FORTALEZA – UMA QUESTÃO DE CIDADANIA



Voltando à abordagem do tema “A NOSSA FORTALEZA”, e pensando que nunca será demais continuar o combate pela sua posse por parte dos Penicheiros, entendendo-se como tal os naturais do concelho e todos os que aqui labutam no seu dia-a-dia, lembro ao Povo da Minha Terra que este assunto não é uma questão política mas sim uma questão de cidadania, é, portanto, um direito e um dever de todos nós lutar por reaver aquilo que, há oitenta anos, nos foi usurpado, outros diriam roubado, por estranhos à nossa cidade e contrariando o que seria a vontade dos nossos antepassados e, tenho a certeza, aquilo que será a dos nossos vindouros.

Alguém tem que travar a batalha no momento próprio, se quisermos que os que se nos vão seguir se orgulhem dos seus antepassados.

Convém não nos deixarmos embalar por conversa mole para adormecer parolo.

Volto à máxima já anteriormente repetida:

VAMOS ENCHER A NOSSA FORTALEZA DE PENICHEIROS

Ultimamente, neste blogue e sobre o assunto:




ADENDA:

Este escrito estava pronto antes da audição pública promovida pelas Assembleia Municipal e Câmara Municipal e não entendi haver motivo para a alterar. Nesta reunião que foi constituída por duas partes uma informativa e outra de audição dos presentes, onde, cada um que quis, teve a oportunidade de intervir. Naquilo que respeita a informações prestadas pela autarquia continuamos a ouvir o mesmo de há 40 anos a esta parte, o que não produzirá nada de útil para a nossa cidade, se não formos nós a exigir e intervir na defesa do interesse de Peniche.

É NATAL


Nesta época reflexiva para todos nós, também dediquei algum do meu tempo a ponderar o que tem sido dito através deste meu blogue. 

Entendo que é evidente o motor de toda esta ansiedade em transmitir o que, por vezes, me vai na alma, o amor que tenho à minha terra. 

Reconheço o ardor que coloco em muitos dos meus escritos, porém, ele deve-se mais à consideração em que tenho a minha terra do que pretender atingir quem quer que seja, sem prescindir da minha crítica quando entendo oportuna.

Aos que têm a bondade de ir seguindo aquilo que chamarei de minhas reflexões, tanto em atitude de apoio, como em sentido crítico, deixo a minha gratidão.

E como aos 80 anos não é altura de se mudar nada, continuarei na mesma linha de expressão.

A todos vós, do coração, desejo:

UM FELIZ NATAL

EVOCAÇÃO DOS 500 ANOS - FREGUESIA DE SANTA MARIA DA AJUDA







Da sessão evocativa dos 500 anos da constituição da Freguesia de Santa Maria da Ajuda constou a Missa Comemorativa, o descerramento da Lápide e um concerto de música da época a cargo do grupo Vox Angelis, que brindou a assistência com uma actuação de elevadíssimo nível.

OS QUASE QUINHENTOS ANOS DA FREGUESIA DA AJUDA


Perfazem hoje, 12 de Dezembro, quinhentos anos que a Freguesia da Ajuda, então Freguesia de Santa Maria da Ajuda, deixou de estar sob a alçada da Freguesia de São Leonardo.
Quiseram os homens que após quatrocentos e muitos anos a freguesia onde nasci fosse integrada numa outra, a Freguesia de Peniche.
Vontades políticas assim o determinaram e, penso eu, que a ânsia do laicismo exacerbado, ou a vontade de agradar a todos, determinou que o novo nome passasse a ser Freguesia de Peniche.
Não discordo, nem concordo em absoluto, do nome escolhido, mas entendo que não foram ponderados aspectos históricos que, quanto a mim, deveriam ter sido pensados, a menos que o tal laicismo exacerbado se tenha sobreposto à história, que, ao que parece, é passado e não há que ligar importância.
É que a Freguesia da Ajuda foi sempre a Matriz da cidade, também foi implantada no local que primeiro se designou por Peniche, foi, portanto deste local que saiu a vontade de independência em relação à Freguesia de São Leonardo de Atouguia da Baleia, logo, se, ao reduzir-se o número de freguesias urbanas, fosse mantido o nome de Ajuda, teriam sido respeitados critérios históricos e hierárquicos.

PENICHE – MINHA TERRA



PENICHE – MINHA TERRA
NESTA ÉPOCA NATALÍCIA DESEJO QUE DEUS SE LEMBRE DE TI E TE ILUMINE NO SENTIDO DE SAIR DAS TREVAS EM QUE TENS VIVIDO

ONDE COMEÇA O CANHÃO DA NAZARÉ


É toda esta profundeza, aqui mesmo à nossa frente, que nós não desejaríamos ver contaminada, para acrescentar riqueza ao pecúlio de alguns. Tudo isto representa um interesse estratégico para a actividade da pesca que nós ainda não soubemos explorar.

EU TIVE UM SONHO!



Quando vi anunciado que tinha vindo à nossa fortaleza, na nossa terra, um grupo de arrebanhados a fazer a exigência, e a conseguir que a lei da entrega dos imóveis do estado à acessibilidade da exploração e beneficiação por privados fosse alterada, pensei, é desta vez que os Penicheiros vão reagir.

Então nessa noite sonhei que, numa manhã soalheira de Domingo o Povo de Peniche se tinha dirigido em massa à sua fortaleza, sem bandeiras de partidos, sem palavras de ordem, sem comissões organizadoras, sem a participação das entidades locais e, muito mais, sem discursos inflamados dos habituais políticos, preenchendo todo o seu terreiro em ambiente de festa e boa disposição, mas assinando um documento reivindicativo com a exigência de os políticos responsáveis, todos, se aplicarem no regresso da anterior versão da lei. Depois de forma organizada e ordeira, como corolário deste dia de festa, tinham formado um cordão humano a abraçar a sua fortaleza.

 E eu que nos meus 80 anos nunca vi a fortaleza na posse e ao serviço da minha terra, dado que 40 anos foram usurpados pelo estado novo e os outros 40 pelo Partido Comunista, dizia com a alma cheia e o orgulho na atitude que o povo a que pertenço tomara. Até que enfim, já era tempo.

Mas não, era sonho, e a seguir verifiquei que os habituais vão continuar de ministro para secretário de estado, com reuniões aqui e acolá, uns com o fito do habitual tapa olhos, outros porque a politiquice e amostragem de pessoa importante lhes está nas entranhas, vamos empatar na base dos paninhos quentes, quando, todos sabemos, que só lá vai com acções concretas e se necessário à bruta.

Por tudo isto apetece-me repetir:


VAMOS ENCHER A NOSSA FORTALEZA DE PENICHEIROS

VAMOS ENCHER A FORTALEZA DE PENICHEIROS



“Caros Amigos,

Temos de nos mobilizar pela defesa de um novo tempo para a Fortaleza. 

A mistificação que está em curso tem de ser denunciada. É inaceitável termos o Presidente e o Vice-Presidente da Câmara a dizer uma coisa na Câmara, na comunicação social e no Facebook e a emitir comunicados partidários em sentido contrário (“valoriza a decisão do Governo do PS de retirar o Forte de Peniche da lista de monumentos a concessionar”) para agradar à direcção nacional do PCP. 

Temos de ser claros e acabar com as duplicidades, de querer agradar ao partido nacional e aos eleitores locais. A nossa obrigação é com a população de Peniche. Estou absolutamente convicto de que a esmagadora maioria quer que a Fortaleza ganhe uma nova vida e deixe de ser – pelo seu abandono – um espaço indigno de todas as memórias. 

Convido-vos, por isso, a assinar esta petição:


Filipe Sales”

O texto que reproduzo convida à subscrição de petição pela NOSSA FORTALEZA, o que já fiz.

Aqui se confirma a trama anunciada do uso do lápis de dois bicos e da tentativa de servir interesses alheios em detrimento do legítimo interesse da nossa terra.


O POVO DE PENICHE TEM QUE SER MOBILIZADO E CONVIDADO A ENCHER A FORTALEZA, NUMA DEMONSTRAÇÃO DO QUE, NA VERDADE, PRETENDE.

ATENÇÃO AOS TRAIDORES DOS INTERESSES DE PENICHE


Espero que a população do nosso concelho perceba, uma vez por todas, onde estão aqueles que se interessam pelas coisas e desenvolvimento da sua terra e onde estão os fantoches que, querendo dar a ideia de que defendem os nossos interesses, estão sempre prontos a trair-nos em prol do seu bom comportamento perante aqueles que os dominam.

A novela da nossa fortaleza já vai longa e já tive a oportunidade, mais do que uma vez neste blogue, de apontar aqueles que espezinham os nossos interesses para salvaguardar a “quinta” que ocuparam na nossa cidade com a conivência infeliz de alguns penicheiros.

Portanto, meus caros concidadãos, vamos estar atentos aos jogos encobertos e cortinas de fumo habituais na voz de algumas "virgens arrependidas".

Se temos interesse na defesa do que é nosso não podemos manter-nos no habitual imobilismo.

É URGENTE QUE NOS MANIFESTEMOS

(Passe a mensagem aos seus amigos)

DEIXEM-ME METER A FOICE EM SEARA ALHEIA


Neste blogue os comentários sobre políticas não têm ido além do nosso concelho, porém, anda tanta gente num tal reboliço que, também eu, me sinto capaz de dizer alguma coisa. E a primeira que tenho para referir é que toda a gente parece altamente preocupada com os americanos quando as coisas por cá não vão nada melhores e não vejo o mínimo de preocupação. Já percebo, a nossa aflição é de que se as coisas continuarem a piorar ficamos sem ter onde nos refugiarmos, sim porque a tradição é refugiarmo-nos na América dado que nunca me apercebi que, mesmo os comunistas, tenham saído para a Rússia. Então, e se nos preocupássemos com a nossa vidinha?

A NOSSA CIDADE


A entrada norte da nossa cidade continua com o traçado e desníveis de terreno com que ficou quando da abertura da estrada marginal (60 anos?). Mais uma vez acabaram de lhe dar um banho de alcatrão deixando tudo na mesma. Já é tempo de se melhorar aquela entrada por onde acedem muitos dos visitantes que nos procuram. Não sou especialista na matéria mas a imagem que publico pretende dar uma ideia do que se pode tentar. A existência de uma rotunda permite evitar excessos que se praticam com muita frequência em termos de velocidade, daria a oportunidade de se embelezar o local com arranjo floral ou outro, complementando com a instalação de lancis, passeios definidores da zona utilizável por peões e a instalação de candeeiro com quatro luminárias para lhe retirar a ideia de se haver chegado a uma aldeia retrógrada. Parece que paramos no tempo, aliás, toda a cidade dá a ideia de uma quinta em que os avós conseguiram fazer atingir um certo progresso, os filhos apenas cuidaram de explorar o que havia e os netos estão a hipotecar para pagar as dívidas contraídas com jogos de casino e permanente festança.

A GEOLOGIA DE PENICHE




O Snr. Prof. Dr. Luís Vitor Duarte esteve entre nós para abordar um tema que lhe foi proposto pela Arméria – Ass. Ambientalista e o Rotary Club de Peniche em parceria, para debater os:

IMPACTOS DA GEOLOGIA DE PENICHE. O QUE FALTA FAZER?

Perante um Auditório Municipal com lotação esgotada o Snr. Professor dissertou e salientou o interesse mundial do parque geológico que Peniche possui.

Na impossibilidade de vos transcrever o que ali foi dito, procurarei transmitir, através de imagens que fixei, o real valor geológico da nossa costa:



O registo jurássico que revela as nossas origens.


A evidência da importância a nível internacional.


 A prova de que a Berlenga é parte de todos nós.


O que falta fazer com urgência.


Porque o trabalho já começou há sete anos.


E o Museu Municipal está à espera.


Ficam as considerações finais.


A ROTUNDA



A “Rotunda do Zarolho”, digo eu, na sua última versão. A evidência resulta, logo, os beneméritos da cidade que estejam interessados devem adiantar-se, ainda há dois gavetos disponíveis, que equivalem a dois lugares no “pódio”.

Peniche lança concurso de 6,1 milhões de euros para remodelar ETAR da cidade



Peniche, Leiria, 06 out (Lusa) - Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Peniche lançaram concurso para remodelação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da cidade, no valor de 6,1 milhões de euros, informou hoje o presidente do conselho de administração.

O município entende que o investimento na água deve ser uma prioridade para qualificar ainda mais Peniche enquanto destino turístico", afirmou à agência Lusa António José Correia, que é também presidente da Câmara Municipal.
O autarca explicou que, como a ETAR recebe não só águas residuais domésticas, como também águas residuais pré-tratadas de indústrias de transformação de pescado, localizadas na cidade, "a carga de afluentes tem levado a alguns problemas de funcionamento" na ETAR.
Além disso, por estar em funcionamento desde 2001, é necessário adaptar a infraestrutura a novas soluções tecnológicas de tratamento, de desodorização e de desinfeção, assim como estabilizar as arribas no local.
António José Correia lembrou que a ETAR está exposta a uma "elevada agressividade marítima" localiza-se no Cabo Carvoeiro, zona de passagem de residentes e turistas.
A ETAR trata as águas residuais da cidade de Peniche e tem capacidade para dar resposta a efluentes de 48.500 habitantes, quase o dobro da população do concelho.
O concurso tem um custo de 6,1 milhões de euros, dos quais 85% são comparticipados por fundos comunitários.
A empreitada tem um prazo de execução de ano e meio. 
FYC // JLG
Lusa/Fim
Fonte: Oeste Global/ Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)”


NOTA PESSOAL – A notícia é excelente face à necessidade que se tem verificado há já longo tempo. Espera-se que a remodelação anunciada seja mais virada para o seu sistema de funcionamento e não se resuma a obra de cosmética.

Reserva marinha liderada pela comunidade vê lagostas prosperar


Encontro:
03 de Outubro de 2016
Fonte:
University of York
Resumo:
O primeiro e-protegida totalmente única reserva marinha na Escócia está a revelar-se altamente benéfico para a conservação marinha e das pescas, com lagostas mais do que dobrando em número e aumentando de tamanho.
Eles descobriram que a protecção na reserva marinha foi benéfica para lagostas, com sua densidade, comprimento e peso a ser maior que a encontrada em outros locais. As capturas de ovas de lagostas do sexo feminino também foram duas vezes mais altas na reserva, e estas fêmeas realizam uma média de 22 por cento mais ovos, aumentando o potencial de criação de animais.
Estudos de marcação também mostram que as lagostas estão se espalhando para fora da reserva marinha em número crescente, aumentando assim a pesca local.
NOTA PESSOAL – Como estarão a evoluir os percebes, que a nossa Reserva da Berlenga tem como mira preservar?


https://www.sciencedaily.com/releases/2016/10/161003092610.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+sciencedaily%2Fplants_animals%2Ffisheries+%28Fisheries+News+--+ScienceDaily%29

SOBRE A NOSSA FORTALEZA


Quando vi anunciada a ideia do governo de abrir à gestão privada alguns dos imóveis que mantém na sua posse, há muitos anos em regime de degradação permanente, e que, desses imóveis, constava a fortaleza de Peniche, fiz o propósito de aguardar a reacção que aí viria por parte do Partido Comunista.

E, só tive que esperar um dia, logo surgiu o partido em questão a reclamar contra tal hipótese, argumentando que “a política do património não pode estar sujeita ou subordinada ao ‘mercado’ e à política de turismo”, pois não, no caso a nossa fortaleza tem que continuar, como até aqui, exclusivamente ao serviço do Partido Comunista.

E prosseguem “Pelo simbolismo que encerra, não podemos deixar de criticar de forma veemente o facto de o Governo ter colocado nesta lista a Fortaleza de Peniche, ignorando a importância histórica e cultural de um espaço onde não é possível conciliar a actividade hoteleira e turística com a necessidade de preservar integralmente as suas características prisionais históricas”, pois é, só que a fortaleza de Peniche antes de ser transformada em prisão política, sem que o povo de Peniche fosse ouvido, já havia sido uma das mais importantes peças da defesa do nosso território, logo, não se percebe porque terá, no seu todo, que continuar sujeita a manter as suas características prisionais históricas, então e as outras características?

Não basta o núcleo prisional que lá tem, com a especial incidência na cela do Dr. Álvaro Cunhal, quando por lá passaram outros detidos de maior relevância para o nosso país, na minha opinião.

Portanto já conhecemos a posição do Partido Comunista, agora vou ficar expectante acerca da posição dos Penicheiros, porque são esses que têm que decidir sobre as coisas que lhe pertencem.

ARTE DE PESCA EM GÔA

Foto de Vikas Datta, publicada em revista National Geographic

Como se observa trata-se de uma actividade piscatória em tudo semelhante à nossa arte de xávega praticada na Nazaré e outra praias do litoral norte.

Como estivemos por lá tantos anos, terá sido mais um  hábito que por lá deixamos?







Veríssimo Pereira


A fotografia que publico pretende ser um incentivo para voltares aquele local, onde tu e toda a tua família sempre foram a ajuda para muita gente.

À distância e com o auxílio de uma objectiva, consegui fixar o quadro de ternura que te rodeou no embarque de regresso a Peniche (22 de Julho de 2016).

A ilha continua à tua espera.

SE DER PARA CÁ FICARMOS


Floresta de Algas - Crédito © hotshotsworldwide  Fotolia

Você sabia que as ondas de calor não ocorrem apenas em terra, mas também no mar? 

Todos nos lembramos da onda de calor Europeu recorde no verão de 2003: florestas queimadas, rios secaram e mais de dez mil pessoas na Europa morreram em consequência das temperaturas extremamente altas. 

O ambiente marinho - e em particular os organismos - também sofrem de estresse por calor. Duas ondas de calor excepcionais no oceano durante os últimos anos têm alarmado os cientistas. Os seres humanos também vão sentir as suas consequências a longo prazo.

Riscos para os ecossistemas marinhos?
Nós já sabíamos há algum tempo que a fenómenos meteorológicos e climáticos extremos em terra, tais como ondas de calor, moldam a estrutura de sistemas biológicos e afectam suas funções biogeoquímicos e os serviços que prestam à sociedade de uma maneira fundamental. 
Sabe-se também que as ondas de calor afectam um número de sistemas biológicos, incluindo seres humanos, mais fortemente do que as mudanças lentas na temperatura média. Isso tem a ver com o fato de que tais eventos extremos empurram organismos e ecossistemas para os limites de sua resistência e vão além, podendo causar mudanças dramáticas e irreversíveis.

NOTA PESSOAL – Tantas asneiras fazemos na ânsia de querermos sempre mais, tanto tentamos moldar a natureza em favor dos nossos interesses, que um dia, sem esperarmos, ela vai vingar-se definitivamente e reduzir-nos à nossa ínfima espécie, se der para cá ficarmos.

A MATANÇA COMEÇA AMANHÃ?



















Segundo notícia recente, amanhã a (bióloga?) da SPEA Joana Andrade assume a acção de mandar matar os ratos pretos e coelhos da Berlenga.
 Ficará na história como o carrasco que matou inocentes, sem ter apresentado provas justificativas da sua atitude .
Todos os envolvidos no projecto, recorde-se que a Câmara Municipal assim se afirmou, serão coniventes.

CHAMPALIMOUD – Fundação


CHAMPALIMAUD cuja tradução literal pode ser “Chapada de mão, bem aberta, nas ventas dos seus detractores", que bem procuraram fazer-lhe da vida um inferno, mas que a fibra de bom português do SNR. ANTÓNIO soube, na morte, deixar bem vincada a diferença.

Ao contrário, alguns políticos que, morreram e morrerão, deixando aos portugueses apenas a ideia de que não chuparam mais do seu tutano porque não havia.

Também em cada uma das nossas terras haverá sempre aqueles nomes de que todos nos lembramos, enquanto outros nunca passarão de míseros chupadores de tutano.

ASSOCIAÇÃO DAVID MELGUEIRO PROSSEGUE O SEU RUMO

Com a mão firme do Comandante José Mesquita, nosso conterrâneo, no seu leme, a Associação David Melgueiro persegue, persistentemente, a sua rota.

O primeiro passo será a construção de um veleiro de 30 metros que será denominado Green Ocean – David Melgueiro, que albergará a capacidade científica para aprofundar o estudo dos oceanos e compreender, de forma antecipada, a evolução dos mesmos e a consequente alteração da vida de todos nós.

Conseguida que seja a construção do navio o seu grande projecto, denominado Mar Borealis, é uma expedição com a duração projectada de 786 dias que ligará o nosso país ao Japão através da rota do Ártico, sempre com a componente científica do estudo dos oceanos como principal objectivo.

Pretende-se aprofundar o conhecimento da influência que as alterações oceânicas poderão vir a provocar na presença das espécies piscícolas.

A rota do Ártico foi uma alternativa estudada pelo governo holandês em 1660 à do Cabo da Boa Esperança, do nosso Vasco da Gama, e que se presume tenha sido levada a efeito pelo, também português, navegador portuense David Melgueiro.

A concretização da expedição não esgota o objectivo, nem do navio, nem da Associação, que continuará ao dispor da ciência, com a particularidade de que o seu custo de actuação será muito mais reduzido, comparativamente com os tradicionais navios utilizados.

Já anteriormente fizemos referência a este projecto, que tem sido prosseguido com a persistência do Comandante Mesquita, para o qual desejamos as melhores venturas, lembrando aos penicheiros, a necessidade do seu apoio e o quanto seria honrosa a sua concretização.

FIM DO VERÃO É TEMPO DE BALANÇO



Quando o verão acaba e com ele a correria para ficarmos bem integrados nas fotografias e reportagens habituais, sempre se arranja um pouco mais de tempo para pensarmos naquilo que foram as promessas efectuadas.

Este meu pensar levou-me a ir rever a meditação que fiz em cinco de Setembro de 2014 e, para surpresa minha, conclui que não era preciso acrescentar mais nada, o texto que segue é a transcrição do que disse naquela data.

Algumas perguntas:
A nossa marina continua a ser um projecto sonhado, enquanto o porto de recreio existente está em acelerado estado de degradação; não se tem ouvido falar do projecto da piscina de ondas; as ciclovias não andaram e a empresa que liderava o projecto saiu do mapa; os parques de estacionamento das praias, em geral, mostraram as suas ineficiências e desorganização; a segunda fase do projecto do fosso das muralhas não dá notícias; a regulação geral do trânsito no concelho está por pensar; a inundação sem ordem da Ilha do Baleal com os carrinhos é para continuar; a instalação de zonas de estacionamento específico para auto-caravanas será para pensar ou bastará reclamar pela sua enfadonha presença; a pousada na fortaleza vai ou não vai; a Berlenga continua a não ter a sustentabilidade anunciada; o estacionamento do Campo da Torre vai continuar como está; a nossa cidade vai aparecer de cara lavada;


Como se vê ele continua actual, apenas se poderia acrescentar mais um ou outro "abortosito", isto vai mesmo de mal a pior!

O VALE DAS ARMÉRIAS NA BERLENGA


Quando esta fotografia foi tirada, estava-se nos primeiros anos da década de 60, já havia ratos pretos há 1.300 anos e coelhos há, seguramente, 300 anos, para não falar da estadia, em anos mais recentes (1945/50), de um rebanho de ovelhas durante a primavera, e a flora da Berlenga era exuberante, como se constata na foto, relativa àquilo que chamávamos o Vale das Armérias, dada a sua concentração naquele local, embora a sua existência abrangesse toda a ilha.

Hoje, a sua existência é bem mais escassa, não sendo possível reproduzir esta fotografia. O exemplo que tomo relativamente à arméria, pode ser considerado em relação a algumas outras espécies. Só encontrei uma excepção numa observação que fiz no mês de Abril de há uns anos atrás, proliferavam as urtigas ao longo do muro do farol virado a ocidente, o que, segundo os entendidos, significa a acidificação do solo.

Tudo o que tenho vindo a referir está relacionado com a perseguição que está a ser feita àqueles dois elementos da fauna da Berlenga, sob a acusação do elevado prejuízo que estão a causar à flora da ilha.

Do meu ponto de vista, a degradação do solo através da acumulação do excesso de excrementos e penas de aves é que está, verdadeiramente, na origem do paulatino definhar da flora da ilha. A chamada nitrificação do solo.

Só que esta realidade põe em causa as aves, nomeadamente a gaivota de patas amarelas, situação mais difícil de abordar pelos acusadores que, relativamente aos ratos e coelhos usam o termo extermínio, enquanto para as suas avezinhas usam e abusam de mais cuidadinhos e panos quentes.

Volto a afirmar, o assunto requer equilíbrio na maneira de pensar e actuar, todos têm o seu papel a desempenhar, basta ao animal inteligente estabelecer, mais uma vez, o equilíbrio das situações que se coloquem, sem sectarismo.

Projecto energia das ondas


Ficamos seriamente baralhados ao ler as notícias da imprensa publicada, referentes a este assunto, como abaixo podem verificar:

1ª notícia

http://oesteglobal.com/BREVES_Pais_2_edicao_123

PENICHE: Projeto de energia das ondas em consulta pública

 O período de consulta pública para atribuição de um Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional (TUPEM), por dez anos, na zona da Almagreira, em Peniche, vai decorrer entre 31 de agosto e 20 de setembro.

O prazo foi estabelecido pela Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Recursos Marítimos, no âmbito de requerimento da EW – Energy OY para a instalação de uma nova versão do dispositivo experimental do projeto WaveRoller Foak, destinado à produção de energia elétrica através da reconversão da energia das ondas.

A área ocupada pelo projeto será de 41,4 hectares, ao lago da praia da Almagreira, na freguesia de Ferrel, onde já anteriormente esteve instalado um dispositivo semelhante.

2ª notícia

http://www.rtp.pt/noticias/economia/parque-de-energia-das-ondas-de-peniche-recebe-25-milhoes-de-euros_n772672

O responsável anunciou que a AW Energy vai avançar com a instalação da tecnologia "wave roller" em duas fases distintas para aumentar a capacidade de produção, estando a primeira a iniciar-se com a produção e montagem das 16 máquinas nos Estaleiros Navais de Peniche.

"O próximo passo é instalar mais uma unidade no próximo verão e as restantes dentro dos próximos três anos, para em 2016/2017 entrarmos na fase de exploração comercial do projeto", estimou.
A três pás da unidade instalada na Almagreira conseguem produzir por ano 10 MW/hora cada uma e no total 30 MW/hora por ano.

"Nos períodos em que a tecnologia esteve no fundo do mar, as turbinas nunca estiveram paradas. Os testes tiveram grande sucesso e temos resultados para entrar na fase comercial do projeto porque somos capazes de captar energia das ondas de forma eficiente", concluiu John Lilijelund, cuja empresa está "totalmente apostada em investir em tecnologia".

A energia produzida é hoje suficiente para alimentar uma aldeia com 120 habitações e 360 habitantes.

Nota pessoal – Não bate a bolota com a perdigota, ou as notícias estão erradas e devem ser desmentidas, ou a primeira notícia é um formalismo, vulgo tapa olhos, para Penicheiro não ver. Em que ficamos?

A NOSSA POSIÇÃO COMO PORTO DE PESCA



No gráfico ocupamos a posição 070

No ano de 2015 ocupamos a 6ª posição.

1º - Sesimbra; 2º - Olhão; 3º - Matosinhos; 4º - Aveiro; 5ºFigueira da Foz;
6º - Peniche; 7º - Sines
É motivo de preocupação para todos nós? Não parece, sobretudo porque vimos toda a gente despreocupada, feliz e contente.

QUE SAUDADE!!!!!!!

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