PROF. DR. MARIANO CALADO



Ainda a propósito da justa e oportuna homenagem que, em boa hora, a Associação Património prestou ao seu sócio nº 1 e fundador, vieram-me à memória duas situações relacionadas com o movimento rotário onde o Snr. Dr. Mariano Calado, na qualidade de palestrante, falou de duas situações que hoje estão na preocupação daqueles que amam Peniche, enquanto outros parece que facilmente dispensam.

Numa primeira antecipou o aparecimento do Museu Municipal de Peniche, descrevendo, da forma que só ele seria capaz, uma visita guiada, com descrição de cada uma das salas, ao imaginário museu que deixou a assistência entusiasmada.

Numa segunda falou da realidade já existente que são as defesas militares de Peniche, levando-nos, com a sua palavra fluente, numa viagem rápida através da história maravilhosa de Peniche, nomeadamente desde o século XII ao século XIX foi-nos mostrando o surgimento, em diferentes épocas históricas, das fortificações que caracterizam a região de Peniche.

Por alguma razão, conforme o orador lembrou em dado momento, a Fortaleza de Peniche foi considerada pelo Conselho de Guerra em 1642 a principal “chave do Reino pela parte do mar”.

A MINHA HOMENAGEM AO MEU AMIGO ANTÓNIO CARNEIRINHO

No dia em que nos deixou lembro o que representou para muitos a sua presença ao serviço do Clube Naval de Peniche.

À sua família apresento as sentidas condolências de toda a minha família.

E para que se não diga que apenas perante em infausto acontecimento nos lembramos deste amigo, passo a reproduzir um escrito de Setembro de 2013.

O SENHOR ANTÓNIO “CARNEIRINHO”

 

Há gente que passa ao lado de pérolas e, nelas, apenas vê inúteis calhaus.
 Nesta frase pretendo resumir o que representou para mim e para muitas centenas de utentes do porto de recreio da nossa terra, a presença do Snr. António Carneirinho como vigilante e encarregado do mesmo. De seu nome António Martins Nobre, pescador, mais de 40 anos de mar, foi admitido ao serviço do CNP onde esteve 17 anos. Durante estes 17 anos colocou ao serviço dos utentes do porto de recreio todo o seu saber acerca das amarrações, da construção de artes de pesca, dos nós, etc., e ainda a sua experiência como conhecedor dos perigos que o mar encerra, que terão sido adquiridos, como é hábito, através de muitos sustos porque passou, bem como das condições do tempo que aí vinha. De trato afável e sempre disposto a dar a ajuda necessária o Snr. António foi granjeando a amizade e simpatia de todos.

Um dia esta figura foi substituída por uma câmara de vídeo vigilância.

RESPONDO A UMA OBSERVAÇÃO


Há terras onde as sudoestadas que os seus velhos encararam enquanto novos, há quem lhe chame experiência de vida, servem para, pelo menos, ponderar se as decisões dos que estão na “ribalta” estarão certas. Nesta minha terra é costume pensar que se trata de obstáculos que os “trapos velhos do Restelo” gostam de colocar.

Esta introdução tem a ver com o escrito que publiquei acerca do prolongamento do esporão interior do nosso porto, onde procurei chamar a atenção para uma certeza, que é o aumento da área de praia que vai provocar, quer na zona exterior, quer na área que ocupa o porto de recreio, com consequências que a mim não compete avaliar, mas que o futuro determinará.

Há 40 anos, por aí, após a construção do actual porto de recreio e porque já se pensava que o cais de embarque junto à rampa iria atingir a saturação actual, foi previsto que o Cabo Avelar poderia fazer os seus embarques num cais a construir no local onde se vai aumentar o esporão.

O assunto foi apresentado à equipe que desenhou o actual porto de recreio e estava a trabalhar na possibilidade da sua ampliação e, do seu estudo, surgiu a ideia de construir um cais flutuante de protecção da área, que por isso tinha características especiais, mas evitava problemas de assoreamento da zona a utilizar e no qual o Cabo Avelar poderia fazer o seu tráfego de embarque.

Este estudo foi deixado pela direcção a que pertenci no Clube Naval de Peniche e, penso eu, também na Administração do Porto.

Enfim, a intenção da minha observação deve ser vista, apenas, como o provocar que se pense o assunto e não corresponde a qualquer intromissão na via dos técnicos.

A LEI DA ROLHA E AS ACTAS MUNICIPAIS


Uma acta é a transcrição o mais fidedigna possível do que se passou em determinada circunstância.

No caso das reuniões de eleitos ela deve ser mais rigorosa, pois que se destina a permitir aos cidadãos eleitores fazer o escrutínio do desempenho das pessoas que elegeu.

Por via de decisão, não unânime, desta Câmara, as actas passaram a transcrever apenas o que lhes dá na real gana.

É o caso da acta nº 40 datada de 03 de Outubro de 2018, só agora publicada, e que começa com a abordagem do conteúdo de um documento apresentado pelo vereador Dr. Júlio coelho, que não foi transcrito e apenas contém o contraditório efectuado pelo Professor Jorge Carvalho.

Isto não é transparente, isto não respeita o eleitor, isto é uma arbitrariedade encobridora de factos, que inibe a apreciação de quem tem esse direito.

Então a parte da acta:
O senhor Presidente da Câmara deu conta que o senhor Vereador Júlio Coelho entregou, à equipa técnica responsável pelo Plano Diretor Municipal, um documento onde colocou um conjunto de questões. Sugeriu que se começasse pela análise do mesmo, uma vez que tinha a ver com a falta de informação de algumas abordagens que já fizeram e, também, opiniões do próprio que devem ser analisadas. O senhor Professor Jorge Carvalho sugeriu que se começasse pelas considerações gerais. Disse que a grande questão colocada estava relacionada com o conceito ou consequência da edificabilidade, num modelo de desenvolvimento e de ordenamento e, na sua opinião, não tem razão nos considerandos que fez, no documento, havendo coisas que estão assumidamente erradas, do ponto de vista de quem estuda o assunto, etc. etc. etc.
O senhor Vereador Júlio Coelho agradeceu os comentários e a análise efetuados pelo professor Jorge Carvalho, relativamente ao documento que remeteu, lamentando que tenha sido o único, desconhecendo se o mesmo foi disponibilizado aos restantes Vereadores da Câmara Municipal.

OBRIGADO VERÍSSIMO!


Como ia sendo esperado, findaste a tua missão entre nós, deixas-te a tua família, os teus amigos e a tua Berlenga.

Pertenço a um grupo dos teus amigos que também nutrem pela Berlenga a paixão dos que amam aquela parte do território da nossa querida terra, o que tem sido comum a todos os teus familiares.

Cá deixas aquela tua terra, um pouco de ti e dos teus, infelizmente nas mãos de uns "bicharocos" que só veem nela um meio de acrescentar algo aos seus rendimentos, mas, prometo-te continuar atento ao que ali se for passando.

Adeus Veríssimo, um beijo Mariete e restante família.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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