Projecto energia das ondas


Ficamos seriamente baralhados ao ler as notícias da imprensa publicada, referentes a este assunto, como abaixo podem verificar:

1ª notícia

http://oesteglobal.com/BREVES_Pais_2_edicao_123

PENICHE: Projeto de energia das ondas em consulta pública

 O período de consulta pública para atribuição de um Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional (TUPEM), por dez anos, na zona da Almagreira, em Peniche, vai decorrer entre 31 de agosto e 20 de setembro.

O prazo foi estabelecido pela Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Recursos Marítimos, no âmbito de requerimento da EW – Energy OY para a instalação de uma nova versão do dispositivo experimental do projeto WaveRoller Foak, destinado à produção de energia elétrica através da reconversão da energia das ondas.

A área ocupada pelo projeto será de 41,4 hectares, ao lago da praia da Almagreira, na freguesia de Ferrel, onde já anteriormente esteve instalado um dispositivo semelhante.

2ª notícia

http://www.rtp.pt/noticias/economia/parque-de-energia-das-ondas-de-peniche-recebe-25-milhoes-de-euros_n772672

O responsável anunciou que a AW Energy vai avançar com a instalação da tecnologia "wave roller" em duas fases distintas para aumentar a capacidade de produção, estando a primeira a iniciar-se com a produção e montagem das 16 máquinas nos Estaleiros Navais de Peniche.

"O próximo passo é instalar mais uma unidade no próximo verão e as restantes dentro dos próximos três anos, para em 2016/2017 entrarmos na fase de exploração comercial do projeto", estimou.
A três pás da unidade instalada na Almagreira conseguem produzir por ano 10 MW/hora cada uma e no total 30 MW/hora por ano.

"Nos períodos em que a tecnologia esteve no fundo do mar, as turbinas nunca estiveram paradas. Os testes tiveram grande sucesso e temos resultados para entrar na fase comercial do projeto porque somos capazes de captar energia das ondas de forma eficiente", concluiu John Lilijelund, cuja empresa está "totalmente apostada em investir em tecnologia".

A energia produzida é hoje suficiente para alimentar uma aldeia com 120 habitações e 360 habitantes.

Nota pessoal – Não bate a bolota com a perdigota, ou as notícias estão erradas e devem ser desmentidas, ou a primeira notícia é um formalismo, vulgo tapa olhos, para Penicheiro não ver. Em que ficamos?

A NOSSA POSIÇÃO COMO PORTO DE PESCA



No gráfico ocupamos a posição 070

No ano de 2015 ocupamos a 6ª posição.

1º - Sesimbra; 2º - Olhão; 3º - Matosinhos; 4º - Aveiro; 5ºFigueira da Foz;
6º - Peniche; 7º - Sines
É motivo de preocupação para todos nós? Não parece, sobretudo porque vimos toda a gente despreocupada, feliz e contente.

ANALIZANDO A OBRA DO FOSSO DA MURALHA


Aquela considerada por todos nós, incluindo os responsáveis camarários, como a obra mais emblemática e iniciadora da recuperação de uma zona degradada, que projectaria uma nova imagem no espírito de quem nos visita e ajudaria a galvanizar o interesse da população para uma melhor imagem do resto da cidade, enquanto obrigava, também, os responsáveis da edilidade a cuidar do resto, por comparação com a parte nova. Não deu, não houve interesse, não houve competência, continuou o “deixa andar” e tentando-se tapar o sol com a peneira, vamos pretendendo dar a imagem que somos bons.

Mas passemos a ver por imagens:


A obra foi iniciada em 15 de Junho de 2010.



 A eclusa nunca funcionou, está com o mesmo aspecto desde Janeiro de 2013 e desconhece-se se o equipamento tem recuperação.


Apesar de inaugurada em 18 de Fevereiro de 2013, como as fotos documentam, continua a ser uma ponte sem destino, pelo menos aquele que se preconizava, e a plataforma respectiva nunca foi utilizada, permanecendo em constante degradação.


Como as fotografias demonstram o lodo retirado do fosso e colocado ali ao lado, já regressou ao seu local original entre 50 a 60%. Na fase seguinte, se chegar a haver, lá terá que ser retirado novamente.

Feita esta constatação e passados seis anos, o munícipe deixa a pergunta. E agora?

E agora, em que ponto está o projecto da 2ª fase?

E agora, lá teremos que voltar a gastar outro tanto na reposição do que já foi feito!

E agora, a quem devemos atribuir responsabilidades? 









a obra mais emblemática

Um pedido de esclarecimento,


Diz a notícia:
Nesta praia vai poder passar a andar descansado. Esta sexta-feira, 29 de Julho, a Câmara de Peniche aprovou a criação da primeira praia para cães em Portugal.

E eu pergunto, se não tenho cão não posso levar o gato que tenho? Ou até o burro que posso vir a ter? Se concordasse com a ideia, achava que a designação não devia ser de praia para cães mas sim praia para animais em geral.(Passava a ser infinitamente abrangente)

SOMOS SEMPRE OS PRIMEIROS

(Primeira Reserva Natural com autonomia energética)
O município de Peniche vai ser a primeira Smart City portuguesa. António José Correia, presidente da Câmara local, esteve na noite de quarta-feira na RTP2 a abordar este tema, que irá permitir uma poupança de 300 mil euros.

Peniche vai adoptar iluminação LED. A mudança de paradigma representa 300 mil euros de poupança. Dinheiro que o autarca local afirma pode ser investido "na requalificação da habitação social ou nas equipes de sapadores florestais para defender as zonas verdes do concelho".

QUE JEITO QUE FAZIA ESTA INFRAESTRUTURA!




Se a obra do fosso da muralha tivesse sido bem planeada, de acordo com as disponibilidades existentes, esta infraestrutura podia e devia estar ao serviço da cidade, que bastante falta faz. Enfim, planear nem sempre serve os interesses.

PARA MEMÓRIA FUTURA














Estas são algumas das fotografias que constituem um álbum que organizei para constatação futura dos efeitos da forma cega e fundamentalista como está a ser retirado todo o chorão de determinadas zonas da Berlenga.
O futuro, na minha óptica, vai demonstrar o mal que está a ser feito, só que os actuais executores não estarão cá para sofrerem as consequências das suas atitudes fundamentalistas. Se Deus quiser até os actuais autarcas também não. 
O betão com que foram feitas algumas melhorias na nossa, que não deles, ilha, também não estava lá há três mil anos. No entanto como pretendemos que as pessoas continuem a poder usufruir deste local e não sejam consideradas bichos invasores que vão prejudicar a vida dos pardalinhos, pensamos que, quem está errado e a ir contra os interesses da nossa cidade e sua população são os executores deste maquiavélico projecto.
Qualquer reserva, da biosfera ou não, serve para criar meios ao bem estar, ordenado, das pessoas. Só que fazer estabelecer a boa ordem dá trabalho, resultado, o melhor é que os indivíduos não apareçam.

ARMÉRIA e a praia para cães




Permitam-me que transcreva um ajuizado comunicado desta Associação:

Comunicado de Imprensa
Utilização do Porto da Areia do Norte como praia para cães

A Arméria - Movimento Ambientalista de Peniche tem como um dos seus focos de actuação estratégica toda a zona da Papôa, onde se localiza a Praia do Porto da Areia do Norte, tendo já apresentado anteriormente publicamente a sua visão para a forma como este local poderia ser preservado e valorizado, numa visão que pretendia conciliar diferentes interesses e sem medidas radicais. Foi pois com estranheza que fomos surpreendidos pelas notícias da comunicação social, referindo que iria surgir uma praia destinada a cães nesta área, não só pelo facto de não termos sido contactados para emitir a nossa opinião sobre o assunto, mas também pela celeridade de implementação da medida no prazo de uma semana.

Existem diversos aspectos a serem tidos em consideração para a preocupação com que a nossa associação encara esta situação e demonstrar deste modo publicamente a sua posição contrária a este projecto, que se enumeram de seguida:

- a Praia do Porto da Areia do Norte encontra-se numa área que não apresenta condições de segurança nem estacionamento ajustados a uma utilização mais ou menos intensiva para o fim indicado;
- não foi realizado qualquer debate sobre o tema, nem consulta das entidades que poderiam ter contributos a apresentar para o mesmo, nomeadamente a nossa associação;
- não são conhecidos os critérios que estiveram na base da escolha deste local para se implementar uma praia para cães, em detrimento de outros que eventualmente apresentariam melhores condições, uma vez que existem diversas praias no concelho;
- estranhamos a celeridade da criação deste tipo de praia, uma vez que relativamente a outros processos de utilização do espaço do litoral, e bem fundamentados, têm existido sempre muitos obstáculos;
- o local reúne condições excepcionais no âmbito do Ensino das Ciências da Terra e da Vida que de alguma forma poderão ficar comprometidas. São as inúmeras as atividades pedagógicas que se desenrolam naquele espaço, desde o Ensino Básico ao Ensino Superior. Nas proximidades existem ainda vários e relevantes vestígios históricos/arqueológicos. Este espaço encontra-se igualmente integrado na Reserva da Biosfera das Berlengas, assim como poderá ser uma mais valia para o corte geológico da Ponta do Trovão, também alvo de classificação por parte da UNESCO, dado que na envolvente à praia continuam a ser feitos estudos de âmbito geológico;
- esta praia viu-se livre de um esgoto, de um ferro-velho e (em teoria) das autocaravanas. Os sistemas marinhos e litorais estavam a recuperar e agora introduz-se um novo factor de perturbação. Com esta medida estaremos a pensar nos seres que integram as comunidades marinhas e as zonas de interface oceano-meio terrestre? Recorde-se que elegemos o oceano como umas das vias estruturantes do desenvolvimento de Peniche. Adicionalmente uma das imagens de marca da Praia do Porto da Areia do Norte é também a presença de mariscadores. Esta atividade tradicional não ficará comprometida?
- trata-se de uma zona de imensas potencialidades para a utilização da comunidade local, bem como por parte dos turistas, onde nos últimos anos têm sido implementadas algumas medidas, e que a decisão agora tomada, se encontra desintegrada do contexto do plano para toda esta zona da Papôa.

Peniche, 4 de Agosto de 2016

Nota: Este é o segundo comunicado de imprensa realizado pela associação nos quase 17 anos de existência. Trata-se de um mecanismo que só é usado pela associação quando consideramos que estão a ser realizadas medidas extremamente lesivas para os interesses da população que vive ou visita o concelho.

(texto escrito sem o AO90)

PETRÓLEO VERSUS PESCA


A ideia da exploração de petróleo na nossa costa aparece com alguma regularidade, como é o caso recente, e aparecem paralelamente conjuntos de cidadãos e organizações a afirmarem os malefícios de tal exploração, organizando sessões públicas e petições defendendo, quanto a mim de forma meritória, os seus pontos de vista. A verdade é que me parece que, de mansinho, a intenção de tal exploração vai fazendo o seu caminho.

No caso de Peniche, em especial, me parece que o assunto é de relevante interesse, a nossa dependência da pesca implica que defendamos a sustentabilidade dos stocks de pescado.

O Canhão da Nazaré é fundamental para essa sustentabilidade na medida que é ali que se geram os nutrientes que alimentam aqueles stocks e os fixam na nossa área.

Um acidente petrolífero aqui é fortemente penalizador dos interesses penicheiros.

Se tivesse responsabilidades governativas no nosso concelho não estaria descansado enquanto não tivesse o conhecimento da vontade dos munícipes.

Enfim, toda esta situação me trás à memória a situação consumada do nosso hospital, estamos habituados a chegar tarde aos incêndios e depois procurarmos demonstrar que a culpa é dos outros.

A Associação dos Amigos da Berlenga e a dita.


Em Abril de 2015, como se pode verificar aqui, fiz mais um chamamento de atenção para a existência desta Associação que, neste momento, continua reduzida à manutenção em funcionamento da Casa Abrigo, aquilo que foi um primeiro projecto dos seus fundadores, felizmente com assinalável êxito nas circunstâncias em que foi promovido e idealizado, no entanto, tudo tem o seu tempo próprio e parece estar na altura de se repensar a sua situação.

O projecto da AAB não se resumia ao iniciar e manter o funcionamento da Casa Abrigo, pretendia-se que ele fosse bem mais abrangente na acção de pugnar pela defesa dos interesses daquele nosso, é preciso e urgente não esquecer isso, território.

Entendo que os actuais responsáveis da Associação devem estar receptivos a uma colaboração com outras entidades ali instaladas e, naturalmente com a Câmara Municipal e vice-versa, no sentido de se elaborar um plano de acção continuado e consequente, abandonando a ideia de actuar em pequenos fogachos e interesses desgarrados.

Naturalmente, por outro lado, entendo que as organizações que intervêm na Berlenga devem estar receptivas à colaboração dos Penicheiros, afinal, aqueles que são os legítimos donos do território onde actuam.

OS MALES DA NOSSA BERLENGA


A fotografia publicada representa um metro quadrado da área total da parte superior da ilha. Esta superfície é uma amostra muito próxima do estado da sua totalidade e é, do meu ponto de vista, o pior mal que ali está a acontecer.

Quando se manifesta tanta preocupação com o prejuízo que a existência de coelhos causa à flora da ilha, o que dizer desta autêntica calamidade?

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

Cartão de Visita do Facebook