sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

 

O MEU APLAUSO E GRATIDÃO




 

O meu aplauso e gratidão aos GUARDIÃOS DO CLUBE RECREATIVO PENICHENSE, que vão ter a oportunidade de oferecer à população desta nossa cidade, de novo, uma oportunidade de ver cinema de forma regular, imagine-se!

Há cinquenta anos fui convidado, na qualidade de elemento da Assembleia Municipal, a visitar a instalação de uma colectividade da Bufarda, que preparava, orgulhosamente, a iniciativa de exibir sessões de cinema.

Recordo que, à época, a nossa cidade era detentora da melhor sala de espectáculos da Região Oeste, que se denominava CINEMAR.

Reafirmo, para com o grupo guardião do CRP a sinceridade do meu aplauso e o estímulo para que continuem a dar vida a uma colectividade que parecia moribunda.

Se estabeleço esta comparação é para lamentar que, nesta onda de retrocesso que a nossa cidade vem a registar há muitos anos, também aquela sala que, orgulhosamente detínhamos, foi deixada demolir em consequência da negligência de quem nos governou.

 

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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

 

"Peniche" e a ilha da "Berlenga" do antigamente.Portugal.

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domingo, 9 de outubro de 2022

 

PENICHE HÁ 114 ANOS.(Outros tempos)



Já passaram 114 anos desde a data em que um grupo de verdadeiros amigos da nossa terra procuraram influenciar a Obra da Infância, ONG que o jornal o século então detinha, para que na nossa fortaleza fosse instalado um "Sanatório Marítimo" destinado a crianças de todo o país.
Naquela época existiam penicheiros, e não só, que tiveram a preocupação de trazer para Peniche e para a sua fortaleza uma obra de grande interesse social e nacional.
Se compararmos com a vergonhosa actuação que, no presente, alguns penicheiros, e não só, tiveram para com a nossa fortaleza e a nossa cidade, dá para sentir a revolta que nos vai na alma.
Porque a legendagem das imagens publicadas não são legíveis, aqui fica o seu conteúdo:
Grupo da iniciativa.
"Os srs. coronel Bret, vice presidente da câmara municipal, dr. Frazão, dr. Seia, Alves do Rio, Reis Rancho, António Chaves".
Texto descritivo e resultado.
"A obra de protecção á infância que o Século iniciou, e que cada dia se vae alargando em correlação com as sympathias que também crescentemente se conjunctam á sua volta, deu mais um novo passo.
No domingo 6 de setembro um grupo dos ilustres médicos que tem cooperado n'essa obra benemérita e de engenheiros e architectos verificou, acompanhado por alguns dos redactores so Século, uma visita a Peniche, para examinar o seu velho forte e verificar se poderá ser apropriado para sanatório merítimo.
A excursão realizou-se em automóveis, e póde dizer-se que foi um verdadeiro cortejo automobilista que atravessou as pontes da vila, onde o povo, que se aglomerava á sua passagem, nas ruas embendeiradas, victoriou enthusiasticamente a acclamou os visitantes.
A fortaleza está nas condições de ser adequada ao fim indicado, podendo n'ela estabalacer-se um amplo sanatório suficiente para albergar algumas centenas de crianças. Oxalá, por isso, que o plano se realise, e que a propaganda do grande jornal popular alcance mais esse admiravel resultado."

Nota - Devo esta notícia ao meu companheiro em Rotary, José Manuel Patrício que, para além do carinho que tem dedicado à sua Alcobaça, o extravasa para as terras de alguns amigos.




 

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 

CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (4)




À época da União Ibérica (1580-1640) Peniche foi elevada a vila (1609) e transformada em concelho (1610), por Filipe III de Espanha (1598-1621). À época, o centro defensivo também se deslocara para o chamado “castelo da vila” de Peniche (ver Praça-forte de Peniche).

José I de Portugal (1750-1777) extinguiu o condado de Atouguia, mandando justiçar o último conde por cumplicidade no atentado contra a sua vida, no âmbito do Processo dos Távora (1759). A povoação passou para os domínios da Coroa.

No século XIX, o concelho de Atouguia da Baleia foi extinto e as suas freguesias (Atouguia da Baleia e Serra d'El-Rei) incorporadas no de Peniche, por proposta do Ministro Passos Manuel e decreto de Maria II de Portugal (1826-1828; 1834-1853), a 6 de novembro de 1836.

Em 1950 foi feito o pedido para ser organizado o processo de classificação das ruínas do castelo, o que apenas se concretizou em 2003 quando do despacho de homologação para classificação como Imóvel de Interesse Público do Ministro da Cultura, em 23 de maio. Os restos da torre e muralhas do antigo Castelo de Atouguia da Baleia encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pela Portaria n.º 107/2006, publicada no Diário da República, II Série nº 6, de 9 de janeiro de 2006.

O que hoje conhecemos é um pequeno troço de muralha, de prolongamento aparentemente oval, reforçado a noroeste por uma torre de planta retangular. O perfil aparentemente oval do troço da cerca, constitui-se em indício importante para que se atribua uma datação gótica à obra, que se acredita tratar-se, com grande probabilidade, de um setor da alcáçova, desenvolvendo-se o restante sistema defensivo em redor da igreja de São Leonardo e ruas vizinhas. Terá existido ainda uma cerca urbana, possivelmente rasgada por pelo menos duas portas, de que nos restou apenas a toponímia de uma delas: a "Porta do Sol".

Características

Fortificação litoral, ribeirinha; com função de defesa do porto de mar.

O castelo apresentava planta oval, com estrutura em cantaria com aparelho ciclópico e rusticado, com torre adossada por fora das muralhas.

Origem – (Guia dos Castelos Antigos de Portugal e Os Mais Belos Castelos de Portugal)

Trecho 4

NOTA – Procurei, com estas 4 publicações, dar alguma notoriedade a um monumento, muito pouco divulgado, que comecei a admirar quando ainda jovem de seis anos, o meu avô paterno tinha uma pequena várzea no sopé do castelo, toda aquela área foi zona de traquinice, mas não fui eu que dei fama ao monumento.

 Related character

Afonso I de Portugal - Portugal                  Sancho I of Portugal Portugal - Afonso II de Portugal Portugal - Denis of Portugal - Ferdinand I of Portugal - Afonso V of Portugal - Philip III of Spain - Jerónimo de Ataíde Portugal

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Related bibliography - Guia dos Castelos Antigos de Portugal (Vol. I - Norte do Rio Tejo)

C. T. North – Book 2002-   Os Mais Belos Castelos de Portugal - Julio Gil - Augusto Cabrita

Book – 1992 -   Portugal antigo e moderno (V1, V2 e V3)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Printed Document – 1873 - Portugal antigo e moderno (V4, V5 e V6)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Printed Document – 1874 - Portugal antigo e moderno (V7, V8 e V9)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Printed Document – 1876 -   Portugal antigo e moderno (V10, V11 e V12)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Printed Document - 1882 

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CONTRIBUTION

Updated at 01/08/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

    

 


 

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

 

CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (3)


Em 1448 Afonso V de Portugal (1438-1481) concedeu a D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, pelos bons serviços prestados ao Reino, o título de 1º conde de Atouguia, fazendo-lhe a doação da povoação.

O primeiro documento conhecido onde o sobrenome “da Baleia” aparece é o "Tombo da Albergaria e Confraria do Santo Espírito de Atouguia", de 1507, onde se lê "Atouguia da Baleia", na linha 28 da primeira página. Em 1510 a povoação recebeu o "Foral Novo" de Manuel I de Portugal (1495-1521), passado em Santarém. O episódio do cetáceo que aqui deu à costa neste período é relatado por Frei Fernando da Soledade dando conta de que, no ano de 1526 (11 de fevereiro), deu à costa uma baleia, "no lugar, & sitio aonde chamado a Areia Branca", que "tinha de comprimento trinta côvados", cuja corpulência "fazia vulto de hum navio de oitenta toneladas" e que "a espadana da cauda tinha vinte palmos de largura, & na boca lhe cabiam dous homens de pé, e muito à sua vontade". (“História Seráfica Cronológica da Ordem de São Francisco da Província de Portugal”, 1705.) Na igreja de São Leonardo pode ser vista uma costela petrificada de baleia, de grandes proporções.

O progressivo assoreamento da foz do rio São Domingos e da enseada de Atouguia, que ligou a ilha de Peniche ao continente por um cordão de dunas, conduziu ao desenvolvimento da povoação de Peniche: no século XVI, João III de Portugal (1521-1557) ordenou que se reparassem as muralhas de Atouguia, numa altura em que a costa portuguesa era ameaçada por piratas e corsários. D. Luís de Ataíde, então senhor da vila, reconheceu, no entanto, o carácter secundário da fortificação, em benefício do porto e castelo de Peniche, para o qual conseguiu mesmo transferir as verbas reais.

Trecho 3

-continua-


 

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sábado, 2 de janeiro de 2021

 

CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA (2)


No reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), a povoação recebeu novo foral (1187), altura em que já se menciona esta estrutura militar, bem como se alude à necessidade de o sistema defensivo integrar as atalaias dispersas pelo concelho. Embora se desconheça como teria sido esse primitivo castelo, dado que as estruturas remanescentes já são posteriores ao século XII, acredita-se que fosse conforme os pressupostos românicos, com cerca a limitar um pátio interior, em cujo centro, isolada, se elevaria uma torre de menagem. No mesmo reinado, vindo todos os frades do Convento de São Julião a falecer de peste, o património deste foi incorporado ao Mosteiro de Alcobaça (1191).

Afonso II de Portugal (1211-1223) confirmou o foral da povoação (Santarém, 1218).

Dinis I de Portugal (1279-1325) doou a vila e a sua alcaidaria à sua esposa, a rainha Santa Isabel, o que permite uma aproximação cronológica - embora puramente dedutiva - para a renovação do seu sistema defensivo, que deveria alargar-se ainda ao vizinho paço da Serra de El-Rei, a cerca de 5 quilómetros de Atouguia. Neste período Atouguia ganhou uma feira anual no dia de seu orago, São Leonardo (6 de novembro), alcançando o auge de seu movimento marítimo, onde a par da atividade pesqueira, desenvolveu-se a de construção naval. A atividade de fomento ao povoamento e à defesa sob este reinado, assim como a ameaça representada ao litoral português pelos piratas oriundos do Norte d’África, corroboram a hipótese de que as defesas da Atouguia e seu castelo tenham conhecido reforço e melhorias.

 O genovês Emmanuele di Pezagna (Manuel Pessanha), contratado por D. Dinis como almirante para organizar a marinha portuguesa e combater a pirataria, aqui manteve a sua base de operações. Um decreto do mesmo soberano determinava a obrigatoriedade da nomeação de 30 homens da Atouguia, com armas e bagagens, durante seis semanas por ano, para a defesa deste porto e costas de Portugal.

Posteriormente, sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383) aqui tiveram lugar Cortes Gerais (1373 ou 1376), o que comprova a sua importância à época.

Trecho 2

-continua-

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

 

CASTELO DE ATOUGUIA DA BALEIA


As ruínas do "Castelo de Atouguia da Baleia" localizam-se na freguesia e vila de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, distrito de Leiria, em Portugal.

Na foz do rio São Domingos, a antiga povoação de "Tauria" (devido às manadas de touros selvagens na região), depois "Touguia", foi um dos mais importantes portos do litoral português na Idade Média. Devido ao assoreamento da costa, que ligou a então ilha de Peniche ao continente, perdeu para esta última a função de porto e sede do concelho.

História

Habitada por seres humanos desde a pré-história, na Idade Antiga conheceu sucessivas ocupações, ditadas pela importância de sua primitiva enseada.

Por volta de 800 ali existiu um convento sob a invocação de São Julião, erguido sobre os restos de um antigo templo romano. De acordo com uma lápide no exterior da capela-mor, o cônsul Decio Junio Bruto consagrou o primitivo templo, dedicado a Neptuno, deus do mar, pela vitória alcançada contra os povos que habitavam a área da vizinha "Eburóbriga".

No contexto da formação da nacionalidade, Afonso I de Portugal (1145-1185) concedeu ao cruzado francês Wilhelmo Lacorne (ou de Cornes) os domínios da “herdade de Touguia” (1158), área que confrontava com as de Óbidos e da Lourinhã, como reconhecimento pelo auxílio prestado na conquista daquela cidade em 1147. Visando incrementar o seu povoamento e desenvolvimento, o soberano outorgou-lhe foral em 1167. Datará desse momento a edificação do primitivo castelo.

Trecho 1

-continua-

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

 

O PORTO DE TAURIA

Começo este meu escrito pedindo desculpa à Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia pelo facto de ir utilizar uma parte do texto onde nos é dado conhecimento da importância que sempre tivemos, graças à situação geográfica que a natureza nos proporcionou e que não estamos, neste momento, a saber valorizar.

Recomendo a leitura integral do aludido texto na página da Junta da Freguesia, até para que sirva de estímulo a todos nós penicheiros.

“O porto de Tauria era o centro comercial por excelência, de toda esta orla marítima, entre a foz dos rios Douro e Tejo.

Começamos pelo Baleal, alcandorado num maciço de rocha calcária, tipo-lioz, que o contínuo movimento das ondas do mar provocado pela ventania nórdica, ao longo de muitos milénios de anos, desgastou entre a povoação que hoje existe, e as arribas do lado Nascente, também de igual calcário, dando assim ocasião à formação do baixio onde existia a praia de banhos. Várias épocas houve, que neste local da praia, só havia rocha, só vindo a possuir areia depois do assoreamento

Portanto, durante muitos Séculos, o Baleal era uma pequena ilha, junto à costa do lado Norte da entrada da baía-porto de Atouguia, servindo de molhe de abrigo, à navegação que demandava este porto. A partir da ilha do Baleal, caminhando para Sudeste, formava-se um grande estuário-baía em forma triangular, que se prolongava até junto do velho Castelo de Atouguia, e tinha aí seu vértice; partindo depois, e alargando-se até junto do rochedo da actual praia da Consolação, que também abrigava pelo lado Sul da dita baía.

Com a grande ilha "Phenícies" (Peniche) a transformar pelo lado do Oeste toda a zona portuária, eis aqui a razão do seu valor e grandeza.

Foi esta enorme baía-lagoa-porto que desde os alvores da navegação, utilizada pelos homens, servia de ancoradouro obrigatório a toda a marinhagem que se deslocava ao longo da costa Atlântica, fretando, pescando ou comercializando, seus produtos. 0 grande porto natural de Tauria era meta mais que obrigatória, para simplesmente se abrigarem, reabastecer ou comercializar os produtos transportados.

A então grande ilha de "Phenícies", como lhe chamou o cruzado cronista Observo em 1147, quando da conquista de Lisboa, era toda coberta por densa e luxuriante vegetação, com suas reentrâncias naturais facilitando abrigo em qualquer emergência ocasional provocada pelas incertezas traiçoeiras do mar. Todos os predicados dessa maravilhosa costa, eram favores da própria natureza, que o homem ávido de aventuras dela sabia tirar o devido proveito.

TAURIA - O PRINCIPAL PORTO DE PESCA E COMERCIAL DA LUSITÂNIA”.

Nota – Vou voltar a este tema.

 

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terça-feira, 29 de julho de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 021





Existiram sempre duas estações de Salva-Vidas em Peniche, porém, há umas décadas a esta parte, resolveram acabar com a estação de Peniche de Cima e foi mantida apenas a actual.
As fotografias publicadas ilustram o que acabo de referir, as duas primeiras dizem respeito à instalação da Ribeira, na primeira fotografia é ao lado da rampa que desce da fortaleza (barracão preto) e na segunda é no lugar que ainda hoje ocupa. As duas fotografias seguintes representam a instalação de Peniche de Cima, na primeira com a configuração primitiva e na segunda com o aspecto que lhe foi dado, no período em que passou a colónia de férias de alguns, hoje é residência de marinheiros deslocados e mostra aspectos de decadência, para além do risco de desaparecimento, dada a forma como está a ser atingida pelo mar. E vamos passivamente assistindo a tudo isto.

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domingo, 6 de julho de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 020




O Forte de São João Baptista atingiu níveis de degradação elevada, como as imagens documentam, na década de 50 do século XX foi recuperado e ficou com o aspecto atraente que também se pode observar. Actualmente parece estar destinado a regressar ao passado dado que não têm sido feitas as necessárias obras de conservação.

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 019




A Ponte Nova era uma passagem pedonal, que constituiu a alternativa de passagem para a praia, à ainda existente Ponte Velha. Foi construída em madeira e agarrada à muralha defensiva da então vila e deixou tanta história que ainda hoje, quem manda na cidade, copiou a sua forma arquitectónica, ao construir a ponte pedonal recente com aquele formato enviesado.



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quarta-feira, 28 de maio de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 018




O Porto de Revés, porque constituía um local abrigado dos vendavais de sudoeste pela Ponta da Investida, constituía o local de refúgio das embarcações. Este braço de mar, anteriormente, também era conhecido por Rio. O espaço ficava de tal maneira cheio de embarcações que, por vezes, dava para se ir até à praia saltando de barco para barco. 

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sábado, 17 de maio de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 17






A construção do cais de descarga da Ribeira Velha facilitou a vida dos nossos pescadores, pois antes a descarga era feita numa rampa varadouro, o que obrigava, muitas vezes, a que, no acto da descarga, tivessem que entrar na água até à cintura. Esta primeira versão tinha cerca de metade do cumprimento da actual, que o Cabo Avelar e as embarcações da Capitania utilizam.

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 016






As localizações das praias de banhos foram alterando consoante as circunstâncias. Como podemos verificar elas já se situaram na Ribeira, junto às muralhas da fortaleza, na Ponta da Investida, no local onde hoje existe uma rampa varadouro a seguir à ponte de acesso ao Largo da Câmara. Nos tempos mais recentes Camboa e Molhe Leste. A propósito da Camboa e da foto que a representa, dá para apreciar a altura de areia que, à época, existia nesta praia a partir da fachada do edifício dos Socorros a Náufragos.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 15







As fotografias representam a Praça Jacob Rodrigues Pereira, considerada a praça central da nossa cidade. São vários os aspectos que tomou mas há um pormenor interessante de verificar, o muro do jardim municipal varia em quase todas. Consta que cada facção política que assumia o comando da câmara, então como agora, pretendia deixar visível a sua marca através do formato do muro do jardim, a obra quase sempre escolhida.
Permitam-me uma pequena vaidade pessoal, aquele senhor que, na primeira foto, está junto da árvore, de colete e mangas de camisa branca, junto a um miúdo de bibe branco, é o meu avô materno João Petinga e o miúdo é o José Labisa, antigo dono do Café Aviz.

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domingo, 16 de março de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 14



A Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, essa voluntariosa corporação que, com base na sua tenacidade e dedicação ao próximo, tantos e bons serviços tem prestado à nossa população, já percorreu vários locais de instalação, que outros, talvez bem melhor documentados, referirão. Quando a conheci estava no local que as fotografias documentam e foi lá, pese embora a minha pouca idade, na altura, mas dada a minha proximidade com elementos que compunham o seu corpo actuante, que me apercebi, bastante cedo,  das suas dificuldades para sobreviver. Aqui apenas pretendo lembrar que já estiveram instalados no Largo D. Pedro V e tinham o seu “Esqueleto”, como lhe chamávamos, para treino de manobras, na zona do Dispensário Anti-Tuberculose.  ( A primeira fotografia, como podem constatar, é da autoria do conhecido Snr. Prado)

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quinta-feira, 6 de março de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 13





O fosso da muralha já foi, anteriormente, um tema polémico quando houve que decidir acerca da sua recuperação como tal, pois o seu assoreamento impedia a subida da maré, que não passava da parte fronteira da Câmara . No tempo da presidência da câmara por parte do Snr. António da Conceição Bento a discussão do seu destino, por causas relacionadas com as verbas necessárias e os meios para tal, deu origem a duas correntes de opinião. Uma a favor da integração do fosso na parte seca da cidade, transformando a área em zona ajardinada, outra tendente a devolver ao fosso a sua forma original. E foi, felizmente, a segunda versão que prevaleceu, devido à garra e capacidade de decisão daquele edil, que conseguiu a colaboração do empreiteiro de obras públicas, Snr. Manuel da Silva Oliveira,da Lourinhã, que dispunha do equipamento pesado necessário para o efeito e que se vê em acção nas fotografias que publico.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 12


O Cinemar constituiu um orgulho nosso como sala de espectáculos e durante muito tempo foi a melhor sala da região oeste. Infelizmente a sua exploração comercial não correu bem e a empresa sua proprietária teve de proceder ao seu enceramento. Na época em que aquele edifício esteve inoperante surgiu a ideia de o transformar na sala municipal de eventos. Nunca ficou claro o motivo da não concretização da ideia, há asneiras que se fazem e que só mais tarde se lamentam. Hoje Peniche não tem nada que se assemelhe ao que foi aquela sala e quanto gostaríamos de a ter ao nosso dispor, os homens de então passaram e o resultado da sua pouca audácia cá ficou. 

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 11




Durante muitas décadas esta foi a única entrada de Peniche. A última fotografia representa o conhecido “Portão de Peniche de Cima”, já alterado na sua largura relativamente ao seu original pois, nessa altura, era igual ao que, ainda hoje, dá acesso à Ponte Velha e ambos possuíam os respectivos portões em madeira. Como curiosidade e ainda reportando-me à mesma fotografia, a estrada, como se perceberá, era feita em cimento até à entrada da Atouguia da Baleia, diz-se que terá sido assim feita a prever a eventualidade de poder vir a ser utilizada para servir um eventual desembarque de tropas na 2ª guerra mundial.

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

 

O ANTIGAMENTE DA NOSSA TERRA – 10




A Avenida do Mar foi das obras mais determinantes na mudança do aspecto urbanístico da nossa cidade. A visão do Snr. António da Conceição Bento, nesta como noutras circunstâncias, foi de uma extrema utilidade para a mudança da nossa cidade. A primeira fotografia mostra o que era a rua que escoava o produto do labor da nossa frota pesqueira e a obra, de que se mostram algumas fazes, veio dar-lhe o aspecto que ainda hoje mantém. Não será altura de se procurar um outro génio.

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