COASTWATCH E A PRESERVAÇÃO DO LITORAL



Ao consultarmos o sítio municipal deparamo-nos com o cartaz anunciador de mais um evento que se realizou na nossa cidade em Maio de 2007, que reuniu um grupo de cabeças pensadoras, que pretendeu debruçar-se sobre os problemas do nosso litoral, que deveriam ter tomado deliberações concretas sobre vários aspectos que, certamente, mereceram a sua atenção, mas que:

O cidadão comum não deu por nada, pois:

Continua a ver a zona do Alto do Trovão sem qualquer protecção e invadida por viaturas, apesar da sua importância a nível mundial.
Continua a constatar a ausência de passagens elevadas na travessia da zona dunar entre os hotéis e parque de campismo e a praia.
Continua a verificar que a praia de Peniche de Cima cada vez tem menos areia, etc. etc. etc.

E perguntará:
O que vieram aqueles senhores cá fazer?

A HISTÓRIA DE UMA CUMPLICIDADE






“Peniche – minha terra”, permite que dedique algum do espaço, que por norma te é reservado, a recordar mais dois amigos “O meu barco” e “O meu cão”, como elementos inseparáveis que fomos, a que episodicamente se juntaram os queridos familiares e alguns amigos, de uma vivência maravilhosa que tivemos ao longo de cerca de sessenta anos, em jeito de solitária cumplicidade.
É verdade que passamos por algumas borrascas, que resolvemos, mas quero aqui salientar, já com muita saudade, os momentos de felicidade que, os quatro, soubemos proporcionar e viver entre nós.


Mas sou eu o devedor de gratidão por tudo o que me foi proporcionado pois, vocês, foram os agentes proporcionadores de tal vivência.

SERÁ BOM SE O EXEMPLO FRUTIFICAR



Apesar do mau tempo que se verificou alguns corresponderam ao apelo da Surfrider Foundation como é possível verificar, é preciso que a ideia frutifique no espírito de todos nós.

NA MARAVILHOSA ÉPOCA DO NATAL

UM SANTO NATAL PARA TODOS E O DESEJO DE QUE OS HOMENS DEIXEM DE OLHAR,
APENAS, PARA O SEU UMBIGO.
São os votos sentidos da família Avelar.

LIMPESA E PRESERVAÇÃO DAS NOSSAS PRAIAS

Após a jornada de propaganda que, em boa hora se fez às nossas praias, é preciso mantê-las limpas, aliás como tem sido feito pela edilidade, agora é necessária, também, a ajuda de todos nós, por isso o apelo que se segue:

"A Surfrider Foundation vai organizar pela 1ªvez em Peniche uma acção de limpeza de praia.

A acção terá lugar na praia do Point Fabril (entre a Almagreira e o pico da Mota).

Dia da acção será Sábado dia 28 Novembro ás 14.00 horas.

Vimos por este meio convidar todos os que se interessam e preocupam com o aumento significativo de lixo nas praias da nossa costa a participar como voluntário nesta acção.

Devem-se inscrever no site da surfider foundation tendo acesso imediato a um seguro de participação. Aqui segue o link: "

http://www.initiativesoceanes.org/thecleanups.php

CLUBE NAVAL DE PENICHE - SUA DEMOLIÇÃO E NOVA SEDE



O velho Clube Naval de Peniche está a ser demolido, consumando a vontade de alguns senhores, mas não está a ser presa fácil. Se atentarmos bem no estado do ferro dos pilares não ficamos com a ideia de podridão que nos quizeram incutir e vai ser bem mais difícil a sua demolição. Parece que podre estará a visão de alguns técnicos de meia tijela. Entretanto aqui têm a nova sede do nosso clube, embandeirada em arco, como se vê, porque o dia é de festa. Recomenda-se que não a visitem em grupos superiores a duas pessoas. Que Deus nos dê a possibilidade de assistir ao resto deste processo.

A PESCA SERÁ SEMPRE A TÁBUA DE SALVAÇÃO DA ECONOMIA DA NOSSA TERRA.



Por muito que nos preocupemos em conseguir alternativas à pesca para sustentabilidade da economia da nossa terra afigura-se-me que, cada vez mais, é altura de pressionarmos, enquanto é tempo, no sentido de que o que nos resta desta actividade seja preservado e se consiga com urgência a reanimação do sector. Compete aos responsáveis pela nossa terra e pelo sector liderar um movimento nesse sentido, galvanizando-nos a todos numa luta ponderada e eficaz, ao contrário dos fogachos a que temos assistido e que apenas têm servido para encher os bolsos de alguns.
A ganância e oportunismo de alguns não podem ser a desgraça dos outros, é preciso ponderar sobre as práticas que destróem a nossa galinha dos ovos de ouro, como o arrasto, as redes em nylon, poluição, etc. etc.Para ponderação aqui fica o link para um vídeo sobre a matéria:
<http://links.mailing.greenpeace.org/ctt?kn=6&m=34312980&r=MTY3NTEzODkzMgS2&b=0&j=NjAwMDg4ODUS1&mt=1&rt=0

“Peniche a chave do reino – 400 anos a defender Portugal”




Vamos comemorar o 4º centenário da elevação de Peniche a vila e sede de concelho.
Vamos, certamente, fazê-lo com orgulho e a dignidade que o acto merece, pois não são muitas as terras que podem exibir o título de “a chave do reino – 400 anos a defender Portugal”.
400 anos a defender Portugal através da acção militar desenvolvida pela nossa fortaleza.
Espero que, por isso, se traduza a devida dignidade, incluindo no museu da cidade uma ala que conte o feito ao povo de Peniche e não só.
Nunca é tarde para se fazer aquilo que devia ter sido feito com prioridade a outras circunstâncias.

AS ACTAS DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


Não temos dúvida em aceitar a boa classificação atribuída ao sítio da Câmara Municipal atendendo à sua actualidade e diversificação de informação. Há porém um pormenor que merece ser revisto, se atendermos ao que deve ser o principal objectivo deste tipo de sítio, qual seja o permitir que os munícipes acompanhem, com a maior actualidade possível, o que se vai passando nos órgãos autárquicos. Ora não serve de nada fazer, nesta matéria, um arquivo do que se passou mas sim uma informação atempada do que se está a passar. Neste momento 26/10/2009 as actas da Câmara reproduzem o que se passou em 12/10/2009 e as da Assembleia reportam a 08/05/2009, facto que não permite que o cidadão eleitor acompanhe a vida da sua edilidade. Em contrapartida temos actualizadas, no mesmo sítio, as classificações da organização de surf da Rip Curl, que aconteceram ontem.

UMA MERECIDA HOMENAGEM


O Rotary Club de Peniche voltou a prestar homenagem a um profissional que, pelas suas qualidades e acção desenvolvida na nossa comunidade, justifica essa distinção.
Este ano o escolhido foi o Snr. Professor António Alves Seara, cujo mérito não terá contestação e a quem endereço as minhas públicas felicitações.
Casualmente trata-se de um companheiro rotário, mas não foi essa a condição justificativa da distinção, pois são por todos conhecidas as multiplas facetas em que o Snr. Prof. Seara se tem desdobrado, muitas delas ao serviço da nossa comunidade.

QUAL SERÁ A VERDADE ACERCA DO NOSSO HOSPITAL


Qualquer pessoa que tente perceber o que se passa acerca da situação futura do nosso hospital, lendo declarações públicas de políticos diversos, está condenado a entrar num labirinto de muito difícil saída.
Urge por isso que nos falem claro porque se trata da garantia de preservarmos o nosso melhor bem, a saúde.
Vamos, por isso, tentar tirar as nossas próprias ilações, até que haja alguém que, com clareza, nos convença e sendo assim:

A REALIDADE ONDE NOS INTEGRARAM –
A Comunidade Urbana do Oeste – Oeste Norte é constituída por 7 concelhos : Alcobaça ( 56 823 hab.) ; Caldas da Rainha ( 48 563 hab.); Nazaré ( 14 324 hab.) ; Bombarral ( 13 309 hab.); Cadaval ( 13 309 hab.) ; Óbidos ( 10 809 hab.); Peniche ( 27 312 hab.) e ainda parte do concelho de Rio Maior o que perfaz cerca de 200 000 habitantes ( INE – Censos de 2001 ) e mais de 250 000 habitantes, se consideramos a população flutuante.Para servir estes concelhos existem 3 Hospitais : Caldas da Rainha (1971) nível II- 127 camas ; Alcobaça ( 1890 ) nível I - 63 camas ; Peniche ( 1986 ) nível I – 50 camas. Em 2003 o orçamento global destes 3 hospitais foi de cerca de 50 milhões de euros, operaram com cerca de 1000 profissionais e os indicadores de rendimento principais no ano de 2003, verificaram aproximadamente os seguintes valores :12 000 doentes saídos,63 000 dias de internamento,72 000 consultas externas,6600 intervenções cirúrgicas e 185 000 atendimentos nas urgências

Em 15 de Maio de 2009 – (Caldas da Rainha)

O secretário de estado da saúde, Francisco Ventura Ramos, confirmava a intenção governamental da construção de uma nova unidade hospitalar e, referindo-se à utilização das unidades existentes, afirmava “Dando o exemplo de Peniche, será ali instalada uma unidade de cuidados continuados. O projecto está em vias de ser adjudicado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e prevê a conversão do piso um e de parte do piso dois em cuidados continuados de convalescença, paliativos e de reabilitação”.
Entretanto o presidente do conselho de administração do CHON, Manuel Nobre, destacou ainda a necessidade de uma nova estrutura hospitalar, pois as infra-estruturas actuais existentes nos três hospitais são “desadequadas e respondem com muita dificuldade à procura em cuidados de saúde”,
Referindo-se ao protocolo estabelecido com a Administração Regional de Saúde, o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, garantiu que serão sempre um parceiro e não um obstáculo, na tomada de decisões.
O edil defendeu também a criação de um novo hospital, mas sem prejuízo das valências já existentes. Disse ainda que se “houver justiça e critérios a distância mais equilibrada entre Peniche e Alcobaça é as Caldas da Rainha”.

Em 22 de Julho de 2009 (Foi publicado)

As motivações de ter a ampliação do actual Hospital Distrital das Caldas são cada vez mais evidentes por parte dos políticos que preferem "ter um pássaro na mão do que dois a fugir", apesar de estar assinado um acordo para a construção de uma unidade nova. Em causa está o facto de o Hospital Oeste Norte (HON) custar cerca de 100 milhões de euros, mas a segunda fase de ampliação estar orçada em cerca de 60 milhões o que deixa 40 milhões para a construção do Hospital Oeste Sul em Torres Vedras, também acordada com o Governo nas compensações da Ota.Estas contas não parecem estar a ser feitas a longo prazo pelos políticos de Caldas, que já afirmaram ao Governo no dia 15 de Maio, que preferem ter a ampliação do actual hospital que uma nova unidade, se esta não for construída nas Caldas.
Fernando Costa foi o rosto dessa afirmação e posição que agora parece estar a ganhar cada vez mais adeptos, nomeadamente dentro da Oeste CIM que negoceia as contrapartidas da Ota com o Governo. "Estamos a aguardar uma resposta que nos prometeram para breve. Estamos a aguardar. A ampliação é uma das hipóteses que está em cima da mesa", disse Carlos Lourenço, presidente da Oeste CIM.
O presidente do conselho de administração do CHON, Manuel Nobre que em tempos foi a favor da ampliação, mas agora confessa que esse tempo de obra "já foi ultrapassado" e que o melhor "é uma unidade nova com mais valências, mais meios, que sirva a população do Oeste Norte durante muito mais tempo", uma vez que uma ampliação será uma solução para "o curto prazo e trará o problema actual de rotura dos serviços daqui a dez anos."

Perante os factos eu digo, a verdade é que nos parece que fomos ingénuos ao acreditarmos que a resolução era definitiva e entretanto o nosso hospital perece estar em rampa inclinada para o seu desaparecimento, pelo menos com as valências que tínhamos, e sem a garantia de cumprirem o prometido.

A honestidade política de cumprir o que se promete continua muito por baixo.

CLUBE NAVAL DE PENICHE E A SUA DESGRAÇA


A situação em que se encontra o Clube Naval de Peniche, ruina total das suas instalações, obriga-me a que, perante as circunstâncias venha, por ora, proferir o seguinte:
a)- Sou sócio fundador do clube, actualmente com o número 6.
b)- Fui director do clube por várias vezes e não me envergonho da acção que desenvolvi em prol do seu engrandecimento.
c)- Pelo que fica dito tenho o direito de poder pronunciar-me acerca da situação de desgraça a que o meu clube foi conduzido.

Quando o grupo, de que fazem parte alguns dos elementos que ainda hoje constituem a direcção do clube, assumiu a sua direcção fê-lo com a arrogância de quem viria salvar o clube e conduzi-lo aos píncaros do sucesso.
Fizeram-se projectos de grande dimensão para as instalações sociais e referia-se que o clube iria, finalmente, atingir níveis de progresso em toda a linha.
Cedo começamos a verificar que, conseguidas algumas pretensões pessoais, os interesses do clube foram sendo relegados para segundo plano e vários dos entusiastas iniciais começaram a abandonar o barco.
Uma das situações mais descoradas por estes elementos da direcção foi precisamente as instalações, que há mais de oito anos vinham apresentando indícios de ruína, dado que nunca mais foi feita qualquer obra de recuperação e manutenção como anteriormente vinha sendo feito.
A situação de ruína actual era previsível mas a megalomania das grandes instalações não permitia ver o fim a que tudo isto iria parar.
A Câmara Municipal de Peniche entende que o Clube Naval não tem grande importância para a cidade e entende que o mesmo pode ser instalado em qualquer canto da cidade quando, em meu entender, ele merece e deve ser instalado em local de contacto permanente com o mar e a área marítima desportiva, como é o sítio de onde o quer desalojar, porventura para parquear automóveis ou realizar festinhas.
Perante este cenário a actual direcção pôs o clube de cócoras à mercê do que lhe quiserem dar.
Que cada um faça o seu exame de consciência, se a tiver.

A ASAE, o Forte de S. João Baptista e a Associação dos Amigos da Berlenga.


Quando, em 1975, um grupo de gente interessada pelas coisas de Peniche se fartou de assistir à paulatina degradação do Forte de S. João Batista, vítima de assaltos constantes de arruaceiros que apenas pretendiam destruir, e com fundado receio de que a posse do monumento viesse a cair nas mãos de alguém que não pertencia a Peniche para lhe dar sabe-se lá que tipo de utilização, não pensava que neste momento, ano de 2009, se voltasse a pôr a mesma questão e até assistisse àquilo que pessoas mal informadas e sem provas dadas de alguma vez haverem feito algo para bem de Peniche, viessem a por em dúvida o mérito da sua actuação.
Foi graças à actuação deste grupo que foi entregue a Peniche, sua edilidade, a possibilidade de controlo da situação, foi graças à actuação deste grupo e a muito e esforçado trabalho que o forte se manteve com alguma dignidade e saiu da situação ruinosa em que estava a cair.
Correram os anos e as entidades que deviam ter tido o cuidado de promover a sua recuperação e destino nada fizeram.
Vem agora a ASAE, com o seu caracter impessoal e burocrata e desprezando todo o historial, exigir que se façam obras que sabe incomportáveis para o grupo que tem tido o mérito de manter a situação.
Receio bem que a ASAE esteja a servir o interesse de alguém que pretende retirar do caminho o engulho que constitui a Associação dos Amigos da Berlenga e com isso se afaste, definitivamente, o acesso da população de Peniche àquele forte



A INFELICIDADE DESTE TAPUME


Se a empresa proprietária deste tapume tiver a paciência de o mandar arranjar será, certamente, pela décima vez que o fará. Não se percebe o que leva a que alguém, que talvez tenha a pretensão de que o considerem como gente, proceda tão repetidamente ao acto de destruição em causa. Se ponderarmos modernamente talvez se considere que é alguém desprotegido da vida que assim manifesta o seu descontentamento ou alguém que necessite de acompanhamento psicológico para reposição da sua estabilidade intelectual. Se observarmos a situação à luz de conceitos mais recuados o acto de vandalismo repetido é causa da impunidade com que, nos tempos que correm, qualquer selvagem faz o que quer e lhe apetece.

PORQUE TARDA A OBRA DO FOSSO DA MURALHA?


Terminado que está o mês de Agosto, data que nos foi indicada como aquela em que a obra do fosso estaria em pleno desenvolvimento, não vimos que possamos, finalmente, descansar. Na verdade não se vê que a obra tenha começado nem que tenha havido qualquer esclarecimento acerca dos motivos impeditivos. Não pretendo levantar maus agoiros mas já são tantas as vezes em que ela encalhou, que já estou com fundado receio de que mais uma vez venha a acontecer. É que, como referi em escritos anteriores, considero esta obra de tal maneira fundamental para a nossa cidade, que bem justifica que lhe sejam atribuídos os recursos necessários, ainda que em detrimento de umas tantas festas. Espero que não falte a coragem aos políticos que nos têm governado.
01/09/2009 - ESCLARECIMENTO
A propósito da dúvida apresentada acerca da concretização desta obra acabo de ser esclarecido que, apesar de algum atrazo motivado por questões burocráticas, está assegurado o financiamento e portanto a execução da mesma. Se assim é temos motivo de regozijo.

A MARINA QUE SE DESEJA


Aguardamos que venha a público e que, como se impõe, se dê a oportunidade de discutir publicamente o projecto ou ante projecto da futura marina. Já anteriormente defendi a sua localização em aproveitamento do Porto da Areia Sul, conquistando espaço ao mar, como foi feito em Cascais, e evitando a excessiva ocupação do istmo da península. Consta, agora, que se pretende localizá-la no espaço correspondente ao último pontão de estacionamento do porto de pesca, na zona contígua à futura eclusa.
Não percebo porque se vai amputar as instalações do porto intrometendo uma actividade lúdica na zona que deve, a meu ver, ser exclusiva da actividade piscatória, a não ser que estejamos, desde já, resignados com a redução da actividade piscatória. Se a nossa ambição se fica por uma marina de segunda classe, então bastará ampliar o actual porto de recreio, usufruindo do enrocamento que está previsto e ocupando toda a zona do antigo porto de pesca. Quando fiz parte da direcção do Clube Naval foi oferecido ao clube um estudo de ampliação do porto de recreio, feito por especialistas na matéria, que defendo como o ideal para solucionar a situação. Tem a vantagem de separar as actividades e de manter a marina no local de maior interesse turístico.

O PROGRESSO PENICHEIRO


Este foi o ordenamento do trânsito no Campo da Tôrre durante o certame Sabores do Mar. Demos uma excelente imagem do que somos a quem nos visitou e valeu a pena os gastos efectuados no arranjo do local. É confrangedor continuarmos a verificar que não há ordem neste reino. Assim vamos caminhando para o título de CAPITAL DA DESORDEM.

A exposição “ PESCA EM PENICHE – 50 anos de rádios, sondas e sonares...”


Aqui está uma mostra de factores que muito ajudaram ao desenvolvimento da nossa cidade. Vale a pena recordar, para os mais idosos, e aprender, para os mais novos, como se fez a história da nossa terra na vertente dos meios de auxílio para se atingir os níveis de desenvolvimento e progresso das pescas. Este acervo justifica a sua permanência no Museu de Peniche, onde espero lhe seja destinado um lugar de destaque, naturalmente com o consentimento do seu proprietário, a quem felicito pelo interesse, infelizmente pouco vulgar, em manter preservada esta riqueza. Ao Francisco Germano um abraço pela carolice ao Estêvão Alexandre Henriques um sincero agradecimento de um penicheiro que vê concretizar-se um trabalho de preservação das coisas da sua terra.

SABORES DO MAR

O meu aplauso para a iniciativa de organizar o festival de forma a utilizar, em parte, a fortaleza, esta acção constitui uma forma de habituar o povo da nossa terra a usufruir do espaço mais nobre da cidade.

A POLUIÇÃO NA PCP - Política Comum das Pescas

Continuando a referenciar o que diz o LIVRO VERDE SOBRE AS PESCAS NA UNIÃO EUROPEIA, agora numa referência aos efeitos da poluição.

"A PCP ainda tem muito por fazer para integrar a dimensão ambiental na sua
estratégia. As sobrecapacidades das frotas da União Europeia induziram a
sobreexploração das espécies - alvo e uma pressão excessiva sobre as espécies não
alvo e os habitats. A PCP não conseguiu integrar suficientemente os problemas
ambientais, de uma forma pró-activa, no conjunto das suas estratégias de gestão.
O problema foi exacerbado pela falta ou insuficiência de conhecimentos sobre o
funcionamento dos ecossistemas marinhos e os efeitos secundários da pesca.
Contudo, para ser justo, é importante sublinhar que um grande número de problemas
no meio marinho não resulta exclusivamente das actividades de pesca e que a própria
actividade de pesca sofre dos danos causados ao ambiente. A poluição tem um
impacto negativo na qualidade do peixe que chega ao consumidor. A poluição
derivada das actividades industriais e humanas e as alterações climatéricas também
contribuíram para o declínio ou a rarefacção dos peixes em certas zonas. Torna-se
urgente adoptar medidas para combater os efeitos destes factores nas unidades
populacionais, por forma a que a política de conservação e de gestão dos recursos
haliêuticos não seja constantemente prejudicada."

A NOSSA PROPENSÃO MARÍTIMA



Está em discussão, novamente, o “LIVRO VERDE SOBRE AS PESCAS” e dele respiguei o texto que abaixo reproduzo, como exemplo do que deveria ser a ligação da Escola Superior de Tecnologia do Mar.

Desenvolver as competências marítimas da Europa e promover o emprego sustentável no sector marítimo.
Para inverter a tendência para a diminuição do número de europeus que enveredam pela profissão marítima é necessário torná-la uma carreira estruturada e prestigiada, oferecendo-se aos jovens uma profissão de forte componente tecnológica e com saídas para actividades conexas mediante especialização complementar em áreas de conhecimento associadas ao cluster marítimo: Economia, Gestão, Direito, Oceanografia, Biologia, Engenharia Naval, etc. Desta forma, será possível propiciar uma carreira integrada em áreas de negócio como sejam, a banca, os seguros, a construção e reparação naval, o transporte marítimo, pescas, aquicultura, etc.
O desenvolvimento económico dos clusters da indústria marítima passa pelo ensino e pela formação de activos de qualidade para as profissões marítimas existentes e emergentes e ainda pela reconversão profissional.
No que respeita ao ensino e à formação uma das formas de avançar poderá ser a associação entre academias dos diferentes Estados-Membros ou a criação de uma rede de Escolas Europeias das Profissões do Mar, desconcentradas nas regiões com maiores ligações ao meio marítimo e que, à imagem do Centro Europeu de Formação Profissional, CEDEFOP, tenha a incumbência de sistematizar, a nível europeu, a preparação para as profissões marítimas, bem como formar profissionais altamente qualificados para as profissões de vanguarda ligadas ao mar.”

A POLUIÇÃO DA NOSSA ETAR




( clique na imagem para a ver maior)


As fotografias que acima publico, por gentileza do Carlos Tiago, ilustram a desgraça a que chegaram as descargas poluentes da estação de tratamento de esgotos, que parece não atingir o fim para que foi instalada, apesar de nela se haverem ocupado recursos que, pelo visto, talvez houvessem sido mais úteis noutro sector.
Lutou-se para que nos facultassem o equipamento, estudaram-se os vários tipos existentes, decidiu-se que este seria o indicado pela experiência de outros locais e agora assistimos constantemente a situações deste tipo? Mesmo que a escolha tivesse falhado não tem sido possível remediar a situação? A que conclusões terá chegado a comissão de acompanhamento que recentemente se formou?
Uma conclusão já nós, povo anónimo, estamos tirando, não há entre nós competência técnica nem vontade política para solucionar o problema. Então procure-se, com urgência, quem possa resolver a questão. Não vamos pensar que quem quiser vir visitar a reserva da biosfera tenha que atravessar um mar de porcaria como este. Mas o incómodo odorífero dos senhores visitantes será passageiro e para os praticantes de surf é uma questão de banho, para os ecossistemas costeiros será uma desgraça mais permanente e que vai afectar a economia local. É que a mancha de espuma poluente de que falo chegou à ponta da Papôa.

QUE SAUDADE!!!!!!!

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