A NOSSA FORTALEZA E A VERGONHOSA ATITUDE DE ALGUNS “penicheiros”


Corria o ano de 1984 quando, após imensas sessões da Assembleia Municipal, de que eu fazia parte, onde era focado, muitas vezes, o assunto da futura utilização da fortaleza, foi deliberada a constituição de uma comissão para, através da auscultação do maior número possível de entidades e pessoas, se concluísse uma proposta que servisse de base à constituição de um regulamento orientador da utilização da nossa fortaleza, ao serviço da cidade.
Eu, fui um dos elementos indicados pelo Partido Social Democrata.
A actividade desta comissão foi, constantemente, boicotada, até pelos elementos que a constituíam, em especial os do Partido Comunista, que funcionaram como meros auscultadores do que se decidia, para logo aparecerem outros elementos do mesmo partido a desencadear acções tendentes a contrariar o que se planeara, utilizando até a imprensa escrita nacional.
Foram largos meses em que a persistência da maioria dos elementos da comissão era posta à prova por estas acções.
Apesar de tudo foi conseguido elaborar um o relatório pretendido, que depois de apreciado e discutido na Assembleia Municipal, foi enviado à Câmara Municipal, sobre a forma de recomendação, para que se constituísse o regulamento definitivo,
Desta recomendação saliento o seguinte, conforme acta nº 3 / 1985, reunião de 25 de Janeiro de 1985, da Assembleia Municipal de Peniche:
“Ressaltou como ideia básica que a fortaleza deverá ser aproveitada numa tripla perspectiva; museológica no sentido restrito, cultural e recreativa.
Foi entendido que estas três vertentes deveriam ser desenvolvidas sob a égide da Câmara, sendo sublinhado que a existência de uma única entidade a efectuar a administração da área da fortaleza terá ainda a vantagem de assegurar a cada iniciativa o respeito pala coerência global a ter em conta no seu aproveitamento, a qual poderia ser colocada em risco, se várias entidades autónomas actuassem em simultâneo e com alguma autonomia no mesmo espaço.
Foi ainda evidenciada a preocupação quanto a acções bem-intencionadas, mas precipitadas, a constituir, amanhã, eventualmente, um obstáculo ao mais correcto aproveitamento das potencialidades da fortaleza, ameaça essa a ser evitada através duma criteriosa relação das iniciativas a pôr de pé, necessariamente inseridas no plano director a elaborar. Foi ainda entendido ser urgente a elaboração deste plano director.
Marcante foi, também, a tónica que a generalidade colocou na evocação da própria fortaleza, em particular no concernente aos períodos em que funcionou como praça de guerra e prisão política.
Quanto a estes aspectos foi assinalado o elevador valor pedagógico que uma ilustração destes períodos possui, em particular, o último, para todos aqueles que não conheceram directamente os 48 anos de ditadura.
Relativamente ao acesso à fortaleza vingou a ideia de que ele não deveria ser dificultado, embora sempre realizado em obediência à rigorosa disciplina que não poderá deixar de ser exigida para um local com estas características.
Foi constatado que a instalação na fortaleza do Museu de Peniche e do Centro de Formação Profissional da Pesca, este em regime de transitoriedade, foi de uma forma geral bem acolhida.
Finalmente, foi ideia geral que tem sido um bom trabalho aquele que tem vindo a ser prosseguido pela Comissão Instaladora do Museu de Peniche.
Em face do que se apresenta e a terminar a nossa incumbência, propomos à Assembleia Municipal a aprovação deste relatório e de uma recomendação à Câmara Municipal, no sentido de elaborar um plano director onde se destinem espaços com vista à instalação, entre outras, das seguintes actividades:
1 – Museu de Peniche.
2 – Evocação histórica da fortaleza como praça de guerra e prisão política.
3 – Centro de Formação Profissional de Pesca, este em regime transitório.
4 – Actividades culturais, recreativas e turísticas.
Peniche, 16 de Janeiro de 1985, (aa) João Marques Petinga Avelar, António José leitão, Armando Faria da Silva Fandinga, Abel José Carvalho de Campos, Victor Manuel Farricha Mamede, Arcindo de oliveira Russo, António José de Azevedo Filipe, Carlos Norberto Freitas Mota".

Infelizmente na Câmara Municipal não contámos com gente que soubesse levar por diante a recomendação que lhe foi feita. Nunca passamos de um grupo de acagaçados que sempre baixaram a cabeça perante aqueles que sempre lá estiveram tendo por bandeira a concretização do que desde o início lhes foi determinado pelo comité central, ainda que com isso estejam a trair os interesses da nossa cidade. Afinal, os “amigos de Peniche” não são só ingleses.

NÃO É PRECISO MAIS, JÁ SE VÊ!


Como escrevi em 21 de Fevereiro, está consumada a vontade do Partido Comunista, sempre com a traição conivente dos do costume.

Não era de esperar outra coisa, não há dinheiro para dar volta a esta terra, que está cada vez mais a afundar, mas para fazer a vontade ao partido abrem-se todas as portas. A nossa fortaleza vai continuar como feudo dos mesmos senhores muito para além dos quarenta anos que foi feudo do estado novo.

E então penicheiros, bons amigos da sua terra, o nosso representante na comissão concretizou a vossa vontade, que mais não seja, pelo comodismo.

Que tristeza!

Têm aqui o caminho para se certificarem:
http://observador.pt/2017/04/17/governo-exclui-hotel-e-avanca-para-museu-na-fortaleza-de-peniche/

AS ELEIÇÕES



É suposto que sejam uma forma de escolha democrática em que alguns defensores de determinadas causas se expõem ao veredicto dos eleitores, apresentando, transparentemente e empenhando nisso a sua honra, os objectivos que pretendem atingir para resolução do que pensam ser as carências das pessoas e das localidades, de quem reclamam apoio através do voto.

O votante, detentor do voto reclamado, deveria pensar em entregá-lo depois de, em consciência estar convencido de que o seu escolhido será suficientemente honrado para ser digno do elemento mais decisivo da sua vida.

Para isso precisa de estar preparado para saber separar as boas das más intenções, precisa conhecer o que são as pessoas no seu dia a dia, terá que ter a recordação do que essa mesma pessoa já ofereceu anteriormente e o que, na verdade, praticou, tem que pensar que não está perante a concretização de mais um jogo de futebol, que se perde numa semana e se fica na esperança de ganhar na próxima, este jogo é o da vida das pessoas, que dura quatro anos de cada vez.


Resumindo; é de honra que estamos a falar, é de princípios e exemplos que se trata, não é, por isso, confundível com mentiras e tentativas de resolver problemas pessoais ou partidários.

ABALADA DA PRAIA DOS CÃES





A abalada da praia dos cães, que nada tem a ver com a “Balada da Praia dos Cães de José Cardoso Pires”, refere-se à praia dos cães que parece ter abalado por completo, embora por lá tenham subsistido uns restos a enferrujar, nomeadamente uma excelente estrutura de bancada. 

Passado mais um acto folclórico para gerar fotografias para a imprensa, sempre disponível para dar cobertura a estas idiotices, regressamos à normalidade da nossa praia do Porto da Areia Norte, como era de esperar.

Agora ficamos a aguardar que volte cá mais um idiota, digo eu, secretário de estado com mais uma brilhante ideia, que nós, penicheiros, cá estaremos, sempre disponíveis, para pagar mais uma festa.

Ao que parece o uso da praia era muito duro para os donos dos utentes, que eram inseparáveis dos seus possuídos pelo uso obrigatório de trela e, dada a ausência de qualquer instalação sanitária, se viam obrigados a alçar a perna sempre que a necessidade apertava, coisas não previstas.

QUE SAUDADE!!!!!!!

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