelo excelente trabalho realizado com a apresentação da Bienal do Mar, é sinal de que existe preocupação com a situação a que os últimos executivos deixaram chegar a principal actividade da nossa terra.

Pessoalmente recordei as Feiras do Mar que no passado foram levadas a efeito, numa altura em que Peniche se afirmava como o segundo porto de pesca.

É, por isso, encorajador que se volte a ver a atenção do executivo virada para as coisas do mar, é preciso que a ciência se volte, para além da expressividade científica, também para o desenvolvimento da formação e apoio das pessoas que nos conduzirão à recuperação do tempo perdido.

O êxito do presente só se confirma com a sua consequência futura, é, pois, esperançoso ver o sinal que nos foi transmitido.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS




Um dos muitos exemplos da beleza da nossa costa num local que, do meu ponto de vista, merece um passadiço para que os nossos visitantes o apreciem de perto.

 

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domingo, 10 de maio de 2026

 

PARA ONDE VAI A RENDA DE BILROS!




Não quero transmitir a ideia de que sou um entendido em rendas mas, sou, isso sim, um dos que se preocupam com as coisas da sua terra.

Esta minha situação leva a que esteja preocupado com o que se passa, no momento actual, no campo da preservação da arte de rendilhar.

Por isso e para meditação de quem esteja interessado, republico um texto publicado em 18/02/2007 no blogue "AS RENDAS DA ROSA".



RENDA DE BILROS DE PENICHE

A ORIGEM DA RENDA DE BILROS -

Não é conhecida a origem da renda de bilros. Sabe-se que povos muito antigos usavam tecidos cujo aspecto se assemelhava a renda e que se presume fossem elaborados de forma semelhante à renda actual. Admite-se que os Fenícios podem ter sido agentes divulgadores das rendas, através das suas trocas comerciais e, portanto, também ao longo da costa marítima portuguesa, onde estabeleciam contactos priviligiados. Outra corrente afirma terem chegado ao nosso país através dos contactos com o norte da Europa, onde a arte apareceu nos seus principais portos.

DEFINIÇÃO E EXECUÇÃO -

É um trabalho formado pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios texteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da executante, onde se decalcou um desenho, feito por especialistas e em papel quadriculado, cuja origem está na criatividade da autora, que por vezes recorre à estilização de objectos naturais como as flores e animais. Os alfinetes fixam o trabalho ao pique e são colocados em furos estrategicamente efectuados no desenho base. O bilro é um artefacto de madeira em forma de pera alongada onde é enrolada a linha (fio textil) que vai sendo descarregada à medida que o trabalho avança. Todo o trabalho é executado com o auxílio de uma almofada cilindrica, onde é fixado o pique, que, por sua vez, está pousada sobre um banco de madeira cuja forma permite a fácil alteração da posição da almofada, que roda sobre si, enquanto permita uma posição cómoda a quem executa.

A SUA HISTÓRIA -

Indefinida que está a sua origem resta apurar a data do seu aparecimento no nosso país e, como tal, consta que a primeira vez que se falou na palavra renda, entre nós, terá sido no reinado de D. Sebastião em 1560.

No reinado de D. João V o país foi inundado e influenciado pelas rendas com origem na Flandres, dado que o protocolo da corte obrigava ao uso das rendas flamengas, facto que veio prejudicar o desenvolvimento das nacionais. Esta situação originou a reveolta das rendeiras nortenhas que enviaram o seu protesto, perante o rei, através da vila-condense Joana Maria de Jesus, que conseguiu permissão para o uso das rendas nocionais em lenços, lençóis, toalhas e outro bragal de casa, continuando proibido o seu uso pessoal. As rendas nacionais foram libertadas destas peias em 1751, no reinado de D. José, passando a poder ser usadas na roupa branca de uso das pessoas, toalhas, lençóis e outras alfaias da casa. Porém a entrada na capital das rendas feitas no resto do país era sujeita ao acompanhamento de guias passadas pelos escrivães das câmaras, embora, pelo facto de na sua feitura se empregarem somente pessoas pobres, estivessem isentas de impostos.

E foi assim que na classificação das rendas se passou a denominar de aristrocáticas, hoje em Peniche chamadas eruditas, aquelas que imitam as estrangeiras por serem mais elaboradas e utilizando linhas finas, e as populares que são aquelas que tradicionalmente sempre foram feitas pelo povo.

"ONDE HÁ REDES HÁ RENDAS" e Peniche não foi excepção, como não foram quase todas as povoações do litoral onde se desenvolve actividade piscatória. Num livro publicada em 1865 pelo então capitão do porto Pedro Cervantes de Carvalho Figueira refere-se que umas senhoras, que na época contavam mais de oitenta anos, afirmavam que a sua tia/avó lhes mostrava piques das rendas que tinha feito em menina, o que atesta que as rendas, em Peniche, já se faziam em meadoa do século XVIII.

PRESERVAÇÃO DA RENDA DE BILROS EM PENICHE -

Consta que em 1836 a mulher do Conde de Casal (que aqui se encontrava como governador da praça), analizando as rendas grosseiras que aqui se faziam, entendeu que, se se usassem materiais mais delicados, como linhas mais finas e desenhos elaborados, seria possível obter produto de melhor qualidade. Com o auxílio de um engenheiro em serviço na praça pôs em acção o seu plano, do que resultou sensível melhoria da qualidade, o que permitiu que as nossas rendas fossem premiadas em eventos internacionais logo nos anos de 1851 (Paris e Londres), 1857 e 1861 (Porto), 1872 (Viena de Áustria) e 1878 (Paris).

Em 1887 foi criada a Escola Industrial D. Maria Pia com uma secção de rendeira, que deu continuidade ao rejuvenescimento encetado em 1836. Foi sua primeira directora a D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro que impulsionou o artesanato através da criação de novos e perfeitos desenhos. Assim as nossas rendas voltaram a ser premiadas em 1889 (Paris), 1893 (Belém) e 1895 (Paris).

Da Escola Industrial D. Maria Pia resultou a Escola Josefa de Óbidos, posteriormente denominada Escola Industrial de Peniche e entretanto a sua actividade passou a integrar a Escola Secundária de Peniche, onde hoje nada existe sobre rendas e o seu espólio acabou por ser desbaratado.

Toda a actividade destas escolas foi formando pessoas que aprenderam a arte de desenhar, elaboração de piques e manufactura de renda, dependendo da sua capacidade criativa a preservação da qualidade das rendas de bilros de Peniche.

Paralelamente à actividade destas escolas existiu a Casa de Trabalho das Filhas dos Pescadores, que estava na dependência da Casa dos Pescadores e que, ao longo de quatro décadas, constituiu uma forma de assistência às filhas dos pescadores, com base nos ensinamentos ministrados, entre os quais a renda, e de um pequeno salário base.

Também a paróquia, por iniciativa de Monsenhor Bastos, em fase crítica da produção de rendas, criou uma oficina de rendas junto do Lar de Santa Maria.

Finalmente a Câmara Municipal de Peniche, em Setembro de 1987, abriu uma  Escola de Rendas, que se encontra a funcionar com a frequência de adultos e crianças.

Por iniciativa particular de um grupo de interessados na preservação das rendas de Peniche foi fundada em Setembro de 1994 a Associação Peniche Rendibilros, com o objectivo de preservar e promover a aprendizagem e divulgação das rendas de Peniche.

A REALIDADE ACTUAL -

Observa-se, neste momento, o renascer do interesse pelas rendas, mercê do apoio que tem sido prestado pela nossa autarquia, como contrapartida do desinteresse do Governo Central que retirou o curso das rendas das escolas oficiais, mantendo a escola referida, promovendo concursos anuais e instituindo a semana da renda, onde se salienta a passagem de modelos com aplicações de renda em vestuário, terminando com o Dia da Rendilheira como acção pública de divulgação e promoção das rendas.


 Nota- Este post foi elaborado com base em consultas aos livros "PENICHE NA HISTÓRIA E NA LENDA" do Snr Dr. Mariano Calado e "BORDADOS E RENDAS DE PORTUGAL" do Snr. Dr. Manuel Maria de Sousa Calvet de Magalhães.


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quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS


Um recanto do Cabo Carvoeiro

 

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

25 DE ABRIL


Não podemos deixar de saudar a data e a acção daqueles que lutaram pela verdadeira libertação de Portugal, embora, o oportunismo de alguns nos tenha conduzido a uma outra forma de ditadura, que, felizmente, veio a ser anulada.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

 

A VOZ DE QUEM TEM AUTORIDADE




😂O ex-presidente da Polónia Lech Walesa escreveu a seguinte carta para Trump.

 

Sua Excelência, Sr. Presidente,

Assistimos ao relatório da sua conversa com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com medo e desgosto. Achamos insultuoso que espere que a Ucrânia mostre respeito e gratidão pela assistência material prestada pelos Estados Unidos na sua luta contra a Rússia. A gratidão é devido aos heróicos soldados ucranianos que derramaram o seu sangue em defesa dos valores do mundo livre. Há mais de 11 anos que morrem na linha da frente em nome destes valores e da independência da sua pátria, que foi atacada pela Rússia de Putin.

Não entendemos como é que o líder de um país que simboliza o mundo livre não consegue reconhecer isto.

Nosso alarme também foi aumentado pela atmosfera na Sala Oval durante essa conversa, que nos lembrou dos interrogatórios que sofremos nas mãos dos Serviços de Segurança e dos debates nos tribunais comunistas. Procuradores e juízes, agindo em nome da toda poderosa polícia política comunista, explicar-nos-iam que eles detinham todo o poder enquanto nós não detivemos nenhum. Eles exigiram que cessássemos nossas atividades, argumentando que milhares de pessoas inocentes sofreram por nossa causa. Eles tiraram-nos das nossas liberdades e direitos civis porque nos recusámos a cooperar com o governo ou a expressar gratidão pela nossa opressão. Estamos chocados que o Presidente Volodymyr Zelensky tenha sido tratado da mesma forma.

A história do século XX mostra que sempre que os Estados Unidos procuravam distanciar-se dos valores democráticos e dos seus aliados europeus, acabou por se tornar uma ameaça para si mesmos. O Presidente Woodrow Wilson entendeu isso quando decidiu, em 1917, que os Estados Unidos deveriam juntar-se à Primeira Guerra Mundial. O Presidente Franklin Delano Roosevelt entendeu isto quando, após o ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941, resolveu que a guerra para defender a América deveria ser travada não só no Pacífico, mas também na Europa, em aliança com as nações sob ataque do Terceiro Reich.

Lembramos que sem o compromisso financeiro do Presidente Ronald Reagan e da América, o colapso do império soviético não teria sido possível. O Presidente Reagan reconheceu que milhões de pessoas escravizadas sofreram na Rússia soviética e nos países que ela havia subjugado, incluindo milhares de presos políticos que pagaram pela sua defesa dos valores democráticos com a sua liberdade. A sua grandeza residia, entre outras coisas, na sua inabalável decisão de chamar a URSS de "Império do Mal" e de combatê-la decisivamente. Ganhámos, e hoje, a estátua do Presidente Ronald Reagan está em Varsóvia, de frente para a Embaixada dos EUA.

Senhor Presidente, a ajuda material - militar e financeira - nunca pode ser igualada ao sangue derramado em nome da independência da Ucrânia e da liberdade da Europa e de todo o mundo livre. A vida humana não tem preço; o seu valor não pode ser medido em dinheiro. A gratidão deve-se àqueles que sacrificam o seu sangue e a sua liberdade. Isto é óbvio para nós, povo da Solidariedade, antigos presos políticos do regime comunista sob a Rússia soviética.

Apelamos aos Estados Unidos para que defendam as garantias feitas ao lado da Grã-Bretanha no Memorando de Budapeste de 1994, que estabeleceu a obrigação direta de defender a integridade territorial da Ucrânia em troca da sua renúncia às armas nucleares. Estas garantias são incondicionais — não há menção de tratar tal assistência como uma transação económica.

Assinado,

Lech Wa łęsa, ex-presidiário político, presidente da Polônia

 



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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 

NÃO ASSES MAIS CARAPAUS FRITOS!


Ao Jorge e ao Alberto duas pessoas a quem me habituei a estimar, talvez em retribuição do que sempre senti da sua parte, tiveram a ideia de construir “entre guitarras e risos, duas almas meio perdidas, que em tantas noites de lua arquitetaram planos para memória futura”, uma peça de museu que vem permitir aos actuais e vindouros penicheiros, que não esqueçam os ditos dos seus antepassados e perpetuarem um vocabulário muito característico de uma terra que importou gente de todo o litoral do país.

Como penicheiro de cima o meu apreço e um muito obrigado.

João Avelar


 

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

 

CLUBE NAVAL DE PENICHE / O SEU ANIVERSÁRIO

Hoje o clube, que vi e ajudei a nascer, celebra o seu septuagésimo aniversário.

Quis a Divina Graça de Deus que ainda possa regozijar-me por esse facto e porque o, então nascente clube, aqui está continuando a exercer a sua função ao serviço da nossa cidade.

Não tenho conhecimento de que, do grupo de pessoas que o fizeram nascer, haja mais alguém, com vida.

Recordo, com saudade, a felicidade que tive de, aos vinte anos, ter tido esta oportunidade e os muitos anos que se seguiram de dedicação plena ao seu serviço.

É altura de prestar a minha homenagem ao Snr. Dr. Fernando Nolasco da Silva pelo serviço que prestou à nossa cidade como principal entusiasta e quem lançou a ideia da sua criação, como ainda, pelo esforço quer físico quer monetário para que a ideia não ficasse pelo acto da fundação, mas tivesse a continuidade que garantiu o chegar aos dias de hoje.

OBRIGADO, SNR. DR. FERNANDO NOLASCO DA SILVA

João Avelar


 

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

OS SETENTA ANOS DO CLUBE NAVAL DE PENICHE


O Clube Naval de Peniche (CNP) foi fundado a 28 de janeiro de 1956, tendo como principal impulsionador e fundador o Snr. Dr. Fernando Nolasco da Silva, médico oftalmologista, começou a frequentar Peniche em 1946 e foi a figura central na criação do clube, motivado pela sua ligação à região e ao mar, era um sócio da Associação Naval de Lisboa, onde tinha a sua embarcação e ali se formou como desportista náutico.

O exercício da sua profissão em Peniche ao serviço do Instituto Anti-Tracomatoso, e o seu reconhecimento de que a nossa cidade tinha excecionais condições para a prática da vela, fê-lo sonhar com a existência de um clube náutico nesta nossa e sua cidade.

Aproveitou o facto de a Associação Naval de Lisboa estar à procura de local para organizar uma prova do campeonato europeu da classe moth e após conseguir autorização para tentar efectuá-la em Peniche, colocou o assunto ao presidente da nossa câmara, o Snr. António da Conceição Bento que, como bom visionário do que interessava a Peniche, o incentivou a levar a ideia por diante.

Assim e por isso, nasceu o Clube Naval de Peniche.

Este meu clube, a cujo nascimento assisti e onde militei de forma muito efectiva por mais de vinte anos, ainda está em dívida com a homenagem que, na minha opinião, já deveria ter tido lugar há muitos anos.

FICA O DESAFIO A QUEM DE DIREITO


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terça-feira, 25 de novembro de 2025

 

25 DE NOVEMBRO

 


 


Celebramos o dia da nossa libertação do jugo comunista que, ainda hoje, pretendem instituir na Ucrânia, por isso, é nossa obrigação ajudar aquele povo no seu combate libertador.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

 

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS E OS PENICHEIROS

 


Ao longo do tempo de existência deste meu blogue tenho escrito e sentido um certo alheamento ou falta de discernimento, da parte dos Penicheiros, acerca da defesa dos interesses da sua cidade e, como não tenho feitio para calar, bem pelo contrário, sempre que foi preciso aqui estava para fazer o reparo que se justificasse, do meu ponto de vista, com todo o à-vontade.

Perante o resultado obtido, nas últimas eleições, pelo partido que, todos conhecem ser o meu, desde sempre, coloca-se-me uma situação muito peculiar, acerca da forma como reagir.

Naturalmente que tenho motivo para exultar e não tenho dúvida que foi isso a que os aludidos resultados me conduziram, porém, aquilo que representam os meios necessários para procurar soluções para o caos a que alguém nos conduziu, bem como o esforço e ponderação necessários, por parte dos vencedores, para um correcto e feliz desempenho da sua missão, leva-me a solicitar a Deus e aos Penicheiros a sua colaboração no sentido de se conseguir o melhor.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS


A Nau dos Corvos no rasto do Sol

 

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sábado, 23 de agosto de 2025

 

COMO AGRADECIMENTO DAS VOSSAS FELICITAÇÕES

 




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quarta-feira, 30 de julho de 2025

 

CARTA AO FECHAR DA PORTA




O título deste escrito reflete um desabafo para com o cidadão a quem, há dois anos, dirigi um outro a que atribuí o título de "Carta Aberta", cujo link de acesso deixo no fim deste texto.

Acabei de chegar de nova visita à nossa Berlenga e já tive ocasião de emitir a minha apreciação pessoal e pouco importante, em outro local, porém, apesar da satisfação de constatar algumas melhorias, não posso deixar de voltar a dirigir-me a ti Bertino enquanto Presidente da Câmara.

Ouve alguma melhoria na área de acampamento, basta ter sido retirado o cartaz proibitivo de o fazer para que, todos os que amam aquele local, se sintam compreendidos.

Mas, olha, como é caracteristico da nossa Terra, foi o sector onde menos se viram reflectidas alterações. que são importantes atender e que ao fechar da porta, pelo teu lado, talvez fosse bom deixar mais algo importante para uma classe de pessoas que, como já disse, adoram aquele local.

Aquela "Casa da Palha" deve ser o verdadeiro começo das alterações a fazer.

Um abraço. 

https://peniche-minhaterra.blogspot.com/2023/07/carta-aberta.html




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domingo, 27 de julho de 2025

 

A MINHA PEREGRINAÇÃO À BERLENGA



(Às sete da manhã)

 (Pratos do restaurante Mesa da Ilha)

Acabo de cumprir a minha peregrinação anual e, assim como nunca deixo de expressar o meu descontentamento relativamente a algo que me desagrade, também me apraz publicar aquilo que, entendo eu, merece ser dito publicamente.

Venho, por isso, lisonjear o ordenamento, sem atropelos, que se observa no embarque e desembarque de centenas de pessoas e, até, a sua movimentação nos vários tipos de visita.

Também é justo salientar a qualidade de serviço que o restaurante “Mesa da Ilha” proporciona, bem como o ordenamento e eficiência que se verifica na utilização da “Casa Abrigo” que a Associação dos Amigos da Berlenga apresenta, bem como o próprio “Castelinho”.

Não posso deixar de chamar a atenção do nosso município para a necessidade de ombrear com o que acabo de referir, dotando a área de acampamento com os requisitos há muito reclamados.

Enfim, aquele recanto, encantador, do nosso país, está a concorrer com a qualidade que se observava em locais de turismo requintado.






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sexta-feira, 27 de junho de 2025

 

VEM AÍ O TEMPO

Vem aí o tempo de exibição dos papagaios bem-falantes e dos protegidos pelos doutos, porém, convém que a população da minha terra, que tanto tem sido vilipendiada pelos últimos governos autárquicos, tenha a lucidez de escolher, não tanto pela trapalhada verborreica, mas mais pela análise do passado de cada um dos pretendentes ao osso.

É tempo de escolher, com rigor, alguém que pense na nossa terra, que dê garantia de saída deste atoleiro a que nos conduziram e dar menos ouvidos a promessas de ocasião e a intromissões dos estranhos infiltrados, que tanto mal trouxeram ao nosso burgo.

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domingo, 8 de junho de 2025

 

BERLENGA - 50º ANIVERSÁRIO


ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA BERLENGA
A direcção da Associação comemorou a passagem dos cinquenta anos após a iniciativa que originou a sua fundação.
Por isso convidaram alguns elementos que estiveram na origem do acontecimento para estar presentes.
A seguir reprooduzo o texto que li perante os presentes:

"Meus caros amigos

Aqui estou, correspondendo ao convite da Direcção da Associação, convite que me deixou emocionado, após tantos anos sem contacto convosco.

Peço-vos desculpa pelo tom de voz, pelo facto de usar uma cadência pausada e estar a ler o que vos pretendo dizer.

Consequência dos 88 anos de existência a que corresponde uma memória em permanente falibilidade.

Comemoramos cinquenta anos desde o acontecimento que motivou este ciclo de vida da AAB e que em jeito de preâmbulo vos conto.

Estávamos num Sábado à tarde no posto náutico do CNP quando o Joaquim Maçãzinha nos transmitiu que, mais uma vez, havia sido assaltado o Forte da Berlenga. encerrado há uns anos da sua missão de anfitrião de uma pousada nacional.

A consternação dos presentes foi grande e lembrou-nos a ocorrência de, em vários pontos do país, a ocupação selvagem de vários estabelecimentos semelhantes, fruto da desorganização política em que o país se encontrava.

O grupo foi comentando o acontecido entre o núcleo frequentador da Berlenga como ocupação dos seus momentos de lazer.

Esta preocupação foi-se adensando e motivou a necessidade de se tomarem medidas que salvaguardassem o forte de situação semelhante.

Analisados os factos foi decidido que não usaríamos o método corrente no país, isto é, tomarmos conta do imóvel pela via do assalto.

Decidiu-se solicitar uma audiência à Secretaria de Estado do Turismo e, na oportunidade, expusemos que não permitiríamos que o nosso forte fosse ocupado por gente estranha aos interesses da nossa cidade.

A Secretaria de Estado anunciou que estariam dispostos em colaborar connosco desde que tivéssemos o acordo da autarquia local.

Obtida que foi a prestimosa colaboração da autarquia, através da sua comissão administrativa, foi-nos concedida autorização para apresentarmos o nosso projecto de utilização.

Nasceu assim a “Casa Abrigo” a funcionar como um parque de campismo em que os utentes utilizavam os quartos servindo-se do mobiliário existente e sem roupas, utilizavam a cozinha da pousada onde cada quarto tinha o seu local demarcado, contavam com um almude diário de água potável e podiam comprar o trivial num minimercado abastecido e explorado pela comissão.

Feita um pouco da história do nascimento da nossa associação deixo à consideração de cada um a avaliação do trabalho que tudo isto exigiu e da colaboração de um elevado número de verdadeiros amigos da Berlenga, cujos nomes omito propositadamente para não fazer distinções.

Alguns anos depois, estávamos nos anos de presidência da câmara do comum amigo Luiz Almeida e a propósito da visita do então Presidente da República, General Ramalho Yanes, quando das importantes feiras do mar que em Peniche se organizaram, houve a oportunidade de falar da Berlenga e da necessidade de lhe proporcionar meios de desenvolvimento controlado.

Foi, por isso, atribuído e decretado o estatuto de Reserva Natural, porém, a câmara municipal, com o sentido de preservar e defender o melhor possível os interesses de Peniche e dos penicheiros, donos do território, entendeu que, do conselho da reserva criada, fizessem parte permanente um elemento indicado pela câmara e outro pela associação dos amidos da Berlenga.

E, durante vários anos, estes elementos tiveram a oportunidade de ir impondo e defendendo os interesses da nossa terra.

Porém, para infelicidade nossa, os presidentes que se seguiram, por motivos de vaidade pessoal, porque entendiam que eles é que sabiam tudo, e obediência política a interesses externos, foram abdicando da vigilância e defessa dos interesses da nossa cidade e dos seus habitantes, numa atitude serventual de interesses que nos são alheios.

Neste momento estamos a passar por uma das habituais fases de incursão de mais uma tentativa de passar por cima de Peniche e dos penicheiros, espero, que o habitual amorfismo dos penicheiros, que têm deixado que os espezinhem constantemente, não resulte e que haja um grupo que saiba impor a defesa dos nossos interesses.

Cabe à Associação dos Amigos da Berlenga dar o mote, eu, estou velho e cansado, mas, se o grupo precisar, cá estarei."

 

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terça-feira, 6 de maio de 2025

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS


(Os Passos de D. Leonor - Varanda da costa sul)

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sexta-feira, 25 de abril de 2025

 

ABRIL E O PAPA FRANCISCO




Não podemos deixar de recordar esta data, em especial, na parte em que ela mais se aproximou dos desígnios que marcaram o pontificado daquele por quem estamos vivendo um dia de luto.

 O PAPA FRANCISCO.

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segunda-feira, 24 de março de 2025

 

24 MAR 2025 - Trump desmascarado

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

 

O ANIVERSÁRIO MAIS TRISTE DO ROTARY CLUB DE PENICHE


Passam hoje 46 anos após a entrega da carta constitucional, por Rotary Internacional ao, então, jovem clube, o Rotary Club de Peniche, que um grupo de penicheiros entendeu ser útil que existisse em Peniche.

Hoje é o aniversário mais triste que sempre teve, porque foi abandonado por quem, não tendo capacidade para lhe dar continuidade, entendeu ser mais fácil proceder à sua subjugação.


 

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domingo, 23 de fevereiro de 2025

 

HOJE É DIA DE ANIVERSÁRIO DE ROTARY INTERNACIONAL


120 ANOS A CONTRIBUIR PARA O BEM DA HUMANIDADE
(Para ponderação de alguém)

 

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

 

AGORA É QUE QUEREM SER HOMENZINHOS



As expressões que reproduzo a seguir deixam-me verdadeiramente espantado. O que esperavam os elementos da câmara, nomeadamente o seu presidente, quando em actos anteriores não se souberam impor, têm, agora, o resultado da sua moleza. Ainda não se convenceram que, eles, são os que menos mandam nesta terra.

Os eleitos na Câmara Municipal de Peniche mostraram-se hoje divididos com a intenção do Governo em transformar o Forte de São João Batista, na ilha das Berlengas, em centro interpretativo ambiental, sentindo-se excluídos do processo.

“Estou deveras surpreendido pelo despacho da ministra do Ambiente, porque representa uma falta de respeito por estes órgãos e porque decide o que estes órgãos devem fazer sem falar com ninguém”, afirmou Henrique Bertino.



 

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

 

FOI HÁ OITENTA ANOS O HOLOCAUSTO


Auschwitz
Fornos crematórios

É preciso e urgente que não se deixe apagar a memória do que foi a bestialidade acontecida quando eu tinha oito anos.

É preciso pensar em muitas outras situações que, entretanto, ocorreram tendo por base a aludida bestialidade.

Não vale a pena partidarizar estes acontecimentos, a besta humana, quando tal, age no sentido do que tem em mente.




 

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

 

É assim que evita o enjôo no mar


Não sou filho de gente do mar, porém, a natureza quiz que tivesse uma ligação muito intensa com o mar na optica do mar como diversão.
Nunca tive o problema do enjoo mas tive muitos amigos e até familiares que o tiveram.
Perante esta condição e ao ouviar a intervenção contida no vídeo que publico, quiz obsequiar os amigos que tenham o probema.
É uma ajuda.

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sábado, 18 de janeiro de 2025

 

QUAL SERÁ O SEGREDO?





As imagens que publico servem para que, alguém, me ajude a perceber a razão de ser do fenómeno que passo a apresentar.
"Há cerca de quatro meses o monte de restos de obra foi depositado no local que se pode observar na primeira fotografia".
"A partir daí ninguém mais se deu ao trabalho de retirar os citados restos e os vários profissionais da recolha dos variados lixos respeitam, religiosamente, o montinho de lixo, ao ponto do contentor do lixo geral já estar em cima da zona ajardinada".
Enquanto aguardo que me possa ser dada a necessária informação do acto fenomenal, permitam-me o desabafo seguinte:
PORRA QUE JÁ É DESLEIXO E INCOMPETÊNCIA A MAIS, SERÁ QUE NINGUÉM FISCALIZA ESTAS ABSURDAS ATITUDES? 


 

 

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domingo, 5 de janeiro de 2025

 

A MINHA TERRA EM IMAGENS


(A visão do outro lado da Berlenga)

 

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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

 

A TODOS OS LEITORES E AMIGOS


 

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

 

TANTO TRABALHO PARA TÃO TRISTE FIM


ROTARY REUNIÃO DE 08 07 2024

(A minha intervenção)

Agradeço a presença dos companheiros visitantes, ela representa o interesse que o distrito dispensa à continuidade do nosso clube, mas, também, o reconhecimento da acção que desempenhou ao longo dos seus 45 anos de vida.

Devo esclarecer que tive necessidade de recorrer a esta forma escrita pela dificuldade que os meus 88 anos colocam à memorização e abordagem de um assunto desta importância.

Para situar o conteúdo do contributo que pretendo apresentar nesta hora dolorosa da nossa existência, tenho que, previamente, salientar alguns factos históricos ocorridos ao longo da sua existência.

Quando, decorridos 3 ou 4 anos do seu nascimento, se discutiu a forma como o nosso clube iria intervir no cumprimento da sua missão em geral, colocaram-se duas correntes de opinião, uma tendia a que se adquirisse uma sede localizada no centro da cidade tendo em vista a facilidade de contacto com a nossa população, outra, que ia no sentido de actuarmos em proveito do movimento rotário em geral, que abrangeria a totalidade do então único distrito que constituía o país, que se veio a concretizar sob a forma da instalação deste centro de férias.

Quero afirmar que me situei no lado minoritário em discussão, o que não invalidou que abraçasse, com a dedicação possível, o projecto preferido e, devo referir, nele envolver a minha esposa Rosa desde a primeira hora, aliás, como aconteceu com outros companheiros.

Foi um objectivo alcançado graças ao esforço conjunto de um grupo coeso no atingimento do objectivo, uns com mais esforço de trabalho, outros com maior esforço de carteira, mas todos num único sentido.

Devo dizer que, no que respeita à adesão do distrito à nossa causa, nunca foi atingido o volume de interesse que se sonhou, embora, da parte de alguns poucos clubes, tenha havido a oportunidade de colaborar no preenchimento dos nossos objectivos.

Teremos, porventura, sido pouco persistentes na divulgação do projecto, mas já não é altura de remediar.

A existência deste património tem os seus custos de manutenção e a sua localização não permite um fácil contacto e interesse da população local e, para além disso, os anos passaram e não soubemos, em devido tempo, adaptar as instalações e procurar novas actividades que permitissem amenizar e suportar os custos a que ficamos sujeitos.

Hoje debatemo-nos com a necessidade de executar obras que já são urgentes a alguns anos, temos uma elevada taxa etária dos nossos associados, há um desinteresse e falta de convicção que não permite pensar na renovação e viragem para continuidade do nosso clube.

É esta a encruzilhada em que nos situamos. Como poderemos pensar em renovar se não nos adaptamos à exigência dos tempos que correm, como podemos ultrapassar a nossa incapacidade de executar as obras estruturais e de adaptação que se impõem?

Há vinte anos, por aí, numa outra altura de crise cedemos as instalações a uma instituição congénere e depressa nos arrependemos, dado o fim, pouco recomendável, que lhe deram na utilização e nos forçaram a reocupar a nossa missão.

Por tudo isto e porque estamos instalados numa área de zona protegida, e só por consideração da actividade que aqui desenvolveríamos nos foi facultada, a continuidade futura destas instalações está sujeita à apreciação que vier a ser feita pela Câmara Municipal.

E foi esta linha de pensamento e perante os factos relatados que, na última assembleia geral, afirmei que se o clube não tiver meios de sobreviver, como parece, proponho e devolução do terreno à Câmara com a demolição do edificado.

Nota de hoje dia 13/12/2024 –

Os comandantes do navio já o abandonaram, restam os tripulantes que não sabem nadar em águas revoltas, resta-nos esperar pelo seu naufrágio.

João Marques Petinga Avelar


 

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