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A mostrar mensagens de 2007

EM 03 DE NOVEMBRO DE 1994, DIZIA "BERLENGA A MAL AMADA"

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A ousadia que me permita abordar um tema tão problemático e polémico como é o de emitir algumas opiniões acerca desta nossa joia turística, encontra alguma justificação no muito amor que lhe tenho, naquilo que já contribuí para a sua defesa e no desejo de continuar a ser-lhe útil, que é o mesmo que ser útil à nossa cidade. Não haverá ninguém minimamente atento ao que é o interesse turístico local, que não inscreva a Berlenga como o principal pólo de atacção dos que nos visitam. Justifica-se, portanto, um cuidado especial no tratamento de tudo o que ali se instale, se pretendermos manter o interesse e a melhor dignidade daquele local. A sua pequena área global e o reduzido espaço reservado à prática de actividades turísticas, vêm aguçar a necessidade do constante acompanhamento de tudo o que ali se passa. Isto se não quizermos correr o risco de observar que, afinal quem põe e dispõe de uma peça tão importante para nós penicheiros e para o interesse da nossa cidade, são os estranhos ao nos…

EM 06 DE OUTUBRO DE 1994 DIZIA - "QUE TIPO DE TURISMO PODEMOS PRETENDER"

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Não têm sido poucas as opiniões emitidas acerca do tipo de turismo que nos interessa. Não posso deixar de estar de acordo com aqueles que, talvez um pouco pretenciosamente neste momento, exigem que se dê guarida apenas ao que apelidam de turismo de qualidade, na medida em que essa seria a situação ideal se para tal se houvesse trabalhado. Porém, não é essa a nossa realidade e sobre ela talvez seja útil reflectir.

Como podemos exigir qualidade aos que nos visitam se não temos qualidade naquilo que oferecemos? Tudo tem um princípio e a qualidade que se pretende tem exigências a que nos compete corresponder e não me parece que tenha sido feito o que minimamente será exigível.

Comecemos por contemplar o aspecto da limpeza da nossa cidade e só temos razões para nos envergonharmos; atente-se na desordem que reina no trânsito local, no aspecto dos locais destinados ao estacionamento de viaturas, na lixeira que se contempla do passeio de Avenida do Mar, no aspecto de abarracamento das esplanada…

EM 01 DE SETEMBRO DE 1994 DIZIA - "Baleal, que é do seu sossego poético?"

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Ao passarmos os olhos pelas apreciações e escritos que acerca deste local, outrora paradisíaco, foram produzidas por gente ilustre, a começar por Irmão António que em 1746 ali instalou um eremitério, concerteza embevecido pelo ambiente que as belezas do sítio proporcionavam; passando por Raul Brandão, que o descreveu como "a mias linda praia da terra portuguesa", também porque nele terá tido a oportunidade de gozar momentos de prazer, meditando nas suas belezas naturais e desfrutando do seu sossego; tal como, posteriormente, Raul Proença terá dito que " como estação de verão não tem rival em toda a Península" e ainda o nosso Mariano Calado no seu livro PENICHE NA HISTÓRIA E NA LENDA, que os penicheiros adoptaram como a sua bíblia, refere " Na realidade a amenidade do clima, o soberbo panorama envolvente, a transparência e frescura das águas, a brancura das areias da praia e o SOSSEGO POÉTICO do local, emprestam ao Baleal características que raras praias possu…

EM 21 DE JULHO DE 1994 DIZIA - "RESTITUIR A FORTALEZA AO POVO DE PENICHE"

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Desde sempre a minha geração foi habituada a olhar o Forte de Peniche como coisa sinistra, da qual não convinha que alguém se aproximasse, por conveniência de quem dele se apossou para fins que em nada dignificaram, nem a terra nem a população a que pertence.

Certamente que em épocas mais recuadas e por força da missão militar que cumpriu, também a entrada não seria franca para a grande maioria da população.

Poderemos assim afirmar, sem grande risco de desmentido, que o monumento que possuímos nunca foi plenamente utilizado ao serviço do povo local em actividades lúdicas, culturais ou formativas. Reconhece-se o valor do trabalho que tem sido desenvolvido pelo museu que, em boa hora, ali foi instalado, mas esta acção e muitas outras que também devem ser implementadas ficarão neutralizadas se não for feito o esforço necessário para criar hábitos de utilização daquele maravilhoso local. Por isso tem sido defendido pelo signatário, felizmente acompanhado por muitas outras pessoas, de que…

EM 07 DE JULHO DE 1994 DIZIA - O JARDIM

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A integração do fosso do Baluarte no jardim público através de abertura que, para o efeito, seria efectuada na muralha que os separa, é ideia de longa data e que, a meu ver, se impunha concretizar.

Em boa verdade quantas terras gostariam de poder integrar no seu jardim um plano de água como aquele que pode estar à nossa disposição. Certamente a situação degradada do local em questão tem impedido que se pensasse na situação com efectividade, mas porque se aproxima a hora de ficar definitivamente sanado o problema do esgoto que contribuía para tal degradação, é oportuno agarrar definitivamente a ideia, daí que me atrevo a adiantar mais uma sugestão.

Imagine-se que em local próximo da traseira do coreto do nosso jardim era aberta uma passagem, cujo arranjo poderia ser igual ao da actual Ponte Velha, que ao longo da muralha, assente no lagedo que neste momento está enterrado no lodo, se construía uma passarela cais, como que a constituir uma varanda sobranceira ao plano de água já referi…

EM 19 DE MAIO DE 1994 DIZIA - O PASSEIO

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Desde sempre as populações criaram os seus locais de convívio onde os seus membros ocupavam os momentos de lazer. Quer os adros das igrejas, quer os jardins públicos, quando existentes, constituíram ao longo de muito tempo, dos locais de maior importância para uma vivência mais estreita entre os povos.

Modernamente, com o incremento turístico que se tem verificado, os autarcas que se preocupam com o bem estar de quem visita as suas regiões, ou com o interesse de fomentar o desenvolvimento dos negócios instalados e ainda com a qualidade de vida, têm criado zonas de passeio público, as denominadas ruas sem trânsito, onde as pessoas circulam longe dos perigos, dos ruídos e da poluição do trânsito urbano.

Assistimos ao longo dos últimos anos ao aparecimento destes espaços em todas as localidades que pretendem afirmar-se como dignas do interesse dos ambicionados visitantes. A nossa terra permanece alheia ao fenómeno, talvez por incúria de quem deveria ter a iniciativa, talvez por medo de …

EM 7 DE ABRIL DE 1994 DIZIA "SALVEMOS A PRAIA DE PENICHE DE CIMA DEVOLVENDO-LHE A POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PISCATÓRIA E TURÍSTICA"

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Há alguns anos que se assiste ao desaparecimento da denominada Praia da Camboa, estando o seu areal a ser arrastado pelo mar. É vulgar verificarmos o aparecimento de uma zona de pedra rolada que há muitos anos estava oculta pelo areal que ali se acumulava. Neste momento qualquer maré sobe o areal cobrindo-o na sua extensão total e, não fora o enrocamento protector que ali foi colocado em situação de emergência, já havíamos assistido à invasão da via da acesso a Peniche, pela água do mar. Muitos de nós nos recordamos da antiga rampa de lançamento do salva-vidas,hoje solário privado para algumas ninfas que de vez em quando ocupam o que dela resta, que desapareceu por acção destruidora do mar, após lhe ter faltado a protecção da areia que desapareceu. Na zona de acesso à praia, pelo lado do farolim, está a verificar-se um ataque constante à base da duna, que aos poucos vai sendo transportada dali e em breve poderá vir a causar motivo de grande preocupação, dado que colocará em risco a m…

Dizia em 03 de Março de 1994 - A MARINA DE TODAS AS CORES

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Nesta nossa terra tudo perece processar-se à força da evidência, perante a beleza e as condições naturais com que a mãe natureza a dotou. Está nesta linha o desenvolvimento piscatório, que atingiu expressão muito razoável enquanto os recursos locais foram abundantes e as condições naturais de exploração do nosso porto permitiram resultados fáceis. Agora que a continuidade desse progresso exige o esforço e a aplicação de todos os interessados, vimo-nos com um mar de lamurias, recriminações e apelos para que os problemas que nos afligem caiam resolvidos do céu.

Nesta mesma linha podemos enquadrar o que se vai passando com o turismo, que está enveredando pelos mesmos princípios, perfeitamente ao sabor do que naturalmente aparece e enveredando-se por caminhos, provavelmente errados, cujos efeitos só mais tarde saltarão à vista, quando se reconhecer já ser tarde.

O que acaba de ser referido poderá, em situação mais específica, ser aplicado ao desejado aparecimento de uma marina oceânica no n…

Dizia em 16 de Dezembro de 1993 "CLUBE NAVAL...PARA QUE ÁGUAS VAIS NAVEGAR?!..."

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Um dia sonha-se que a nossa terra é como as outras, que também ela tem o direito de possuir motivos de orgulho, que os seus jovens filhos podem ser felizes e desfrutar da maravilhosa atracção que é o mar.

Um grupo de sonhadores procura levar por diante e devota algo de seu e do seu tempo de lazer na tentativa de a corporizar, escolhe o clube que maiores potencialidades demonstra.

Apresenta-se, por isso, numa abandonada segunda tentativa de reunião de Assembleia Geral onde o velho Clube Naval de Peniche lutava pela sobrevivência, abandonado por aqueles que dele se servem, sem rumo que o levasse a bom porto e procura dar-lho.

No punhado de ideias que detinha estava, fundamentalmente, o seu engrandecimento, o potenciar a sua natural missão de proporcionar a prática de desportos náuticos e criar as condições necessárias para isso.

Era preciso que o Clube Naval de Peniche demonstrasse à cidade a que pertence que ali estava pronto a desempenhar o seu papel, que em troca disso pretendia o seu re…

Dizia em 18 de Novembro de 1993 "Quando a Hipocrisia salta a cortiça"

Como introdução e explicação do título que atribuí a este meu escrito e para que com ele se conheça o que sentirão alguns daqueles leitores deste jornal que ainda têm na dignidade e na coerência de princípios o referencial que os norteia, quero começar por esclarecer que "saltar a cortiça" é um termo que os pescadores usam para referir que algo está a extravasar os limites, no ponto de vista deles a sardinha que capturaram e, no do leitor a HIPOCRISIA.

Passemos portanto, com a serenidade que nos for possível, a analisar o "APONTAMENTO SOBRE UMA REALIDADE LITORAL JUSTIFICATIVA DE UMA OPERAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO COSTEIRO INTEGRADO", recentemente publicado no jornal A Voz do Mar.

Certamente que ninguém ousará contestar muitas das realidades apontadas e até aplaudir as soluções que são sugeridas para alguns dos problemas que urge resolver, mas permita-se-nos também analizar as causas, a oportunidade e quem as aponta.

Quem vive nesta terra aos anos suficientes para ter…

O PORQUÊ DESTA PÁGINA

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Esta página foi ditada pelo interesse que sempre tive pelas coisas da minha terra. Aqui vou reeditar o que tenho escrito sobre vários aspectos através do jornal "A Voz do Mar" , considerando que valerá a pena sujeitá-lo a nova apreciação. Tudo o que aqui vier a ser afirmado será no que julgo ser o interesse de Peniche e nunca contra pessoas.