Reserva da Biosfera da Berlenga


Resultados do “Plano de avaliação dos serviços e funções dos ecossistemas da Reserva da Biosfera das Berlengas”, uma pergunta que este blogue fez em 20/09/2015.

“Berlengas geram impacto económico de 12,1 milhões de euros
A reserva natural das Berlengas, ao largo de Peniche, cria na economia um rendimento avaliado em 12,1 milhões de euros, concluiu um estudo apresentado hoje nas I Jornadas do Conhecimento da Reserva da Biosfera das Berlengas.

Cerca de nove milhões de euros advêm da venda de pescado capturado ao redor daquele arquipélago, 322 mil euros resultam da primeira venda de percebes apanhados pelos mariscadores e 2,5 milhões de euros das visitas de turistas e das actividades ligadas ao mergulho e à pesca lúdica.

Para os investigadores, o valor pode vir ainda a ser superior, à medida que a investigação sobre os novos usos dos recursos marítimos for sendo feita e começarem a ter aplicação sobretudo pela indústria, sendo exemplo disso o estudo da aplicabilidade das micro-algas para novos produtos farmacêuticos.”

E acrescentam:

“O estudo do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, coordenado por Carlos Pereira Silva, concluiu que visitam anualmente a ilha da Berlenga mais de 65.650 pessoas, das quais 43.250 na época alta (meses de verão) e 22.400 na baixa.
Por dia, os visitantes chegam aos 687 na época alta e 400 na época baixa.”

NOTA PESSOAL – Só aqui quanto não foi a receita que o nosso município arrecadou, veja-se, portanto, quão importante, para Peniche, é a existência daquela ilha. Quanto aos números apresentados relativamente aos visitantes, faltou referir que, por dia, durante o ano de 2015, foram à ilha 179,863 pessoas.
E chamam exagerados aos publicitários!

É O MAR A SÉRIO, NÃO O DE BRINCAR, O NOSSO DESTINO


O relatório intitulado “Explorar o potencial da Investigação e Desenvolvimento na economia azul para criar emprego e crescimento” integra, entre outras recomendações, aquelas que abaixo transcrevo, tendo em vista o desenvolvimento da economia azul, leia-se ligada ao mar, até 2020.

MAIS APOIO PARA UNIVERSIDADES E PME NA ECONOMIA DO MAR

“. Defende a necessidade de desenvolver um planeamento estratégico das atividades da Economia Azul, modos de financiamento direto e um plano de ação, por forma a dinamizar este setor até 2020; considera que cada uma das atividades identificadas deve conter um número de ideias específicas, que vão desde a cooperação no domínio da investigação através do investimento em infraestruturas e mecanismos de cooperação, que os Estados-Membros são convidados a implementar recorrendo aos fundos da UE, ao financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e à participação do setor privado, seguindo as práticas ou recorrendo ao Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, cujo objetivo consiste em promover investimentos significativos em infraestruturas e garantir o financiamento de projetos inovadores; solicita, para o efeito, à Comissão que inclua o desenvolvimento da Economia Azul como um dos requisitos a cumprir para que um projeto possa ser elegível para o FEIE;

“. Exorta a Comissão a apoiar tanto o ensino superior como a formação profissional e os programas de aprendizagem ao longo da vida, procurando incorporar nos mesmos a perspetiva da Economia Azul e apoiar a sensibilização dos jovens para esta questão, reforçando a sua presença em todos os níveis de formação; manifesta a sua preocupação com o impacto que o FEIE, nos moldes propostos pela Comissão, irá ter na investigação e desenvolvimento, considerando que serão retirados 2,7 mil milhões de euros ao Programa Horizonte 2020 durante os próximos 5 anos;

“. Insiste em que seja incentivado o desenvolvimento de sistemas de formação que congreguem todas as profissões do mar; assevera, a este respeito, que a interação entre os diferentes sistemas de formação marítimos permite favorecer o desenvolvimento de atividades marítimas integradas e a polivalência das profissões.

Como nasci numa terra de mar, como de tenra idade comecei a molhar os pés na água salgada, porque continuo a pensar que o futuro da minha terra está no mar concreto e não naquele de brincar, porque o mar abraçou de tal maneira a nossa terra, vejo com dificuldade outro destino para a nossa urbe e sua gente.

Segundo este princípio, incentivado pela leitura integral daquele relatório, volto a chamar a atenção da “GENTE DA MINHA TERRA”, porque, me parece, que o lado político não chegará nem é capaz, para o facto de estar na hora de juntar esforços para repensar Peniche e dotá-lo de uma linha de rumo determinado, pensado, vivido, unindo os esforços nesse sentido, chamando à sua parte na responsabilidade a nossa Universidade. 

PORTUGAL


HOJE FAZ QUARENTA ANOS QUE NOS LIBERTARAM DA SEGUNDA DITADURA.

PORVENTURA JÁ NÃO SERIA ESTA A BANDEIRA QUE NOS REPRESENTARIA.

OBRIGADO AOS QUE NOS RESTITUÍRAM ESTA LIBERDADE.

CONVÉM QUE FIQUEMOS ATENTOS.


NÃO, NÃO SÃO!




Se o leitor pensa que as imagens supra são no Bangladeche, sem desprimor para o país, estão enganados, elas representam uma salvaguarda da integridade física de quem visita a nossa Papôa.
Não sei de quem foi a autoria, há mais de um ano. Se foi um particular louvo o seu cuidado, porém, não posso louvar a paciência da nossa Câmara, no seu todo, porque todos estão a fazer a mesma figura.
O que passará pela cabeça das pessoas que por ali passam? Sei o que passou pela minha e já basta.

Resolvam esta situação de imediato, para bem da figura que, todos nós, penicheiros, estamos a fazer.

OBRA DA NATUREZA


Repare na figura central desta imagem. Trata-se de um afloramento vulcânico com que a natureza quis brindar a nossa cidade. Nota-se, claramente, a sua diferença para o resto da paisagem. Que pena estar em local tão maltratado e sem qualquer indicação, são as tais pérolas! 


À ATENÇÃO DOS SRS. PRESIDENTES


Após 21 anos de chamamento da atenção para o desaparecimento da praia da Cambôa e estando quase finalizada a intervenção que o POOC ali está a executar, sem que se vislumbre que nela esteja incluído o reforço e consolidação do simulacro de esporão que ali foi feito, venho dirigir aos Srs. Presidentes da Câmara e da Junta de Peniche a solicitação, não exigindo como é linguagem normalmente utilizada noutros quadrantes, de que dediquem a vossa atenção ao assunto, no sentido de que o mesmo seja considerado, ainda que, para isso, seja necessário abdicar da girândola de fogo-de-artifício que tem sido costume queimar na festa da passagem de ano.

Porque me parece que não tenho sido entendido através do que escrevi, várias vezes, quer através da Voz do Mar, quer através deste modesto blogue, resolvi, desta vez, fazer-vos um desenho, na esperança de, talvez, conseguir fazer alguma luz nas vossas mentes.

Como repetidas vezes tenho afirmado, o que se pretende é substituir a função que foi desempenhada ao longo de décadas, quer pelo cano de esgoto das fábricas Fialho e Exportadora, quer pela rampa de lançamento da embarcação salva vidas, retendo assim a areia onde ela é tão necessária. E não venham dizer-nos que não têm nada a ver com isso, a responsabilidade do que se passa no vosso, nosso, território, é toda vossa.

Porque, Srs. Presidentes, se não se arranjar maneira de fazer subir o nível de areia à volta de 2 a 3 metros na praia da Cambôa o mar vai saltar por cima de tudo o que lá está a ser posto, é ver como ele salta na muralha, na fachada da estação do salva vidas e no Quebrado.

Se o esporão for devidamente concretizado, isto é, se ficar ligado e integrado na obra que está a ser feita, a areia, que até agora tem estado a ser espalhada pela baía, voltará ao sítio onde pertenceu, com benefício da Cambôa, da muralha, do Quebrado e dos médões, que tanta importância têm na segurança do território.

Passo a explicar o que pretendo representar com a imagem que publico:

A vermelho        -              O reforço e integração do esporão já existente.

A preto               -              A recente construção feita pelo POOC.

A amarelo           -              Um exemplo do local onde se pretende a fixação da areia. 

PENSE GRANDE SNR. PRESIDENTE


Pense que a zona, que hoje pertence à actividade da pesca, onde está a querer construir a marina, poderá vir ainda a ser reutilizada na mesma actividade, porque, estando e continuando, como queremos, voltados para o mar, talvez os nossos vindouros venham a ser capazes de fazer uma coisa, que nós não fizemos, quiçá pensar e revitalizar a actividade da pesca.

Pense que o que acabou por ser feito de um dos sonhos que tivemos, nós penicheiros, seria ter o fosso da muralha devidamente aproveitado e deu no que deu.

Pense que não devemos encavalitar umas coisas nas outras e ainda uma não está repensada e já estamos a querer encavalitar no mesmo espaço mais uma.

Pense no estado em que está o nosso molhe oeste, que terá, mais ano menos ano, que ser reparado de vez, a ponto de já ter sido alvitrado fazer-se uma lomba de rebentação externa para sua protecção.

Pense que 80% dos materiais que compõem parte do citado molhe são recuperáveis para mudar de sítio.

Pense que o istmo de Peniche não pode suportar a abertura de mais docas e carece de ser defendido, também, a sul.

Pense que Peniche merece e justifica uma marina oceânica, porque está a meio da costa portuguesa, porque tem o abrigo do Cabo Carvoeiro, porque é um porto seguro já conhecido internacionalmente, porque está a mais de 40 milhas da marina mais próxima, porque ela representaria um equipamento que muito valorizava a região centro/oeste, que todas estas potencialidades lhe dão a categoria de interesse nacional e, por fim, nas 160.000 embarcações de recreio que passam na nossa costa.

Pense no que foi feito em Oeiras, Cascais, Sines, etc. etc.

Pense, agora, Snr. Presidente, que se construía um novo molhe oeste a partir do Porto da Areia Sul, com a ajuda dos tais 80% de materiais que constituem o molhe actual e que, todo o terreiro, que hoje é parque de estacionamento, era transformado num cais com mais uma frente voltada a sul, de onde sairiam parte dos pontões de amarração de embarcações.

Pense, também, que o Porto da Areia Sul poderia ser ligado, por um cais ao nível do mar, ao Carreiro Fedorento, do qual partiriam mais pontões de amarração.

Pense, ainda, que a nossa fortaleza, ficaria integrada no centro de toda esta actividade, incluindo-se-lhe o Alto da Vela.

Pense no buraco do Porto da Areia e na sua arriba a oeste, bem como em toda a costa sul até ao Cabo Carvoeiro.

Pense que é dependendo da valia do projecto em si e do que lhe for adicionado, que os investidores aparecerão.

Pense que, quem fez o actual Porto de Pesca, o governo da Nação como sabe, é capaz de ajudar a obter os meios para que este desígnio se concretize.

Pense em lançar a ideia.


Outubro de 2015.

NA CAMBÔA A HISTÓRIA É OUTRA







Na Cambôa a história é outra, enquanto a praia não tiver mais dois metros de altura de areia não haverá obra que resista. O mar continuará a partir contra a casa do Salva Vidas e a devastar o médão.
A solução continua à vista, reter a areia na praia através de um esporão em condições. Porra!

O PRIMEIRO TESTE DO QUEBRADO




As obras realizadas pelo Estado ao abrigo do POOC- Plano de Ordenamento da Orla Costeira no quebrado, foram sujeitas ao primeiro teste.
A obra realizada na zona mais abrigada ficou com um aspecto muito melhorado e dignificou o local.
Na parte que respeita à rampa varadouro, sítio onde o abrigo natural começa a faltar a situação parece menos eficiente. O esporão que se observa na figura central talvez devesse ser mais prolongado.

O TÔMBOLO DE PENICHE



Esquema de formação de um tômbolo. Repare-se que por acção das correntes  marítimas se acumulam, entre uma pequena ilha e a orla continental grandes quantidades de sedimentos arenosos que, acabando por emergir, formaram um istmo que faz a ligação ao território continental. É a este istmo arenoso, ligando uma ilha ao continente, que se dá o nome de tômbolo.


Tômbolo - pequena ilha rochosa ligada ao continente por um istmo – faixa resultante da acumulação de areias e seixos. A acumulação de areia, como aconteceu em Peniche, dá-se entre o litoral e uma ilha próxima. No caso dos manterias acumulados emergirem a ilha fica ligada ao continente por uma faixa arenosa a que damos o nome de Tômbolo.

No nosso caso o tômbolo arenoso começa nos portões de Peniche de Cima e acaba em Porto de Lobos.
Esta situação pode ser instável se não for devidamente protegida, pelo que se torna fundamental o fortalecimento das dunas, em especial na zona norte, onde se verifica o maior assédio da força do mar.
Por isso me tenho preocupado, para além da preservação das dunas, com a acumulação de areia na praia do norte. 
Só através da acumulação de areia na praia norte é possível alimentar as dunas da necessária areia, e porquê em especial a praia norte? Porque os ventos dominantes são de Noroeste e serão eles que farão a recarga de areia nas dunas.

O ESTACIONAMENTO DE AUTO CARAVANAS



A propósito do sinal de trânsito que acima reproduzo e que a nossa Câmara inventou, fazendo a ridícula figura, que se imagina, perante as pessoas que conhecem alguma coisa da matéria. Experimente a colocar o caminho abaixo no seu computador e verifique que, de entre as dezenas de sinais oficiais existentes, não existe a invenção da nossa Câmara.

Não tenho dúvida em admitir que entre os auto caravanistas existem pessoas cujo civismo deixa muito a desejar, nem poderiam ser excepção relativamente a uma boa parte dos restantes automobilistas, o que me aflige é o facto de se estar a criar a fobia generalizada, do anti caravanismo, quanto ao estacionamento, quando, nas mesmas circunstâncias, vejo outros veículos de todas as espécies, até pertencentes a pessoas que tenho visto criticarem o estacionamento de auto caravanistas.

O fenómeno do auto caravanismo é imparável, tantos são os utilizadores do sistema, por isso me parece que as câmaras municipais conscientes e interessadas em aproveitar, também, este fluxo turístico, só têm que fazer o possível por criar as condições necessárias para o devido ordenamento do mesmo, fazendo depois a exigência do cumprimento, por todos, das regras gerais.

É evidente que estou a referir-me ao simples facto do estacionamento da viatura e não à sua utilização como meio de acampamento.

Querer condicionar o estacionamento das auto caravanas, quando a desordem do trânsito em geral, na nossa terra é, como é hábito dizer, mato. (Ver Campo da Torre, Baleal, Super Tubos, Papôa, Consolação, etc. etc.)

Aconselha-se, portanto, que antes da repressão se faça a política da educação, começando, logicamente, por arrumar a nossa casa, para que, quando a visita chegar, aprenda a respeitar a ordem que encontra.

Caminho:
https://www.google.pt/search?q=sinais+de+transito&espv=2&biw=1422&bih=750&tbm=isch&imgil=_WA_XclPOdAzoM%253A%253Bj2yLZXjqh3T6lM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Fwww.comofazer.org%25252Foutros%25252Freconhecer-e-compreender-o-significado-dos-sinais-de-transito%25252F&source=iu&pf=m&fir=_WA_XclPOdAzoM%253A%252Cj2yLZXjqh3T6lM%252C_&dpr=0.9&ved=0CCkQyjdqFQoTCOTC1I-x28gCFUbTGgodBEsBuA&ei=ap4rVuRlxqZrhJaFwAs&usg=__fl0IQCVWLNAHTj49f6BOwVPoprs%3D#imgrc=_WA_XclPOdAzoM%3A&usg=__fl0IQCVWLNAHTj49f6BOwVPoprs%3D

ROTARY DISCUTE TEMAS DO INTERESSE DE PENICHE

"O MAR - FONTE DE PRODUTOS ALIMENTARES: Inovação e oportunidades"

ESTÁ CONVIDADO

QUINTA-FEIRA NO AUDITÓRIO DO INSTITUTO POLITÉCNICO

21 HORAS

CONTINUA O ABATE DE PALMEIRAS





Mais duas palmeiras foram abatidas esta manhã. Pelo visto é uma espécie a banir da nossa cidade.
A competência dos serviços camarários só dá para destruir e disfarçam a sua incompetência fazendo crer que as árvores estão ocas por dentro. Ocas estão as cabeças de quem propagandeia estas balelas para encobrir a tal incompetência.

Os peixes movendo-se em direcção aos pólos a uma velocidade de 26 quilômetros por década


"Ilhas do Caribe (banco). "Os trópicos serão os perdedores globais", diz William Cheung, professor associado no Centro UBC Pescas e co-autor deste estudo. "Esta área tem uma elevada dependência de peixe para a alimentação, dieta e nutrição. Vamos ver uma perda de populações de peixes que são importantes para as pescas e as comunidades dessas regiões ".
Crédito: © jovannig / Fotolia
Um grande número de peixes desaparecerá dos trópicos em 2050, conclui um novo estudo da Universidade de Britsh Colômbia, que analisou o impacto das alterações climáticas sobre os recursos haliêuticos. O estudo identificou locais específicos dos oceanos para extinção de peixes locais, mas também descobriram que mudanças de temperatura irão conduzir mais peixe para o Ártico e águas antárticas.
Usando os mesmos cenários de mudanças climáticas como o Painel Intergovernamental Sobre as Alterações Climáticas, os pesquisadores projectaram uma mudança em larga escala de peixes e invertebrados marinhos. No pior cenário, onde os oceanos da Terra aquecerem três graus celsius até 2100, os peixes poderiam afastar-se de seus habitats actuais a uma taxa de 26 quilómetros por década. Sob o cenário mais favorável, onde a Terra se aquecer em um grau Celsius, os peixes mover-se-iam 15 quilómetros em cada década. Isto é consistente com as mudanças nas últimas décadas.
O post acima é reproduzido a partir de materiais fornecidos pela Universidade da Faculdade de Ciências British  Colúmbia."
NOTA PESSOAL - O que fica dito tem muito a ver com o que poderá ser o nosso futuro próximo, será necessário que as entidades que podem ter influência na decisão do futuro da nossa terra se debrucem sobre este tipo de problemas, que, até aqui, todos têm ignorado, assobiando para o lado e perdendo o seu tempo com banalidades.

A INÈPCIA DA AUTARQUIA!


A imagem reflecte o mais acabado argumento de descarte de responsabilidades.
A muralha está em risco de queda, ponto final, agora é só esperar que caia.
Pouco importa se atrás da muralha em risco vai o ex-líbris da praia da Camboa.
Quando concretizado o desastre, o dever foi cumprido, mesmo que atinja alguém, paciência, estava lá o aviso, há, pelo menos, dois anos.

QUANDO O INTERESSE É REAL





Não sei quem é o dono da obra que se está a fazer na praia do quebrado, mas tenho a certeza que a Câmara tem, disso, conhecimento. Afinal é ou não possível reforçar e completar o esporão da praia da Camboa? Seria, se houvesse vontade para tal. É uma questão de fazer jeito a alguém.




Plano de avaliação dos serviços e funções dos ecossistemas na Reserva da Biosfera das Berlengas


“Este projeto tem como principal objetivo, promover o desenvolvimento sustentável das atividades da pesca e do turismo na área da Reserva da Biosfera das Berlengas, com vista à melhoria da competitividade destes sectores enquanto se garante a continuidade dos serviços fornecidos por este ecossistema.

Financiado pelo GAC-Oeste (Promar), é coordenado pelo Professor  Sérgio Leandro (MARE-IPLeiria, GIRM) em parceria com a Bio3 & Bioinsight e a Universidade de Coimbra (Dept. de Ciências da Vida, Centro de Ecologia Funcional).

 Iniciado em junho do ano passado, e com duração prevista de um ano, terá o seu término em junho de 2015. “

NOTA PESSOAL – 20/09/2015 - Gostaria de ter visto devidamente publicitado o resultado desta avaliação, explicando como as suas iniciativas contribuíram para o desenvolvimento pretendido, para não ficarmos com a sensação de que lá foram mais uns milhares de euros.
Já passaram três meses desde o término, mas vamos continuar expectantes.

PASSEIO DA ARMÉRIA


Resumo informação 32º Passeio Pedestre:
Nome - Jóia Verde
Descrição da caminhada - O 32º Passeio Pedestre da Arméria irá decorrer inteiramente no concelho de Peniche, num percurso quase na sua totalidade em área florestal. Será a primeira vez que iremos realizar uma caminhada ao entardecer e durante a noite, uma forma diferente de conhecer esta riqueza natural.
Dia - 19-09-2015
Partida - 17:30 Cemitério da Vila de Ferrel, no Concelho de Peniche (concentração 15 minutos antes)
Chegada - 21:30
Tipo de percurso - Circular
Extensão aproximada - 12Km
Destinatários - Aberto a toda a comunidade.
Grau de dificuldade - Baixo a moderado (percurso com alguns trilhos arenosos)
Como chegar ao local - Para quem vem pelo lado de Atouguia da Baleia / Peniche, ao chegar ao largo principal de Ferrel deve prosseguir para a Serra D'El-Rei até encontrar no seu lado esquerdo o estabelecimento comercial Radar, virando aí à esquerda, seguindo até ao fim dessa rua. Para quem vem pelo lado da Serra D'El-Rei, ao passar o pinhal, deverá virar na segunda estrada à direita, antes do estabelecimento comercial Radar seguindo até ao fim dessa rua
Ponto de encontro (basta indicar local de partida para indicar a trajecto a seguir) - https://www.google.pt/maps/dir//39.3638887,-9.3103199/@39.3627452,-9.3138318,411m/data=!3m1!1e3

A NOSSA SARDINHA E AS LAGOSTAS DA MAURITÂNIA



Todos os rapazes da minha idade e mais alguns bem mais novos, se lembram de uma época em que os nossos barcos começaram a pescar lagosta na Mauritânia. Foi uma festa ao longo de vários anos em que alguns “Chicos” carregaram as embarcações, quanto podiam, e vinham fazer a sua venda no nosso porto. Actuavam com licenças obtidas junto das entidades locais, muitas vezes através de negociatas com gente local influente, que não tinham em vista os interesses do seu país, antes procuraram satisfazer o seu interesse pessoal. A faina foi continuando, primeiro trazendo as lagostas de maior dimensão, até que acabou por chegarem, até nós, milhões de lagostas pouco maiores que navalheiras. Esta estória foi continuando até ao dia em que se concluiu que não valia a pena voltar dada a completa exaustão daquele stock de marisco.

Esta narrativa tem a ver com o que se está a passar, neste momento, entre nós, com a pesca da sardinha. Clama-se contra a interdição de pesca excessiva tendo em vista, algumas vezes, apenas o interesse imediato, esquecendo, umas vezes por ignorância, outras por questões de luta política, que afinal se está, com esta intervenção, a preservar a continuação da espécie que tanta importância tem para a economia da nossa terra, antes que aconteça o que se passou na Mauritânia.

Outra coisa bem diferente será a continuidade da existência da pesca do cerco nos moldes em que se continua a fazer. Na minha ideia o que tem sido a prática até aqui não pode continuar, por questões de rentabilidade das empresas e, também, por questão dos pescadores que nela labutam, cujo rendimento cada vez vai sendo menor, já basta o facto de serem a única classe que só ganha se pescar, e porque a política dos subsídios não vai eternizar-se.

Esta época de crise provocou, no nosso país e em relação a muitas indústrias, a necessidade de alterações de conduta e sistemas produtivos, tendo em vista a chamada dar a volta por cima, que lhes proporcionou o poderem continuar e, às vezes, melhorar a sua rentabilidade. Continuo a defender a ideia de que a indústria da pesca da sardinha, tanto como todas as outras, não é excepção.

Setembro/2015.

REGULAMENTO MUNICIPAL DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO


Já anteriormente me referi ao Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo, como aqui poderá ser relembrado e, uma vez publicado em Diário da República, onde ocupa nove páginas a duas colunas e é distribuído por sete capítulos e sessenta e oito artigos, tive a paciência de ler a versão última, saída da colaboração que um terço das colectividades convocadas prestaram ao longo do fórum, para o efeito organizado, e que está em consulta pública.

Trata-se de documento que, pelo que fica dito, não é nada prático de consulta e, muito menos, de fácil compreensão para a maior parte do corpos directivos das 92 colectividades inventariadas, daí que, a Adepe, já se tenha disponibilizado para organizar curso de interpretação quer do regulamento quer do movimento associativo em si.

Mas dentro de toda esta complexidade que a Câmara Municipal arranjou, não para dar nada a ninguém, mas para devolver àquelas 92 colectividades uma parte dos impostos que cobrou dos munícipes que constituem as suas massas associativas, foi criado, a nível municipal, o Comité de Apoio ao Associativismo onde é obrigatória a entrega da seguinte documentação:

 A inscrição prévia na base de questionário para o efeito
Uma cópia dos estatutos
Uma cópia da constituição da associação
Uma cópia da publicação em Diário da República

E anualmente:

Ficha de actualização de dados
Lista actualizada dos órgãos sociais
Cópia da acta da Assembleia Geral onde foram eleitos os órgãos sociais
Plano de actividades para o ano em curso
Orçamento para o ano em curso

Em Julho para recebimento de subsídio:

Cópia do relatório de actividades
Contas referentes ao exercício do ano anterior
Cópia da acta da assembleia geral que aprovou o relatório de actividades e as contas supra
Cópia dos pereceres do conselho fiscal, ou órgão equivalente, a aprovar o relatório de actividades e contas

Entretanto, quer no preâmbulo, quer no decurso do longo articulado, a Câmara Municipal disponibiliza os seus elementos afectos ao CAA para apoio e aconselhamento, sempre que qualquer associação tenha carências organizativas.

Toda esta complexa engrenagem parece ter como corolário o seguimento atempado e apertado do que é a vida das associações, quiçá com uma supervisão atenta e colaborante no sentido de lhes aconselhar a melhor e desinteressada orientação.

Pessoalmente e procurando colaborar neste período de análise e discussão do documento, tendo em vista o abreviar toda esta tramitação de documentos e deslocações de pessoas aconselharia a que se nomeasse um controleiro para cada associação que, in loco, colheria os elementos e faria o aconselhamento necessário.  

E QUAL SERÁ O FUTURO DA NOSSA TERRA?


Tenho procurado não deixar esquecer, sempre que o assunto se proporciona, que o futuro da nossa terra sempre esteve e, continuo a pensar, permanecerá ligado ao mar.
Tive a esperança de que nós, os penicheiros, ou aqueles que para aqui vieram dotados de sabedoria e ajudas monetárias, viriam a dar a volta à situação para bem desta minha terra.
Talvez a minha idade, talvez o comodismo que observo, talvez alguma incompetência que constato ou talvez o hábito do servilismo sempre patente, me estejam a pressionar no sentido de mudar de opinião. 
Quando o porto de pesca foi dimensionado para melhor cumprir a sua missão face ao volume de pescado que aqui chegava, quando ocorreu o 25 de Abril e os homens que realmente diziam perceber das pescas tomaram as rédeas desta actividade, quando vi, finalmente, aqui instalada uma Escola Superior de Tecnologias do Mar tive a esperança de que tudo tinha sido cumprido no sentido de que o tal futuro estava garantido.
Não foi o que aconteceu e não se vislumbra que ainda possa vir a suceder. 
Assim sendo resta esperar que alguém, vindo da Europa ou talvez não, descubra esta nossa terra e a sua vocação e venha empregar os poucos homens do mar, enquanto os houver.


Agosto de 2015.

AINDA A POLÉMICA DO RATO PRETO DA BERLENGA.



Não há ninguém, com aquilo que os homens costumam ter, a nível da nossa edilidade, para promover uma sessão de esclarecimento, pública e devidamente publicitada, para que se chegue a uma conclusão acerca da medida, devidamente acertada, a ser tomada sobre este assunto?

Ou a nossa Câmara não tem nada a ver com isto.

Com o meu pedido antecipado de desculpa ao Snr. Prof. Dr. Luis Vicente, deixo abaixo o caminho para um seu trabalho sobre o assunto e que, como penicheiro, muito agradeço.


http://www.publico.pt/ciencia/noticia/os-ratospretos-das-berlengas-e-as-lontras-das-ilhas-aleutas-1704637

O MEU APLAUSO







Só posso manifestar o meu regozijo pela preservação de um dos ícones da nossa cidade. O arranjo está acolhedor e visualmente bonito. Permita-se-me um alvitre, qual seja a implantação de uma sebe de metro e meio no lado norte, tanto para preservação das plantas, que são fundamentais ao arranjo, como das pessoas que usam o equipamento para merendas.




As tendências mundiais mostram que as populações de aves marinhas caíram 70 por cento desde 1950


 Michelle Paleczny, estudante de mestrado UBC e pesquisador do projecto Sea Around Us, e co-autores  informação compilada em mais de 500 populações de aves marinhas de todo o mundo, representando 19 por cento da população global de aves marinhas. Eles descobriram que as populações globais haviam diminuído em 69,6 por cento, equivalente a uma perda de cerca de 230 milhões de aves em 60 anos.

NOTA PESSOAL – Não terá a ver com a proliferação do rato preto da Berlenga?

Gloriabor Lourenço



Convém guardar a memória daqueles que, pela sua forma de estar na vida, souberam impor a sua figura pela via da sua modéstia, da sua respeitabilidade própria e perante os outros, da sua disponibilidade para ajudar e apreciar os outros. A imagem que publico dele é aquela que muitos milhares de penicheiros presenciaram, aquela presença observadora e disponível com que todos contavam. Tive contactos com ele na sua vida profissional e quando ambos estivemos ao serviço da então Associação Recreativa Penichense e, nas duas situações, pude guardar e testemunhar a imagem que procuro fazer recordar aos que, como eu, tiveram a dita de com ele conviver, como ainda lembrar, aos mais novos que se lhe seguiram, que vale a pena ser justo e recto nesta vida.

Associações de pesca reúnem-se para combater falta de mão-de-obra




São esperadas 22 associações, de norte a sul do país. Jerónimo Rato, presidente da Cooperativa de Armadores da Pesca Artesanal, de Peniche, uma das organizações impulsionadoras, disse à agência Lusa que da reunião vão sair medidas a implementar pelo sector e que poderão passar por uma paragem das embarcações em género de protesto.
O sector tem novas exigências colocadas à contratação de trabalhadores não marítimos (sem cédula profissional) ou de pensionistas, a quem está a recorrer "por falta de mão-de-obra".
Além de um certificado de aptidão física e da apólice do seguro de trabalho, esses trabalhadores passaram a estar obrigados a entregar nas capitanias respectivas uma declaração se são ou não pensionistas.
A Segurança Social actua depois, no sentido de "suspender a pensão dos que são reformados ou penalizar os armadores por terem pessoal não marítimo a trabalhar a bordo das embarcações", explicou o dirigente, recordando que os seguros de trabalho não cobrem eventuais acidentes desses trabalhadores.
Agência Lusa.

NOTA PESSOAL - Não quero pôr em dúvida a notícia, mas não dá para entender.

Análise pessoal do projecto Life-Berlengas

Tomo a liberdade de publicar um texto analítico do projecto Life – Berlengas cujo endereço electrónico indico abaixo. Neste texto saliento a negrito os títulos que observo e em escrita normal o comentário que se me oferece. Para que seja perceptível o conteúdo do meu comentário é aconselhável que seja lido o dito projecto.

O projecto –

Capacidade de Carga -
Avaliação da capacidade de carga, que já existe, deve ter em conta a influência que a ilha tem para o turismo local e considerar que a maior e única defesa que a Berlenga tem, são os nove meses em que não vai lá ninguém.

Implementação efectiva do plano de gestão da ZPE-
Porque não a participação da AAB-Associação dos Amigos da Berlenga?

As ameaças das espécies não indígenas invasoras –
Inclui o homem?
O airo desapareceu mais, porventura, pela alteração meteorológica (aquecimento global) do que pela acção predadora, que sempre existe.
A comissão científica do projecto não se pronunciou quanto à intromissão da entidade que está a envenenar os ratos ao mesmo tempo que a acção do projecto já está no terreno?

Sardão –
Ainda em 2013 tive a oportunidade de observar um sardão.

Excessos populacionais -
E as gaivotas em excesso não provocam a acidificação do terreno e desaparecimento de muitas plantas?
Como os ratos pretos estão na ilha há centenas de anos o roque de castro há séculos que não nidifica na ilha, será que pode ser considerado espécie endémica? Ou, pelo contrário, querem forçar a entrada do roque de castro?

Rato preto –
No projecto é feita a afirmação que o rato preto da Berlenga é igual ao de todo o mundo, porquê então me foi anunciado que estão preocupados em analisar esta espécie, a nível genético e biológico? Trata-se, no mínimo, de uma afirmação prematura.
Quando afirmamos que temos informação de que o rato preto da Berlenga está geneticamente adaptado, baseamo-nos em informações cedidas por cientistas credíveis, pelo que é de estranhar que não existam estudos.
Quanto à cagarra, que como se sabe tem o seu limite habitacional norte na Berlenga, ao contrário do Airo para quem a Berlenga era o seu limite sul, pode estar a beneficiar da mesma alteração climática.



Coelho –
Começo por afirmar que mais de noventa por cento das pessoas que visitam as Berlengas nunca tiveram a dita de observar um coelho no local, isto para constatar que a sua presença está longe de poder ser praga.

O chorão –
Na altura em que o chorão foi expandido na Berlenga havia já a noção das suas características de planta invasora e, portanto, presidiu a consciência de que ele deveria ser contido na área onde se reconhecia ser útil. E qual era a utilidade, tendo em vista que a Berlenga pode ser santuário de tudo mas nunca pode deixar de ser a peça principal do turismo da nossa cidade, o chorão servia de elemento funcional da segurança das pessoas que visitam a ilha, impedindo a queda de pedras e derrocada de terras, segurança que deve estar sempre presente quando se toma qualquer decisão na Berlenga. Coisa diferente é o facto de nunca haver existido naquela ilha uma entidade que permanentemente se preocupasse com a boa ordem dos seus equipamentos, nomeadamente do chorão, antes pelo contrário, sempre se correu atrás de fogachos ocasionais, ao sabor de interesses alheios e quando houve alguma entidade que demonstrou interesse em ajudar, nesse sentido, foi posta de parte.
Por conseguinte antes de retirarem o chorão da zona mais fortemente utilizada pelo turismo visitante, tenham já uma planta indígena capaz de o substituir nas zonas de queda de pedras e de prováveis desmoronamentos, porque, alguém estará atento perante os acidentes que vierem a acontecer.
Quanto ao processo de arranque do chorão, ou seja, deixá-lo no local à espera que ele morra por secagem, devo referir, por experiência própria, que ele voltará, facilmente, a reactivar a sua exuberância. É, por isso, indispensável que seja removido do local. Custa mas é assim.

Como comentário final apraz-me referir que, como em tudo na vida, o meio-termo é virtuoso. Não embarquemos em fundamentalismos, muito menos em competição, usemos o bom senso possível procurando controlar o que existe e deixando de pretender moldar a natureza ao nosso gosto ou interesse, por mais cientista que sejamos.

PRAZER SILENCIOSO!

O anoitecer da nossa ilha são momentos de prazer silencioso!

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