sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024
O MEU APLAUSO E GRATIDÃO
O meu aplauso e gratidão aos GUARDIÃOS DO CLUBE RECREATIVO
PENICHENSE, que vão ter a oportunidade de oferecer à população desta nossa
cidade, de novo, uma oportunidade de ver cinema de forma regular, imagine-se!
Há cinquenta anos fui convidado, na qualidade de elemento da
Assembleia Municipal, a visitar a instalação de uma colectividade da Bufarda, que
preparava, orgulhosamente, a iniciativa de exibir sessões de cinema.
Recordo que, à época, a nossa cidade era detentora da melhor
sala de espectáculos da Região Oeste, que se denominava CINEMAR.
Reafirmo, para com o grupo guardião do CRP a sinceridade do
meu aplauso e o estímulo para que continuem a dar vida a uma colectividade que
parecia moribunda.
Se estabeleço esta comparação é para lamentar que, nesta
onda de retrocesso que a nossa cidade vem a registar há muitos anos, também
aquela sala que, orgulhosamente detínhamos, foi deixada demolir em consequência
da negligência de quem nos governou.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2023
"Peniche" e a ilha da "Berlenga" do antigamente.Portugal.
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domingo, 9 de outubro de 2022
PENICHE HÁ 114 ANOS.(Outros tempos)
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (4)
À época da União Ibérica (1580-1640) Peniche foi elevada a
vila (1609) e transformada em concelho (1610), por Filipe III de Espanha
(1598-1621). À época, o centro defensivo também se deslocara para o chamado
“castelo da vila” de Peniche (ver Praça-forte de Peniche).
José I de Portugal (1750-1777) extinguiu o condado de
Atouguia, mandando justiçar o último conde por cumplicidade no atentado contra
a sua vida, no âmbito do Processo dos Távora (1759). A povoação passou para os
domínios da Coroa.
No século XIX, o concelho de Atouguia da Baleia foi extinto
e as suas freguesias (Atouguia da Baleia e Serra d'El-Rei) incorporadas no de
Peniche, por proposta do Ministro Passos Manuel e decreto de Maria II de
Portugal (1826-1828; 1834-1853), a 6 de novembro de 1836.
Em 1950 foi feito o pedido para ser organizado o processo de
classificação das ruínas do castelo, o que apenas se concretizou em 2003 quando
do despacho de homologação para classificação como Imóvel de Interesse Público
do Ministro da Cultura, em 23 de maio. Os restos da torre e muralhas do antigo
Castelo de Atouguia da Baleia encontram-se classificados como Imóvel de
Interesse Público pela Portaria n.º 107/2006, publicada no Diário da República,
II Série nº 6, de 9 de janeiro de 2006.
O que hoje conhecemos é um pequeno troço de muralha, de
prolongamento aparentemente oval, reforçado a noroeste por uma torre de planta
retangular. O perfil aparentemente oval do troço da cerca, constitui-se em
indício importante para que se atribua uma datação gótica à obra, que se
acredita tratar-se, com grande probabilidade, de um setor da alcáçova,
desenvolvendo-se o restante sistema defensivo em redor da igreja de São
Leonardo e ruas vizinhas. Terá existido ainda uma cerca urbana, possivelmente
rasgada por pelo menos duas portas, de que nos restou apenas a toponímia de uma
delas: a "Porta do Sol".
Características
Fortificação litoral, ribeirinha; com função de defesa do
porto de mar.
O castelo apresentava planta oval, com estrutura em cantaria
com aparelho ciclópico e rusticado, com torre adossada por fora das muralhas.
Origem – (Guia dos Castelos Antigos de Portugal e Os Mais
Belos Castelos de Portugal)
Trecho 4
NOTA – Procurei, com estas 4 publicações, dar alguma
notoriedade a um monumento, muito pouco divulgado, que comecei a admirar quando
ainda jovem de seis anos, o meu avô paterno tinha uma pequena várzea no sopé do
castelo, toda aquela área foi zona de traquinice, mas não fui eu que dei fama
ao monumento.
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Afonso I de Portugal - Portugal Sancho I of Portugal Portugal - Afonso II de
Portugal Portugal - Denis of Portugal - Ferdinand I of Portugal - Afonso V of
Portugal - Philip III of Spain - Jerónimo de Ataíde Portugal
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Related bibliography - Guia dos Castelos Antigos de Portugal (Vol. I - Norte do Rio Tejo)
C. T. North – Book 2002- Os Mais Belos Castelos de Portugal - Julio
Gil - Augusto Cabrita
Book – 1992 - Portugal antigo e moderno (V1, V2 e V3)
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal
Printed Document – 1873 - Portugal antigo e moderno (V4,
V5 e V6)
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal
Printed Document – 1874 - Portugal antigo e moderno (V7,
V8 e V9)
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal
Printed Document – 1876 - Portugal antigo e moderno (V10, V11 e V12)
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal
Printed Document - 1882
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CONTRIBUTION
Updated at 01/08/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da
Cruz.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (3)
Em 1448 Afonso V de Portugal (1438-1481) concedeu a D.
Álvaro Gonçalves de Ataíde, pelos bons serviços prestados ao Reino, o título de
1º conde de Atouguia, fazendo-lhe a doação da povoação.
O primeiro documento conhecido onde o sobrenome “da Baleia”
aparece é o "Tombo da Albergaria e Confraria do Santo Espírito de
Atouguia", de 1507, onde se lê "Atouguia da Baleia", na linha 28
da primeira página. Em 1510 a povoação recebeu o "Foral Novo" de
Manuel I de Portugal (1495-1521), passado em Santarém. O episódio do cetáceo
que aqui deu à costa neste período é relatado por Frei Fernando da Soledade
dando conta de que, no ano de 1526 (11 de fevereiro), deu à costa uma baleia,
"no lugar, & sitio aonde chamado a Areia Branca", que "tinha
de comprimento trinta côvados", cuja corpulência "fazia vulto de hum
navio de oitenta toneladas" e que "a espadana da cauda tinha vinte
palmos de largura, & na boca lhe cabiam dous homens de pé, e muito à sua vontade".
(“História Seráfica Cronológica da Ordem de São Francisco da Província de
Portugal”, 1705.) Na igreja de São Leonardo pode ser vista uma costela petrificada
de baleia, de grandes proporções.
O progressivo assoreamento da foz do rio São Domingos e da
enseada de Atouguia, que ligou a ilha de Peniche ao continente por um cordão de
dunas, conduziu ao desenvolvimento da povoação de Peniche: no século XVI, João
III de Portugal (1521-1557) ordenou que se reparassem as muralhas de Atouguia,
numa altura em que a costa portuguesa era ameaçada por piratas e corsários. D.
Luís de Ataíde, então senhor da vila, reconheceu, no entanto, o carácter
secundário da fortificação, em benefício do porto e castelo de Peniche, para o
qual conseguiu mesmo transferir as verbas reais.
Trecho 3
-continua-
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sábado, 2 de janeiro de 2021
CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (2)
No reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), a povoação
recebeu novo foral (1187), altura em que já se menciona esta estrutura militar,
bem como se alude à necessidade de o sistema defensivo integrar as atalaias
dispersas pelo concelho. Embora se desconheça como teria sido esse primitivo
castelo, dado que as estruturas remanescentes já são posteriores ao século XII,
acredita-se que fosse conforme os pressupostos românicos, com cerca a limitar
um pátio interior, em cujo centro, isolada, se elevaria uma torre de menagem.
No mesmo reinado, vindo todos os frades do Convento de São Julião a falecer de
peste, o património deste foi incorporado ao Mosteiro de Alcobaça (1191).
Afonso II de Portugal (1211-1223) confirmou o foral da
povoação (Santarém, 1218).
Dinis I de Portugal (1279-1325) doou a vila e a sua
alcaidaria à sua esposa, a rainha Santa Isabel, o que permite uma aproximação
cronológica - embora puramente dedutiva - para a renovação do seu sistema defensivo,
que deveria alargar-se ainda ao vizinho paço da Serra de El-Rei, a cerca de 5
quilómetros de Atouguia. Neste período Atouguia ganhou uma feira anual no dia
de seu orago, São Leonardo (6 de novembro), alcançando o auge de seu movimento
marítimo, onde a par da atividade pesqueira, desenvolveu-se a de construção
naval. A atividade de fomento ao povoamento e à defesa sob este reinado, assim
como a ameaça representada ao litoral português pelos piratas oriundos do Norte
d’África, corroboram a hipótese de que as defesas da Atouguia e seu castelo
tenham conhecido reforço e melhorias.
Posteriormente, sob o reinado de Fernando I de Portugal
(1367-1383) aqui tiveram lugar Cortes Gerais (1373 ou 1376), o que comprova a
sua importância à época.
Trecho 2
-continua-
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA
As ruínas do "Castelo de Atouguia da Baleia"
localizam-se na freguesia e vila de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche,
distrito de Leiria, em Portugal.
Na foz do rio São Domingos, a antiga povoação de
"Tauria" (devido às manadas de touros selvagens na região), depois
"Touguia", foi um dos mais importantes portos do litoral português na
Idade Média. Devido ao assoreamento da costa, que ligou a então ilha de Peniche
ao continente, perdeu para esta última a função de porto e sede do concelho.
História
Habitada por seres humanos desde a pré-história, na Idade
Antiga conheceu sucessivas ocupações, ditadas pela importância de sua primitiva
enseada.
Por volta de 800 ali existiu um convento sob a invocação de
São Julião, erguido sobre os restos de um antigo templo romano. De acordo com
uma lápide no exterior da capela-mor, o cônsul Decio Junio Bruto consagrou o
primitivo templo, dedicado a Neptuno, deus do mar, pela vitória alcançada
contra os povos que habitavam a área da vizinha "Eburóbriga".
No contexto da formação da nacionalidade, Afonso I de
Portugal (1145-1185) concedeu ao cruzado francês Wilhelmo Lacorne (ou de
Cornes) os domínios da “herdade de Touguia” (1158), área que confrontava com as
de Óbidos e da Lourinhã, como reconhecimento pelo auxílio prestado na conquista
daquela cidade em 1147. Visando incrementar o seu povoamento e desenvolvimento,
o soberano outorgou-lhe foral em 1167. Datará desse momento a edificação do
primitivo castelo.
Trecho 1
-continua-
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terça-feira, 8 de dezembro de 2020
O PORTO DE TAURIA
Recomendo a leitura integral do aludido texto na página da Junta da Freguesia, até para que sirva de estímulo a todos nós penicheiros.
“O porto de Tauria era o centro comercial por excelência, de toda esta orla marítima, entre a foz dos rios Douro e Tejo.
Começamos pelo Baleal, alcandorado num maciço de rocha calcária, tipo-lioz, que o contínuo movimento das ondas do mar provocado pela ventania nórdica, ao longo de muitos milénios de anos, desgastou entre a povoação que hoje existe, e as arribas do lado Nascente, também de igual calcário, dando assim ocasião à formação do baixio onde existia a praia de banhos. Várias épocas houve, que neste local da praia, só havia rocha, só vindo a possuir areia depois do assoreamento
Portanto, durante muitos Séculos, o Baleal era uma pequena ilha, junto à costa do lado Norte da entrada da baía-porto de Atouguia, servindo de molhe de abrigo, à navegação que demandava este porto. A partir da ilha do Baleal, caminhando para Sudeste, formava-se um grande estuário-baía em forma triangular, que se prolongava até junto do velho Castelo de Atouguia, e tinha aí seu vértice; partindo depois, e alargando-se até junto do rochedo da actual praia da Consolação, que também abrigava pelo lado Sul da dita baía.
Com a grande ilha "Phenícies" (Peniche) a transformar pelo lado do Oeste toda a zona portuária, eis aqui a razão do seu valor e grandeza.
Foi esta enorme baía-lagoa-porto que desde os alvores da navegação, utilizada pelos homens, servia de ancoradouro obrigatório a toda a marinhagem que se deslocava ao longo da costa Atlântica, fretando, pescando ou comercializando, seus produtos. 0 grande porto natural de Tauria era meta mais que obrigatória, para simplesmente se abrigarem, reabastecer ou comercializar os produtos transportados.
A então grande ilha de "Phenícies", como lhe chamou o cruzado cronista Observo em 1147, quando da conquista de Lisboa, era toda coberta por densa e luxuriante vegetação, com suas reentrâncias naturais facilitando abrigo em qualquer emergência ocasional provocada pelas incertezas traiçoeiras do mar. Todos os predicados dessa maravilhosa costa, eram favores da própria natureza, que o homem ávido de aventuras dela sabia tirar o devido proveito.
TAURIA - O PRINCIPAL PORTO DE PESCA E COMERCIAL DA LUSITÂNIA”.
Nota – Vou voltar
a este tema.
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terça-feira, 29 de julho de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 021
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domingo, 6 de julho de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 020
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 019
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quarta-feira, 28 de maio de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 018
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sábado, 17 de maio de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 17
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 016
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 15
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domingo, 16 de março de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 14
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quinta-feira, 6 de março de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 13
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 12
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sábado, 8 de fevereiro de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 11
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 10
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